Sabe aquela situação de constrangimento que todo mundo passa uma vez na vida?... Sim se sabe multiplique por três e sim! Essa é a minha neste momento. Estou com o vestido mal colocado, o zíper ainda não está subindo, Christian está com uma cara de espanto, e tem uma vaca bêbada falando merda vindo em minha direção, mas se ela acha que vou deixar por menos, está totalmente enganada, eu vou coloca-la no seu lugar novamente, como coloquei naquele dia no escritório de Christian, nem fodendo ela vai me colocar pra baixo, esse projeto de mãe piriguete vai calar essa boca, nem que eu tenha que socar a minha mão inteira goela abaixo dela.
_Hei! O que você acha que está fazendo falando assim de mim? _
Estou falando o que você é queridinha, mas saia do meu caminho sua puta, Christian cadê minha filha? – Elena passa por mim e vai até Christian.
_Sua Filha, sua Filha Elena, agora você lembra-se de Izabel? Você a abandonou, a deixou sozinha!
_Nao deixei, não! Me ausentei por algumas horas somente, ela estava dormindo, eu precisava sair para resolver um assunto urgente.
_Que assunto urgente é esse pra deixar sua filha com febre em casa ao relento.
_Não te interessa Christian, agora cadê minha filha? Tenho que leva-la embora! _
Você não vai levá-la para lugar nenhum, você está bêbada, olha a sua situação!
_Eu vou levar e pronto! Não estou bêbada, só bebi uns dois drinks mais estou ótima, não vou deixar minha filha debaixo do mesmo teto que essa vadia.
__O que? Como assim?... Ela está de brincadeira! Só pode...agora eu vou fazer um regaço, sou fina e educada, mas se precisar eu faço um rolo, um bafo mesmo! Fubá na canela aqui tira de colher, de colher não de concha, pra fazer sopa e jogar na cara dessa trouxa.
_Vadia queridinha, vadia tem certeza do que você está afirmando, porque não fui eu que sai dando para os outros e já arrumando filhos para ter status.
_O que você disse? – Elena vem até mim tropicando e apontado o dedo.
_O que você ouviu, já está engasgado em mim há muito tempo, agora cale essa boca abaixe essas orelhas e me escute, eu vou falar tudo, e quero que você até desenhe se precisar, que tudo fique entendido nessa sua cabeça de merda, e que você pense muito bem antes de falar.
Christian tentou, me brecar quando fui chegando mais perto de Elena, quis lhe dizer mais algumas coisas, mas eu só fiz um sinal com a mão e ele pareceu entender que eu necessitava colocar tudo para fora, agora era a hora, depois de anos eu iria falar o que pensava sobre aquela infeliz, chegou finalmente o dia da revanche, hoje ela seria o centro da humilhação e não eu.

