Secrets Of Angel

3 Stroh 80 e intolerância a álcool


Notas iniciais
oee gente, tá ai mais um cap espero q gostem

– Verdade. O que está bebendo? Parece bom!

– Ele perguntou se sentando do meu lado.

– Vodka com alguma outra bebida, a Charly que me deu, quer? — Perguntei passando o copo pra ele.

– Claro, valeu! — Ele pegou e virou o copo na garganta.

– Gostou? — Perguntei.

– Adorei, essa também é boa, vou pegar uma. Ei! — Ele chamou o dono do bar — Me vê uma Stroh 40. — O cara o olhou estranho, mas serviu e entregou pra ele. — Valeu. Toma, vamos ver se você está pronta pra algo bom, ou se é apenas escrava da vodka. — Ele me entregou a bebida rindo.

– Você verá. — Falei e sorri, eu não ia deixar que ele falasse que eu sou escrava de uma bebida. Virei o copo, o gosto era doce mas muito forte, controlei minhas reações, eu queria cuspir, aquilo estava queimando minha garganta.

– Eai, o que achou? — Ele perguntou levantando uma sobrancelha. Percebi que depois de ingerida a bebida ficava prazerosa.

– Ótima, moleza. — Pisquei.

– Próxima pra uma mais forte? Ou você não aguenta? — Ele perguntou se aproximando.

– Manda a ver! — Falei e ele chamou o cara mais uma vez.

– Quero uma Stroh 80. — Pediu e entregou o dinheiro. O cara parecia que não estava gostando daquilo.

– Essa bebida não é recomendável pra beber pura, quer que eu misture com algum drink? — O dono da loja perguntou.

– Toma aqui, o dobro que vale a bebida, agora sirva. — Ele disse entregando o dinheiro, a aquela altura se eu estivesse sã, eu não aceitaria afinal o próprio dono das bebidas não recomendou, mas como eu não estava aceitei.

– É toda sua. — Ele me entregou e eu virei o copo mais uma vez, aquilo era tão forte que minha visão chegava a escurecer, tinha a impressão de que estava caindo, já não sentia a minha garganta, era como se minha boca inteira tivesse adormecido.

– Você me surpreendeu. — A voz de Olívio estava baixa, o som da música abafado, eu não conseguia falar, muito menos enxergar direito, meu corpo inteiro pinicava e coçava, resmunguei algo sobre querer vomitar. Quando voltei a si estava em um banheiro público vomitando, ao meu redor estava Olívio e Charly, parece que estavam discutindo.

– Qual é o seu problema? Aquela bebida não pode ser tomada pura, você é doente? o que estava tentando fazer com ela? — Charly sussurrava pra que eu não escutasse, mas eu ouvia perfeitamente.

– Eu só estava brincando, relaxa! — Olívio se defendia.

– Da próxima vez manda ela brincar com uma arma, é muito mais seguro. — Ela falou o empurrando. Foi a hora que consegui dizer algo.

– Parem..- Minha voz estava fraca, meu estômago estava praticamente no vaso sanitário. Consegui me levantar com a ajuda da Charly.

– Como você está se sentindo? — Ela me perguntou.

– Eu não sei, preciso beber água, estou com muita sede. — Falei lavando o rosto, me olhei no espelho e minha maquiagem estava toda borrada, Charly me deu um papel higiênico pra limpar.

– Vou buscar água, cuida dela, e faça mais uma gracinha que eu acabo com você! — Ela apontou o dedo na cara do Olívio e saiu, ele retrucou algo sobre não ter medo dela e depois riu. Eu não conseguia entender muito bem o que ele queria fazer comigo quando me serviu aquelas bebidas, mas entendi que estava se divertindo com a minha burrice.

– Por que me deu aquilo? — Falei me virando pra ele, ainda limpando a maquiagem.

– Você gostou da bebida, apenas servi mais. — Ele disse, a cada palavra se aproximava mais. Minha cabeça doía muito, eu ainda estava embriagada.

– Isso não tem graça, por que não experimentou dar isso pra sua mãe? — Falei com raiva, eu sentia vontade de chutar a cara dele.

