Seduction

7 Confusões do coração.


Notas iniciais
Oi gente, tudo bom? vou ser bem rápida aqui porque já está tarde e meus olhos estão pesados de sono. Eu espero que gostem do capítulo, demorei pra escrever esse, mas eu gostei dele e espero que vcs tmb gostem. Bora ler.

4 horas de fotos, 4 horas ao lado de uma mulherzinha que se acha a rainha da Inglaterra e que fica toda hora achando um motivo para tocar em Oliver. 4 horas de Helena Bertinelli e eu já não suportava mais ficar ao lado dela, estava quase mandando-a calar a boca e parar de ficar encostando em Oliver.

E Oliver era outro, parecia estar gostando da atenção da sua ex namorada. Deixava que ela encostasse nele a todo momento, nem se importava se eu estava ou não ali. Por sorte aquela tortura estava acabando e depois disso eu tenho a tarde livre para fazer o que quiser, pretendo ficar bem longe de tudo isso.

A única coisa que eu quero é sentir meus pés afundando na areia, sem me preocupar se meu cabelo está ajeitado para mais um monte de fotos. E principalmente, sem estar ao lado de Helena.

— Uau, vocês formam uma bela dupla. — apontou Yasmim, apontando para mim e Helena, tive que segurar a vontade de revirar os olhos e apenas fingi um sorriso.

Eu realmente estava odiando estar ali, sei que não devia sentir sentimentos ruins por Helena, ela é mulher e eu também, devíamos lutar juntas, declarar guerra ao pênis, mas toda vez que penso no pênis de Oliver a única vontade que tenho é tê-lo inteiro dentro de mim. Céus, e como quero.

— Okay, última bateria de fotos. — disse Oliver, me encarando.

Helena não perdeu a oportunidade de sorrir para ele e resmungar alguma coisa.

— então. — ela cochichou para mim. — está transando com Oliver?

— O quê?! — exclamei, mudando minha postura e encarando a mulher.

— Eu entendo, Oliver adora desfrutar das modelos com quem trabalha. — disse. — E você é toda bonitinha, conheço Oliver, ele não resiste. É apenas mais uma para a lista dele.

Eu engoli toda minha vontade de gritar com Helena e apenas esbocei um sorrisinho cínico.

— Se eu estou ou não transando com Oliver, é problema meu e dele, não seu.

Ela bufou, mas continuou sendo profissional.

— Queria saber, porque já que estou nesse lugar, adoraria passar cada segundo fodendo loucamente com Oliver.

Eu sorri para a foto, mas a minha vontade era acabar com Helena e dizer que na verdade quem ia passar cada segundo fodendo loucamente com Oliver era eu e não ela, no entanto, continuei centrada no que estava fazendo, que era manter o sorriso e a postura para mais uma foto.

— Se ele quiser, faça bom proveito.

— Okay, terminamos por hoje. — disse Oliver.

— Ain, eu quero ver! — disse Helena correndo até ele.

Já estava cansada de ver os dois trocando sorrisinhos, caminhei até a tenda onde estava minhas coisas, as peguei e sai dali. Apenas queria tomar um banho e comer, meu estomago já estava dolorido de fome.

Tinha acabado de sair do banho quando escutei batidas na porta, pensei em ignorar, mas podia ser Yasmim querendo falar sobre trabalho, por isso mesmo relutante caminhei até a porta e a abri, se eu soubesse quem estava do outro lado nem teria aberto, era Oliver e não estava muito satisfeita em o ver ali, mas por outro lado, aquela camisa branca justa me fez imaginar tanta coisa.

— Oi. — ele falou, esboçando um sorriso calmo. — Precisava falar com você, mas no final das fotos te procurei e você tinha sumido.

— Você estava tão alegre com a sua ex namorada, não quis atrapalhar o momento de vocês, por isso voltei para o quarto.

Um sorrisinho ameaçou escapar dos lábios de Oliver, mas ele o segurou. Sorte dele, ou eu juro que agora ele teria um olho roxo e um dente a menos no seu sorriso perfeito.

