Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
23 Capítulo 22 - Are You Serious?
CAPÍTULO 22 – ARE YOU SERIOUS?
“Você está falando sério?”
– NARRAÇÃO – MARÇO DE 1974 —
Bellatrix e Violet estavam cada vez mais próximas, ficavam o tempo todo juntas e já tinham conquistado a confiança uma da outra. Violet sabia que era perigoso demais se envolver emocionalmente, mas sentira tanta falta de uma mãe que quando percebeu já a idolatrava. Bellatrix do passado não era má, cruel ou diabólica, era apenas geniosa, convencida e preconceituosa, duas qualidades em comum com a garota do futuro.
Após a discussão entre Violet e Lillian, quase a escola inteira já sabia que a garota do futuro era na verdade filha biológica de Lillian Evans e Severo Snape, porém, após a ruiva abandoná-la em um orfanato, Bellatrix a adotou e deu seu nome. Sempre que alguém caçoava de Bella pela adoção ou mesmo pela conexão de Violet Black com Lillian Evans, Bellatrix defendia a futura filha e afirmava que ela sim era a mãe da garota, Lilly não era ninguém.
Os pesadelos já não eram um problema, com a Poção do Sono Sem Sonhos que Dumbledore lhe dera, Violet passou a dormir todas as noites tranquilamente. Lord Voldemort ficou realmente curioso e pediu que Bellatrix ficasse de olho na garota.
Sirius não deixou de cantar Violet, que recebia sempre de bom humor.
– Bom dia flor da minha vida! – disse ele assim que viu Violet sentada à mesa da Sonserina pela manhã.
– Bom dia Sirius... – respondeu sorrindo.
– Você não cansa de ser linda?
– E você não cansa de dizer isso?
– Nem um pouco.
– Nem eu.
– Sirius, quem diria que seria preciso nossa prima do futuro aparecer para você se sentar à mesa da sonserina... – comentou Régulus sentando-se do outro lado de Violet.
– Milagres acontecem... – respondeu Sirius – Ainda mais com uma beleza como essa de incentivo.
– Lembre-se da mãe dela que todo o incentivo vai embora... – riu Régulus.
– Ela não é tão ruim assim!
– Os filhos nunca acham as mães ruins, e você é suspeita para falar! – rebateu Sirius galantemente colocando um dos braços sobre os ombros da garota.
– Tira as mãos dela cachorro! – falou Bellatrix ao lado de Andrômeda e Narcissa.
– Bella, você já se apaixonou por alguém? – perguntou ele.
– Acho que não te diz respeito.
– É por isso que você não entende... – respondeu Sirius – Sabe, você seria uma péssima sogra, mas por ela eu faria esse sacrifício!
– Como é? – surpreendeu-se Violet.
– Casa comigo? – pediu ele ajoelhando-se e pegando em sua mão.
– Eu quero ser a madrinha... – comentou Andy sorrindo.
– E eu o padrinho... – completou Régulus rindo – Ou o amante.
– Hey! – repreendeu-o Sirius. – Poxa, você é meu irmão!
– Você foi deserdado meu caro... – rebateu Régulus – E eu sou o mais velho!
– E daí? Eu que conquistei o coração dela!
– Vocês sabem que eu ainda estou aqui não é? – interrompeu Violet rindo.
– Eu nunca me esqueceria de sua presença... – sorriu Sirius galanteador, porém, virando-se imediatamente para Bellatrix, que o encarava com ódio. – Bellita querida do meu coração... – disse pegando em sua mão – Quero te fazer um pedido...
– Ah é? Pois eu também quero te fazer um pedido Sirius querido... – respondeu ela colocando sua mão livre nos ombros do primo.
– Own, que fofo Bella – comentou Narcissa.
– Quero pedir a mão de sua filha em casamento.
– E a minha opinião não conta? – perguntou Violet, porém, foi ignorada.
– Ah Sirius querido, minha resposta vai combinar perfeitamente com a pergunta que eu iria te fazer...
– Eu fico tão feliz sogrinha! E o que é?
– Vai para o inferno e leva seu pedido junto!
– Isso que ouvi foi por acaso um tapa na cara Cissa? – riu Régulus.
– Grossa!
– Inconsequente! – rebateu Bellatrix – Faça um favor a si mesmo e sai daqui cachorro... Antes que Régulus torne-se filho único.
– Violet querida, tenho que ir... – disse ele aproximando-se da garota, que ria como nunca — Estão ameaçando minha saúde e não posso permitir que você fique viúva antes mesmo de casar!
– Imagino se Vitor souber disso...
– Quem é Vitor?
