P.O.V. Elijah.

Se quando elas eram bebês já era difícil agora que são adolescentes ficou ainda pior.

–Onde as senhoritas pensam que vão?

–Ao shopping!

–De novo?

–É. É o único lugar além do bar da tia Cami que a gente vai e vocês não ficam no nosso pé.

–Tem razão. É um puta saco isso.

–Elissa!

–Fala.

–Não se deve falar assim.

–Nem você e nem ninguém me diz o que fazer.

Elas simplesmente saíram.

–Ela tem o fogo das Petrova.

–E Hannah tem o fogo de Caroline.

–Um brinde a isso irmão.

Nós brindamos com os copos de Wisky. Imagine a minha cara quando Caroline e a senhorita Cullen entram pela porta todas produzidas e com uns vestidos...

P.O.V. Klaus.

O corpo sexy de Caroline dentro daquele vestido preto atiçou a minha libido. Afinal, ela é irresistível e tem seios enormes.

Pude ver o jeito que o meu irmão olhou para a duplicata. Ouvi a duplicata cochichar no ouvido de Caroline:

–Eles estão nos desejando ardentemente agora.

Ela olhou bem no fundo dos meus olhos, deu um sorriso safado e respondeu em alto e bom som:

–Você jura?

–Eu juro.

O cabelo dela estava cacheado e caia como uma cascata sob seus ombros. Seus cabelos haviam crescido muito e estavam batendo no bumbum.

–Tem certeza do que viu Renesmee?

–Absoluta. Quer que eu te mostre?

–Você não mentiria pra mim. Mentiria?

–Não Caroline. Sou sua amiga lembra? Credo! Deus me defenda ta passando muito tempo com o Klaus.

–Porque diz isso?

–Está ficando paranoica.

–Tem razão.

–Vai tomar banho de sal grosso que melhora.

–Valeu.

–Deixei uns presentinhos pra vocês lá encima. De nada.

Vocês? Ela disse vocês no plural?

Agora fiquei curioso. Caroline subiu e eu fui atrás.

P.O.V. Renesmee.

Espero que aquele original tenha entendido o recado. Eu quero um filho e hoje é a minha única oportunidade de fazer acontecer.

Bom, se não der certo hoje só daqui a treze anos.

Hoje é a lua de sangue. A única vez em que eu consigo conceber.

Eu estava na banheira de espuma quando ele chegou.

–Pensei que não viria.

–Porque eu?

–Porque você tem a genética boa.

–O que?

–Eu quero um filho e você vai me dar um. Não se preocupe, quando eu conseguir o que eu quero nunca mais nos verá outra vez se não quiser.

P.O.V. Elijah.

Cheguei ao quarto e a porta do banheiro estava escancarada. Entrei e a encontrei imersa numa banheira de espuma. Havia uma garrafa de champanhe num balde de gelo e pétalas de rosas dentro da banheira.

–Pensei que não viria.

–Porque eu?

A resposta dela me surpreendeu e muito.

–Porque você tem a genética boa.

–O que?

Ela se levantou, saiu da banheira e respondeu:

–Eu quero um filho e você vai me dar um. Não se preocupe, depois que eu tiver o que eu quero nunca mais nos verá de novo se não quiser.

Espera, ela queria que eu a engravidasse?

–Vampiros não podem procriar.

Ela se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido:

–E quem foi que disse isso?

A duplicata começou a beijar o meu pescoço e o meu instinto animal assumiu o controle. Nós entramos na banheira e ficamos nos divertindo por um tempo.

–Tá quase na hora. Vem.

Ela me puxou e eu fui. Ela começou a soltar fumaça e então ela soltou os cabelos de um jeito tão... sensual.

O quarto estava igualmente enfeitado e pronto para uma noite escaldante.

Renesmee passou seu perfume e se deitou na cama de um jeito que era um convite. Prontamente aceitei, afinal sou um original, mas não sou de ferro e fazem literalmente séculos desde que me deitei com uma mulher pela última vez. Todos precisamos de um pouco de diversão e prazer e se o preço dela for um filho eu pago com prazer.

Hoje eu fiz algo que nunca fiz com ninguém. Nós trocamos sangue.

Eu bebi o dela e ela bebeu o meu.

Quando o dia nasceu ela estava se vestindo.

–Onde está indo?

–Embora. É o que você quer não é? Eu já consegui. Eu posso senti-lo.

–E se eu te disser que não é o que eu quero. O que você faria?

–Eu ficaria obviamente.

–Então fique.

–Tem certeza? Porque se partir meu coração, vou ficar muito brava e você não quer me ver brava.

–Absoluta.

–Porque eu?

–Porque você é a cópia perfeita. Tem tudo o que um homem poderia desejar e mais. A doçura de Elena, a ferocidade, sensualidade e malícia de Katerina e o jeito brincalhão de Tatia.

–Se esqueceu da loucura de Amara.

–É?

–É.

Ela voltou a deitar-se.

Enquanto isso no quarto ao lado...

P.O.V. Klaus.

Acordei sentindo cócegas no nariz. Era o cabelo de Caroline que estava esparramado no travesseiro e como era muito longo chegava no meu nariz.