– Por que a minha mãe não se mataria de beber pra agradar um estranho, não é? — Ele disse rindo, joguei o rolo de papel higiênico na cara dele. "Se eu não tivesse faltado nas aulas de boxer poderia dar uns golpes nele." Pensei comigo mesma.

– Vai com calma, vai acabar me "machucando" com o papel higiênico. — Ele disse rindo.

– Você tem sorte por eu não ter uma arma, saia daqui. — Falei me virando pro espelho e molhando o rosto.

– Mas eu quero me divertir mais com você! — Ele disse me segurando por trás. Virei o mais rápido possível, ele estava muito perto, consegui sentir seu bafo de vodka.

– Que nojo, me solta! — Falei virando o rosto, eu não tinha forças pra lutar contra ele, além de ele ser forte, eu estava fraca de mais.

– Não foi muito agradável o que você falou. — Ele disse beijando meu pescoço me prendendo contra a pia do banheiro. Eu tentava me soltar mas era tentativa inútil, tentei distraído falando.

– Foi o Harry que te pediu pra fazer isso? — Soltei, foi a única coisa que eu tinha em mente.

– Harry? — Ele parou e agora me encarava. — Harry não é meu amigo, gracinha. — Ele falou voltando a me beijar, eu sentia nojo cada vez mais, não conseguia gritar, minha voz era fraca, não conseguia correr.

– Então por que estavam juntos no shopping? — Perguntei tentando distrai-lo.

– Eu apenas fiz um favor a ele. — Falou e agora passava a mão no meu corpo.

– Que tipo de favor? — Perguntei, aquilo parecia irrita-lo. — Quer parar de fazer perguntar garota? Estamos perdendo tempo. — Ele disse grosso, perder tempo era o que eu mais queria.

– Tenho certeza que ele te mandou fazer isso, agora é escravo do Harry? — Perguntei e ele me soltou e começou a falar irritado.

– Ele não é meu amigo, já falei! Ele me pediu pra pegar um livro pra ele, e eu fiz! — Ele falava, comecei a perceber que ele não havia percebido que tinha me soltando, era a oportunidade perfeita pra colocar os pés pra funcionar. Corri e puxei o trinco da porta, mas estava trancada, ele ria atrás de mim.

– Abre isso! Me deixa sair! — Tentei gritar, eu estava perdendo a voz, e a coragem, estava quase chorando, eu iria ser estuprada dentro de um banheiro público por um maníaco por bebidas.

– Ninguém vai te ouvir.- Ele falava e ria, ele estava bêbado, tão bêbado que quase não conseguia se equilibrar, como conseguia ser tão forte?

– A Charly vai voltar a qualquer momento. — Falei torcendo pra que seja verdade, ele se aproximava mais uma vez.

– Ah não vai não, quem me mandou aqui deu um jeito nela. — Ele disse, então era verdade, alguém teria mandado ele aqui, e esse alguém prejudicaria a Charly, ou seja, nós duas estávamos em perigo, eu precisava sair dali. Corri até uma das cabines do banheiro, mas por incrível que pareça não tinham portas, mas tinham janelas, eu poderia pular se você rápida, era só me apoiar no vaso sanitário e..

– Você não vai sair, ainda preciso atender a um pedido.- Ele puxou minha perna fazendo com que eu caísse, não deu tempo de levantar e ele já estava por cima de mim "É agora, já era!" pensei, e de repente aconteceu, um estrondo na porta, arrebentando-a, a porta caiu desviando nossa atenção, e então alguém entrou, eu estava com os braços tampando o rosto pra de proteger dos pedaços da porta, ela havia virado picadinho, senti Olívio sair de cima de mim, quando abri os olhos vi o Harry dando socos em Olívio, e o empurrando pra fora do banheiro. Levantei e corri para fora também. Harry jogou o Olívio no chão e dava murros, todos da festa pararam pra olhar, assustados, outros tirando foto, dois homens veio tirar Harry de cima do Olívio, que estava com a cara coberta de sangue. Eu não sabia o que fazer, estava parada assistindo tudo. Harry se levantou e me puxou pra perto dele.

