Por Anastásia...

—Amor me escuta, por favor, eu só estava a ajudando, não estava fazendo nada demais.
—Eu sei muito bem disso Christian, mas agora não quero discutir só quero ir embora.
—Mas eu levo você não tem necessidade de você ir com José.
—Christian, por favor, me deixe aproveitar essa carona depois conversamos.
—Amor não faz isso, fica aqui comigo mais tarde vamos embora junto com todos, Bebel ainda esta dormindo.
—De um beijo nela por mim, mas minhas coisas já estão organizadas na mala, José, por favor, me espere já estou indo.
—Sim Ana! Estarei esperando.

Não pensei duas vezes em pedir uma carona para os meninos quando eles anunciaram que precisavam ir embora, chamei Alex em um canto pedi que ele atacasse a minha decisão, ele como um bom amigo ficou ao meu lado, mas em troca pediu esclarecimentos de toda a historia, e eu expliquei , expliquei tudo Alex me entendeu e também entendeu a situação de Christian, eu vi com meus próprios olhos que ele não estava fazendo nada ao não ser ajuda-la com os machucados, mas isso não tira a raiva que eu senti quando aquela descarada o beijou, sorte dela que se trancou no quarto, pois eu juro que meteria a mão em sua cara, maldita sem qualidade que não tem competência para conquistar um homem e quer usar de jogos para ficar com o dos outros. Inventei uma historia para os pais de Christian e seus avos, disse que precisava rever uns papeis de um caso, porque teria que encontrar um cliente amanhã, realmente eu tinha uma reunião, mas eu já estava por dentro do caso e não precisaria rever nada, mas nesse momento a historia coube bem em toda a situação.
—Eu coloquei tudo na porta malas Ana, acho que já podemos ir. – José diz.
—Ja estou indo!
—Tchau Grace obrigada pelo final de semana.
—Eu que tenho a agradecer Ana, espero que possamos compartilhar mais momentos juntas.
—Eu também quero mais da minha nova netinha. – Clarice diz toda sorridente.
—Essa velha é muito boba, mas ela não mente em nada, sua presença é muito agradável Ana, espero revela em breve. – Hector diz me dando um abraço.
—Claro que sim marcaremos algo.
—Christian meu filho acertou dessa vez, não deixe essa bela moça escapar pelos seus dedos.
—Eu não deixarei vovô, não deixarei. – escuto as palavras saindo em um susurro de Christian para o seu avo.

Dou um beijo na bochecha de Christian e ele me puxa pra mais perto em um abraço apertado, não resisto e coloco minha cabeça bem perto ao seu pescoço e aspiro com força o cheiro que eu tanto amo...
—Amor fica! – ele diz baixinho em meu ouvido — por favor, eu te imploro.
—Eu realmente tenho que ir – falo me desvencilhando de seus encantos — de um beijo na Bebel por mim.
—Ana não.
— Deixe-me ir Christian depois nos falamos.
—Vai tarde isso sim! — escuto uma voz melosa se aproximando.
—O que é isso Leila? Grace pergunta – porque falar desse jeito com a Ana?
—A tia é só uma brincadeira com minha nova priminha, igual as que eu tinha com Elena.
Leila estava de implicância comigo, e visivelmente queria mostrar suas garras, eu fico me perguntando por que sempre tem essa coisa de primo com prima? Tem que tem sempre uma filha da puta de uma prima que resolve dar na infância e ficar de putaria o primo e depois fica de graça com a atual namorada, mas se ela esta pensando que vai me tratar do jeito que quiser esta muito enganada.
—Vou sim Leila, porque ao contrario de outras sei muito bem quando da minha hora.
—Porque você esta falando isso Ana, aconteceu alguma coisa – Grace pergunta – Se vocês pensam que eu engoli o jeito que Kathy saiu daqui estão enganados, vamos ter muito que conversar Elliot eu ouvi os gritos que vinham do seu quarto. – Olha com reprovação para Elliot.
E quando menos espero a vaca manca veem em minha direção e me da um abraço, sinto seu perfume doce que embrulha o estomago , penso em empurra-la até que caia de bunda no chão, mas não faço tenho fineses e educação e não daria um show aqui na frente de todos, mas me revolto quando a vagabunda abusa da coragem e diz quase encostando os lábios no meu ouvido....
—Ainda bem que você vai embora priminha, assim me deixa espaço para brincar com meu priminho quando fazíamos antigamente..opsss..quer dizer na semana passada.
Um pensamento vem em minha cabeça que suprimir ou reprimir a raiva não acaba com ela, apenas a oculta. E francamente quer vai reprimir ou suprimir a porra de uma raiva com uma vagabunda falando absurdos no seu ouvido, filha ninguém suporta, ninguém! Aperto os braços dela cravando minhas unhas, ela solta um gemido de dor...

