Notas iniciais
oi meninas aqui é a Taissa boa leitura

— Não me diga que prefere a minha companhia! E se eu disser que quero ficar mais um pouco? — ela provocou.

— Se quer experimentar ser posta no colo e levar umas palmadas na frente de todos, é só dizer.

— Qual é o problema, Klaus? O sucesso já está incomodando?

— Ser sucesso não é nenhum incômodo, comparado a ficar com você — ele contra-atacou.

Ela se encolheu, magoada pelo tom ácido da voz dele, mesmo reconhecendo que tinha merecido.

— Agora — ele disse, entre os dentes —, quer fazer uma cena, ou vai sair daqui sem brigar? — Mesmo furiosa por estar recebendo ordens, sentiu que estava derrotada e levantou-se. Klaus era bem capaz de cumprir suas ameaças e expô-la ao ridículo.

Só depois de fechada a porta do chalé, deu vazão a sua ira:

— Que história foi essa de me mandar sair do café?

— Você, usando o bom senso, saiu — ele respondeu.

Apesar de querer manter a calma, Caroline sentia que estava perdendo o controle e ficando vermelha.

— Que direito acha que tem de me dizer o que fazer?

— Alguém precisa dizer.

— E acha que tem de ser você? — ela explodiu. — Só porque poderia ter feito o que quisesse com aquelas três garotas esta tarde, não espere que todas as mulheres ajam do mesmo modo.

Sem querer,Caroline lembrou-se das palavras da garota: "Mostre uma mulher que não trema nas bases diante dele e eu lhe mostrarei uma mentirosa".

Baixou os olhos, envergonhada por reconhecer a verdade. Mesmo zangado como ele estava agora, sentia uma vontade enorme de achegar-se. Durante a tarde, tinha sentido ciúme dele, só por ter sorrido para as três moças como nunca tinha sorrido para ela. E se sorrisse?

Sim, estaria perdida. Agora compreendia por que vinha sendo tão rude com ele. Só que isto se tornava mais difícil a cada momento. Forçando-se a ficar calma, declarou:

— Vou embora daqui a pouco. Não vejo motivo para ficar discutindo aqui mais uma noite.

Levantou os olhos, esperando alguma reação, mas ele limitou-se a concordar com a cabeça. Caroline continuou:

— Vou só tomar um banho e trocar de roupa. É melhor nos despedirmos agora.

— Nossos caminhos vão se cruzar outra vez, Caroline Forbes — ele disse, sem se alterar.

— Espero que não, Sr. Mikaelson.

Ela virou-se, sem perceber que tinha cruzado os dedos nas costas, como certas crianças fazem quando mentem. Começou a subir a escada, resistindo à enorme tentação de voltar-se uma última vez para ver o homem que conseguia transformar seu mundo calmo num caos.

Caroline ficou por um bom tempo no calor da banheira, sentindo uma estranha tristeza. Estava tudo acabado. Voltaria para casa e continuaria sua vida como se aquele fim de semana não tivesse acontecido. Suspirou, afundando-se um pouco mais na, água. Quem estava tentando enganar? Só tinha estado na companhia de Klaus durante alguns dias, mas ele tinha deixado sua marca nela, uma marca que seria impossível apagar.

Por fim, saiu da água, envolvendo o corpo molhado com a toalha enquanto voltava ao quarto, sentindo a cabeça e o corpo cansados. Achava que não ia conseguir vencer o longo caminho até em casa naquele momento... mas, se descansasse um pouco, logo estaria em forma. Estendeu-se sobre a cama com a simples intenção de relaxar, mas em minutos estava dormindo profundamente, com os cabelos loiros cobrindo o travesseiro.

Não saberia dizer o quanto tempo dormiu mas, ao voltar à consciência, antes de abrir os olhos, percebeu que não estava só no quarto e seu corpo ficou tenso.

