Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
6 Capítulo 5 – I Can’t Believe!
Notas iniciais
Capítulo 5 – I Can’t Believe!
“Eu não acredito!”
– NARRAÇÃO –
Violet e os amigos conversaram o tempo todo, falaram sobre as viagens de alguns, o “confinamento” de outros, as brincadeiras da ruiva e de tudo que se possa imaginar.
Em determinado momento Hermione e Rony deixaram a cabine e avisaram a todos para se trocarem, porém, por se recusarem a entrar nos vagões da Sonserina, Violet fez essa parte. Quando passou por Draco não pode deixar de perceber que o garoto encarava a paisagem na janela de modo pensativo e até mesmo perdido.
Algo definitivamente estava errado.
– Então... Quais foram as notas de vocês nos N.O.M.s? – perguntou Gemma após Rony voltar.
– Ah, qual é Farley, por que falar disso? – respondeu Rony.
– Pelo jeito você não foi bem não é? – apostou Mary.
– Não muito... Fiquei com 6 Aceitável, 1 Excede às Expectativas e 2 Deplorável em Adivinhação e Poções. A Hermione ficou com 8 Ótimo e 1 Excede em DCAT...
– E você Harry? – perguntou Violet.
– Fui bem, mas não consegui atingir a nota que precisava em Poções para ser auror... Não vou nem perguntar quais foram as suas... – debochou – Aposto que igual à Mione...
– É, fui bem... 8 Ótimo e 1 Excede às Expectativas em Adivinhação. – respondeu – Eu realmente odeio essa matéria... Mas vamos falar de outra coisa!
– Gui e Fleur vão se casar. – respondeu Rony.
– Fleur? Fleur Delacour?! – surpreendeu-se a morena – Mas... Ela não era enjoada demais?
– Ela é enjoada de mais, mas parece que Gui se apaixonou e agora vão se casar em alguns meses... Mamãe odeia ela.
– Imagino... A Sra. Weasley é totalmente o oposto da Fleur... – falou Violet – Além de enjoada tem algumas frescuras e é metida. Mas ao menos a irmã mais nova não é assim...
– Isso é verdade, Gabrielle é um amor de pessoa, longe da Fleur... – acrescentou Rony rindo.
A viagem de trem não durou muito e, pouco tempo depois, o Expresso de Hogwarts parou na estação de Hogsmead, onde os alunos acomodaram-se em pequenas carruagens em direção ao castelo. Assim que chegaram, uma onda de familiaridade os atingiu. Violet e Harry estavam, finalmente, em suas casas, com suas famílias.
A garota não deixou de observar cada detalhe novo na decoração da escola, e assim que adentrou o Salão Principal, deixou que seus olhos se encontrassem com os do pai, que lançou-lhe um rápido sorriso torto, e Dumbledore, que sorria serenamente. Também percebeu que, enquanto duas cadeiras estavam vagas (sendo uma delas de Minerva McGonagall), um novo professor sentava-se ao lado de Severo.
Os primeiranistas entraram e passaram normalmente pela seleção, sendo que a cada “sonserina” que o chapéu dizia, a mesa das cobras aplaudia fervorosamente. Quando todos já estavam em suas devidas casas, Dumbledore levantou-se para os costumeiros avisos.
– Boa noite e bem vindos á Hogwarts! – começou ele sorrindo docemente e abrindo os braços
– O que aconteceu com a mão dele? – sussurrou Sophie.
Sophie não foi a única a perceber, afinal, a mão de Dumbledore estava negra e parecia sem vida, como se carne morta estivesse sobre os ossos dos dedos. Muitas maldições antigas poderiam fazer aquilo, mas também poderia ser resultado de alguma poção sem antídoto.
– O Sr. Filch, o zelador, pede encarecidamente para lembrá-los de que não ultrapassem os limites da Floresta Proibida, especialmente após o toque de recolher. A lista dos objetos proibidos no interior do castelo estendeu-se este ano aos produtos Weasley, portanto, o Sr. Filch tem permissão para confiscá-los.
– Ele sempre diz isso, mas será que adianta? – debochou Mary ao lado de Violet, que riu.
