Notas iniciais
Oi pra quem lê minha fic *u* está ai mais um cap da fic, desculpa por ter demorado pra postar é que nessas épocas do ano fica dificil de entrar mas pra compensar vou postar mais um, espero que gostem

– Eu..ah- Estava falando quando Charly me gritou.
– Ariel! Achei a sandália perfeita, vem ver rápido! — Ela gritava do outro lado da loja, graças a ela arranjei uma desculpa.
– Eu tenho mesmo que ir, foi um prazer. — Falei e corri em direção a ela.
–Você gostou? Vou calçar pra você ver.- Ela disse tirando a sandália de salto da sacola já paga.
– Não precisa, já amei, agora vamos! — Disse puxando ela pelo braço. Ainda bem conseguimos sair da loja, consegui ve-lo me olhando, seu olhar era frio, não acreditei que ele estava sendo gentil sem pedir algo em troca. Já estávamos bem longe da loja quando decidi responder as perguntas que a Charly não parava de fazer.
– Olha, eu sai da loja porque fui paquerada pelo ex da minha prima, agora para de perguntas e vamos achar as roupas. — Falei, eu não queria dizer nada, ela acharia "loucura" falaria que ele é um gato, e com certeza voltaria outro dia pra passar meu número pra ele. Ela cismou que precisa arrumar um namorado pra mim.
– Tudo bem, olha aquela loja, tem roupas lindas.- Ela disse apontando pra uma loja logo a frente. Entramos.
– Tá legal, eu vou procurar algo, se encontrar pra você me chama. — Falei e sai olhando as roupas. No final achei um short de renda que me agradou, comprei uma blusa preta com uma estampa branca da lua, era da cor do short. Comprei e fui procurar a Charly.
– Você não vai levar isso ne? — Perguntei quando a vi com um vestido a cima do joelho, verde, todo enfeitado.
– Você está brincando?! É perfeito, vou levar. — Falou indo pro caixa. Decidi não interferir, esse era o estilo dela, infelizmente.
– Ótimo, agora podemos ir? — Perguntei impaciente. Queria sair daquele shopping o mais rápido possível, ainda estava perturbada com aquele "encontro" desagradável na loja.
– Claro. — Falou e seguimos para fora.
– Estou dizendo que é pra lá, eu lembro por onde entramos. — Charly insistia em teimar comigo, estávamos andando a vinte minutos e não achamos a saída do shopping.
– Tudo bem, se você não quer me ouvir e chegar atrasada na festa não me culpe depois. — Disse e isso fez com que ela andasse mais rápido. Passamos pela praça de alimentação, estávamos quase ao caminho de fora quando vi um cara sentado em um dos bancos lendo um livro, do seu lado havia outro cara. Logo o reconheci, com os cabelos cacheados, e uma jaqueta de couro preta, só podia ser o Harry.
– Olívio? — Charly disse parando, ela também tinha visto o Harry e o outro.
– O que? — Perguntei.
– Aquele é meu amigo Olívio, vamos falar com ele. — Ela disse me puxando.
– Ah, não, não Charly, vamos embora. — Disse me soltando, eu não queria dar de cara com o ignorante de novo, embora ele estivesse lindo e meu desejo de beija-lo só aumentava. Tirei essa ideia ridícula da minha cabeça.
– É? Por que? Só por causa do Harry ali? Sei que você quer falar com ele, vem. — Ela disse, tentei protestar mas vi que não adiantava. Paramos bem na frente deles.
– Olívio, quanto tempo! — Charly o puxou pra cima e o abraçou, ele correspondeu. Harry me olhou com seus olhos verdes sarcásticos.
– Tudo bem? Quanto tempo mesmo, quem é essa ai? — Olívio disse se referindo a mim.
– É minha amiga Ariel, diga Oi Ariel — Charly respondeu toda feliz, só ai percebi que eu não parava de encarar Harry.
– Ah.. Oi, tudo bem? — Estendi a mão tentando ser simpática. Harry não falou com ninguém, não tirava os olhos do livro.
– Estou bem, Charly se importa de ir ali comigo? preciso falar com você sozinho. — Ele disse olhando pra mim e pro Harry.
– Claro que eu vou, tudo bem pra você Ariel? — Charly me perguntou, olhei pra ela com um olhar de "Por favor não me deixe sozinha com ele, por favor!" mas respondi:
– Claro, pode ir. — Disse e eles saíram. Eu estava sozinha com ele agora. Estava doida pra saber o que ele estava lendo, mas sua mão tampava o título do livro, que parecia muito antigo. — Posso sentar com você? — Perguntei torcendo pra que dessa vez ele fosse educado e gentil.
– Tem outros bancos vazios. — Ele me olhou e sorriu. "Seu imbecil" pensei.
– O que está lendo? — Sentei ignorando a resposta dele.
– Não é da sua conta. — Falou, " Essa é a gosta d'água" pensei.
– Olha, vai se danar, qual o problema com você? — Levantei a voz, ele fechou o livro e prestou atenção em mim.
– O que?
– Não vem com essa de "O que?", estou tentando ser legal com você, mas você só me da patadas, por que? — Perguntei ignorando o fato de que ele olhava dentro dos meus olhos, era como se estivesse lendo algo através deles. Seus olhos incrivelmente verdes, seus lábios aparentemente macios, seus cabelos negros. Ele era maravilhoso.
– Talvez seja porque não te quero por perto. — Ele falou interrompendo meus pensamentos, pensei "Não vou ficar me humilhando pra esse estúpido."
– Ah é mesmo? Pois que se dane, se não me quer por perto eu não dou a mínima, pra falar a verdade você não faz diferença nenhuma na minha vida, não passa de um menino estúpido sendo um babaca! — Falei e me levantei, caminhei até a Charly e o Olívio. Não conseguia usar as palavras que eu sabia que quebraria ele, mas eu ficava tão nervosa quando estava na presença dele que não consegui pensar em mais nada.
– Desculpa interromper a conversa de vocês, mas temos uma festa pra ir, vamos Charly? — Disse puxando o braço dela.
– Ah.. desculpa Olívio, até a próxima, foi bom te ver. — Ela tentou se despedir mas a puxei com mais força. Chegamos até o carro e ela não parava de falar.
– ..E eu estava quase o beijando, sabe quanto tempo eu fui a fim dele? você não deveria ter me puxado e..- Eu a interrompi
– ESCUTA CHARLY, SE NÃO QUERIA VIM, PODIA PEDIR UMA CARONA PRA ELE! — Gritei batendo a porta e colocando o cinto. Ela me olhou assustada.
– Qual é a sua? você nunca falou comigo desse jeito! — Ela disse ainda fora do carro.
– Da pra entrar? — Falei ligando o carro, ela continua lá fora.
– Não até me pedir desculpas por isso. — Ela cruzou os braços. Ela estava sendo totalmente infantil, mas reconheço que fui grossa com ela.
– Olha desculpa ok? Aquele idiota me deixou assim. — Falei e ela entrou e colocou o cinto.
– O que ele fez? — Perguntou segurando minhas mãos. Me senti péssima por ter gritado com ela.
– Me tratou como um lixo. — Falei pisando fundo.
– Eu não devia ter te deixado sozinha, desculpa. — Ela disse com a cabeça baixa.
– Olha, tá tudo bem tá? Vamos esquecer isso, não vamos deixar que isso estrague nossa festa. — Tem razão!