— Helena me convidou para almoçar com ela. — soltou.

Disfarcei o sentimento que estava sentindo, que sabia muito bem qual era, ciúmes, infelizmente eu estava com ciúmes. Tudo estava perfeito, Oliver, o sexo, o trabalho e do nada essa mulher surge dos confins do inferno para acabar com tudo.

— Mas eu não quero almoçar com ela. — Oliver completou, fazendo um pequeno sorriso surgir nos meus lábios. — Eu posso entrar?

— Não. — falei secamente, fazendo-o me encarar com surpresa. — Eu já estou de saída, só vou terminar de me vestir. Você pode ir almoçar com sua ex namorada.

Empurrei a porta, mas Oliver bloqueou a minha tentativa de ignorá-lo e colocou o pé no batente.

— Espera. — ele praticamente invadiu o meu quarto. — Não deixa a Helena estragar isso. — Oliver se aproximou. — Ela faz parte do meu passado. — ele segurou meu queixo e me fez encarar seus olhos. — Eu só quero passar cada minuto dessa viagem ao seu lado, não vou almoçar com Helena, vou ficar com você.

— Eu quero passar um tempo sozinha Oliver. — desviei meu olhar do dele.

— Por que você está agindo assim, Felicity? — ele questionou, com a voz calma.

— Porque eu gosto de passar um tempo sozinha. — rebati, coloquei meu chapéu de praia para que Oliver não percebesse a mentira nos meus olhos.

É claro que eu gosto de passar vários momentos sozinha, minha companhia é ótima, eu sou espontânea, inteligente e divertida. Não brigo comigo mesma para escolher um restaurante ou para escolher um filme no cinema. A minha companhia é melhor que muita gente. Mas nesse momento, nesse lugar incrível, a única companhia que quero é a de Oliver.

— Por que eu não acredito nisso? — indagou se aproximando de mim. — Você está mentindo.

Virei de costas e comecei a mexer na minha bolsa.

— É melhor você ir embora, já estou de saída.

— Não vou embora enquanto você não me der uma desculpa convincente do porque está me afastando desse jeito.

Oliver se aproximou e a sua respiração acariciou a pele do meu pescoço, fazendo um calafrio percorrer o meu corpo e se concentrar no meio das minhas pernas, inferno.

Fechei meus olhos e respirei fundo. Oliver não estava ali para perder, ele queria me vencer de qualquer forma. Ele colou seu corpo ao meu e suas mãos rastejaram pelos meus braços em direções opostas, uma subiu pela minha barriga e rastejou até seus dedos tocarem o meu pescoço e acariciarem a minha pele que imediatamente arrepiou-se toda. A outra desceu lentamente pelo meu umbigo, seus dedos deslizaram por baixo da minha canga e encontraram a parte de baixo do biquíni, um gemido contido escapou da minha garganta quando sua mão deslizou por dentro do biquíni, ele acariciou minha pele molhada gemendo meu nome no meu ouvido.

— Felicity. — ele beijou a parte de trás da minha orelha. — Você me deixa louco.

Ele não sabia o quanto seu toque estava me deixando alucinada, fazendo a minha imaginação correr solta, a essa altura eu já tinha perdido a batalha que havia iniciado contra ele a minutos atrás.

— Oliver. — eu apertei minhas coxas, sentindo uma deliciosa onda de prazer no meio das minhas pernas e no corpo inteiro.

— Você é tão deliciosa. — os seus lábios rastejaram pelo meu pescoço, eu ofeguei e me virei, meus lábios encontraram os de Oliver e sua língua invadiu minha boca, ele me beijou da forma mais quente e avassaladora possível, céus, eu estava me derretendo em sua boca e nas suas mãos. — Mas se você quiser, posso te dar espaço e te deixar sozinha por um tempo.

Ele se afastou de mim, o suficiente para seus olhos inspecionarem a minha expressão. Um sorriso brincava em seus lábios, ele estava apenas me provocando, por que eu sabia que a sua única vontade no momento era estar dentro de mim.