– Este ano tivemos, novamente, mudanças significativas no corpo docente da escola. O cargo de Mestre em Poções agora é do Professor Horácio Slughorn, que encarecidamente aceitou meu pedido de lecionar em Hogwarts... – avisou apontando para um homem baixinho que sorria um tanto encabulado ao lado de Severo. – Com essa mudança, o Prof Snape passará a ministrar as aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Todos abriram a boca num perfeito “O” de surpresa. Severo sempre deixou claro que queria aquele cargo e, quando ingressou no corpo docente de Hogwarts, candidatou-se à vaga de professor de DCAT. Os alunos, entretanto, não sabiam se ele assumir a matéria era algo bom ou ruim.
– Violet –
Antes que o Dumbledore terminasse, as longas portas de madeira do salão foram abertas, fazendo com que todos os olhares se dirigissem à quem entrou. Por eu estar na ponta da mesa próxima aos professores, não vi quem era, entretanto, vi Alessa olhar para a entrada e logo em seguida lançar-me um sorriso malicioso.
– O quê?
– Já viu quem é? – perguntou marota.
– Não, eu... – comecei, porém, terminei assim que percebi o rapaz que havia entrado no salão. Olhei incrédula para meu pai, que mantinha uma expressão séria e até furiosa.
– Infelizmente a professora Hooch teve de se ausentar da escola por caráter íntimo e será substituída. Apresento-lhes o Sr. Vitor Krum, novo Instrutor de Voo... – informou Dumbledore após cumprimentar Vitor.
– Eu.Não.Acredito... – sussurrei incrédula.
– Parece que alguém vai se distrair bastante nas aulas...
– Mary! – repreendi-a corada.
– Como todos sabem, as aulas e voo são obrigatórias apenas para os primeiros e segundos anos, entretanto, este ano resolvemos fazer algumas alterações... – continuou o diretor assim que Vitor sentou-se ao lado de Minerva. – O Sr. Krum irá supervisionar e julgar todas as partidas de quadribol, entretanto, nos horários livres dará aulas extras para os demais alunos que desejam ingressar nos times, assim como assistência particular aos que queiram melhorar suas habilidades em campo.
– Acho que nossa batedora vai precisar dessas assistências particulares com frequência não? – debochou Alessa.
– Fica quieta Ally!
– Hey! Só minha irmã pode me chamar assim... – reclamou a ruiva.
– Muito bem, agora vamos aos demais avisos. Como todos sabem, o Lorde das Trevas retornou, e com ele, uma ameaça muito grande ronda nossa escola. Por isso, o Ministério achou por bem mandar segurança extra para o Castelo. – continuou Dumbledore – Apresento-lhes, embora creio que já os conhecem, a Srta. Tonks e o Sr. Lupin.
– Hoje é o dia das surpresas por acaso?! – indaguei encarando Sophie, que riu.
Tonks e Lupin entraram no salão logo em seguida, acenaram para alguns e logo se juntaram à Dumbledore.
– A Srta. Tonks e o Sr. Lupin ficarão responsáveis pela segurança do castelo, logo, farão rondas todas as noites e irão se instalar em lugares estratégicos do Castelo. Quanto aos monitores, a primeira reunião foi marcada para amanhã durante a primeira aula com a Professora McGonagall, que irá lhes informar a respeito das mudanças nos horários. – falou o diretor – E por último, porém não menos importante, gostaria de parabenizar a Srta. Hermione Granger, que com mérito alcançou o posto de Monitora Chefe.
A grifinória então explodiu em aplausos e, de onde estava, percebi que Hermione estava vermelha.
– Muito bem, muito bem... Espero que recebam as novidades alegremente. Tenham um bom ano e, para começar, um bom jantar!
E então, num passe de mágica, o famoso banquete de Hogwarts apareceu nas cinco mesas e logo todos os alunos começaram a conversar. Eu, entretanto, ainda não acreditava que Tonks e Lupin ficariam por perto e muito menos que Vitor era o novo professor.
– Viram só? Ele mal chegou e ela já está no mundo da lua...
– Eu estou ouvindo isso Alessa! – falei encarando-a.
– Era para ouvir mesmo! – riu – Gemma, o que acha que mandar alguns de seus jogadores para uma assistência particular com o Professor Krum? Sua batedora, por exemplo...
– Sabe que é uma ótima ideia? – concordou a loira.
– Será que dá para pararem com isso?
– Tudo bem, não falo mais... – debochou a ruiva segurando o riso.
Olhei para a mesa dos professores e acabei encontrando um par de olhos castanhos me encarando. Assim que retribuí o olhar Vitor lançou-me um sorriso maroto e piscou sedutoramente.
Droga, isso não vai dar certo...