– Meu namorado. – respondeu mostrando o anel em seu dedo.
Bellatrix queria muito a cabeça do primo em uma bandeja de ouro e só não o expulsou porque ficou curiosa a respeito do namorado de sua filha.
– Eu não tenho ciúme...
– Mas ele tem. – respondeu Violet sorrindo.
– Almofadinhas, já deu por hoje não? – disse Lupin aparecendo ao lado de Harry.
– Justo agora que eu estava falando sobre o meu concorrente?
– Concorrente?
– Um tal de Vitor. – respondeu ele fingindo nojo.
– Ah, o Vitor...
– Você conhece e não me disse nada?
– Você não perguntou!
– Estou perguntando agora.
– Vitor é o capitão do time de quadribol da Bulgária, ex-aluno de Durmstrang... Mais alto eu você e uns...quatro anos mais velho que você. – respondeu Harry.
– É um bom concorrente... – comentou Andrômeda – Então você tem namorado e não disse para a sua tia preferida?
– Tia preferida? – repetiu Narcissa.
– Ciúmes Cissa? – perguntou Andy sorrindo.
– Harry, é melhor você tirar o cachorro antes que a mamãe o faça... – riu Violet.
Harry, por sua vez, ficou chateado com a situação em que a mãe e a irmã se encontravam, mas não insistiu em um novo encontro, fazendo tudo que podia para deixar as duas o mais separadas possíveis.
Logo um mês passou-se e, com ele, Harry já se sentia como um verdadeiro Maroto. Em uma tarde em especial Bella e Violet caminhavam pelo jardim conversando e rindo. Era incrível como se davam tão bem.
Abaixo de uma das árvores todo o grupo das Black, que agora incluíram Violet, esperava as duas garotas enquanto Narcissa e Lucio observavam atentamente um garoto loiro de olhos acinzentados e pele pálida debaixo de outra árvore.
– Eu não acredito... – sussurrou Violet assim que o viu.
– Quem é ele?
– Ele é meu primo... – respondeu confusa caminhando em direção ao garoto enquanto Bella desviava para se reunir com os amigos. – Draco?!
– Violet, finalmente! – respondeu ele abraçando-a fortemente.
Draco estava desesperado e não sabia o que fazia. Sophie já havia descoberto sobre seu segredo e terminado o namoro. Voldemort estava exigindo cada vez mais dele e todos os amigos que tinha se afastaram. Violet era a única que ainda mantinha amizade e o tempo em que ficaram afastados foi terrível para o garoto.
– O que está fazendo aqui? – perguntou ela assim que se separaram.
– Por que ainda não voltou?
– Eu... Eu ainda não consegui o que precisava... – respondeu – Mas você não respondeu minha pergunta, aconteceu alguma coisa?
Draco a encarou pesarosamente, como se pedisse desculpas, e que deixou a garota instantaneamente preocupada.
– Draco, o que aconteceu?
– Dumbledore mandou te buscar, os Comensais estão te procurando. – respondeu – Começaram a atacar a família das pessoas mais próximas à você e o Potter.
– O quê?! – exclamou preocupada.
– Eles estão loucos atrás de vocês Estão te procurando por todos os lados, inclusive nas casas de seus amigos...
– Não, eles não podem fazer isso... – murmurou com os olhos úmidos.
– Atacaram a casa dos Addams, dos Seyfried, dos Lovegood, dos Weasley, dos Farley e dos Granger.
– Oh Merlin! – sussurrou incrédula – E como estão?
– Os Addams são aurores e conseguiram revidar. A mãe da Sophie é a Ministra então os comensais não conseguiram nem passar pela segurança, o pai da lunática e da Farley não estavam em casa.
– E os Granger? Os Weasley?
– Estavam trabalhando, mas Dumbledore mandou alguns aurores para ficarem de vigia. Quanto aos Weasley, estavam bem protegidos...
– Espera... – falou quando algo lhe veio à mente – Você disse que atacaram a casa dos meus amigos mais próximos... E quanto à Alessa?
Draco encarou-a profundamente, novamente o olhar de pena.
– Draco...? – pediu quase sussurrando e temendo o pior. – Não me diga que...
– Não encontraram a casa das Chambers, mas...
– Mas?
– Há três dias fomos à Hogsmead e a ruiva, de alguma forma, se desviou do grupo e entrou na floresta. Ela foi atacada por um comensal.
– Não... – sussurrou Violet escorando-se à árvore e finalmente soltando lágrimas de dor
Aquilo foi como uma facada em seu peito. Alessa sempre esteve ao lado de Violet e muitas vezes agia como uma irmã, eram inseparáveis. A ruiva não merecia sofrer, tudo era sua culpa.