— Okay. — falei, juntando nossos corpos. — Você pode sair pela porta. — pressionei meus lábios contra os dele. — Ou você pode tirar a minha roupa.

— Você sabe que tudo o que quero é tirar essa canga e o que tiver por baixo dela. — ele segurou o nó que prendia o tecido no meu quadril e puxou. — Por isso não vou a lugar algum. — A canga deslizou pelas minhas coxas e caiu no chão, Oliver segurou minha cintura e me puxou para mais perto de si — Quero você nua e inteira para mim. — ele aproximou a boca do meu ouvido e agarrou firme o meu cabelo, puxando levemente a minha cabeça para trás. — Quero esquecer o mundo lá fora enquanto estou dentro de você, esquecer qualquer outra pessoa enquanto a minha boca rasteja por cada parte do seu corpo, enquanto minhas mãos te tocam com força e suavemente, enquanto você geme meu nome quando goza. — ele beijou minha pele. — Foder você é tudo que desejo agora.

Com essas palavras eu me derreti inteira sentindo um prazer incontrolável tomar conta do meu corpo. Segurei o pescoço de Oliver e puxei seus lábios para os meus, ser fodida por ele era tudo que mais queria no momento, não conseguia pensar em mais nada além de nós dois.

As mãos de Oliver deslizaram por minhas costas, agarraram minha bunda com força e por fim se firmaram em baixo dos meus joelhos, com facilidade ele me puxou para cima. Pressionei minhas coxas contra seu quadril e cruzei meus tornozelos atrás das suas pernas, sentindo a ereção de Oliver roçar no meio das minhas coxas.

— Céus. — gemi contra sua boca.

Oliver caminhou em direção a cama, sem desgrudar a boca da minha pele, ele beijava meu pescoço, meu ombro, minha clavícula e lambia o vale entre meus seios, eu estou louca de tesão, a ponto de esbravejar para que ele me penetre de uma vez por todas, no entanto, Oliver mantém a calma e me coloca gentilmente sobre a cama.

— Inferno Oliver, não seja tão calmo. — rosnei. — Isso me deixa furiosa.

— Felicity. — ele deita sobre mim e me dá um selinho nos lábios. — Eu gosto de ter calma com você, aproveitar cada segundo que você é inteira minha.

Eu seguro o seu rosto e beijo seus lábios com pressa, sentindo sua língua acariciar cada canto da minha boca. Minhas mãos descem pelas costas dele, agarro o tecido da camisa e puxo. Oliver aproveita e segura o fio da parte debaixo do biquíni, sem gentileza alguma ele puxa a peça para baixo e arranca pelos meus tornozelos.

Ele estava de joelhos sobre a cama, diante de mim, seu peitoral nu fazia a minha imaginação aflorar, eu acabo virando uma grande piranha quando estou com Oliver. Meus olhos desceram pelo abdômen e se concentraram em sua ereção, eu podia imaginá-lo inteiro dentro de mim, cada vez mais firme e forte, me proporcionando prazer e orgasmos, os mais intensos orgasmos.

Estiquei a minha perna e pressionei meu pé na barriga de Oliver, rastejei os dedos para baixo e puxei o fio da sua bermuda, então encarei os olhos de Oliver, ele estava me admirando, o fogo queimando dentro das suas orbes azuis, amava o quanto ele me desejava, amava ser desejada por ele.

— O que está esperando. — questionei, o provocando. Ele sorriu e

deitou-se sobe meu corpo, seus lábios rastejaram pelo meu pescoço ao compasso que sua mão subia pela minha coxa. Ele me tocou e meu corpo entrou em colapso quando seus dedos pressionaram meu clitóris.

— Inferno Felicity, eu não consigo pensar em outra coisa além de você. — ele deslizou dois dedos lento e profundamente para dentro de mim. — como pode pensar que quero ficar com Helena ao invés de você. — ele penetrou mais fundo e firme, fazendo um gritinho escapar da minha garganta. — eu só quero você, foda-se o resto. — ele me penetrava mais bruto, mas fundo e cada vez mais rápido. Os movimentos dele me deixavam mais molhada e escorregadia, facilitando suas investidas.