— Está tudo bem — a voz de Klaus disse, suave. — Só vim ver se estava bem. Faz tempo que está dormindo.

Caroline sentiu a cama ceder de leve quando ele sentou a seu lado e ficou horrorizada ao perceber que a toalha, com a qual tinha se enrolado, tinha caído durante o sono. Antes, porém que pudesse encontrá-la no escuro, Klaus acendeu a luz do abajur e ela corou quando os olhos dele pousaram sobre seu corpo nu. Num gesto instintivo, procurou cobrir-se com as mãos.

— Não — ele murmurou. — Não se esconda de mim.

Caroline fechou os olhos, tentando encontrar a raiva que a tinha protegido dele até então, mas só encontrou o desejo avassalador de se perder nos braços dele.

— Klaus — ela murmurou, suplicante.

Num gesto rápido, ele a abraçou, apertando-a contra o peito atlético.

— Você é linda! — murmurou, acariciando-lhe os cabelos.

Ela tentou livrar-se, mas seu rosto ficou mais próximo do dele e, quando seus lábios se encontraram, sentiu-se perdida nas emoções criadas pelo contato com ele. Caroline correu as mãos pelos braços dele e segurou-lhe os ombros com força, como se este fosse o único porto seguro. Estava inebriada, enlouquecida, incapaz de pensar com clareza quando ele a pôs de volta sobre os travesseiros, cobrindo seu corpo com o dele, lançando-a num turbilhão de sensações.

Quase sem perceber o que estava fazendo, ela começou a desabotoar-lhe a camisa, com os dedos tremendo com a ansiedade de tocar-lhe a pele. Klaus riu, satisfeito, e o som másculo de sua voz acendeu ainda mais a mulher que havia dentro dela. Ele ajudou Caroline a terminar a tarefa e lançou a camisa ao chão. Klaus se afastou o suficiente para tirar o resto das roupas e ela se aproximou, sem querer perder o contato, por um segundo que fosse, beijando-lhe a pele e acariciando-lhe os músculos rijos das costas.

Klaus voltou-se para ela, tomando-a nos braços e rolaram sobre a cama ampla e macia, numa embolada deliciosa de pernas e braços. Eram como duas pessoas famintas que se deparassem com um banquete, experimentando livremente um do outro. Ela se deliciava com o perfume másculo da pele dele, maravilhada com a força dos braços que a envolviam, da ternura das mãos que a acariciavam. Os lábios de Klaus exploravam-lhe os seios, ansiosos, e ela colava seu corpo ao dele, reagindo por instinto, seguindo a natureza, levando-o ao delírio com seu desejo indisfarçado.

— Caroline?- A voz dele mostrava ansiedade e ela abriu os olhos carregados de paixão. Ele sorriu, como se pedisse desculpas:

— Você está protegida? -As palavras foram ditas com ternura, mas caíram sobre ela como um balde de água gelada, apagando de imediato o fogo do desejo que ardia em seu íntimo, fazendo com que tomasse consciência do que estava fazendo. Ela ficou muda, olhando-o cheia de espanto. Como, logo ela, podia ter chegado tão perto de se entregar ao perigo, deixando-se levar pela paixão? Interpretando de forma errada a reação dela, Klaus disse: — Tudo bem. Eu tenho preservativo.

— Não! — ela exclamou, segurando-o pelo braço.

Ele acariciou-lhe os cabelos, franzindo a testa ao sentir que ela ficou tensa.

— O que é, Caroline? Ainda é virgem? Não tenha medo, eu jamais iria magoar você.

— Você não entende...

— Então fale comigo, Caroline — ele pediu. — Diga por quê.

— Não posso — ela respondeu, sacudindo a cabeça.

— Conte o que é.

— Não posso!

— Caroline — ele disse, segurando-a pelos ombros. — Olhe para mim.

Ela estava em pânico e tentou soltar-se, mas ele a segurava com firmeza.

Notas finais
CoMeNtArIoS?