– Diga-me Violet, como é namorar um professor e ser filha de outro professor?
– Cala a boca Alessa... – respondi abaixando a cabeça e tentando me concentrar no jantar, o que foi complicado, afinal, as meninas soltavam indiretas sempre que podiam.
***
– Muito bem monitores, levem os alunos aos dormitórios. – pediu Dumbledore no final do jantar – E boa noite a todos!
– Finalmente! – sussurrei levantando-me – Draco? Draco!
– O quê? – perguntou repentinamente.
– “O quê?”? Você não ouviu o que Dumbledore falou?
– Não...
– O que aconteceu com você hein? – perguntei encarando-o – Alunos do primeiro ano, venham comigo!! – exclamei virando-me para chamar a atenção dos primeiranistas, que passaram a me seguir. – Muito bem pessoal, sou Violet Snape e esse é Draco Malfoy, nós somos os monitores da Sonserina e estamos aqui para orientá-los por um tempo... – informei enquanto caminhávamos pelos corredores.
– Não arranjem encrenca, não saiam dos dormitórios após o horário e de modo algum percam pontos da casa. Ano passado vencemos a Taça das Casas e esperamos vencê-la novamente esse ano. – completou Draco com sua “máscara assustadora”, o que resolveu, pois alguns alunos encolheram-se – O dormitório da Sonserina é nas masmorras e tem uma senha para entrar.
– Essa senha muda toda semana, então estejam atentos ao quadro de avisos no Salão Comunal da Sonserina. A senha de hoje ficará até o próximo dia 11, então tentem não esquecê-la sim? “Sangue-Puro”. – falei parando em frente ao quadro que guardava nosso salão, que logo abriu-se dando passagem – Caso não saibam, todas as casas tem um professor responsável, sendo o professor Dumbledore o diretor da escola. Grifinória: professora McGonagall, Transfiguração. Lufa-Lufa: professora Sprout, Herbologia. Corvinal: professor Flitwick, Feitiços. E o que interessa a vocês, Sonserina: professor Snape, Defesa Contra as Artes das Trevas.
– Sim, ela é filha do professor Snape. – explicou Draco ao perceber os alunos me encararem com a menção “professor Snape”.
– O Professor Snape é conhecido como extremamente exigente e não aceita má criações por parte dos alunos em suas aulas ou notas abaixo de um Aceitável, então evitem aborrecê-lo. – falei – Outra coisa, os testes para os jogos de quadribol serão feitos em um mês, então quem estiver interessado entregue seu nome para o diretor da nossa casa.
– Não se esqueçam de seus materiais, memorizem os horários de aulas e não se atrasem. Sonserina não admite atrasos. – completou Draco — Dormitório dos meninos à direita, das meninas à esquerda. Não tentem trocar acidentalmente de lado, as escadas são enfeitiçadas.
– Certo, por hoje é só. Boa noite e bem vindos à Hogwarts! – finalizei.
Alguns responderam “boa noite” e outros simplesmente subiram as escadas. Não aguentei e acabei rindo.
– O quê?
– Nós dois! – respondi – Você age como o “policial malvado” e eu como o “policial bonzinho”... Você sabe que eles ficaram com medo de você não é?
– É claro que sei, por isso fiz aquilo. – respondeu dando de ombros – E você não fica atrás, “filha do professor Snape”... – riu.
– Pelo menos eles vão pensar duas vezes antes de mexer comigo... – gargalhei – Bom, agora vou falar com o meu pai, nos vemos amanhã na reunião Draco... – falei beijando sua bochecha.
– Deixa o “Professor” Krum saber desse beijo... – sorriu maliciosamente.
– Palhaço! – exclamei rindo e depois mostrando a língua como uma criança faria – E não se preocupe Draco, ele se garante... – pisquei antes de sair do Salão Comunal.
Encontrei vários amigos no caminho, e todos perguntavam coisas do tipo “Já está indo dar as boas vindas ao novo professor de voo?”. Ignorei todos e segui meu caminho até a sala do meu pai, onde bati e entrei.
– Pai?
– Achei que não viria... – respondeu ele aparecendo na porta que dava para o seu quarto.
– Sério? – debochei aproximando-me e envolvendo-me em seus braços. – Senti saudade... Você foi me visitar apenas duas vezes!
– Eu sei, desculpe princesa... – respondeu apertando-me delicadamente. – Mas me diga, como foram suas férias?
