Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
7 Capítulo 6 – Invitation
Notas iniciais
Capítulo 6 – Invitation
“Convite”
– Violet – 2 de setembro de 1996 -
– Você está bem feliz hoje hein?? – comentou Alessa logo que me sentei à mesa para o café da manhã. – Nem parece que foi dormir depois da meia noite...
– O que está insinuando Alessa?
– Eu? Nada... Mas eu vi quando chegou tarde ontem... E como estava corada e com um sorriso enorme no rosto... – disse maliciosamente.
– Ontem fiquei conversando com o meu pai até tarde... E depois... – parei – Depois digamos que fui...sequestrada...
– Eu sabia!! – gritou a ruiva.
– Alessa! Você não sabe ficar quieta?
– E você quer que eu fique quieta com uma notícia dessas?!
– Não é nenhuma novidade, afinal, estamos namorando...
– Srta. Snape.
Oh droga...
– Sim... Professora McGonagall? – respondi sem graça.
Será que ela ouviu?
– A reunião dos monitores começa em dez minutos, leve o Sr. Malfoy, que aparentemente não acordou ainda...
– Sim senhora.
– Sem atrasos, por favor. E eu ouvi o que disse antes, conversamos depois sobre isso. Te vejo mais tarde Srta. Snape... – falou afastando-se.
– Viu o que você fez? – perguntei fulminando Alessa.
– Eu?? Mas eu não disse nada, você que disse... – riu comendo um pedaço de bolo.
– Eu juro que te mato, mas antes preciso acordar o Draco. – falei levantando-me, porém, não precisei nem sair do lugar, afinal, Draco entrava no salão naquele exato momento, e antes que sentasse, o parei. – Nem pensar, você vem comigo.
– Como é? – perguntou confuso sentando-se.
– Reunião dos Monitores na sala do diretor, não se lembra? Estamos quase atrasados! E você está horrível...
– Obrigado por dizer isso tão delicadamente... – rolou os olhos levantando-se logo em seguida.
– De nada. – sorri – Agora vamos!
– Sim Srta. Snape! – rebateu acompanhando-me carrancudo.
– É sério Draco, você está muito sério e obviamente não tem dormido direito... – comentei enquanto caminhávamos até a sala do diretor – Você está bem?
– Meu pai foi para Azkaban, como acha que me sinto? – ironizou.
– Eu... Eu sinto muito Draco, não por ele, mas por você e sua irmã... – falei – Mas você não pode ficar abatido desse jeito! Tenho certeza que o grande Lucio Malfoy não iria gostar de ver o filho com essa aparência pelo castelo...
– Quem disse que ligo para o que ele quer? – rebateu – E não tente me dar sermões, já estou ruim o suficiente sem eles.
– Eu sei que dói, mas isso não é motivo para descontar sua raiva em mim!
– Bom, você e seu irmãozinho que o mandaram para lá, talvez eu deva descontar na Granger então...
– Como é?! – exclamei parando subitamente. – Você realmente pensa que eu e o Harry mandamos seu pai para Azkaban? Sério mesmo Draco?! Foi ele que se auto condenou quando entrou para os Comensais!
– Droga... – murmurou – Eu sei, desculpe... É só que... É difícil saber que meu próprio pai foi para Azkaban!
– Draco, eu entendo, mas não desconte nos outros... As pessoas ao seu redor não têm culpa das consequências das escolhas do seu pai... – falei calmamente.
– É, cada um tem suas escolhas não é? – falou amargamente – Ninguém é obrigado a algo...
– Srta. Snape e Sr. Malfoy, estão atrasados! – disse Minerva aparecendo ao nosso lado na entrada para a sala do diretor.
– Desculpe professora... – falei.
– Subam, todos estão esperando. – mandou ela.
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– Até que não são mudanças ruins – falou Draco após a reunião.
– Podemos dormir mais cedo, já que o Lupin e a Tonks vão monitorar os corredores mais afastados e o jardim... – respondi – Só não gostei da parte dos relatórios...