—tudo bem priminha, se divirta com ele como você fazia, mas antes de dar espaço para sua brincadeira quero te dar outra coisa.
—E o que seria?
Empurro-a e solto um tapa estralado de costas de mão em sua cara Christian arregala os olhos, mas não faz nada, à vagabunda se afasta mais e coloca suas mãos em seu rosto.
—Esta louca? o que é isso? Essas amigas estão de complô comigo, primeiro a loira me taca na agua e agora essa dai.
—Cale a boca Leila você teve o que mereceu – Mia quase grita.
—Isso mesmo, eu vi bem suas intenções, estava desenhado na sua cara. – Alex coloca a cabeça pra fora da janela do carro e diz alto.
Os olhares que a família trocam um com o outro são de desapontamento, agora com essa explosão minha tudo esta perdido, quem diria que eu me renderia a um momento de raiva, agora meus sogros e os avos de Christian pensa que eu sou garotinha mimada.
—Eu te conheço minha sobrinha, pra Ana ter feito isso, você deve ter aprontado alguma coisa – Grace diz me surpreendendo.
—Mas tia eu não fiz nada!
—Já chega! — Grace solta – Nunca em minha família eu presenciei uma cena dessas, venha comigo Leila agora! Vamos ter uma conversa.
—Grace me desculpa. – olho para Grace e digo.
—Que isso minha filha, eu que te peço, conheço bem minha sobrinha, em outra oportunidade conversaremos minha querida, agora tenho que colocar rédeas nessa situação.
—Sim Grace me desculpe mesmo!
Grace nos da às costas puxa Leila pelo braço, e aproveita e chama Elliot, sua mãe e seu pai abaixam a cabeça meio contrariados com a cena, sinto vergonha é claro, mas não a tempo para se envergonhar agora preciso entrar dentro desse carro e sair daqui rápido.
—Ana me desculpe por isso. – Christian diz segurando a porta do carro que eu já estava fechando.
Apenas o olho e balanço a cabeça entro do carro e encosto a cabeça no vidro da janela, sigo o caminho pensando em toda merda que aconteceu, será que para o resto da vida vamos ter tantos obstáculos, gente querendo entrar no meio de nossa relação? Será que passar por tudo isso é valido?

Por Christian...

Deixei minha filha na casa de Elena, e fui logo para minha, minha cabeça estava a mil, eu ficava relembrando toda a cena, e sinceramente não sei o que deu em Leila, querer se exibir daquele modo expondo coisas do passado que não fazem nenhum sentindo trazer para o futuro, já em casa tomei um banho tentando relaxar meu corpo, sei que entre Ana e eu as coisas ficariam bem, afinal éramos adultos e resolveríamos toda essa situação, não posso nem pensar em perdê-la para uma idiotice dessas. Sirvo-me de uma dose de Whisky, e me desmancho no sofá, ainda mais cedo tinha feito tentativas frustradas de ligar para Ana, mas como disse foram só tentativas e nenhuma delas obteve sucesso, todas elas caíram na caixa de mensagem, tentei mais uma vez por agora mas novamente foi em vão, então tomei o ultimo gole do meu copo e me permite descansar quem sabe mais tarde tudo iria se solucionar.

(...)