— Oliver. — sussurrei seu nome, sentindo os primeiros espasmos do orgasmo envolverem meu corpo.

— Amor, goze para mim. — ele me beijou e continuou no mesmo ritmo, rápido e profundo, eu sentia seus dedos irem e voltarem, cada vez mais fundo, um ritmo delicioso que me fez explodir deliciosamente em seus dedos. — Cacete, Felicity. — ele encostou a testa na minha.

Minhas mãos deslizaram por seu abdômen e agarrei sua bermuda e puxei para baixo.

— Eu quero mais, por favor, mais. — implorei.

Oliver se levantou e se livrou da bermuda e da cueca, voltou rapidamente para cima de mim e se livrou da parte de cima do meu biquíni. Suas mãos deslizaram pelas laterais do meu corpo e ele me virou, dessa vez eu estava de costas para ele. Seu abdômen grudou nas minhas costas e eu senti seu pau na minha bunda, céus, meu coração parecia uma locomotiva, e o meio das minhas pernas pulsava de tanto prazer.

— Erga-se para mim. — ele sussurrou, agarrando meus cabelos. Eu fiz o que ele pediu, ergui a minha bunda para ele e pressionei meus braços sobre o colchão, ainda estava me recuperando do primeiro orgasmo e já queria mais, muito mais.

Oliver pressionou as mãos na minha bunda e então seu membro deslizou para dentro de mim, tão profundo e delicioso quanto os seus dedos.

— Posso não ser tão calmo agora. — ele sussurrou, mordendo meu ombro.

— Não quero que seja. — devolvi, agarrando o lençol.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, sentia necessidade de Oliver, sentia ciúmes dele com Helena e não conseguia me manter longe dele. Tudo aquilo estava começando a virar uma confusão na minha cabeça, e eu só conseguia pensar no quão maravilhoso era estar com ele.

[...]

Desabei suada, ofegante e cansada sobre a minha cama, o que tinha acabado de acontecer havia me deixado exausta, eu não sabia se precisava de mais um banho por estar cheia do gozo de Oliver ou se queria apenas ficar deitada esperando minha respiração voltar ao normal e as centenas de manchas vermelhas sumirem do meu corpo.

Oliver estava deitado ao meu lado, seu peito subia e descia rapidamente. Seus olhos sondavam cada parte do meu corpo.

— Felicity. — ele disse, se aproximando de mim. — Eu acho que é hora da gente conversar sobre como vai ser quando voltarmos para Nova Iorque.

— Não quero falar sobre isso, Oliver, e nem pensar. — falei áspera, sentando-me na borda da cama.

— Eu não quero ficar com você só nesse período curto que estamos aqui.

— Por favor, Oliver, pare! — exclamei. — A gente pensa sobre isso outro dia. Além do mais, temos um acordo. Eu estou com fome, você pode pedir algo para a gente comer, vou tomar um banho.

Levantei-me e segui para o banheiro.

[...]

Quando sai do banheiro, Oliver não estava mais ali. Eu sabia que tinha o deixado puto, afinal, ele só queria conversar e eu fui uma cretina com ele. Sei que como eu, ele também se envolveu nisso, deixou os sentimentos falarem mais alto, ele deve estar tão confuso quanto eu com tudo isso que está acontecendo, por isso quer conversar, esclarecer as coisas, mas me encontra fechada, parece até que ergui um muro ao meu redor, isso deve o deixar completamente puto comigo.

Essa viagem está sendo tão gostosa, eu não quero que acabe, não quero voltar para minha cidade e me deparar com a realidade, Oliver é um cara legal, o sexo é inacreditável, estou mais envolvida com ele do que queria, mas não quero nada sério, não agora, por isso não quero tocar nesse assunto, só quero aproveitar os últimos dias que temos para ficar juntos. Talvez eu deva explicar isso para ele.