– Nem tudo é perfeito... – murmurou – Melhor irmos para a aula. Aliás, qual é?
– Poções. – respondi – Prof Slughorn.
– Ah, eu já ouvi falar nele... Parece que é um tipo de “colecionador”...
– Como assim?
– Ele gosta da companhia dos famosos, aqueles que se deram bem e os poderosos. Ele pensa que influencia as escolhas das pessoas, então seleciona alunos promissores e os organiza num clube estúpido com seus favoritos e faz apresentações. Sempre tendo algum benefício em troca, é claro...
– Pensei que fosse proibido favoritismo entre professor e aluno...
– Se é proibido esqueceram de dizer á ele... – completou – Sabe, tenho quase certeza que vai tentar colecionar você.
– Escapei da Umbridge e agora vou cair nas mãos de um maluco?
– Bem, você é famosa no mundo bruxo, há rumores de que é a Escolhida e ainda é filha do professor Snape... Dizem que a aluna preferida dele no passado era a sangue ruim Evans, e você também é filha dela, então...
– Draco, por favor, não toque no nome dela perto de mim sim? Prefiro não lembrar essa parte... – pedi ao pararmos em frente à sala de Poções. – Com licença professor, podemos entrar? – falei abrindo a porta. – Estávamos na reunião de monitores.
– Ah, Srta. Snape! É claro, claro, entrem, por favor... – respondeu o Professor Slughorn com um sorriso enorme no rosto encarando-me fixamente – Sr. Malfoy, presumo?
– Sim, sou eu. – respondeu Draco.
– Ótimo, muito bem... Sentem-se, há dois lugares vagos... – indicou ele um canto no fim da sala. – Certo, como eu dizia... Hoje preparei algumas poções e vocês devem me dizer quais são elas. É o tipo de coisa que farão nos NIEMs... Alguém pode me dizer qual é essa? – perguntou levantando um frasco com um líquido transparente. Hermione foi a primeira a levantar a mão — Sim, Srta. Granger?
– Veritaserum, uma incolor e inodora poção que obriga quem beber a dizer a verdade.
– Muito bem, muito bem! Agora... – falou aproximando-se de um caldeirão fervendo – E quanto à esta? Ela tem aparecido muito no Profeta diário ultimamente...
– É a Poção Polissuco senhor. – respondeu Hermione novamente.
– Excelente! Agora esta... Sim queria?
– É Amortentia.
– Parece até tolice perguntar... – riu o professor. – Mas... O que ela faz?
– É a mais poderosa poção do amor do mundo! E ela deve cheirar diferente para cada um, eu, por exemplo, posso sentir grama recém-cortada, pergaminho novo e... – começou, porém, parou no meio da frase com as bochechas levemente rosadas.
Opa... Algo revelador apareceria...
– Muito bem Srta. Granger! Mais dez pontos para Grifinória! – exclamou extremamente satisfeito – Amortentia não cria realmente o amor, é claro, é impossível imitar o amor. Esta poção pode criar uma forte obsessão ou atração praticamente impossível de resistir. Bem, o que acham de alguns alunos virem aqui? Srta. Snape! Por favor, diga-nos o que sente... – pediu chamando-me.
Aproximei-me lentamente e fechei os olhos, nesse momento uma onda de cheiro forte e extremamente irresistível invadiu minhas narinas.
– Sinto... Cheiro de lenha cortada, madeira maciça e...menta.
Vitor.
– Ora, algo bem exótico... Creio que na Inglaterra não se pratica o corte de lenha...
– Talvez na Bulgária senhor? – sugeriu Alessa mandando-me um olhar malicioso.
– Sim, sim, lá certamente há corte de lenha... – concordou ele. – Muito bem, hmm... Que tal... Sr. Malfoy?
Draco se aproximou, também fechou os olhos e soltou um fraco sorriso ao abri-los novamente.
– Flores do campo e framboesa. – respondeu lançando um olhar tímido para Sophie, que sorria abertamente.
Sophie usa perfume de flores do campo e ama framboesa... Era de se esperar...