– Como ela está?
– Ela está na enfermaria desacordada.
– Foi tão grave assim?
– Ele usou a Maldição Cruciatus para fazê-la contar a verdade, e antes que usasse a Imperius a Granger apareceu e eles duelaram. Ela obviamente foi ferida e perdeu sangue.
– Hermione também está na enfermaria? – perguntou e mais pedaços de seu coração se apertaram.
– Não. Por sorte o seu pai percebeu que duas alunas haviam desaparecido e foi atrás. Ele conseguiu duelar com o Comensal e venceu, depois chamou a McGonagall e os dois levaram as meninas para Hogwarts imediatamente enquanto o Krum levava os outros alunos. A Granger já se recuperou, mas a Chambers ainda não acordou.
Novamente seu chão caiu. Violet perdeu as forças e caiu de joelhos na grama úmida, com as mãos no rosto, chorando e soluçando. Draco abaixou-se imediatamente e pegou-a nos braços. Do outro lado do jardim o grupo sonserino das Black observava atentamente o momento em que Draco Malfoy abraçava Violet Black, que chorava copiosamente no chão.
– Me diz que é apenas uma brincadeira de mau gosto... Por favor Draco, me fala que é mentira...
– Não é mentira... – respondeu Draco abraçando-a fortemente, também de joelhos.
– Como você consegue?
– O quê?
– Ser tão frio. – respondeu ela apertando-se contra ele.
– Quando seu pai é um comensal e está em Azkaban, você aprende a ser assim.
– Quem foi? O que Dumbledore disse de Alessa? Ela vai ficar bem?
– Greyback. O Cruciatus a atingiu por muito tempo, talvez consiga viver...
– Não, não pode ser... Não pode... – repetia ela batendo os punhos no peito do primo. – Não pode!
– Violet para! – mandou o loiro segurando os punhos da garota e afastando-a – Vamos, levanta... – falou puxando-a para cima fortemente.
– O que quer que eu faça? Não sou fria como você! Não sou insensível! – exclamou ela soltando os punhos. – Eu acabei de saber que minha melhor amiga, quase irmã, tem chances de morrer! Acha pouco?!
– Não, mas não precisa gritar ou fazer escândalos! – rebateu ele – E além do mais, a ruiva deveria ter pensado antes de deixar e grupo e se aventurar na floresta, o mesmo para a sangue ruim da Granger.
– Como é? Agora a culpa é delas?! – perguntou Violet incrédula – O que aconteceu com você Draco?
– Eu?!
– Você não mudou... – concluiu Violet com um aperto no peito, novamente estava perdendo alguém que amava — Eu pensei que tivesse aprendido e se tornado alguém melhor! Você continua chamando a Hermione de sangue-ruim e não está nem ligando com que aconteceu com a Alessa! Você nem fala o nome dela, é só ruiva ou Chambers!
– É melhor ruiva e Chambers que sangue ruim...
Aquilo foi demais para Violet. Seu sangue ferveu e a raiva que sentia aflorou. Levantou a mão direita para dar-lhe um tapa no rosto, porém, antes que fizesse qualquer coisa, Draco segurou seu pulso e empurrou-a contra a árvore.
Bellatrix levantou-se de onde estava e avançou, porém, Régulus a segurou.
– Deixe que eles se resolvam. – disse o Black enquanto Andrômeda fuzilava o loiro com o olhar.
– O que pensa que está fazendo?! – exclamou Draco segurando os dois pulsos da garota ao lado de sua cabeça.
– Eu? O que você pensa que está fazendo?! – rebateu ela furiosa – Você continua o mesmo babaca de antes! O mesmo preconceituoso e metido! Ainda acha que é melhor que todos?
Os olhos de Violet escureciam-se rapidamente, porém Draco não se intimidou.
– Pare com isso Violet! Precisa parar de achar que tudo vai se resolver! Será que não vê que não está em um conto com finais felizes?
– Me solta. – pediu ela tentando se controlar.
– Ele quer você, e não adianta fugir porque um dia ele te alcança...
– Eu nunca serei uma deles, nunca!! – gritou furiosamente – E eu já pedi para me soltar!
– Não vou te soltar até que entenda que não adianta bater em mim, a Chambers foi atacada por sua causa!
Sua pele começou a empalidecer e olheiras arroxeadas profundas despontavam, assim como suas veias à ponto de saltarem. O céu fechou-se instantaneamente e um vento frio e cortante invadiu o campo. O controle da garota desapareceu naquele instante. De nada adiantou a luva, desintegrando-se em sua pele. Violet simplesmente empurrou as mãos para frente e gritou com todas as suas forças.