– Só não foram melhores porque meu pai e meu irmão não estavam comigo... – acusei – Mas fora isso, incríveis!!
– Certo, o que você aprontou? – perguntou sentando-se no sofá e fazendo-me sentar ao seu lado.
– Eeeu?? Isso é calúnia!
– Como se eu não te conhecesse... – rolou os olhos.
– Certo, você venceu. – sorri marota deitando-me em seu peito enquanto seus braços circundaram-me fraternalmente – Eu e Alessa fizemos algumas... “brincadeiras” com o Sirius... Nada tão grave assim.
– Agora fiquei interessado...
– Na primeira semana colocamos uma poção para mudar a cor do cabelo dele para rosa, na segunda semana colocamos outra poção no creme de barbear e ele ficou com o rosto verde por um tempo, e na última semana fizemos uma outra poção e colocamos no shampoo dele... Sirius ficou quase uma semana com o cabelo liso fedendo à ovo... Foi muito hilário! Ele correu atrás de nós duas pela casa toda e só parou quando a Jullie escondeu a Alessa e o Alastor ficou na minha frente... Falando nisso, descobri que o Sirius tem medo do Alastor! Eu enchi a cabeça dele com isso até o último dia... – gargalhei.
– Como eu gostaria de ter visto isso... É quase um desejo pessoal se realizando! – debochou rindo — Lembre-me de nunca deixar você e a Srta. Chambers em nossa casa por muito tempo...
– Por quê?
– Porque eu correria risco de vida! – exclamou fazendo-me rir.
– Nós fizemos aquilo porque tivemos que ficar presas dentro de casa... – respondi rindo – E as suas? Como foram?
– Razoavelmente ruins. Sem você a casa fica silenciosa demais e parece até que falta algo... – explicou – Pelo menos o laboratório ficou intacto...
– Eu ainda vou entrar naquele laboratório, sozinha! – provoquei.
– Eu garanto que não. – rebateu.
– Poxa, isso é maldade... – reclamei rindo. – E falta de confiança!
– Não é falta de confiança, é auto preservação.
– Claro... Vou fingir que acredito! – brinquei.
Ficamos daquele modo quase até a meia noite. Meu pai mandou que eu desse todos os detalhes das poções que fiz e suas reações, na verdade, eu diria que ficou bem interessado e lamentou perder a visão de Sirius com a pele estilo sonserina: verde.
– Sabia que os primeiranistas ficaram com medo de mim por causa do meu sobrenome?
– Minha culpa, suponho?
– Sim, sua culpa... – ri – Mas mudando de assunto... Alastor não me respondeu, então vou perguntar à você. O que aconteceu na conversa com o Vitor?
– Nada de mais.
– Defina “nada de mais”. – pedi.
– Não aconteceu nada Violet, apenas conversamos sobre as intenções do Sr. Krum... E como diria o velho, “até que pegamos leve”.
– Por que será que eu não acredito? – rebati – Pai, eu conheço vocês dois!
– Bom, eu já disse que apenas conversamos.
– Certo... E vocês dois...hmm...Vocês...
– Se aprovamos?
– É.
– Desde que esse “namoro” tenha limites e não interfira em suas responsabilidades...
– Sério? – perguntei levantando-me com um enorme sorriso no rosto. – Está tudo bem então?
– Espero não me arrepender por isso... – suspirou.
– Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!!! – exclamei rindo e abraçando-o pelo pescoço.
– Tá, tá, tá, tá, tá, chega! – respondeu rindo pelo meu ataque de abraços. — Só não se esqueça que agora são aluna e professor!
– Sim senhor! – falei beijando seu rosto. – E não vai se arrepender...
Novamente meu pai começou a falar sobre os “limites” que teríamos que ter, de como eu precisava manter o foco nos estudos, como deveria ser minha relação com o “professor” Krum e, quando percebi, já passava das onze e meia da noite.
Sim, ele frisou a parte “professor”.
– Hora de voltar para o seu dormitório mocinha... E não arranje confusão sim? Esse ano não tem Umbridge para você discutir...
– E o professor Slughorn?
– Aquele paspalho não faz mal nem à uma mosca...
– Falando nisso... Por que não me contou que seria o novo professor de DCAT?
– Soube há alguns dias... – respondeu – Agora chega de conversa, amanhã tem que acordar cedo para a reunião dos monitores na sala do diretor. Não se atrase.
– Tudo bem, estarei lá. Boa noite pai...
