Notas iniciais
Entãaaao... Eu sei, eu sei, eu sei... Demorei muuito!!! Esse ano será um pouco complicado para mim, então, por favor, não me matem!!! Sou muito jovem para morrer...

Capítulo 6 – Invitation

“Convite”

– Violet – 2 de setembro de 1996 -

– Você está bem feliz hoje hein?? – comentou Alessa logo que me sentei à mesa para o café da manhã. – Nem parece que foi dormir depois da meia noite...

– O que está insinuando Alessa?

Eu? Nada... Mas eu vi quando chegou tarde ontem... E como estava corada e com um sorriso enorme no rosto... – disse maliciosamente.

– Ontem fiquei conversando com o meu pai até tarde... E depois... – parei – Depois digamos que fui...sequestrada...

– Eu sabia!! – gritou a ruiva.

– Alessa! Você não sabe ficar quieta?

– E você quer que eu fique quieta com uma notícia dessas?!

– Não é nenhuma novidade, afinal, estamos namorando...

– Srta. Snape.

Oh droga...

– Sim... Professora McGonagall? – respondi sem graça.

Será que ela ouviu?

– A reunião dos monitores começa em dez minutos, leve o Sr. Malfoy, que aparentemente não acordou ainda...

– Sim senhora.

– Sem atrasos, por favor. E eu ouvi o que disse antes, conversamos depois sobre isso. Te vejo mais tarde Srta. Snape... – falou afastando-se.

– Viu o que você fez? – perguntei fulminando Alessa.

– Eu?? Mas eu não disse nada, você que disse... – riu comendo um pedaço de bolo.

– Eu juro que te mato, mas antes preciso acordar o Draco. – falei levantando-me, porém, não precisei nem sair do lugar, afinal, Draco entrava no salão naquele exato momento, e antes que sentasse, o parei. – Nem pensar, você vem comigo.

– Como é? – perguntou confuso sentando-se.

– Reunião dos Monitores na sala do diretor, não se lembra? Estamos quase atrasados! E você está horrível...

– Obrigado por dizer isso tão delicadamente... – rolou os olhos levantando-se logo em seguida.

– De nada. – sorri – Agora vamos!

– Sim Srta. Snape! – rebateu acompanhando-me carrancudo.

– É sério Draco, você está muito sério e obviamente não tem dormido direito... – comentei enquanto caminhávamos até a sala do diretor – Você está bem?

– Meu pai foi para Azkaban, como acha que me sinto? – ironizou.

– Eu... Eu sinto muito Draco, não por ele, mas por você e sua irmã... – falei – Mas você não pode ficar abatido desse jeito! Tenho certeza que o grande Lucio Malfoy não iria gostar de ver o filho com essa aparência pelo castelo...

– Quem disse que ligo para o que ele quer? – rebateu – E não tente me dar sermões, já estou ruim o suficiente sem eles.

– Eu sei que dói, mas isso não é motivo para descontar sua raiva em mim!

– Bom, você e seu irmãozinho que o mandaram para lá, talvez eu deva descontar na Granger então...

– Como é?! – exclamei parando subitamente. – Você realmente pensa que eu e o Harry mandamos seu pai para Azkaban? Sério mesmo Draco?! Foi ele que se auto condenou quando entrou para os Comensais!

Droga... – murmurou – Eu sei, desculpe... É só que... É difícil saber que meu próprio pai foi para Azkaban!

– Draco, eu entendo, mas não desconte nos outros... As pessoas ao seu redor não têm culpa das consequências das escolhas do seu pai... – falei calmamente.

– É, cada um tem suas escolhas não é? – falou amargamente – Ninguém é obrigado a algo...

– Srta. Snape e Sr. Malfoy, estão atrasados! – disse Minerva aparecendo ao nosso lado na entrada para a sala do diretor.

– Desculpe professora... – falei.

– Subam, todos estão esperando. – mandou ela.

************

– Até que não são mudanças ruins – falou Draco após a reunião.

– Podemos dormir mais cedo, já que o Lupin e a Tonks vão monitorar os corredores mais afastados e o jardim... – respondi – Só não gostei da parte dos relatórios...

