Secret love
19 19
Por Christian
Ana me puxou pelos braços, e saímos apressadamente rumo à pista de dança, passamos pela multidão que estava dançando e logo avistamos nossos amigos, avisamos Ian Kathy e José que estávamos de saída, ambos viram o quanto nervosos estávamos, tentaram ajudar, Kathy especulou um pouco, era é de se imaginar que eles não entenderiam o que estava acontecendo, José e Ian queriam me levar, mas Anastásia se colocou a frente, disse que ela que iria, e que de nada ia adiantar suas presenças, disse que muita gente nessa hora só iria atrapalhar. meu irmão que já estava bem inteirado com Kathy se prontificou a leva-la para casa, deixando Ana mais aliviada. Não tive nem tempo pra assemelhar tudo, em um momento eu estava a vendo Anastásia sair rumo ao banheiro, no outro estava a seguindo por fim estava quase dentro dela, e agora estava indo atrás de minha filha, filha que estava doente, e que a imprudente de minha ex-esposa deixou sozinha e febril dentro de um apartamento, trancada, até agora não acredito! como Elena pode fazer isso?, é o que fico me perguntando, como esse se é tão insensível, porque não me avisou, porque não falou com minha mãe ou com Mia, qualquer um de nos adoraria ficar com Izabel. Juro que quando encontrar com Elena irei mata-la, se não fosse a vizinha de apartamento Izabel ficaria sozinha a noite inteira, ela escutou os choros da menina que conseguiu sair, pegando uma chave extra que estava em cima de uma estante e foi até o elevador descalça com o seu paninho balança em sua mãozinha com uma chupeta enrolada na ponta, minha vizinha disse que quando a viu a pegou no colo, e foi para o apartamento, verificou que não tinha ninguém, viu que tinha uma agenda ao lado de telefone procurou por meu nome viu meu numero e decidiu ligar, pois já tinha tentado no de Elena, que ela conhecia de cor pois eram conhecidas, mas não obteve nenhum resultado. Sinto raiva, raiva por ser Elena a mãe dela, minha filha merecia alguém melhor pra ocupar esse cargo, como seria se ela precisasse de cuidados da desnaturada da mãe, não quero nem pensar no pior, culpa da Elena, minha filha só esta mal, pois ela queria fazer graça para os socialites do grupo que ela cisma em ter amizades, sabia que a menina já estava com a garganta doendo, e só pra fazer graça, deixou minha bebel debaixo de sol depois a obrigou ficar na agua gelada da piscina com as outras crianças daquelas madames indecentes que desfilam naquele clube de merda. Ela sabia que era folga de Margo, que não tinha com quem deixar Izabel, eu me certifiquei que ela não sairia de casa hoje, caso se saísse eu nem viria pra cá e sim ficaria com a menina.
Deixo me levar pelos meus pensamentos, quando eu e Ana já estamos no carro, ela fecha a porta brutamente, me pede o endereço de onde temos que ir, e eu lhe passo, ela, ela acelera o carro e sai cantando os pneus segue compenetrada no que esta fazendo, não da um piu parece que nem respira, queria saber o que se passa em sua cabeça agora, esse ato de me ajudar, aceitar meus carinhos na boate, tudo esta me deixando louco, ela é uma interrogação, com ações inconstantes.
Por Ana...