– Boa noite princesa... – respondeu beijando minha testa num rápido abraço antes de eu me levantar e sair da sala.
Por que eu ainda sofro quando o Harry fala da Lillian? Meu pai compensa o que ela não me deu!
Os corredores estavam totalmente vazios e escuros, até mesmo um tanto assustadores.
– Lumus! – murmurei para iluminar o caminho.
Quando estava quase chegando às escadas, alguém segurou meu braço e me puxou para uma das salas rapidamente.
– Me solta! – exclamei pegando minha varinha assim que me encostaram à parede. – Expell...
– Hey, calma, sou eu... – falou ele levantando as mãos.
– Vitor! Tem ideia do susto que levei? – falei ao ver seu rosto entre as sombras – Eu quase te estuporei!
– É, eu percebi... – riu aproximando-se.
– Por que está aqui? Em Hogwards? Pensei que jogasse no time de quadribol da Bulgária!
– Férias. – respondeu levantando os ombros enquanto eu me encostava na parede – O time resolveu dar um tempo para recuperarmos as energias e então voltarmos com tudo no próximo campeonato...
– É uma boa estratégia... – concordei – Mas então... Instrutor de Voo? Sério mesmo?
– Dumbledore precisava de alguém, eu estava livre e meu pai comentou que um jogador profissional de Quadribol traria muitos benefícios aos alunos... – explicou – Deu certo, aqui estou.
– Hmm... E... Você aceitou por...?
– Dois motivos. – respondeu aproximando-se – Primeiro: o salário é ótimo. Segundo: não ficarei totalmente longe da ação, Dumbledore disse que nos horários em que os times não forem usar o campo eu posso treinar.
– Só isso?
– Deveria ter outro motivo? – perguntou aproximando-se ainda mais e ficando a centímetros de mim.
– Não sei, diga você... – respondi encarando seus olhos castanhos.
– Eu também não sei... – falou aproximando o rosto do meu. – Trabalhar em Hogwarts é um bom rótulo... Talvez seja isso? – perguntou colando o rosto na base do meu pescoço e inspirando profundamente, o que fez com que eu fechasse os olhos instantaneamente. – Não, acho que não... – negou subindo a ponta do nariz por meu pescoço até a clavícula – Talvez pela localização da escola? Não, também não... – falou beijando o espaço atrás de minha orelha. – Sabe, acho que eu sei a resposta... – afastou-se.
– Qual é? – sussurrei enquanto minhas mãos subiam por seus braços, apoiados na parede atrás de mim, e meus olhos abriam-se.
– Você. – respondeu encarando-me profundamente com um sorriso de tirar o fôlego.
Assim que correspondi ao sorriso, Vitor aproximou-se lentamente e tocou meus lábios suavemente. Suas mãos foram para a minha cintura e as minhas subiram para seu pescoço. Uma corrente elétrica percorreu meu corpo assim que ele puxou-me contra si e subiu uma das mãos por minha espinha vagarosamente.
– Senti sua falta... – sussurrei assim que paramos para respirarmos, porém, com o rosto ainda à milímetros de distância.
– E eu a sua. – sorriu dando-me um selinho demorado para em seguida me encarar – Você fica linda de uniforme Srta. Snape...
– Obrigada Professor Krum... – respondi rindo – Graças a Merlin não terei aulas com você.
– Por quê? Já quer se livrar de mim?
– Não, mas se eu tivesse que ser sua aluna todos os dias eu seria uma péssima aluna, além de não prestar atenção à matéria...
– Hmm... Então quer dizer que eu te distraio? – perguntou levantando a sobrancelha marotamente.
– Com certeza... – respondi rindo. – Mas... Me diz uma coisa... O que meu pai e meu padrinho te fizeram?
– Por que acha que eles fizeram alguma coisa?
– Porque eu conheço os dois! Fala logo Vitor, com eles eu sei que não consigo a verdade, mas de você eu arranco.
– Digamos apenas que deixaram bem claro que, se eu magoá-la ou avançar o sinal, serei o homem mais procurado do mundo bruxo... – riu.
– Desculpa, eles são bem assustadores quando querem... – falei corando.
– Não se preocupe, acho que serei do mesmo jeito quando tiver uma filha... – respondeu passando os dedos carinhosamente em minha bochecha rosada – Eu já disse que eu amo você?
– Já, e eu não me canso de ouvir... – sorri selando nossos lábios novamente.
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