– Nem tudo é perfeito... – murmurou – Melhor irmos para a aula. Aliás, qual é?

– Poções. – respondi – Prof Slughorn.

– Ah, eu já ouvi falar nele... Parece que é um tipo de “colecionador”...

– Como assim?

– Ele gosta da companhia dos famosos, aqueles que se deram bem e os poderosos. Ele pensa que influencia as escolhas das pessoas, então seleciona alunos promissores e os organiza num clube estúpido com seus favoritos e faz apresentações. Sempre tendo algum benefício em troca, é claro...

– Pensei que fosse proibido favoritismo entre professor e aluno...

– Se é proibido esqueceram de dizer á ele... – completou – Sabe, tenho quase certeza que vai tentar colecionar você.

– Escapei da Umbridge e agora vou cair nas mãos de um maluco?

– Bem, você é famosa no mundo bruxo, há rumores de que é a Escolhida e ainda é filha do professor Snape... Dizem que a aluna preferida dele no passado era a sangue ruim Evans, e você também é filha dela, então...

– Draco, por favor, não toque no nome dela perto de mim sim? Prefiro não lembrar essa parte... – pedi ao pararmos em frente à sala de Poções. – Com licença professor, podemos entrar? – falei abrindo a porta. – Estávamos na reunião de monitores.

– Ah, Srta. Snape! É claro, claro, entrem, por favor... – respondeu o Professor Slughorn com um sorriso enorme no rosto encarando-me fixamente – Sr. Malfoy, presumo?

– Sim, sou eu. – respondeu Draco.

– Ótimo, muito bem... Sentem-se, há dois lugares vagos... – indicou ele um canto no fim da sala. – Certo, como eu dizia... Hoje preparei algumas poções e vocês devem me dizer quais são elas. É o tipo de coisa que farão nos NIEMs... Alguém pode me dizer qual é essa? – perguntou levantando um frasco com um líquido transparente. Hermione foi a primeira a levantar a mão — Sim, Srta. Granger?

Veritaserum, uma incolor e inodora poção que obriga quem beber a dizer a verdade.

– Muito bem, muito bem! Agora... – falou aproximando-se de um caldeirão fervendo – E quanto à esta? Ela tem aparecido muito no Profeta diário ultimamente...

– É a Poção Polissuco senhor. – respondeu Hermione novamente.

– Excelente! Agora esta... Sim queria?

– É Amortentia.

– Parece até tolice perguntar... – riu o professor. – Mas... O que ela faz?

– É a mais poderosa poção do amor do mundo! E ela deve cheirar diferente para cada um, eu, por exemplo, posso sentir grama recém-cortada, pergaminho novo e... – começou, porém, parou no meio da frase com as bochechas levemente rosadas.

Opa... Algo revelador apareceria...

– Muito bem Srta. Granger! Mais dez pontos para Grifinória! – exclamou extremamente satisfeito – Amortentia não cria realmente o amor, é claro, é impossível imitar o amor. Esta poção pode criar uma forte obsessão ou atração praticamente impossível de resistir. Bem, o que acham de alguns alunos virem aqui? Srta. Snape! Por favor, diga-nos o que sente... – pediu chamando-me.

Aproximei-me lentamente e fechei os olhos, nesse momento uma onda de cheiro forte e extremamente irresistível invadiu minhas narinas.

– Sinto... Cheiro de lenha cortada, madeira maciça e...menta.

Vitor.

– Ora, algo bem exótico... Creio que na Inglaterra não se pratica o corte de lenha...

– Talvez na Bulgária senhor? – sugeriu Alessa mandando-me um olhar malicioso.

– Sim, sim, lá certamente há corte de lenha... – concordou ele. – Muito bem, hmm... Que tal... Sr. Malfoy?

Draco se aproximou, também fechou os olhos e soltou um fraco sorriso ao abri-los novamente.

– Flores do campo e framboesa. – respondeu lançando um olhar tímido para Sophie, que sorria abertamente.

Sophie usa perfume de flores do campo e ama framboesa... Era de se esperar...

– Muito bem, muito bem... – concordou o professor – E você? Qual seu nome querida? – perguntou apontando para Sophie, ao lado de Draco.