Ela dormia pacificamente, totalmente alheia a tudo ao redor. Acariciei seus cabelos e ela nem se mexeu. Decidi levantar, tomar um banho e escovar os dentes já que eu sabia como ela era com relação a higiene.

Completamente e totalmente paranoica.

Eu estava no chuveiro quando sinto braços ao redor da minha cintura.

–Veio tomar banho e nem me convidou? Magoei.

–Você é tão doce dormindo que fiquei com pena de te acordar.

–E você? O que aconteceu que pulou da cama hoje?

–O seu cabelo me acordou.

–O meu cabelo?

–Fez cócegas no meu nariz.

–Ah, desculpe amor. Pode voltar a dormir se quiser.

–Eu tenho uma ideia melhor.

–É? E qual é?

–Essa.

Ele me agarrou e me deu um beijo.

–Eu amo você sabia?

–Sabia. E eu amo você.

–Você promete que nunca vai me deixar?

–Prometo.

Tomamos banho juntos e eu acabei antes dela obviamente já que só pra lavar o cabelo ela levava uns vinte minutos.

Quando ela finalmente saiu do chuveiro fiquei olhando o que ela faria a seguir e Caroline começou a escovar os dentes.

Ela escovou os dentes duas vezes bem devagar, depois passou fio dental encima e embaixo e para finalizar ela usou enxaguante bucal.

–Pronto.

Caroline passou desodorante, perfume e creme no corpo. Então ela começou um longo processo de embelezamento.

Primeiro ela passou um creme para proteger o cabelo do calor do secador, então fez escova no cabelo, fez chapinha e começou a passar creme no rosto. Passou base, rímel e batom.

Ela abriu o armário e levou um bom tempo para decidir o que vestir, mas escolheu um vestido florido sem mangas e acima do joelho. Então mais umas duas horas escolhendo o sapato. Optou por um salto plataforma branco.

–Posso saber onde a senhorita vai toda produzida desse jeito?

–Ao supermercado. Ainda vou ter que descer pra fazer uma lista do que vamos precisar.

Quando ela acabou de listar as coisas eram cinco folhas que ela colocou numa prancheta. Caroline verificou tudo umas seis vezes, depois abriu a enorme bolsa e verificou se tinha tudo o que precisava para sair.

–A lista, confere. Caneta, confere. Cartão de crédito, confere. Pasta de cupons de desconto, confere. Pronto.

Ela voltou cheia de sacolas e com um sorriso enorme.

–Coitadas das moças do mercado. A compra saiu de graça.

–O que?

–Não foi hipnose se quer saber. Foram os cupons de desconto!

–E onde arruma essas coisas?

–Os meus cupons, estão todos nas páginas destas revistas.

Ela mostrou pilhas e pilhas de revistas.

–Caramba!

–Mamãe é maníaca por cupons também.

–É um hábito saudável que poupa gastos desnecessários e ajuda a colocar comida na mesa! Além, do mais se não fossem os meus cupons você não teria dinheiro pra gastar no shopping!

Caroline se irritou com as piadinhas de Hannah.

–Com licença.

Ela subiu as escadas e não desceu mais.

–Acha que ela está bem?

–Eu vou ter que pedir desculpas se não ela não vai descer e se descer não vai falar comigo ou olhar pra mim até eu me desculpar.

Hannah subiu as escadas e elas voltaram abraçadas.

P.O.V. Hannah.

Acho que não existe no mundo uma família mais complicada que a minha.

Meu pai é o híbrido original, metade vampiro, metade lobisomem. Minha mãe é uma vampira temperamental e os meus tios são os originais, minha avó paterna é uma bruxa assassina e eu tenho uma meia irmã lobisomem, uma prima duplicada de gênio ruim e uma tia duplicata superpoderosa.

Minhas amigas são bruxas e vampiras.

–Querida, tenho estado ocupada ultimamente e perdemos o contato que tínhamos antes. Que tal sairmos num dia de mãe e filhas.

–Filhas?

–Temos que levar a Hope. Ela também faz parte da família.

–Ela não é sua filha.

–É sim. É minha filha do coração e você sabe.

–Tá bem. Quando?

–Amanhã. Vamos sair bem cedinho e ir ao cabeleireiro, ao shopping e fazer as unhas.

–Ótima ideia.

–E depois... tomar sorvete!

–Um sorvetão?

–Um sorvetão!

–Hope!

–Fala mãe, quer dizer Caroline.

–Pode me chamar de mãe se quiser.

–Posso mesmo?

–Pode. Vamos sair amanhã e ir pro shopping.

–Oba! Posso levar uma amiga?

–Claro querida e você também Hannah.

–Oba! Quem você vai levar Hope?

–A Davina. Ela é super legal.

–Bom, então vou ter que procurar outra pessoa pra levar.

Nós rimos.

–Não vai convidar alguém só por convidar Hannah. Você sabe que isso acaba mal toda vez.

–Sei.

–Agora vou tirar o salto e colocar uma rasteirinha.

Minha mãe subiu e quando desceu estava de short, blusa e descalça.

–E a rasteirinha?

–Melhor ficar descalça.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.