Fiz todo o trajeto muda, estava concentrada em minha direção, que confesso, estava um pouco perigosa. percorri rápido as ruas de Seattle acho que passei por alguns sinais vermelhos, mas no momento eu não estava lingando, muito imprudente de minha parte é claro, pois poderia nos envolver em um acidente, e pessoas que não tinham nada a ver com o que estava acontecendo poderiam ser envolvidos, mas Izabel precisava de mim, quer dizer do pai, não sei o motivo real ainda, mas eu queria ir até ela, parecia coisa de extinto, o carinho que eu havia sentindo em tão pouco tempo por aquela garotinha era muito. Chego ao endereço, guiada por Christian, nem questionei, e muito menos coloquei possibilidades de não ajuda-lo, reparei pelos cantos dos olhos durante o trajeto que ele me olhava com uma cara estranha, como se não acreditasse em nossa presença dividindo o mesmo espaço, ou no meu ato de quase arranca-lo da boate o colocando em meu carro para ajuda-lo, mas foquei somente na menina, só de pensar em Izabel meu coração se enche de alegria, aquela doce garotinha me fisgou na primeira vez que me olhou, acho que isso se tornou um mal em minha vida, ser encantada pelos Grey,s , pois já é o segundo por quem meu coração parou.
_Ana venha. – Christian dizia depois que fiz uma parada brusca de frente a um predio — Suba comigo, Izabel esta em um apartamento com uma vizinha.
_Oque? Como assim? Onde esta a mãe dela? – bati a porta saindo do carro e indo para o seu lado.
_Não sei Ana, mas quando souber...haaaa ela vai ter que me dar uma explicação muito boa.
Visivelmente ele estava transbordando de ódio, não continuei com mais perguntas simplesmente o segui, há essas horas o salto alto da minha sandália já me incomodava, resolvi tira-lo porque se precisasse correr ele seria um estorvo, com certeza se alguém me visse agora iria achar que eu estava bêbada chegando da balada, o meu cabelo não sei em que estado estava minha, maquiagem com certeza não havia nem um risco. Já no elevador Christian se se encostou à parede desinquieto, eu nada falei apenas fiquei o observando sua respiração estava pesada, dava pra ver os movimentos que seu peito fazia por baixo da camisa, que agora estava desabotoada devida nossa correria. Os minutos lá dentro pareciam não passar, eu realmente estava a ponto de dar um soco na porta de aço, pois não saber o que estava de fato acontecendo com a menina estava me matando, dei graças quando finalmente ela se abriu, Christian me puxou pela mão, e fomos até o apartamento da vizinha, ele nem ao menos tocou nada ou interfonou, chegou abrindo a porta e logo a senhora apareceu com Izabel no colo, a menina estava abraçada ao seu pescoço parecendo muito desprotegida, Christian saio correndo e tirou Izabel dos braços da senhora que encarou o gesto com um sorriso no rosto.
_Papai, você veio. – Izabel dizia com um lindo sorrisinho no rosto.
_Claro filha, como eu não viria?, você esta bem meu anjinho? – Christian dizia e passava as mãos no cabelo da filha.
_Sim papai, estou melhorando, o dodói ta passando! – Izabel dizia tocando o rosto do pai e olhando fundo em seus olhos — a Dina meu deu remedinho e disse que eu vou ficar boazinha. – Izabel olhou para vizinha com carinho.
Suspirei um pouco alto vendo a cena de carinho a minha frente, bem acho que foi um pouco alto mesmo, pois todos olharam para minha direção, Izabel ao me ver se soltou do colo do pai e venho correndo sorrindo e dizendo animadamente.
_Aninha você veio...você veio!
Assim quando chegou até mim me abraçou ficando agarrada a baixo da minha cintura, olhava pra cima, com aqueles olhinhos lindos balançando sua cabecinha, estava visivelmente empolgada com a minha presença, não pude conter minha emoção, fiquei olhando para ela carinhosamente, dei uma pequena olhada em volta também, e percebi que Christian também estava comovido, realmente aquela garotinha sabia como mexer comigo, e com seu pai também. A peguei no colo e a envolvi em um abraço gostoso, Izabel então com sua curiosidade infantil começou com perguntas que realmente me tiraram o foco.
_Aninha você veio com o papai?... Ele te trouxe?... Você é namorada dele?