– Sophie Seyfried, senhor.

Seyfried? A senhorita tem algum parentesco com a Ministra Seyfried? – perguntou extremamente interessado.

– Ela é minha mãe.

– Ora, ora, que incrível! – sorriu abertamente – E o que sente com a poção?

Sophie repetiu o mesmo processo e sorriu.

– Neve, âmbar e hortelã. – admitiu sorrindo.

– Muito bem, muito bem... – concordou – Certo, agora... Quem sabe qual é essa? – apontou para um caldeirão fumegante.

– Felix Felicis. – respondeu Hermione. – A poção da sorte.

– Isso mesmo, mais dez pontos para Grifinória. – disse ele – A Felix Felicis é a famosa sorte líquida, um gole apenas e terá um dia inteiro de sorte. Entretanto, seu preparo é extremamente complexo e uma gota errada pode ser desastrosa. Seu uso em excesso também é prejudicial e pode deixar o indivíduo que a tomou abobalhado e presunçoso ao extremo. Bem, esse é o prêmio de hoje. Quem conseguir preparar a Poção do Morto Vivo corretamente ganhará um frasco de Felix Felicis, 12 horas de pura sorte. Mas não tentem usá-la em competições e afins, é proibida. Muito bem, podem começar.

Logo todos abriram seus livros e começaram a preparar a poção, porém, a do Morto Vivo era extremamente complicada e exigia o preparo perfeito. Meu pai, entretanto, havia me ensinado como fazê-la perfeitamente durante as férias que passei em nossa casa, logo, para mim foi fácil.

– Muito bem, muito bem... Vamos ver... – começou o professor passando nas mesas e verificando os resultados. Sorriu ao ver o caldeirão de Rony e lançou um olhar de aprovação no de Hermione, porém, parou assim que viu a de Harry. – Ora, ora, parece que temos um vencedor! Meus parabéns Sr. Potter, o Sr. tem a mão de sua mãe, Lily, ela era ótima em poções... – sorriu com a lembrança – Muito bem, mais alguém?

– Ela conseguiu professor. – disse Draco apontando para mim, porém, não prestei atenção.

Como Harry conseguiu fazer essa poção? Ele sempre foi péssimo nisso!

– Srta. Snape! Pelas barbas de Merlin, a Srta. também conseguiu fazer a poção perfeitamente! Era de se esperar, seus pais eram ótimos na matéria... Meus parabéns Srta. Snape! – elogiou o professor ao meu lado – Sr. Potter, o Sr. terá que dividir o prêmio com sua irmã...

– Claro. – concordou Harry.

– Muito bem, por hoje é só, podem ir. Srta. Seyfried e Srta. Snape, fiquem, por favor. – pediu Slughorn.

Todos os alunos se retiraram enquanto eu e Sophie nos aproximávamos da mesa do professor, que rapidamente abriu um sorriso.

– Srtas, creio que sabem, por meio de alguns de seus amigos, que eu costumo abrir um Clube com meus melhores alunos... Eu gostaria muito que as duas se juntassem a mim no Clube do Slug.

– Ah... Claro, obrigada senhor... – agradeceu Sophie.

– As reuniões serão duas vezes por semana em minha sala particular, logo após o jantar. – completou – Espero encontrá-las lá hoje à noite.

– Estarei lá... – disse Sophie – Eu preciso ir agora.

– Claro, claro, é um prazer conhecê-la Srta. Seyfried. – correspondeu ele enquanto Sophie deixava a sala.

– Desculpe professor, mas não poderei participar de seu clube...

Que pena não??

– Por que não? – disse claramente desapontado.

– Eu sou a monitora da sonserina junto ao Sr. Malfoy, e nossas rondas são após o jantar todos os dias...

– Ahh, mas isso é facilmente resolvido. – sorriu abertamente – Tenho certeza que o Sr. Malfoy não se incomodará em fazer suas rondas sem a senhorita dois dias por semana. A Srta. Granger disse-me o mesmo e já confirmou que virá aos encontros enquanto o Sr. Weasley ronda os corredores.

– Ah, a Hermione também vem?

– Certamente! Srta Granger e inclusive seu irmão, o Sr. Potter.