Já era 20h00 e eu estava pronta. Vesti a roupa que comprei e passei uma leve maquiagem. Belisquei uma bolacha até que Charly me ligasse dizendo que já estava pronta, o que não demorou.
– Estou pronta, você vem com o carro da sua mãe ou a pé? — Ela perguntou. Eu não queria correr o risco de o carro ser roubado, afinal eu não ficaria o vigiando, então decidi que minha mãe me levaria até a casa da Charly e de là fossemos a pé, a praia ficava de frente com a casa dela.
– Não exatamente, te vejo daqui cinco minutos. — Desliguei e fui até o quarto da minha mãe.
– Mãe? — Bati na porta.
– Pode entrar querida. — Ela falou e eu abri, ela estava deitada lendo um livro de auto- ajuda.
– Mãe você pode me levar até a casa da Charly? — Perguntei docemente, eu precisava convence-la.
– Claro mas, você volta com quem? Se preferir posso te buscar. — Ela perguntou. Eu havia dito que não teria bebida, mas que tipo de festa não teria? Se ela fosse me buscar, obviamente sentiria o cheiro.
– Eu vou dormir na casa da Charly, os pais dela foram viajar. — Falei, o que era verdade, eu só precisava pedir pra Charly o que não seria problema.
– Ótimo, me liga qualquer coisa ta?
– Ok, vamos.
Chegamos na casa da charly, ela estava "deslumbrante" não que isso fosse algo bom pra apenas uma festa na praia. Me despedi da minha mãe.
– Toma cuidado filha, se comporte. — Ela disse pela milésima vez, tudo bem que era minha primeira festa, mas ela já estava exagerando.
– Fica tranquila mãe, não quero que se preocupe comigo, sei me cuidar. — Falei e beijei o rosto dela.
– Quando foi que você cresceu? — Ela disse me abraçando.
– Não sei, mas vou acabar envelhecendo aqui se vocês demorarem mais. — Charly falou.
– Tchau mãe. — Falei e ela foi embora. "Agora estou livre" pensei.
– Vamos arrasar amiga! — Charly falou e fomos pra praia.

A praia estava lotada de gente, havia um carro de som, que valia por dez pois meu ouvidos estava estourando. Havia um bar com todos os tipos de bebidas, pessoas dançando, havia uma fogueira também, poucas pessoas estavam sentadas ali. A praia estava iluminada, e o tempo estava ótimo, nenhum sinal de chuva.
– Ainda bem que amanhã entraremos só as 15h00 na escola porque não prometo ir embora daqui tão cedo! — Charly falou rindo. Fomos até o bar, ela pegou vodka e misturou com outra bebida, fiz o mesmo. Virei o copo e a bebida entrou raspando pela minha garganta. Charly riu a ver minha cara.
– Você vai se acostumar, pega outra, toma. — Ela me deu outra e me puxou pra onde todos estavam dançando.
– Vem, vamos dançar. — Ela falou e me puxou pra perto. Eu não sabia dançar, era minha primeira festa e eu não queria fazer feio. Comecei a acompanhar os paços dela e dos outros ao nosso redor. Depois de alguns minutos fui me soltando.
– Isso é maravilhoso! — Gritei pois a música estava muito alta.
– A dança ou a bebida? — Ela gritou de volta.
– Os dois! — Falei e rimos, ela encheu meu copo outra vez. A Festa estava ótima, dançamos tanto que me sentei pra descansar no bar, ela continuo lá, sua energia me surpreende.
– Hey! — Alguém me chamou, percebi que era Olívio, e o cumprimentei.
– O que está fazendo aqui? pensei que você fosse toda certinha! — Ele perguntou rindo, seu sorriso era encantador, ele era encantador na verdade, tinha cabelos loiros, olhos azuis, era alto e magro.
– As aparências podem enganar. — Falei e ele concordou rindo.