– NÃO!!
Uma luz saiu de suas mãos, Draco então foi lançado para trás numa velocidade fora do comum e bateu de costas em uma das árvores do outro lado do jardim. A garota estava com os olhos negros, a pele pálida e as veias do pescoço saltadas. Ela tinha raiva de Voldemort por maltratar tanta gente, tinha raiva da influência e do medo que ele impunha, tinha raiva de ser a Escolhida, tinha raiva por Alessa pagar o preço disso e tinha raiva por ver que o primo não havia mudado.
Sua vontade era matar Greyback e fazê-lo sofrer como nunca antes.
Violet então encarou o loiro caído do outro lado do jardim, que era amparado pelos pais e vários outros sonserinos. Viu também o olhar de medo de alguns alunos e o de pena de outros. Ela não suportava que a olhassem com pena. Violet afastou-se lentamente e correu o mais rápido que pode para dentro do Castelo. Desceu as escadas e entrou no Salão Comunal da Sonserina, trancou a porta do dormitório com magia e passou a procurar o anel dos Gaunt exaustivamente.
Ela tinha que encontrar... Precisava desesperadamente encontrar o maldito anel.
Jogou todas as coisas de Bellatrix no chão, esvaziou todas as gavetas e abriu todos os armários. Desarrumou a cama, jogou objetos de vidro no chão e descontou toda a raiva que sentia em encontrar o maldito cofre em que Bella guardava a joia. Quando finalmente cansou de destruir o quarto, caiu no chão e passou a chorar novamente. Ela se sentia impotente e destruída por dentro. A irmã postiça estava morrendo numa enfermaria e ela nem poderia voltar para vê-la.
Foi então que, ao virar o rosto, percebeu um brilho prateado de baixo da cama da Black mais velha. Aproximou-se e, alegremente, viu se tratar do cofre. Tirou-o de baixo da cama e percebeu que sua fechadura era algo parecido com o sistema dos trouxas chamado identificação de digital. Se fosse, seria impossível abri-lo sem Bellatrix, mas algo dentro da garota dizia que ela precisava colocar sua mão sobre a fechadura, talvez magia negra resolvesse.
E assim fez. Quando Violet colocou a palma da mão direita sobre a fechadura, o cofre abriu-se magicamente. Violet pensou que fosse por conta da magia, mas na verdade o simples fato de estar na árvore genealógica da família Black como filha de Bellatrix lhe dava o necessário para abrir qualquer cofre da mãe.
Dentro daquele estavam vários documentos e joias, mas uma delas, envolta em uma caixinha de veludo verde, destacou-se. Violet abriu a pequena caixa e percebeu ser o tão procurado anel dos Gaunt que Dumbledore pedira.
– Eu consegui... – sussurrou – Eu achei... – sorriu com lágrimas nos olhos.
Rapidamente guardou o anel entre suas coisas e arrumou o quarto com magia, trancou o cofre e devolveu-o ao seu lugar. Uma vez com o anel, preparou suas coisas para partir o mais rápido possível e decidiu falar com Dumbledore sobre sua partida.
Ela sabia que a destruição daquele anel era um passo à frente para a destruição de Voldemort, e sabia também que, no final, teria que duelar com o maior bruxo das trevas e soube, naquele instante, que esse duelo estava ainda mais próximo.
Violet levantou-se rapidamente, enxugou os rastros de que havia chorado e saiu do Salão Comunal. Seus olhos ainda estavam inchados e levemente avermelhados, porém, ignorou totalmente e caminhou pelos corredores até à Gárgula. Disse todos os doces que lhe vinham à mente e, quando finalmente conseguiu, subiu as escadas até a sala do diretor, que curiosamente a esperava.
– Srta. Black, a que devo a visita?
– Preciso voltar para casa. – respondeu Violet – O mais rápido possível.
– Algum problema?
– Os comensais estão procurando por nós e começaram a atacar nossos amigos.
– E a Srta conseguiu o que precisava?
– Estava debaixo dos meus olhos o tempo todo...
– Muito bem... O que acha de hoje à noite?
– Acho ótimo. Obrigada professor Dumbledore. – agradeceu – Mas... O que vai acontecer quando partirmos?
– Assim que os três voltarem para seu tempo, vou obliviar a escola. Todos saberão que viajantes do tempo nos visitaram, mas ninguém lembrará que são vocês.
– Então... Minha família... Eles não vão se lembrar de mim? – perguntou ela com a voz vacilante. – Nem mesmo Eileen?