– Você está bem? — Ele me perguntou sério, sua voz estava mais roca do que antes.

– E-estou, eu acho..- Gaguejei, os mesmos rapazes que tiraram Harry de cima do Olívio, era os mesmos que estava o ajudando a se levantar.

– Vamos! — Harry me puxava.

– Espera! Preciso achar a Charly, ela não tá bem! — Eu gritava mas não adiantava, ele me puxava.

– Ela vai ficar bem, agora temos que sair daqui. — Ele me levou até o seu carro, abriu a porta e me ajudou a sentar.

– Harry eu preciso falar com a Charly, ela está em perigo. — Falei, ele colocou o cinto em mim como se eu fosse uma criança e começou a dirigir.

– Te garanto que ela está bem. — Falou.

– Pra onde está me levando? — Perguntei me afundando no banco, aquelas fotos estariam na internet amanhã, não sei o que eu falaria pra minha mãe, ela não me deixaria sair nunca mais.

– Pra minha casa, lá é seguro. — Ele disse sem tirar os olho da rua, eu não estava entendendo nada.

– Seguro de quem? Será que você pode ir mais devagar? — Perguntei pegando o celular na minha bolsa pra ligar pra Charly.

– Não é da sua conta. — Ele falou frio como sempre.

– Como não? Tudo isso está me envolvendo, como pode não ser da minha conta? — Falei e ele ficou em silêncio por uns minutos.

– Não é seguro te contar, não agora.- Ele olhou pra mim, a expressão em seu rosto era preocupada e seria, achei que devia resolver uma coisa de cada vez, liguei pra Charly. A cada chamada meu coração batia mais forte, e finalmente ela atendeu.

– Alo? — Ela atendeu.

– Ah meu Deus! Charly! Você está bem? Onde você está? — Perguntei aliviada.

– Estou.. por que? Em casa, aonde você está? — Ela falou confusa, como se não estivesse sabendo de nada.

– Você está em casa? Por que foi embora e me deixou sozinha com o Olívio? — Perguntei.

– Como assim? Ele me disse que você não estava mais com o Olívio, que sua mãe soube e veio te buscar!

– O que? quem te disse isso?

– Ah, então.. tem uma coisa que você precisa saber..

– Pelo amor de Deus, fala logo!

– Sabe o ex da sua prima? então, ele me disse isso, eu estava com ele na festa, e ele me deu uma carona. — Ela falou e meu coração parou.

– O QUE? VOCÊ ESTÁ MALUCA? — Gritei tão alto que Harry até freio o carro e me olhava preocupado.

– Como assim? a sua prima não está mais com ele fofa, agora a fila anda e..- Eu a interrompi

– ERA MENTIRA! Ele não é ex da minha prima, ele é perigoso Charly, me prometa que nunca mais vai ver ele! — Falei, eu não conseguia acreditar que ele foi a festa e eu não vi.

– Perigoso por que? Me explica isso direito.

– Olha, eu não sei, mas eu sinto que ele é perigoso, não podemos ficar perto dele!

– Falei tentando convence-la — Sente? ah por favor Ariel, não vem com essas.

– É claro que é, e.. além do mais ele mentiu não é? — Falei e contei o que tinha acontecido.

– Ah meu Deus amiga! Não acredito que.. Oh mil desculpas, a culpa foi toda minha! — Ela estava quase chorando.

– Eu desculpo se me prometer que não vai mais ver ele. — Falei.

– Tudo bem, eu prometo!

– Ok, olha amiga, eu vou desligar, boa noite, se cuida por favor.

– Pra você também! Te amo.

– Também te amo. — Desliguei.

– De quem você estavam falando? — Harry me perguntou, pensei que não devia contar, mas não achava certo esconder, vai que ele me ajudasse em algo.

– Um garoto, ele me parece perigoso, é como se eu já conhecesse ele.- Falei tentando lembrar da onde.

– E como ele é? — Ele perguntou ainda concentrado na estrada escura.

– Alto, cabelos castanhos, olhos castanhos, sarado.. Acho que seu nome é Jack.. — Falei e ele freou o carro com tanta força que quase voei pela janela.

– Não acredito!