Isso, Oliver é um homem legal, adulto, ele merece uma explicação, merece entender o que está acontecendo comigo, com a gente. Caramba é tão confuso tentar entender meus sentimentos, porque embora não queira me envolver, em contrapartida tem todo o tesão, a forma que o meu corpo reage ao dele, a forma que meu coração reage aos seus beijos, a necessidade que tenho de senti-lo me tocando — em cada pedaço da minha pele —, tudo isso, mais o sexo incrível, céus, não quero me envolver, mas não sei se consigo ficar longe dele.

Saio do meu quarto e atravesso o corredor. Me preparo para bater na porta, mas desisto, fecho meus olhos e penso por um tempo. Talvez Oliver queira um tempo para se livrar da raiva que pode estar sentindo por mim, no entanto, preciso conversar e explicar para ele como me sinto. Conto até 10, crio coragem e enfim bato na porta. Mas Oliver não me atende, bato novamente e nada.

— Oliver, a gente precisa conversar. — falo, encostando meu ouvido na porta para escutar algum ruído do outro lado, mas tudo continua silencioso demais. — Por favor, eu fui idiota com você, me desculpe. — bato mais algumas vezes, mas acabo desistindo e volto para o meu quarto, pego o celular e envio uma mensagem para ele.

Meu estomago ronca, só então percebo que não comi nada além de um pedaço de mamão e uma xícara de café antes da sessão de fotos. Já passam das 18 horas da tarde, preciso me alimentar, estou agindo como aquelas modelos que comem uma fruta por dia. Pego um vestidinho amarelo florido na mala e coloco sobre o biquíni, calço uma sandália e solto os cabelos. Desço até um dos restaurantes do hotel, vou comer tudo que tenho direito.

Janto sozinha, desfrutando da minha companhia e de um bom vinho tinto, eu mereço tudo isso. Acabo exagerando e tomando mais de duas taças de vinho, o vinho acaba agindo rapidamente no meu corpo, minhas bochechas ficam vermelhas, meu rosto queima e meus olhos ficam pesados, ou seja, estou morrendo de sono, por isso fecho minha conta, preciso realmente de boas horas de sono, porque amanhã tenho que me levantar junto com o sol, porque segundo Oliver, é o melhor horário para tirar fotos, falando em Oliver, quando passo pela porta do seu quarto tenho vontade de bater e pedir para dormir com ele, agarradinha nele, sentindo seus braços ao redor da minha cintura, ai caramba, o vinho está me deixando louca. Apesar da vontade, não bato, apenas encosto meu ouvido na porta, não escuto nada.

— Merda, como sou idiota. — murmuro, introduzindo o cartão chave na fechadura.

Entro no meu quarto e vou direto para a cama, como o efeito do vinho ainda age no meu corpo, não demoro muito para cair no sono,

Eu estava sonhando, e o meu sonho envolvia doces, travessuras e o Oliver, com certeza não queria acordar daquele sonho incrível em que Oliver chupava a pele do meu pescoço com doce de baunilha, céus, eu nem gosto de misturar doces com sexo, mas esse sonho estava me levando a loucura, no entanto, infelizmente eu acordei, na melhor parte do sono. Até tentei fechar os olhos e voltar a sonhar, mas não deu certo, pois assim que fechei os olhos escutei vozes no corredor, e eu conhecia aquelas vozes, uma era a voz de Oliver, a outra, era da Helena.

Meu estômago revirou e eu corri até a porta.

— Por que você não me deixa entrar, Oliver? Podemos relembrar nossas aventuras. — disse Helena, com um tom de voz sexy. Eu puder vê-la se esfregando em Oliver ao dizer isso.

— É melhor você voltar para o seu quarto, Helena. Temos que acordar cedo amanhã. — rebateu Oliver, o tom de voz grogue, enrolado. Ele devia estar bêbado. — Obrigada por me acompanhar até aqui, mas é melhor você ir.

— Não acredito que está me dispensando, Oliver. — choramingou Helena. — Você não lembra do quanto a gente se dava bem antes, do quanto o sexo era bom. Me deixa entrar, você não vai se arrepender.

