Secret love
22 22
Por Ana...
Anos atrás...Dominna Black...
Já era tarde, as horas haviam se passado, a noite havia chegado, o barulho que o vento fazia lá fora era de dar medo, parecia um prenúncio de uma tempestade, estávamos em novembro e o tempo nesse mês nunca foi bom, mas nessa noite em especial estava pior, e eu mal sabia a hora que iria poder voltar para o dormitório da faculdade que eu havia me transferido. Fazia alguns meses que eu estava estagiando no escritório de advocacia, e já estava atolada revendo um processo, meus olhos estavam a arder por firmá-los tanto. Olhar aquelas letras pequenas escritas naqueles papeis, me causavam exaustão, mas eu tinha que fazer o meu trabalho, precisava mostrar ao Dr Frimam o quanto eu era digna de sua confiança, o quanto era competente por estar o ajudando naquele caso, eu estava totalmente voltada para o trabalho e para os estudos, ainda carregava a dor no coração daquele maldito dia que fui esculachada por Elena e José na faculdade, eu tinha agora outro sentimento por Christian, eu tinha ódio, ódio por telo encontrado e ter deixado ele entrar na minha vida. Nem olhava mais para o relógio, só queria acabar logo. Depois de algum tempo mexendo em todos aqueles arquivos, finalmente eu havia acabado, não queria gastar dinheiro com taxi, a corrida era muito cara, estava a algum tempo evitando pedir dinheiro aos meus pais, queria mostrar a eles que poderia ser independente, então minha melhor opção seria pegar um ônibus para ir embora do escritório, mas o que eu temia era que naquela hora talvez não acharia nenhum, o que me deixava ainda mais preocupada, pois o tempo não estava colaborando, e eu temia que pudesse encontrar algum estranho e ele viesse a me fazer algum mal. Motivada pelo cansaço e a vontade de deitar logo em minha cama, criei coragem e decidi fechar o escritório pois Dr Frimam estava viajando e eu estava encarregada de abrir e fechar o escritório, desliguei o computador, as luzes e fui apressadamente em direção da porta, mas o que menos previa aconteceu, o telefone toca para minha frustração, acendo novamente as luzes e no quarto toque atendendo, e depois amargamente me arrependo.
_Alô, quem?!
_Anastásia é o Dr Frimam!
_Oi Doutor! — heeeee merda! Adoro-o, mas com certeza alguma coisa vai pedir, como sou sem sorte minha ida para casa vai ser adiada.
_Ate tarde trabalhando? – pergunta curioso.
_Sim! — falo desanimada — revendo o processo.
_Hum sei! já deve estar de saída não é?
_Sim senhor. Estava! o telefone tocou achei que fosse algo urgente e vim rápido atender.
_E é minha cara! – merda mil vezes merda, vou me preparar, pois lá vem coisa.
_ Não querendo me aproveitar, você poderia entregar um documento pra mim em um lugar?
_Hoje ainda senhor?
_Sim tem que ser hoje! eu havia esquecido. foi uma grande gafe minha, tem muita coisa em jogo Anastásia, não posso explicar muito, mas confio em você! E sei que você vai fazer que ele chegue nas mãos de quem interessa.
_Esta certo! Eu levo senhor, me diga aonde o documento esta, e me passe o endereço.
Com o telefone na orelha quase me enforcando no fio pelo trajeto que estava fazendo no escritório localizo o documento no lugar que ele havia guardado, ele passa e vejo que vou ter que pegar uns dois ônibus para chegar ao local, meia noite vai ser pouco para eu entrar no dormitório da faculdade, ainda bem que peguei amizade com o vigia Antônio, ele sabe que às vezes eu trabalho até tarde e vai deixar passar mais essa sem avisar nada na direção.
_Anastásia. Não vai te atrapalhar? é mais ou menos no seu caminho.
_Fica no meu caminho – minto. ele sabe que não, nem sei porque perguntou.
_Eu lhe agradeço, depois lhe darei um bônus no seu salario por este favor.
