Secrets

1 Prólogo


Notas iniciais
Olá, espero que gostem dessa minha história original.

Olá. Chamo-me Matheus, tenho 16 anos, e sou somente mais um adolescente comum. E se você abrir o jornal de hoje, lerá sobre meu dia altamente agradável.

Comecei meu dia acordando normalmente, tomando meu banho, meu café da manhã preparado pela minha mãe, peguei o ônibus público do Rio de Janeiro e fui para minha escola. Conversei com meu maravilhoso grupo de amigos nesse dia. Somos um grupo em tanto: Laís, Fernando, Karine, Luan, Juliana, Daniel, Natália e eu. Não temos um líder, na verdade, imagino eu que éramos muito unidos. Mas enfim, continuando para o meu dia... Assisti ás aulas que interessavam, dormi na aula de física, voltei para casa e como todo dia, eu mesmo tirei o almoço da geladeira e comi-o.

Algum tempo depois, fui até a gaveta onde meu pai, que é delegado da polícia, guarda sua pistola, peguei-a, apontei-a para minha cabeça e puxei o gatilho.

Bem, e foi assim que eu, Matheus Ferreira, cheguei á morrer. Um vizinho ouviu os tiros e ligou para a polícia, que veio juntamente com meu pai e me encontrou no meio da sala, deitado no chão coberto de sangue.

Dois dias depois, no meu funeral, todos meus amigos foram, e até aqueles que não eram muito meus amigos, só para querer saber os detalhes sombrios de meu suicídio. Pois é, eu morri do jeito que eu sempre evitei minha vida inteira: chamando atenção. Não, eu não era um menino popular, nem meus amigos. Só pessoas que tem seu grupo restrito e não conversam com muitas pessoas além desse grupo. Meus amigos ficaram tristes ao saber de minha morte, alguns deles até choraram, coitados. Ah, caro leitor, se você soubesse as reais tristezas por trás das lágrimas de meus amigos, você iria apontar uma arma para sua cabeça também. Mas vamos logo introduzi-los á vocês, já que não pude detalhar sobre eles na breve descrição do meu dia incomum.

Vamos começar por Laís. Ela é uma menina legal, simpática, brincalhona. Conhecida por ser estressada, Laís, com seus óculos de graus enormes e cabelo castanho, além de sua pele extremamente branca, tem um namorado dois anos mais velho que ela. Sim, minha amiga tem 17 anos e seu namorado, 19. Que lindo, não? Eu poderia considera-la uma menina pura, já que supostamente eu e meus amigos não temos segredos e supostamente, mesmo após um ano e meio de namoro, Laís continuava virgem. Supostamente.

Fernando é um menino muito interessante. Sabe, ele tem uma facilidade imensa em expressar suas emoções na forma de textos belíssimos. Sim, conhecido como o depressivo do grupo, Fernando, por trás de seu rosto cheio de espinhas e corpo magro, sofre de uma terrível baixa autoestima. Não que isso não seja novidade, afinal, supostamente somos totalmente abertos entre nós, e por isso contamos tudo uns para os outros. O que Fernando não explica é como aquelas cicatrizes aparecem em seus pulsos. Não, isso ele não explica. Mas tudo bem, afinal, supostamente não mantemos segredos entre nós. Supostamente.

Karine é a mais socializável fora do nosso grupo. Com sua pele negra e cabelos perfeitos, além de um rosto impecável, não tem como não se apaixonar por ela. Ela é de fato uma princesa. Ela foi a que mais namorou no ano anterior, batendo um recorde de três namorados em 12 meses. Sim, Karine é de fato a mais “popular” entre nós, mesmo que seja extremamente tímida com pessoas além de seus amigos a quem ela supostamente conta tudo. Supostamente.

Luan é o marombeiro de nós. E mais “vida louca”. Com uma festa atrás da outra, Luan consegue conquistar qualquer menina com seu rosto perfeito e corpo digno de um ator de alguma série adolescente de sucesso. Perdera sua virgindade numa festa onde mais 20 pessoas perderam junto com ele, e com uma menina que teve mais 20 pessoas dentro dela naquela mesma noite. Sim, Luan é o mais forte de nós, e ele não tem medo de revelar tudo isso para nós, muito pelo contrário, até se orgulha. Ele supostamente conta tudo para nós, seus amigos, certo? Supostamente.

Juliana, ou simplesmente Ju, é a mais “Maria vai com as outras” de nós. Melhor amiga de Fernando, Ju consegue ser persuadida a fazer qualquer coisa, e com seus óculos imensos no rosto, cabelo curto e pele parda, além de muito alta, Ju já fora persuadida á fazer coisas horríveis, e se não fosse por nós, ela teria feito coisas piores. Mas, além disso, ela não fez nada, afinal, supostamente se ela não nos contou, ela não fez, não é mesmo? Supostamente.

Daniel, o mais sem graça e dorminhoco do grupo. Juro que só o vejo dormir em todas as aulas, e fora da escola, ele só sabe jogar League of Legends com seus amigos virtuais ou ficar com sua namorada que ele conhecera num jogo chamada Larissa. Pais atenciosos, Daniel é o filho perfeito, se não fossem por suas notas. Mas isso ele sempre resolve. Sai do nosso ótimo colégio reconhecido da zona norte do Rio, e vai para um colégio do subúrbio com as piores referências possíveis, estuda um pouco, e passa filando as questões de seu celular. E o lado bom? Ele ainda consegue passar o natal e ano novo sem se preocupar se preocupar em ir para as recuperações finais, afinal o colégio bosta dele não chega aos pés de deixa-lo de recuperação normal. Mas é só isso que sabemos dele, além disso, ele não tem nenhum segredo, por que se tivesse, ele supostamente contaria para nós. Supostamente.

Natália é a mais certinha de nós. Sinceramente, chega dá raiva ás vezes que ela manda nós calarmos a boca em sala de aula ou simplesmente nos dava um fora quando não íamos de acordo com sua linha de pensamento. Por trás daquele cabelos imenso e liso, pele de uma descendente de árabe e corpo magro, Natália é uma menina simplesmente insegura com tudo e todos, e acredito que é a que mais nos valoriza. Mas isso não a impede de ser uma adolescente comum, ela sai com seu amigo colorido Bruno de vez em quando, mas nunca assume namoro com ele. Claro, ela vive com avós controladores após a morte de seu pai e depois que a assistência social levou-a de sua mãe alcoólatra. Além disso, Natália só anda com sua melhor amiga, Ju, e vive como todos nós, numa imensa e amigável amizade. Supostamente.

Fora necessário eu morrer para eu poder ver que meus amigos são muito mais do que aqueles rostos que eu vejo todos os dias nas aulas. É, eu de fato não conhecia meus amigos. Mas sabe de uma coisa? Eles também não me conheciam. Eu não acho que isso possa ser revelado, afinal, todos nós cuidamos muito bem para nossos segredos serem devidamente guardados, não é mesmo? Sempre arranjando uma saída para quase a revelação de um passado obscuro nosso, caso ele venha a aparecer. Mas aí vai uma pequena verdade: Não contamos tudo a todos nossos amigos ou familiares, por que nós nunca realmente confiamos cem por cento neles. É assim que o mundo funciona, e é assim que ele se estabiliza. Ele se desestabiliza se nossos segredos forem revelados, aí começa a guerra. Mas se isso acontecer com meus amigos, nem guerra terá. Apenas uma imensa bomba matará todos eles.

Notas finais
Obrigado por ler! Deixe suas impressões nos comentários! Próximo capítulo semana que vem! :)