– Muito bem, muito bem... – concordou o professor – E você? Qual seu nome querida? – perguntou apontando para Sophie, ao lado de Draco.
– Sophie Seyfried, senhor.
– Seyfried? A senhorita tem algum parentesco com a Ministra Seyfried? – perguntou extremamente interessado.
– Ela é minha mãe.
– Ora, ora, que incrível! – sorriu abertamente – E o que sente com a poção?
Sophie repetiu o mesmo processo e sorriu.
– Neve, âmbar e hortelã. – admitiu sorrindo.
– Muito bem, muito bem... – concordou – Certo, agora... Quem sabe qual é essa? – apontou para um caldeirão fumegante.
– Felix Felicis. – respondeu Hermione. – A poção da sorte.
– Isso mesmo, mais dez pontos para Grifinória. – disse ele – A Felix Felicis é a famosa sorte líquida, um gole apenas e terá um dia inteiro de sorte. Entretanto, seu preparo é extremamente complexo e uma gota errada pode ser desastrosa. Seu uso em excesso também é prejudicial e pode deixar o indivíduo que a tomou abobalhado e presunçoso ao extremo. Bem, esse é o prêmio de hoje. Quem conseguir preparar a Poção do Morto Vivo corretamente ganhará um frasco de Felix Felicis, 12 horas de pura sorte. Mas não tentem usá-la em competições e afins, é proibida. Muito bem, podem começar.
Logo todos abriram seus livros e começaram a preparar a poção, porém, a do Morto Vivo era extremamente complicada e exigia o preparo perfeito. Meu pai, entretanto, havia me ensinado como fazê-la perfeitamente durante as férias que passei em nossa casa, logo, para mim foi fácil.
– Muito bem, muito bem... Vamos ver... – começou o professor passando nas mesas e verificando os resultados. Sorriu ao ver o caldeirão de Rony e lançou um olhar de aprovação no de Hermione, porém, parou assim que viu a de Harry. – Ora, ora, parece que temos um vencedor! Meus parabéns Sr. Potter, o Sr. tem a mão de sua mãe, Lily, ela era ótima em poções... – sorriu com a lembrança – Muito bem, mais alguém?
– Ela conseguiu professor. – disse Draco apontando para mim, porém, não prestei atenção.
Como Harry conseguiu fazer essa poção? Ele sempre foi péssimo nisso!
– Srta. Snape! Pelas barbas de Merlin, a Srta. também conseguiu fazer a poção perfeitamente! Era de se esperar, seus pais eram ótimos na matéria... Meus parabéns Srta. Snape! – elogiou o professor ao meu lado – Sr. Potter, o Sr. terá que dividir o prêmio com sua irmã...
– Claro. – concordou Harry.
– Muito bem, por hoje é só, podem ir. Srta. Seyfried e Srta. Snape, fiquem, por favor. – pediu Slughorn.
Todos os alunos se retiraram enquanto eu e Sophie nos aproximávamos da mesa do professor, que rapidamente abriu um sorriso.
– Srtas, creio que sabem, por meio de alguns de seus amigos, que eu costumo abrir um Clube com meus melhores alunos... Eu gostaria muito que as duas se juntassem a mim no Clube do Slug.
– Ah... Claro, obrigada senhor... – agradeceu Sophie.
– As reuniões serão duas vezes por semana em minha sala particular, logo após o jantar. – completou – Espero encontrá-las lá hoje à noite.
– Estarei lá... – disse Sophie – Eu preciso ir agora.
– Claro, claro, é um prazer conhecê-la Srta. Seyfried. – correspondeu ele enquanto Sophie deixava a sala.
– Desculpe professor, mas não poderei participar de seu clube...
Que pena não??
– Por que não? – disse claramente desapontado.
– Eu sou a monitora da sonserina junto ao Sr. Malfoy, e nossas rondas são após o jantar todos os dias...
