Notas iniciais
Oi mais uma capitulos para as senhoritas leitoras preferidas.

N/Caroline

Engatando a primeira marcha,logo me pus na estrada,franzi a testa por não poder andar mais rapido.Não enxergava mais do que alguns metros a frente,por causa da nve que caia,cada vez mais grossa.Pela primeira vez pensei se não teria cometido uma loucura ,apesar de meu enorme desejo de ir embora,não devia ter posto minha segurança em risco.No meio da noite,estava a quilômetros da cidade mais proxima,no meio de uma nevasca.Se o tempo não melhorasse logo,eu corria o risco de ficar presa na neve. Como mal conseguia ver,nem podia dizer com certeza se estava mesmo na estrada,ou se tinha saido dela.

Meu desespero em fugir me parecia ridiculo agora,mas estou decidida a chegar até Glenshee. Senti-me como um animal preso numa armadilha no chalé e , como todo animal preso, o instinto tinha sido fugir. Por ironia , a fuga apresenta mais perigo do que ter ficado com Klaus.

–Oh,Meu Deus ! — murmurei — Tomara que eu consiga chegar à estrada principal em segurança. Lá deve estar menos terrivel do que aqui.

Quando o carro bateu em alguma coisa,vi que minhas preces não tinham sido atendidas. Como eu estava usando sinto e dirigia em baixa velocidade,não me machuquei,mas o choque fora o bastante para me deixar tremula. Por alguns instantes fiquei imovel,sem saber o que fazer. Depois,sentindo que estava a ponto de chorar,fiz um esforça para me recompor.

–Vamos lá Caroline — disse para mim mesma. — Saia e veja no que bateu. Se não for nada serio,é so ir embora.

Na verdade eu tinha entrado em um monte de neve acumulado no meio da estrada. Apesar dos flocos que esvoçavam à minha volta,uma olhada bastou para que eu compreendesse que o carro estava muito encalhado. Naqueles poucos instantes a neve já começava a cobrir o carro. Apesar de eu odiar a alternativa de voltar ao chalé,era a unica que me restava. Resmungando,mas decidida,abaixei a cabeça e começei a enfrentar a forte neve que caia.

Não tinha dirigido muito mais que um Km mas,ao enfrentar aquela nevasca,parecia estar correndo uma maratona. Segundos depois estava tremendo,pois minhas roupas não eram quentes o suficiente para enfrentar o vento gelado. As mãos e os pés começavam a amortecer o frio.

Ouvi o ruido de um carro,levantei a cabeça para o brilho dos farois. O pavor que senti me fez sentir mais frio do que com a neve. O carro parou diante de mim e Klaus saltou,furioso.

–Que bobagem andou inventando? Esta tentando se matar?

Procurei um ar de dignidadw,apesar se todo o meu corpo tremer.

–O que parece que estou fazendo? — perguntei — só estou tentando ficar bem longe de você.

–Não sabe como é perigoso dirigir nas montanhas da Escocia no inverno? Nem parou para pensar antes de se atirar com o carro,a noite,no meio de uma nevasca?

Não respondi e ele se abaixou e me pegou no colo.

–O que esta fazendo?

Ele não respondeu. Tentei me livrar mas ele não precisava de esforços para me conter.

–Quietnha Caroline. Você esta acabando com a minha paciência.

Bem que eu queria lutar ,mas a expressão inflexivel do rosto dele e o tom ameaçador da voz deixavam bem claro que me arrependiria se reagisse.

–Não precisa se comportar feito um troglodita — protestei — Não sou nenhuma criança e não preciso ir no colo.

–So estou fazendo isso por que você precisa voltar a um lugar quente o mais rapido possivel. E assim é melhor do que deixar você andar.

–Então por que não vamos de carro?Seria ainda mais rapido.

–com a estrada cheia de neve,quer me dizer.como posso manobrar para voltar? E se fossemos de ré poderiamos cair numa vala e inutilizar o carro.

Carregando me como se eu fosse uma monte de penas,Klaus voltou a passos largos até o chalé. Sei que deveria ser grata por ele ter saido da cama quente para me salvar de uma situação rperigosa mas,carregada daquele modo,senti me furiosa e ridicula. Saber que Klaus tinha razão,que eu tinha corrido um risco sem pensar,so me deixava pior.

No chalé, ele me deixou cair sobre uma das poltronas diante da lareira,reavivou o fogo e saiu pisando duro para a cozinha. Exausta,me acomodei sobre as almofadas e fechei os olhos. Revivi o terrivel momento em que o carro bateu no banco de neve. Abri os olhos ao sentir que meus sapatos encharcados estava sendk tirados de meus pés e as mãos quentes dele os amassageavam.

–ei,o que esta fazendo?

–Tentando evitar que o frio prejudique seus pés — ele disse- olhe só!Tênis! No meio da neve.Se tivesse ficado mais tempo la fora só Deus sabe...

–Se não fosse você,eu nunca teria saido ,para começar — falei irritada.

Tentei livrar os meus pés mas os dedos firmes continuaram a massagea-los,fazendo que desaparecesseno amortecimento.

–Não me culpe pela loucura que fez — reagiu ele — Foi você que decidiu cometer suicidio naquele frio.

–nada teria acontecido se eu tivesse chegado a estrada principal!

–pois foi até bom não ter chagado — respondeu ele — Os tratores de limpar neve so vão sair amanhã de manhã e se você ficasse presa longe de tudo e todos ... Pessoas como você não deveriam nem chegar perto das montanhas ,especialmente no inverno. Você não compreende os perigos,não faz ideia de que a situação das estradas pode mudar num piscar de olhos.

–Até parece que você sabe de tudo!

Levantei o queixo,em desafio,tentando fazer de conta que o desdem dele não me atingia. Apesar de sentir-me aos pedaços.

–Eu já vivi nas montanhas — disse ele — Sei o que acontece aos tolos. Sei tambem o que poderia acontecer as bravas pessoas que se arriscam para salvar os tolos. Aposto que você é dessas garotas de cidade,que jamais pôs os pés fora das ruas.

Senti vontade de rir e de dizer lhe o quanto estava errado,mas me conti. Já era dificil o desprezo de Klaus me dirigia e não vou lhe dar motivos para mais.

Ele me estendeu uma xicara e eu examinei o conteudo,desconfiada.

–o que é isso?

–bem que podia ser veneno -ironizou ele — mas é apenas chocolate quente. Agora,Caroline,quero que me responda algumas perguntas e quero ouvir a verdade. Por que fez essa loucura?

Notas finais
CoMeNtArIoS?