_Não precisa senhor, é meu trabalho.
_Claro que precisa, não sei o que seria de mim sem você querida, sabe que a considero como uma filha.
_Obrigada senhor, então já vou.
_Ate logo então.
_Até.
_Anastásia! – ele me chama entes que eu desligue.
_Sim.
_Quando chegar ao local bata três vezes na porta rapidamente espere um pouco e depois bata uma vez, assim eles saberão quem é.
_Esta certo. – embora confusa não falo perguntas, somente assinto e deligo o telefone.
Gravo o endereço mentalmente, mas mesmo assim coloco o papel que escrevi na bolsa, saio finalmente do escritório tranco tudo e sigo pela rua, o ponto de ônibus mais próximo fica a uns dois quarteirões e por um milagre de Deus um taxi passa ,aceno e imediatamente ele para, e assim embarco para uma viagem aonde me levaria a um destino interessante.
_Pra onde devo ir senhorita?
_Black street 10025
_Certo! Senhorita em mais ou menos quarenta minutos chegaremos.
O que eu previa se fosse de ônibus com certeza eu demoraria a noite inteira, vou ter que gastar um pouco do meu dinheiro, estava juntando para comprar um novo notebook, mas pelo visto vou desinteirar, mas já que Dr, Friman me dará um bônus no salario com certeza vai sobrar algo depois que pagar a minha despesa mensal.
Um tempo depois...
Chegamos Senhorita – o taxista fala, e para em um lugar que chega a me dar medo, a rua é escura, possui algumas casas, fico surpreendida em ver que no meio de uma cidade tão grande e movimentada exista um lugar assim, desço, já na calçada quase me esqueço de pagar, me viro e com um sorriso nos lábios o taxista me chama do vidro do carro, e me pergunta se precisa esperar, digo que sim e ele assente. Vou com o pensamento de fazer tudo rápido só entregar o documento e sair depressinha afinal o taxímetro esta rodando, e não é pão-durismo, nem sou do tipo que leva “marmita”, claro que se precisasse levaria! vida de universitário é complicada, que me diga minha amiga Maria. Avisto logo o numero 10025, o lugar não tem janelas, nem parece estar movimentada, uma casa antiga, com uma faixada escura, vamos dizer assim macabra havia apenas uma porta de madeira rustica na sua frente cheguei mais perto e bati três vezes rapidamente e depois dei mais uma batida como o Sr Frimam havia me dito, na hora que ela se abriu admirei a visão em minha frente, e sim admirei, pois era uma mulher muito bonita, como talvez um dia eu quisesse ser, com meu olhar imaginário segui observando os detalhes dela, cabelos longos e pretos olhos verdes muito bonitos, estava em uma roupa justa toda escura, mas muito, muito fina pensei que poderia também ficar boa em mim, claro se engordasse alguns quilos, a mulher então pigarreou e eu sai do meu pequeno transe.
¬_Anastásia é seu nome não é? – a mulher diz olhando-me firme.
_Sim. Como você sabe?
_Frimam me falou que viria.
_A sim claro, me desculpe, aqui esta o documento que esperava, tenho que ser rápida, o taxímetro esta rodando. – ai pobreza que não me deixa.
_Se importa de entrar Anastásia.
_Não posso senhora, tenho que ir.
_Por favor, se tiver erros nesse documento, preciso que o leve de volta.
_É queeee.
_Não se preocupe com o taxi, Joe meu segurança vai despeça-lo, depois meu motorista a leva a sua casa.
_Eu não paguei ainda senhorita.
_Não se preocupe com isso, Joe vai acertar com ele, venha quero ver o que tem aqui, vou dar uma olhada neste documento me acompanhe até meu escritório Anastásia.