– Não. Todas as cartas foram monitoradas e ninguém fora do castelo sabe. É melhor que não saibamos o futuro... – respondeu – Posso dar-lhe um conselho minha jovem?
– Claro...
– Aproveite esse último dia. Use-o para ficar com as pessoas que mais ama e que mais sentirá falta... O passado não volta.
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Violet ainda estava destruída quando saiu da sala de Dumbledore, porém, algo que o diretor havia dito permaneceu em sua mente.
“Aproveite esse último dia. Use-o para ficar com as pessoas que mais ama e que mais sentirá falta... O passado não volta.”
Ela sabia exatamente com quem passaria o último dia no passado, mas antes, precisava avisar Harry e Draco sobre a partida. Caminhou pelos corredores e, assim que chegou ao jardim, dirigiu-se até Harry.
– Harry, posso falar com você um momento? – perguntou evitando o olhar triste de Lilian, que estava sentada entre ambos os Potter.
– Claro... – falou ele levantando-se e a acompanhando. – O que aconteceu? Você não parece bem...
– Os Comensais estão atacando a casa dos nossos amigos e a Alessa está na enfermaria. – respondeu cruzando os braços numa tentativa de segurar a raiva – Eu encontrei o que precisávamos e já falei com Dumbledore, vamos voltar hoje à noite, depois da ronda dos monitores. Não conte à ninguém sobre isso, ele vai obliviar a escola assim que partirmos para que ninguém saiba que estivemos aqui.
– Alessa está na enfermaria?! – surpreendeu-se – O que aconteceu? E como você sabe?
– Draco veio nos buscar. Ela foi atacada por um comensal, a Hermione tentou defendê-la, mas acabou ferida. Ela já está bem, mas a Alessa foi para a enfermaria e está desacordada.
– E você?
– O que tem eu?
– Alessa é sua melhor amiga e às vezes mais irmã que eu. Você parece...fria. – estranhou.
– A raiva que eu sinto é maior que a dor... – respondeu ela com a máscara de indiferença que sabia bem fazer.
Harry ficou extremamente surpreso com a não reação. Ela amava Alessa como se fosse uma verdadeira irmã e se transformava em um animal para defendê-la, mas olhando-a ali percebeu que não tinha qualquer resquício de sentimento em seus olhos. Violet estava fria e usava uma máscara de indiferença que poucas vezes esteve em seu rosto.
– Te vejo depois Harry... – completou a garota antes de se afastar.
No outro lado do jardim, Draco conversava com a mãe, que mantinha os olhos brilhantes para a descoberta de seu filho primogênito.
– Malfoy. – chamou Violet assim que aproximou-se. Draco levantou-se imediatamente e aproximou-se da garota, que permanecia com os braços cruzados. — Vamos voltar hoje à noite. Me encontre depois da ronda dos monitores no salão comunal.
– Você sabe que pode me chamar de Draco...
– Não se atrase. – respondeu ela deixando-o sozinho e sentando-se ao lado de Bellatrix, que a encarou como se soubesse que algo havia acontecido.
Por que isso sempre tinha que acontecer? Por que ela tinha que ser a Escolhida e por que seus amigos é que pagavam o preço por isso? Ela não poderia ser normal e ter uma família normal, como todo mundo?
– Vem comigo. – disse Bella repentinamente levantando-se.
– O quê?
– Levanta logo e vem comigo! – repetiu Bella.
– Tá, tudo bem... E para onde? – perguntou Violet levantando-se também.
– Você me disse que eu te ensinei a usar adagas quando tinha dez anos e por isso eu não pude usar toda a minha força, certo?
– Certo...
– Bem, aqui você tem a mesma idade que eu, então não vejo motivos para me segurar...
– O que quer dizer?
– O que acha de aprender a usar adagas? – propôs com um sorriso diabólico no rosto enquanto as duas se dirigiam para um canto isolado do jardim, logo ao lado do Lago Negro.
– Você está falando sério? – perguntou Violet incrédula.
– Andrômeda não tem paciência para aprender e Cissa é extremamente delicada para usar armas... Já tentei ensiná-las mas nenhuma delas quis, me sinto frustrada com isso sabia?
– Bem... Eu não me incomodo em você realizar um sonho frustrado em mim... – riu.
– Ótimo, então prepare-se garota, eu não costumo facilitar...
– Eu não gosto que facilitem. – respondeu – Mas... Eu não tenho nenhuma adaga...
– Sorte a sua eu ser preparada... Além da minha tenho mais duas no meu quarto.
– Mais duas? Para quê você tem mais duas? – disse Violet incredulamente.
– Lição número um: prevenção é essencial.
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