Desabafo...
Desabafo... Sabe o que eu acho de você?...Não, primeiramente, devo começar de outra maneira. Sabe o que você me fez?... Me fez querer ter mais, me fez querer ser mais. Enquanto você estava traçando um plano para sua futura carreira de madame em decadência, eu estava estudando dando o melhor de mim, ultrapassando barreiras, enquanto você planejava como e quando fazer um idiota cair na sua lábia, quer dizer nessa sua boceta.
Quero que preste atenção, e me veja, mas olhe cada detalhe, não é só por fora que eu melhorei, alcancei objetivos, destruí metas, porque batê-las pra mim era pouco, hoje, sou dona de mim, da minha vida, do meu trabalho, não preciso de ninguém e de nenhum homem pra me sustentar, eu faço por isso. Você conheceu um alguém inocente, uma menina boba que sonhava com o mundo à sua volta, que tinha um segredo escondido, o qual não queria ser revelado, porque amava ter só ele pra ela, porque isso já bastava e mais nada. Mas mesmo eu sendo sonsa, quieta acho que já afetava certas pessoas, pois o incômodo que eu causei foi tão grande que tiveram a brilhante ideia de me atacar, pra ver se eu caía, mas estavam enganados, mesmo com toda a ofensa, com todos me xingando de nomes que eu nunca em minha vida precisava levar, dentro de mim sabia que tudo aquilo iria passar, e que eu iria dar a volta por cima, enquanto quem me apontou o dedo ia colher tudo da pior maneira. Por muito tempo, lembrei daquele dia com ódio, quando vocês me chamavam de vadia, quando vocês expuseram meu corpo e o meu sentimento, eu apenas era uma menina, uma menina que tinha tido a sua primeira vez com o garoto que amava, se não fosse naquelas circunstâncias teria sido um conto de fadas, mas não foi! Foi um circo de horrores, onde eu era a principal atração, em meu coração e na minha alma eu sofri cortes, danos, foi traumático, mas por pouco tempo, porque eu tirei o melhor de mim de tudo aquilo.
Após todos esses anos enxergo isso como uma merda de adolescentes, um ato inconsequente, hoje eu sou uma mulher forte bonita, mas minha beleza não está só por fora, ela está na minha essência e no meu caráter, eu me reinventei a partir dos seus insultos, a partir do dia que vocês me jogaram dentro de um buraco. Vocês me fizeram amadurecer, até os agradeço de certa forma, os meus destroços, eu recolhi em silêncio, carreguei tudo comigo, o choro, a raiva o ódio , achei que nunca mais ninguém me colocaria a prova, ou de novo me ofenderia, mas vejo que o destino me coloca isso mais uma vez a frente, em outros tempos eu choraria, mas hoje, hoje não eu sou alguém que não precisa ficar pelos cantos se amargurando, eu sou uma mulher que sabe o que vale, não me compare com você quando fala algo pra mim, se você não tem valor e não presta, não me iguale, eu fui à luta, eu fiz minha vida sem precisar pisar em cima de ninguém, eu sou alguém que não vive de migalhas, com um caráter intocável, não sou como você que rasteja pelos cantos, implorando por sobras, se coloque no seu lugar, e viva a merda que foi a você destinada, a pense mil vezes antes de falar de alguém que você nunca conheceu de verdade.
Meus seios subiam e desciam rapidamente devido a respiração acelerada, Christian me olhava com interrogação, achei que tudo ia ficar quieto e simplesmente eu iria sair pela porta e nunca mais velos, esquecer-me desse momento e dar um rumo em minha vida, enterra-los pra sempre, mas eu me enganei, pois a víbora veio novamente com insultos, Christian começou a falar algumas coisas com ela a empurrou fazendo a sentar no outro sofá, mas de nada adiantava ela ficava falando coisas sobre Christian ser um babaca, que eu tinha aparecido para dar o golpe nele, que eu queria seu dinheiro, confesso que fiquei pasma, a mulher era uma sem noção, mesmo depois de eu falar um monte de merda pra ela, ela ainda tentava sair por cima, já estava cansada de ver aquela cena, Elena tentava se levantar, Christian a derrubava novamente no sofá, os gritos já estavam ficando altos, e foram tão realmente altos que acordaram Izabel, a menina chegou de mansinho ficando em pé no ultimo degrau da escada escutei sua voz doce e fina chamando pelos pais e dizendo para eles pararem de brigar, ambos assim que ouviram saíram correndo em direção da menina, começaram então lhe fazer carinhos, e eu realmente enxerguei naquele momento vendo aquela família ali a minha frente que eu estava sobrando.
Sai de fininho, meu coração agora estava apertado, eu estava com ciúmes daquela cena, queria eu estar no lugar de Elena, ter Christian e Izabel ao meu lado, mas não era, e nunca seria, aquela lindo homem e aquela menina pertenciam a ela, eles tinham uma historia, e eu o que eu tinha? Apenas momentos como o que se passou há meia hora atrás, apenas sexo e nada mas. Foquei em minha saída, sumir dali, eu havia feito o que tanto almejei por anos, esfregar na cara daquela mulher insignificante tudo que estava guardado dentro de mim, pode ser que aumentei algumas coisas, pois ainda tenho bloqueios e sentimentos presos, mas eu falei, é isso o que importa, eu a fiz me escutar, e isso ninguém vai tirar de mim, a satisfação de velha arregalar os olhos, sentir que eu não sou mais aquele nada, mesmo que ela tente retrucar, ela sabe o que eu sou agora, ela conhece a mulher que esta aqui, mesmo agora neste carro alta velocidade, com as lagrimas caindo me molhando os lábios, eu iria ser mais uma vez forte, não deixaria deixar me abalar, o sentimento de ódio só se faz mais presente eu preciso descontar meu ódio, preciso tirar toda essa merda de mim, a minha vontade era de estapeia-la, deixar marcas nelas, com um chicote ao invés de bate-la eu queria lhe prender o pescoço e sufoca-la ate a morte, mas infelizmente não tenho a sorte de ver aquela maldita grunhir que nem uma porca, Ódio, rancor, raiva, tudo isso sinto nesse momento. Não consegui esquecer esse acontecimento, travo minha cabeça, me fez parar naquele segundo, um dos segundos mais longos de minha vida, imaginei tudo que pudesse ter acontecido até mesmo o que não pudesse. Preciso liberar essa carga extra de adrenalina que esta tomando conta do meu ser, meu sangue errou de veia, e se perdeu o que entrou no seu lugar foi a ira, preciso ir num lugar, e já sei qual é!

_Domina Black Afrodite quem deseja?

_Aqui é a Madame Cinza!

Agora sim desconto toda a minha ira....