– Ahh, mas isso é facilmente resolvido. – sorriu abertamente – Tenho certeza que o Sr. Malfoy não se incomodará em fazer suas rondas sem a senhorita dois dias por semana. A Srta. Granger disse-me o mesmo e já confirmou que virá aos encontros enquanto o Sr. Weasley ronda os corredores.
– Ah, a Hermione também vem?
– Certamente! Srta Granger e inclusive seu irmão, o Sr. Potter.
– Ahh, hmm... Tudo bem, vou conversar com o Draco – garanti dando um passo para trás.
– Ótimo, ótimo! Sabe, a Srta. tem as mesmas habilidades em poções que seus pais... O Sr. Snape era meu melhor aluno, mas a Srta. Evans era uma grande concorrente. O Sr. Potter tem os olhos de sua mãe, mas a Srta...
– Desculpe professor, mas prefiro que não me compare à Lillian.
– “Lillian”? Ela não é sua mãe? – perguntou confuso.
– Não. – respondi secamente – Agora, se o senhor me permite... Preciso falar com o Draco.
– Claro, me desculpe Srta. Snape... – disse ainda confuso – Te vejo à noite, então.
– Com licença professor. – falei afastando-me e saindo da sala, encontrando Alessa e as meninas rindo – Alessa eu te mato!
– O que eu fiz?
– Precisava dizer aquilo para todo mundo ouvir??
– Foi apenas um comentário! – defendeu-se a ruiva.
– Um comentário que rendeu fofocas de todos os alunos. Quem não sabe a verdade vai pensar que eu estou de olho em um professor!!
– E não está? – perguntou Mary marota.
– Não! – respondi – Digo, sim, mas não como todos vão pensar!
– O ano mal começou e já estão brigando? – perguntou uma voz divertida, fazendo-me virar e encontrar com Lupin e Vitor me encarando.
Oh droga!
– Lupin! – respondi. – Por que não me falou que viria par Hogwarts com a Tonks? – mudei de assunto.
– Soubemos um dia antes e tivemos que sair à noite. – respondeu ele sorrindo – Mas o que aconteceu para já estarem brigando?
– Não é uma briga...
– Eu fiz um comentário inocente na aula e ela ficou brava comigo. – defendeu-se a ruiva com a expressão inocente.
– E qual o comentário? – perguntou Vitor.
– O professor de poções trouxe Amortentia e pediu para ela dizer que cheiro sentia, então...
– Sophie... – pedi.
– Então ela respondeu “lenha cortada, madeira maciça e menta”. – continuou Alessa enquanto eu evitava o olhar de Vitor, que eu sabia estar sobre mim. – O professor disse que é um aroma exótico e que na Inglaterra não há o costume de cortar lenha. Eu apenas comentei que na...
– Alessa! – tentei novamente.
– ...Bulgária é bem frequente. – completou Alessa sorrindo maliciosamente para mim.
– Ah sim, entendo... – comentou Lupin rindo.
– Bom, eu... Preciso falar com o Draco, Sophie, sabe onde ele está? – falei tentando mudar de assunto.
– Não.
– Como não? Não são namorados?
– Só porque somos namorados não significa que saibamos onde o outro está o tempo todo. – respondeu a loira – Você sabe?
– Certo, eu mesma procuro... – respondi ignorando o último comentário – Aproveitando, Lupin, eu não farei as rondas hoje.
– Por quê?
– Acabei de ser convidada/intimada a participar do Clube do Slug depois do jantar. – respondi franzindo a testa. – Ele sugeriu que o Draco pode fazer a ronda sozinho duas vezes por semana...
– É a cara dele... – riu Lupin. – Mas agora é melhor irem para a aula, está na hora.
– Ótima observação. – sorri agradecida. – Até depois Lupin, Professor Krum...
– Srta. Snape... – retribuiu Vitor com um sorriso sacana antes de eu e as meninas sairmos.
Droga, ele precisa fazer isso?
– Sabe, as coisas ficam muito mais interessantes quando se pode chamar o amor de sua vida de “Professor”. – comentou Alessa.
– Cala a boca Alessa... – ri.
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