Sede de Vingança

3 A vingança está a caminho.


Notas iniciais
Antes de tudo quero pedir desculpas por ter ficado 2 dias sem postar. Mas aqui está o 3º capítulo da história de Amanda Clarke! Espero que estejam gostando da fic. Sei que ainda não tenho muitos leitores mas não sou de desistir fácil. Boa leitura!

O meu ódio só aumentava enquanto eu tomava café e assistia a uma reportagem sobre os Grayson. Era uma entrevista com o Conrad e Victória. Aqueles que eram os verdadeiros responsáveis pela queda do avião e pela morte do meu pai. Eles destruíram a vida de famílias sem ao menos pensar na dor que elas sentiriam. Era aquela dor que eu senti por anos e ainda sinto. O meu coração fica apertado só de lembrar. Eu já tinha lido a carta que meu pai fez para mim milhares de vezes e em todas essas vezes milhares de lágrimas caíram. Eu ainda não suportava a dor de ter perdido a única pessoas que cuidou de mim.

No momento em que eu não aguentava mais ouvir a voz daqueles dois desgraçados, desliguei a televisão e pensei em uma forma de derruba-los daquele pedestal que os sustentavam. Eu não sabia nada sobre vingança mas aquele ódio que eu sentia me motivava a planejar uma. Peguei meu telefone para ligar para uma pessoa que eu sabia que poderia me ajudar. Nolan. Mas enquanto eu discava o número ele invadiu a minha casa.

– Amanda, eu sei o que você sente mas você precisa entender que não pode, sem mais nem menos, fazer uma vingança contra aquela família. Eles são poderosos e acima de tudo são perigosos. O último pedido do seu pai, além de entregar a caixa, era te proteger. Eu vou fazer isso nem que eu precise te trancar dentro da sua própria casa.

Ele era tão irônico enquanto falava. Não sabia se eu queria lhe dar um tapa ou lhe abraçar pelas palavras que ele me dizia. Ele sabia muito sobre o meu pai.

– Nolan, eles mataram o meu pai e acabaram com a minha vida. Por muitos anos eu e todo o Estados Unidos achamos que ele tinha sido o protagonista daquele acidente. Eu sinto que preciso acabar com eles da mesma forma que eles fizeram comigo. Eu sei que o último desejo do meu pai foi que você me protegesse mas acima de tudo ele queria que você fosse meu amigo. Ele queria que você me ajudasse. Ele me disse que eu poderia confiar em você e se isso é verdade, eu espero que você me ajude.

Enquanto conversávamos, a caixa estava em cima da mesa. O Nolan olhava para ela a cada 5 minutos. Percebi aquilo porque por mais que ele tentasse, não conseguia mentir.

– Por que você não tira os olhos daquela caixa?

– Não é nada, Amanda.

– Nolan, o que tem lá dentro que pode nos ajudar contra os Grayson?

Ele se engasgou na hora de responder. Como eu disse, ele não sabia mentir. Andei com passos largos em direção a bancada da cozinha, onde eu tinha deixado a caixa. Ela já estava aberta. Comecei a tirar tudo que estava lá dentro na intenção de achar algo que estivesse a meu favor. No fundo da caixa tinha um bilhete. Nele havia um telefone e uma mensagem:

´´Eu espero sinceramente que você não precise ligar para este número mas caso esteja procurando uma forma de defesa, ligue para Satoshi Takeda, 9789-6543´´

– Quem é Satoshi Takeda?

Nolan não respondeu. Não precisa, o bilhete já me dizia exatamente o que precisava saber. Peguei meu celular e disquei o número. Uma voz me atendeu.

– Amanda Clarke?

Fiquei surpresa mas respondi:

– Sim, sou eu. Você é o Satoshi Takeda?

– Claro que sou eu. Você é a filha de David Clarke. Eu sabia que você ligaria. Eu te ajudarei mas para isso você precisa viajar até o Japão. Aqui você terá tudo que precisa para vingar a morte de seu pai.

Ele desligou o telefone antes que eu pudesse responder. Mas eu estava certa do que queria. Eu tinha um objetivo e eu iria cumpri-lo. O mesmo objetivo do meu pai, desmascarar os Grayson. Mas eu não queria apenas desmascara-los, eu queria destruí-los. Queria que eles sentissem o mesmo sentimento que eu senti.

Aquela vontade de acabar com a vida deles me consumia e dominava meus pensamentos. Eu tinha sede de vingança. Naquele momento eu só precisava me concentrar naquela viagem. Eu não sabia como seria mas eu precisava focar naquele objetivo.

Nolan ainda estava lá e me disse que mandaria um de seus empregados me levar até o meu destino. Mas era ele quem me levaria até o aeroporto que ficava a mais ou menos 1 hora da minha casa. Era lá que ele guardava o seu jatinho.

Peguei todas as coisas que me restavam naquela casa. Fiz uma pequena mochila com coisas que eu provavelmente iria precisar. Não sabia quem eu encontraria por lá. Era o Japão. Eu não tinha ideia de como era aquele lugar. Eu passei minha infância ao lado do meu pai, morando nos Hamptons. Depois que tudo aconteceu, fiquei naquele abrigo. Passei minha infância e minha adolescência ali. Não conhecia nenhum país que não fosse o Estados Unidos.

...

Estávamos no aeroporto. Eu e Nolan. Olhávamos para aquele jatinho com ansiedade. Ele não iria comigo. Estava apenas me acompanhando para ter a certeza que eu não faria nenhuma besteira. Durante o percurso para chegar ao aeroporto ele tentou me convencer a desistir daquilo que eu estava prestes a começar. Mas por mais que eu tenha escutado tudo o que ele tinha pra me dizer, eu não desistiria de nada. Eu não desistiria do meu pai. Eu precisa entender o que tinha acontecido e sabia que o tal Takeda saberia me dizer e ele me deixaria preparada para tudo o que estivesse no meu caminho.

Uma breve lembrança veio a minha cabeça e eu me distrai por alguns segundos.

(Flashback on)

– Amanda, venha aqui. Eu tenho uma surpresa para você!

– Já vou papai. — Sai correndo em direção a varanda que era onde o meu pai estava.

– Feche os olhos e espero alguns segundos.

Fechei os olhos com esperança.

– Já pode abrir! Surpresa!

Abri os olhos e ali estava o sonho da minha infância.

– Um cachorrinho papai? Obrigada! — Sorri e o abracei fortemente.

– Já tem um nome pra dar a ele?

– Eu acho que ele tem cara de Sammy!

– Então ele se chamará Sammy.

(Flashback of)

Eu me lembrava exatamente de como Sammy era. Todo dia eu pensava nele mas com o passar do tempo tive outras coisas ocupando a minha mente.

– Amanda, já está tudo pronto!

Fui em direção ao Nolan e ao piloto.

– Você pode confiar nele. — Disse ele apontando para o piloto.

Ainda não confiava completamente em Nolan mas tive a reação de agradecer por tudo o que ele estava fazendo por mim.

Comecei a subir as escadas que me levavam para dentro do jatinho e antes de subir o último degrau olhei para trás e sorri para Nolan. Ele sorriu de volta mas parecia preocupado com o que poderia acontecer.

Subi o último degrau e entrei dentro do jatinho. Era o início da minha vingança.



Notas finais
Obrigada por ler o 3º capítulo da minha fic! Espero que tenha gostado e continue lendo. Até o próximo!