– Ahh, hmm... Tudo bem, vou conversar com o Draco – garanti dando um passo para trás.

– Ótimo, ótimo! Sabe, a Srta. tem as mesmas habilidades em poções que seus pais... O Sr. Snape era meu melhor aluno, mas a Srta. Evans era uma grande concorrente. O Sr. Potter tem os olhos de sua mãe, mas a Srta...

– Desculpe professor, mas prefiro que não me compare à Lillian.

– “Lillian”? Ela não é sua mãe? – perguntou confuso.

– Não. – respondi secamente – Agora, se o senhor me permite... Preciso falar com o Draco.

– Claro, me desculpe Srta. Snape... – disse ainda confuso – Te vejo à noite, então.

– Com licença professor. – falei afastando-me e saindo da sala, encontrando Alessa e as meninas rindo – Alessa eu te mato!

– O que eu fiz?

– Precisava dizer aquilo para todo mundo ouvir??

– Foi apenas um comentário! – defendeu-se a ruiva.

– Um comentário que rendeu fofocas de todos os alunos. Quem não sabe a verdade vai pensar que eu estou de olho em um professor!!

– E não está? – perguntou Mary marota.

– Não! – respondi – Digo, sim, mas não como todos vão pensar!

– O ano mal começou e já estão brigando? – perguntou uma voz divertida, fazendo-me virar e encontrar com Lupin e Vitor me encarando.

Oh droga!

– Lupin! – respondi. – Por que não me falou que viria par Hogwarts com a Tonks? – mudei de assunto.

– Soubemos um dia antes e tivemos que sair à noite. – respondeu ele sorrindo – Mas o que aconteceu para já estarem brigando?

– Não é uma briga...

– Eu fiz um comentário inocente na aula e ela ficou brava comigo. – defendeu-se a ruiva com a expressão inocente.

– E qual o comentário? – perguntou Vitor.

– O professor de poções trouxe Amortentia e pediu para ela dizer que cheiro sentia, então...

– Sophie... – pedi.

Então ela respondeu “lenha cortada, madeira maciça e menta”. – continuou Alessa enquanto eu evitava o olhar de Vitor, que eu sabia estar sobre mim. – O professor disse que é um aroma exótico e que na Inglaterra não há o costume de cortar lenha. Eu apenas comentei que na...

– Alessa! – tentei novamente.

– ...Bulgária é bem frequente. – completou Alessa sorrindo maliciosamente para mim.

– Ah sim, entendo... – comentou Lupin rindo.

– Bom, eu... Preciso falar com o Draco, Sophie, sabe onde ele está? – falei tentando mudar de assunto.

– Não.

– Como não? Não são namorados?

– Só porque somos namorados não significa que saibamos onde o outro está o tempo todo. – respondeu a loira – Você sabe?

– Certo, eu mesma procuro... – respondi ignorando o último comentário – Aproveitando, Lupin, eu não farei as rondas hoje.

– Por quê?

– Acabei de ser convidada/intimada a participar do Clube do Slug depois do jantar. – respondi franzindo a testa. – Ele sugeriu que o Draco pode fazer a ronda sozinho duas vezes por semana...

– É a cara dele... – riu Lupin. – Mas agora é melhor irem para a aula, está na hora.

– Ótima observação. – sorri agradecida. – Até depois Lupin, Professor Krum...

– Srta. Snape... – retribuiu Vitor com um sorriso sacana antes de eu e as meninas sairmos.

Droga, ele precisa fazer isso?

– Sabe, as coisas ficam muito mais interessantes quando se pode chamar o amor de sua vida de “Professor”. – comentou Alessa.

– Cala a boca Alessa... – ri.

Notas finais
E aí “orphanitas”?? Sophie e Violet foram convidadas para o Clube do Slug, Minerva VAI conversar com a afilhada mais tarde, Lupin na escola... Vitor descobriu sobre a poção!!! Ele certamente não deixará quieto... E não se esqueçam... O que tem em 2 de setembro?? O quê???? Não deixem de comentar, bjbj e até depois!!!! Como diriam os Teletubbies: “É hora de dar tchau, é hora de dar tchau!!”