Assim o tal do segurança Joe surge, fico pasma em ver um homem tão bonito, estava com roupas escuras que também desenhavam cada musculo de seu corpo, barba cerrada chegava até ser verde, senti uma leve pontada lá embaixo, mas logo me recuperei do baque de ver um homem tão viril, e vamos lá ser francas, o cara era “gostoso”, voltei com minha frustração de sempre acompanhei a senhora bonita, mas dai fui me lembrar de que fui até mal educada, nem seu nome perguntei, Dr. Frimam não aprovaria um comportamento assim, como sua assistente poderia nem se quer perguntar o nome de um cliente.
_Senhora, me desculpe, mas qual é o seu nome? – a mulher para de andar e se vira em um movimento rápido e me diz com um sorriso nos lábios.
_Afrodite Anastásia. Afrodite!
Tempos de hoje ligação para Dominna...
Agora estou aqui relembrando tudo o que aconteceu, enquanto espero Afrodite me retornar a ligação se alguém que possa realizar meu desejo, preciso escorregar meu chicote em alguém, preciso fazer alguém sentir o que estou sentindo, se não volto com esse carro e vou até aquele apartamento, pego aquela maldita loira pelos cabelos a jogo de cara no chão e enfio cada centímetro do cabo do meu chicote no seu rabo, já que Jack não esta disponível, ele até havia avisado que não estaria nesses dias ao meu dispor a Afrodite, mas eu nem entrei em contato esses dias, havia me distanciado, tantas coisas acontecendo, eu só queria tirar essa coisa que não sei o que é de dentro de mim, só ele poderia me ajudar, ele gosta do que eu faço com ele, e não me pede nada em troca, só sente mais nada, deixa que eu comando, ainda me lembro do dia que Afrodite o indicou ele para realizar meu fetiche.
E mais lembranças...
_Ana. Tem que ser esse aqui! acho que é o homem ideal para realizar o que você tem em mente.
_Hum me parece bom, mas será que ele vai corresponder com minhas expectavas.
_Creio que sim, ele já foi submisso, conheço a sua ex — dominatrix, ele a servia bem, não sei por que acabou o relacionamento, não quis entrar a fundo na historia, mas acho que ele é o certo pra você.
_Mas você tem que explica-lo as minhas exigências.
Penso em como vim parar aqui, e como por acaso eu quis participar de tudo o que esse lugar proporciona uma casa de fetiches para uns seria um lugar que só haveria sexo depravado, ou dariam algum termo mais chulo, mas não. aqui não! descobri que neste espaço você pode se libertar, a prazer além do sexo do contato, algumas pessoas gostavam de olhar outras transarem, outros pagavam e imploravam para terem pessoas pisando em cima de suas costas ou até em sua cara. Eu sentia uma vontade enorme de tirar a raiva de mim, aquilo que me sufocava, que estava parado em minha garganta, e minha mais nova amiga Afrodite me apontou uma solução, já que minha dor era tanta, talvez de certa maneira eu pudesse passar ela a alguém de alguma forma, lembro-me de ela dizer que meus olhos brilharam quando vi um vídeo que ela mesmo havia gravado nos seus tempos de dominatrix, achei tão perfeito como ela conduzia a cena, como o rapaz lhe obedecia, como ele estava totalmente rendido a ela, eu quis ser ela, e agora eu não pensaria só na hipótese do talvez eu iria ser ,eu já tinha mudado muita coisa, e isso iria me realizar e preencher por completo.
_Fique tranquila, tudo vai ser muito sigiloso, e sobre o eu pode ou não acontecer vou deixar tudo bem claro a ele, vocês não terão nenhum tipo de envolvimento, nenhum dado seu ele vai saber, aonde mora nome verdadeiro nada, vai ser sempre fantasiada quer dizer devidamente mascara, ele não pode de tocar, não pode perguntar nada e nem lhe dirigir a palavra, mas você também tem que cooperar, aqui é uma casa de fetiches, se você acha que assim vai resolver seus conflitos internos ou saciar seus desejos assim vai ser, aqui encarnara outra identidade e ira mantê-la, lá fora você será Anastásia Steele futura advogada e mulher linda e admirável de negócios, aqui você será madame cinza, a mulher que tem que se doar ao obscuro, e passar todo o prazer que a dor pode proporcionar.
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