Secrets and Illusions
21 Capitulo 21
Notas iniciais
— Que eu estava aqui — ele completou. — Sei muito bem.
— E por que você está aqui? Pensei que estaria em ×Londres, ou na ×Broadway em Nova York. Afinal, você não é o grande Niklaus Mikaelson? Ou será que sua estrela começa a se apagar?
— Ainda a mesma víbora — ele comentou, sem se alterar. — Estou aqui, Caroline, porque Stefan Salvatore, o autor da peça, é um grande amigo meu. Ele me convidou para fazer esta peça e eu aceitei.
Sem querer, Caroline mostrou-se impressionada. Grandes atores como Klaus jamais trabalhavam com autores desconhecidos, por mais velha e profunda que fosse a amizade. Mas não quis o deixar perceber sua reação.
— Quanta gentileza a sua! Espero que o Sr. Salvatore saiba apreciar o grande sacrifício que fez por ele. Imagine! Você bem poderia estar exibindo seus dotes no esqui em outro lugar.
a expressão dele era de zanga e Caroline arrependeram-se do que tinha dito. Tinha conseguido deixá-lo contra ela, como queria, mas por que não estava contente? Porque só estava fazendo aquilo para esconder a verdade de que faria qualquer coisa para poder simplesmente jogar-se nos braços dele.
— Como você consegue Caroline?
— O quê? — ela perguntou, temendo que tivesse lido sua mente.
— Como consegue ter duas mulheres tão diferentes dentro de um mesmo corpo? Os olhos dele pareciam penetrar as barreiras com que se protegia e Caroline fingiu desdém.
— O que você vê o é!
— Não. O que eu vejo é uma mulher bonita e desejável, mas só percebo uma mulher distante e fria. — ele continuou, com um brilho estranho nos olhos. — Às vezes a mulher fria se esquece e vira fogo em meus braços. Qual é a Caroline Forbes de verdade? Ela fechou os olhos, lutando contra o medo que a invadia. Klaus percebia demais, era intuitivo e perigoso. Às vezes ela tinha a estranha sensação de que Klaus a conhecia melhor que ela própria. Se fosse verdade, como poderia se proteger? Livrou-se da resposta porque alguém bateu na porta e ficou aliviada quando Klaus sorriu, dizendo: — Stefan! Que bom ver você! Os amigos apertaram as mãos e Caroline observou o "velho amigo". Alto, com o cabelo escuro meio claro,. Não pôde deixar de simpatizar com o homem, mesmo não tendo sido apresentada. Havia algo nele que cativava.
O mesmo não se podia dizer da acompanhante: uma mulher alta, loira, belíssima, com olhos amendoados e longas pernas bem torneadas e valorizadas por um vestido negro, justo e bastante curto. Junto dela, com seus jeans desbotados, uma malha folgada e o cabelo preso, Caroline sentia-se uma cavalariça.
— Caroline. Quero lhe apresentar meu amigo, Stefan E esta é Camille, que vai fazer o principal papel feminino.
Caroline apertou a mão dos dois, pensando se tinha apenas imaginado o brilho especulativo nos olhos de Camille. A atriz parecia simpática, pois sua bela boca sorria ao se cumprimentarem; mas algo nela acendeu a desconfiança de Caroline.
Então a loira se pendurou no pescoço de Klaus e beijou-lhe a boca longamente, para depois rir, limpando o batom dos lábios dele com a ponta dos dedos.
— Como nos velhos tempos, não é, Klaus? O que foi mesmo que os críticos disseram da última vez, querido? Parece que foi "algo incrível que irradiava entre os dois atores principais da peça".
Klaus sorriu e Caroline sentiu o punhal do ciúme cravado no coração. Mas o que se podia esperar? Klaus era de uma beleza incrível e Camille era estonteante.
— O mesmo crítico achou a peça um fiasco — Klaus comentou. — Lembra? Não passamos da noite de estreia.
Os olhos de Camille se estreitaram, mas o sorriso dela não se apagou, quando provocou: — Mesmo assim, foi uma noite sensacional. E você, que papel vai fazer? — ela continuou, voltando-se para Caroline.
—Caroline vai fazer nossa maquilagem — Klaus respondeu, antes que Caroline pudesse abrir a boca.
— Ah, é? — Camille perguntou, apoiando-se no ombro dele, para depois perguntar a Caroline.
— E a primeira vez que vai trabalhar no teatro?
— Não. Já trabalhei em algumas peças, mas trabalho mais em televisão.
— Ah, mais uma que se deixa levar pelo dinheiro fácil da telinha! Como se chamava aquilo que você estava fazendo, querido? O vampiro, ou algo parecido? —Clãs de vampiros— ele corrigiu.
O sorriso de Klaus era simpático e Caroline ficou indignada por ele. Klaus tinha feito um trabalho excelente e era ultrajante ouvir aquela mulher falar com tanto desprezo. Mais irritante ainda era ver quê não se alterava com os comentários dela.
— Caroline também trabalhou nessa produção.
Por um segundo, a confiança desapareceu dos olhos de Camille, substituída por um brilho predador.
— Ah, já tinham trabalhado juntos. Que interessante. Este encontro é mais do que coincidência, então? — Marianne perguntou, olhando de um para o outro.
— Não é — Caroline respondeu. — Eu não sabia que o Sr. Mikaelson estava no elenco até chegar aqui, hoje. — Pelo menos estava dizendo a verdade.
Camille pensou um instante, depois comentou: — Deve ter sido uma boa surpresa. Para os dois.
— Ei, vamos ficar conversando aqui o dia inteiro? — Stefan protestou. — Viajei horas e horas e estou morto de fome! Klaus e Camille riram juntos e Caroline sentiu-se à margem do grupo.
— Vamos, então. — Klaus convidou. — Ainda precisamos encontrar um bom restaurante.
— Acho que não vou, se não se importam. — Caroline disse. — Não gostaria de ir dormir tarde e vou pedir um sanduíche lá mesmo no hotel.
Stefan deu o braço a ela e respondeu: — Bobagem! Ainda preciso ter uma conversa séria com você. Não vou deixar que o diretor fizesse o que quiser com a maquilagem. Conheço os personagens da peça bem melhor do que ele. Já pensou no que fazer para o personagem de Klaus?
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