Oliver não disse nada, eu apenas escutei o barulho da sua porta se abrindo e depois se fechando, eu não queria abrir a porta e inevitavelmente escutar o que estava acontecendo dentro do quarto dele. Engoli em seco a bile que subiu na minha garganta e fechei meus olhos. Helena não precisou insistir muito para Oliver ceder as investidas dela.

Caminhei até a minha cama e me sentei na beirada, respirei fundo. Eu não devia me sentir tão incomodada, mas eu estava, estava tão incomodada que podia ter um ataque de fúria a qualquer momento e fazer como as mulheres das novelas mexicanas que minha mãe assistia, eu podia sair quebrando tudo que era de vidro. Meu peito subia e descia rápido, minhas bochechas queimavam de tanta raiva. Oliver tinha cedido a Helena e agora os dois estava transando do outro lado do corredor.

O meu celular vibrou sobre a cômoda ao lado da cama, estiquei o braço e puxei o aparelho com a ponta dos dedos, era uma mensagem, especificamente, uma resposta de Oliver a mensagem que mandei antes, ele está pedindo pra mim ir ao quarto dele, para a gente conversar.

O calor do momento e a raiva que borbulhava dentro de mim, me fez responder sua mensagem secamente. Falei que não podia, que era melhor ele aproveitar o seu tempo com Helena, depois disso desliguei o celular e me deitei na cama, puxei a coberta até as orelhas e fechei meus olhos, mas só conseguia imaginar Oliver e Helena juntos, e isso me deixou com ainda mais raiva. E toda a raiva não estava me deixando pensar direito, então comecei a me fazer perguntas:

Por que Oliver pararia de se pegar com Helena para responder a minha mensagem?

E por que ele pediria para mim ir ao seu quarto se ele estava trepando com Helena?

Levantei da cama, atravessei o quarto, abri a porta e passei pelo corredor, bati na porta de Oliver, tão forte que podia sentir a madeira tremer sob os nós dos meus dedos. Dessa vez, Oliver abriu a porta, e eu tive que engolir a saliva que estava quase escorrendo pelo canto da minha boca, ele havia acabado de sair do banho, ainda estava com a pele molhada e uma toalha enrolado no quadril.

Cacete.

— Estava tomando banho com Helena? — cuspi, sem pensar é claro, eu estava sendo ridícula.

— O quê? — ele me encarou, as sobrancelhas arqueadas, uma grande expressão de confusão em seu rosto. — Helena me trouxe até aqui, mas foi embora. Eu estava tomando banho sozinho. — ele sorriu. — e pensando em você.

É claro que ela não estava ali, Oliver deve ter fechado a porta na cara dela. Meu Deus, por que eu agi dessa forma, como uma maluca obsessiva, que vergonha.

— Eu não quero falar sobre como vai ser quando a gente voltar para Nova Iorque, não agora. Não durante essa viagem. — falei, dando um passo para dentro do quarto de Oliver. — Desculpe se eu fui uma cretina com você hoje. — espalmei minha mão na barriga de Oliver e empurrei a porta com o calcanhar. — mas eu só quero aproveitar essa viagem. — A ponta dos meus dedos rastejaram até o ombro de Oliver, puxei seus lábios para perto dos meus. — e quando digo aproveitar, quero dizer que você fica bem melhor sem essa toalha. — agarrei o tecido felpudo e puxei, a toalha deslizou pelo quadril de Oliver e se amontoou sobre o chão.

Ele sorriu, aquele sorriso quente e delicioso, que me faz pensar em coisas sujas. Segurou minha cintura e me puxou para perto de si. Seus lábios encontraram os meus e ele me beijou, não foi como os outros beijos, esse foi incrivelmente melhor, com uma sensação que fazia o meu coração pular dentro do peito.

Notas finais
Então, são 04:30 da manhã, fiquei escrevendo o fim do cap e depois revisei, acho que mereço comentários né? Favoritos tmb! Quem sabe uma recomendação? Vou ficar imensamente feliz gente. Espero do fundo do meu coração que tenham gostado. Beijoos e até a próxima, que vai ser INVERTIDOS. Para quem ainda não leu procura no meu perfil :)