P.O.V. Elissa.

Depois de um tempo meu pai e eu começamos a nos conhecer melhor e começamos a nos dar bem.

–Quantos anos você tem?

–17.

–Tem algum problema de saúde?

–Não.

–Conheceu sua mãe biológica?

–Não.

–Mora sozinha?

–Não. Moro com a minha mãe.

–Ela a trata bem?

–Super.

–Tem a ficha suja?

–Não. E nunca matei nem uma barata.

–Muito bom.

–Tira boas notas?

–Sim. A nota mais baixa que eu já tirei foi um nove.

–Ótimo. Onde você estuda?

–Na Forks High School.

–Onde mora?

–Em Forks Washington.

–Vocês se mudam muito?

–Sim.

Entretanto, de uns tempos pra cá meu tio e eu estamos num impasse.

–Elissa podemos conversar.

–Se for sobre aquele mesmo assunto eu já disse que não.

–O que está havendo?

–Estou obedecendo a minha mãe. Ele me avisou que pediria isso pra mim e disse pra eu não dar de jeito nenhum.

–São apenas umas bolsas.

–Disse isso pra prima dela e a garota quase morreu! Você não consegue parar depois que começa!

–Eu quero o seu sangue!

–E eu já disse que não vou dar. Não vou te ajudar a escravizar pessoas!

–Sabe, eu sempre consigo o que eu quero.

–Não de mim! Cretino! Abominação!

Ele veio pra cima de mim, mas o meu pai se enfiou no meio.

–Já chega Niklaus! Ela disse não.

–Mas, eu preciso.

–Não precisa! Se precisasse mesmo eu daria sem reclamar.

–Mas, está reclamando.

–E você não precisa dos malditos híbridos pra viver tio! Se a sua vida ou a de qualquer outro membro da nossa família estivesse em jogo eu daria sem reclamar ou questionar, mas ninguém vai morrer por conta disso.

–Ai é que você se engana.

–Não entendo o que ela vê em você. Ela diz que vê a bondade em você, mas aparentemente você não tem nenhuma.

–O que?

–Somos sua família. Sangue do seu sangue, eu sou sua sobrinha! Matar por vingança eu até entendo, mas matar por motivos fúteis como esse...

–Motivos fúteis?

–É. Matar pra proteger quem você ama, para vingar a morte de um ente querido ou para vingar a sua honra é uma coisa. Agora matar porque quer o sangue da sua sobrinha pra criar híbridos é no mínimo idiotice.

–Idiotice?

–É.

–Você já matou alguém?

–Não. Graças á Deus eu nunca precisei.

–Como assim nunca precisou?

–Meu avô Carslile trás bolsas de sangue pra mim do hospital assim eu não tenho que roubar.

–Mas, ele rouba por você.

–Ele é médico tio. Ele é um vampiro médico e como tal tem licença pra comprar as bolsas de sangue.

–Médico?

–Os Cullen são de uma raça diferente. Pra eles é mais fácil manter o controle e eles conseguem sobreviver apenas com o sangue de animais.

–Interessante. E quantos deles existem?

–Que eu tenha conhecimento existem o Clã Cullen, o Clã Denali, As amazônas Karchiri, Zafrina e Senna, O Clã Volturi, O Clã Egípcio, o Clã irlandês e acho que é só. Existem ainda os nômades.

–Isso são muitos.

–Os Volturi são italianos. Moram na cidade de Volterra, cada um dos vampiros membros dos Clãs tem dons diferentes.

–Que tipo de dons?

–Edward Cullen pode ler os pensamentos dos outros, Alice Cullen pode prever o futuro, Jasper Hale que também pertence ao Clã Cullen pode sentir e controlar as emoções das outras pessoas, Emmett Cullen é extremamente forte.

–Zafrina pode te fazer ver qualquer coisa. Benjamin do Clã Egípcio pode manipular os quatro elementos, etc.

–E a sua mãe adotiva? Ela tem algum dom?

–Ela tem todos esses que acabo de citar e mais os poderes de bruxa e de mutante que ela herdou da mãe dela Isabella.

–Bruxa?

–Isso. Ela é bruxa e vampira ao mesmo tempo.

–E a parte do mutante?

–Ela é portadora do gene mutante X e a única classe 5 que ainda está viva.

–Existiam outros?

–Apenas ela e Jean Gray. Mas, como a mutação de Jean estava localizada na parte inconsciente de seu cérebro ela não podia controlar e destruía tudo em seu caminho, ela fazia coisas e pessoas se desintegrarem apenas por tentarem se aproximar.

–Então a garota não sabia o que estava fazendo?

–Em parte. Devido aos bloqueios mentais feitos pelo Professor Charles Xavier, Jean desenvolveu uma dupla personalidade, de um lado existia a doce e controlada Jean Gray e do outro uma entidade por assim dizer que se intitulava

A Fênix Negra. Um ser irracional movido apenas pelos sentimentos de Jean. Amor, Paixão e Fúria.

–Como sabe tudo isso?

–Eu conheci Jean e ela me contou. Ela não queria que isso acontecesse comigo, que eu desenvolvesse uma Fênix Negra dentro de mim.

–Mas, isso não vai acontecer. Vai?

–Não pai. Não vai, eu consigo controlar cem por cento da minha capacidade cerebral como a minha mãe.

–Você também tem isso?

–Sim. Eu tenho o gene mutante X.

–Você faz tudo o que sua mãe faz?

–Mais ou menos. Eu não sou bruxa.