Acordo com o barulho da porta sendo aberta, levanto assustado firmo meus olhos para o corredor e vejo Ana adentrando a casa, ela sabia a senha do elevador privativo ela entrar assim não era surpresa, surpresa era depois de tudo que tinha acontecido ela ter a iniciativa de conversar comigo, sem pensar muito fui até ela, confesso que o medo de ser rejeitado estava se alojando nos meus nervos, ela poderia estar aqui para terminar nosso namoro, ou simplesmente haveria vindo até minha casa para conversávamos, eu parecia um menino bobo quando se tratava de Anastásia, ela definitivamente me tirava o foco. Estava linda os cabelos castanhos dourados estavam soltos, eles emolduravam seu rosto perfeito, nem parecia que estava aborrecida, que era de fato o estado de humor que eu achava que iria encontra-la. Quando enfim nos encontramos no meio do corredor, não pude conter minhas mãos em tocar seu rosto, mesmo que fossem horas sem tela eu já estava sentindo como se um buraco estivesse sendo aberto em meu peito , ela ficou me olhando com como se estivesse me estudando, não disse se quer uma palavra, eu trilhei com meus dedos desenhando seu rosto, passei eles suavemente pelas sobrancelhas desci contornando o nariz arrebitado, desenhei minuciosamente a boca perfeita ansiando para com meus lábios poder toca-la.
—Amor me perdoa – deixei que saísse meu pedido entre meus lábios quase como um sussurro.
Ela não disse nada apenas tirou minhas mãos de seu rosto e me puxou pra si em um beijo que embora fosse lento tinha uma força extremamente viciante, senti naquele momento com aquele gesto de carinho que não era só eu que sentia falta, que não era só eu que estava com medo Ana também estava, e isso fez meu coração se aquietar um pouco, percebi que o mesmo valor que eu tinha nela, ela também me dava.
Parei com beijo mesmo não querendo eu precisava dizer a ela que tudo aquilo não passou de um equivoco, que minha prima tinha passado sim da conta, mas que nada daquilo fazia sentido, mas Ana surpreendentemente capturou meus lábios novamente e os prendeu entre seus dentes.
—Eu quero você Christian! não quero conversar, eu quero você...mas da minha maneira.
E aquela voz rouca saindo daqueles lábios perfeitos mandaram um sinal fazendo meu pau latejar dentro das calças.
—Mas Ana a gente precisa esclarecer as coisas. – falei meio inebriado, cheio de excitação tentando controlar a excitação.
—Temos coisas melhores para fazermos, só preciso pegar uma bolsa que deixei em cima do aparador perto da porta da entrada.
Ela parou o que estava fazendo se distanciou indo até rumo o aparador, pegou uma grande bolsa e veio em minha direção novamente.
—Vamos para o seu quarto quero te mostrar uma coisa – ela disse sensualmente.
Assenti peguei a bolsa de sua mão estava um pouco pesada, subimos então pelas escadas, não sabia o que ela queria me mostrar, mas confesso que a curiosidade estava quase matando o gato.

(...)

Já no quarto Anastácia pediu para ir até meu closet, não sabia o que ela queria com isso, mas enfim a deixei a ir, sentei na cadeira em frente a minha cama e vi a visão de Ana se perder junta da mala, ela não demorou muito mas não voltou com a bolsa passou seu olhar pelo quarto estava com algumas espécies de cintos nas mãos achei meio estranho mas não disse nada. Ela apagou a luz do quarto deixando somente algumas luminárias que ficavam de enfeite em cima de uma peça acesas, a luz estava fraca mais eu ainda podia enxerga-la, e a beleza que eu tinha reconhecido nela ao adentrar minha casa não se compara com o a visão com que eu tinha agora, as maçãs do seu rosto pareciam estar sob efeito de brasas, ela estava mais corada do que de costume, podia ver seu peito subir e descer por baixo do tecido fino do vestido vermelho que ficava perfeitamente ajustado em todas as curvas de seu corpo.
—Vamos tentar algo diferente hoje, tudo bem? – ela pergunta com o olhar cheio de intenções.
—Tem certeza que não quer conversar Ana?
—Shiiiiii – ela me cala colocando seu dedo em meus lábios – vamos ter muito tempo para conversar – diz passando suas pernas de cada lado da minha cintura se sentando em meu colo.
Então novamente nos envolvemos em um beijo profundo, nossas respirações estavam ofegantes e ela se mantinha se contorcendo em cima de mim, ela só poderia estar querendo me matar, ela começou a beijar meu pescoço suas mãos estavam entrelaças no meu cabelo , as suas reboladas estavam me deixando de pau duro, eu poderia gosar ali a qualquer momento.
—Rebola pra mim gostosa.
—Assim? É assim que você gosta?
—Isso mesmo — as palavras saíram de minha boca quase em um gemido.
—Mas não vai ser!
Ela sai bruscamente de meu colo sorrindo me deixando com o membro duro implorando por mais, totalmente frustrado vejo ela se afastar novamente até onde estavam os cintos, os pegou e veio em direção, seu olhar agora estava de um azul escuro que nunca tinha visto, passeou com eles por todo meu corpo parecendo estar me medindo.
—Hoje a brincadeira vai ser diferente querido – fala se aproximando – vou amarra-lo.
—Ha você não vai me amarrar, não gosto disso, é um tipo de vingança Anastásia? Porque eu não fiz nada eu queria conversar, você que não esta dando espaço para isso.
—Você esta enganado querido, não é vingança, quero te dar um tipo de prazer que nunca sentiu em sua vida, confie em mim, garanto que vai ser ótimo.
—Não sei Ana.
—Por favor!
—Tudo bem então, se você fica feliz fazendo isso eu concordo.
—Você não vai se arrepender.

Pediu que eu ficasse nu, senti um pouco de desconforto embora não tivesse nenhum receio de ficar desse jeito em frente Anastásia, já que eu pensava 24 horas por dia em estar dentro dela, só estava achando um pouco diferente, em um jogo de sedução tudo é lento e conquistado aos poucos, Ana estava parecendo querer a coisa mais rápida seca, mas não a contrariei, ela queria brincar de dominar, eu não iria contraria-la, porque no final das contas depois de toda essa experiência eu é que iria estar por cima dela, então tirei minhas roupas por completo e me sentei novamente na cadeira esperando ais comandos da minha princesa. Ela sorria de orelha a orelha, um sorriso malicioso, eu queria saber o que ela pensava em sua cabeça, nunca imaginei Anastásia tendo esses tipos de gostos, mas deixei que ela me prendesse na cadeira, eu iria até o inferno se ela me propôs-se, para tela eu faria qualquer coisa, prendeu um cinto em um dos meus pulsos no encosto da cadeira e depois o outro, a senti apertar um pouco, mas não reclamei apenas continuei a observa-la, então depois de certificar que minhas mãos estavam bem presas, passou suas mãos sobe meu abdômen nu, me arrepiei com seu toque e ela pareceu gostar como meu corpo respondia aquele ato, passou com sua cabeça perto do meu pau e soltou um ar quente de seus lábios, outra vez meu corpo respondeu imediatamente, meu membro se levantou duro esperando por um pouco de atenção de sua língua, o que mais desejei no momento é que Ana o colocasse em sua boca e o sugasse até sair a ultima gota, mas fiquei só na imaginação, pois ela levantou sua cabeça e me deu um sorriso, ela sabia que estava mexendo comigo se abaixou mais e prendeu meus tornozelos cada um em um pé da cadeira puxou firmemente, eu nunca na minha vida fantasiei em ser amarrado, mas confesso que estava me excitando, tentei me mexer mais ela me deu um olhar de reprovação.
—Quem que eu desamarre você?
—Sim eu quero te tocar amor, não sei se vou gostar dessa brincadeira.
—Mas eu não vou!
Ela se levantou e pediu para que eu a aguardasse. Direcionou-se para o meu closet, minutos depois voltou vestida em um corpete preto e calças de couro, saltos extremamente altos que a deixavam ainda mais gostosa, se isso era possível, pois Anastásia sem aquilo tudo era maravilhosa, mas já que estava aqui queria apreciar ela em meio todo aquele fetiche, em seu rosto estava uma mascara preta com filetes prateados que contornavam seus belos olhos, mas o que me admirou não foi à roupa nem os saltos muito menos a mascara, e sim o que ela trazia com ela, em suas mãos ela balançava um tipo de chicote, um frio percorreu minha espinha, não sabia se era de medo ou excitação, eu poderia muito bem levantar e sair daqui, para um homem do meu porte esses cintos eram a mesma coisa que estar sendo preso por elásticos, mas alguma coisa em mim queria sentir aquilo.
—Tem certeza que você quer me ter assim amarrado Anastásia? – perguntei me mexendo um pouco na cadeira.
—Não deixei você se mexer escravo. Fiquei quieto.
—Eu não sou seu escravo Anastásia, sou seu namorado. – falei meio tenso.
—Fique quieto! – ela disse se aproximando.
Fiquei quieto e ela começou a passar a ponta do chicote pelo meu corpo. Começando pelo rosto, descendo pelos ombros e peito. Eu estava com medo excitado admirado, eram muitos sentimentos misturados, deixou o chicote cair de lado e então começou a passar a mão pelo meu rosto e cabeça, em alguns momentos segurando firme no meu cabelo e puxando minha cabeça para trás, senti uma pequena dor, deixei escapar um gemido pelos lábios fazendo seus olhos brilharem ...
—Ana amor não judia. – falei meio sem sentido.
Ela aproximou seu corpo junto ao meu e falou no meu ouvido.
—Não sou seu amor. – falou mordendo minha orelha.
—O que você é então – disse entrando no jogo.
Ela se colocou em minha frente, mas se abaixou sensualmente pegando o chicote, então ouvi um barulho e senti um queimar no meu peito, estava incrédula, Ana havia me dado uma chicotada.
—Pra você escravo eu sou a madame cinza, apenas me obedeça, e fique quietinho.

Agora sim com essas palavras ela tinha me deixado de queixo caído.