Um não de minha boca saiu em forma de gaguejo, olhei novamente para Christian, que estava aos risos com a vizinha, não me contive e também comecei a rir, Izabel nos olhava com cara de quem não estava entendendo nada do que estava acontecendo, pelo pouco que conhecia dele, percebi que Izabel tinha o dom de trazer alegria em todo o ambiente que estava não dava pra se sentir mal ao lado dela, tinha algo dentro daquela garotinha que fazia eu me sentir bem. Algo que eu não tinha algo que eu havia perdido, e que novamente não poderia ter.
_Bebel! Posso te chamar assim? – olhei para ela que me respondeu com um lindo sorriso.
_Claro que pode! E eu vou te chamar de anjinho, posso? – arqueei uma sobrancelha, e lhe dei um olhar de interrogação.
_Mas eu não sou um anjo Izabel, comparar-me com um seria um pecado.
Quase me esqueço de que estou falando com uma criança, como ela vai saber o que é pecado, confusa, vejo ela novamente começar com perguntas.
_Mas o que é pecado? – Izabel pergunta me olhando com curiosidade.
_Bom vamos deixar isso pra lá. – a enrolo.
_Bem você não queria saber se eu vim com o seu papai?
_Sim quero! — bateu palminhas de alegria — e se você é namorada dele também!
Vermelha há essa hora, não era cor correta para meu rosto que estava queimando e morrendo de vergonha, a cor certa seria roxa, num tom bem escuro.
_Hum muitas perguntas Bebel. – falei balançando a cabeça.
_Eu vim com o seu papai sim, mas ele veio de carona comigo.
_No seu carro?
_Sim no meu carro.
_Posso andar nele também.
_Claro que pode, não só pode como vai, acho que você vai dormir na casa do papai hoje, e eu que irei leva-los.
_hehehe que legal, mas você não respondeu – Izabel falou com uma carinha travessa.
_Respondi o que?
_Se é namorada do papai. – arregalei os olhos para menina.
_ Eu não sou namorada do seu papai! somos apenas colegas, mas nada, além disso.
_Hum... entendi, mas você é solteira não é?
_Sim sou por que. – Meu Deus como a curiosidade dela esta me deixando encabulada.
_Então você pode namorar com o papai, pois ele também é! – Christian lança um olhar de reprovação para Izabel, e a menina se afunda em meu colo, mas a repondo para não se chatear, afinal é uma criança, e elas são assim, sempre com os seus porquês.
_Acho que não! seu pai já deve ter alguém.
_Não tem não! Escutei ele dizendo pra vovó e pra tia Mia que ele vai namorar com a sua joia, mas ele nunca falou quem é ela.
Christian na hora tira Izabel do meu colo, agradece à senhora que estava a cuidando, me despeço também, e agradeço à senhora muita educada me reponde que não foi nada, que Izabel não deu um pingo de trabalho, que fez como faria para seus netos, disse também que é para vigiarmos ela essa noite, pois a febre estava alta, mas foi abaixada porque ela deu um remédio à base de acetaminofeno que sua filha havia esquecido em uma visita que fez com seu neto. Agradeci novamente pelos cuidados, e fui para junto de Christian, deixei que ele fosse à frente com Izabel, quando já estávamos na porta a senhora puxa meu braço e fala.
_Não deixe Elena fazer mal a Izabel, todos aqui no prédio sabem como ela trata a menina, abra os olhos de Christian, eu sei que você gosta dele, da pra ver quando estão perto, e reciproco o sentimento, ele te olha com ternura, por favor, faça algo ajude essa garotinha.
Assenti mesmo um pouco confusa com o que a vizinha tinga acabado de me confidenciar, Christian estava um pouco à frente já no corredor com sua filha, então disparei meus passos para alcança-lo, ele foi falando no trajeto que precisava passar no apartamento de Elena para verificar se ela já havia chegado, pois seu celular só dava desligado, eu mal prestava atenção no que ele dizia, só sei que passamos no apartamento não fiz questão de atrás apenas o esperei pelo lado de fora, fiquei matutando na minha cabeça o que a senhora havia me dito, fiquei perturbada tentando imaginar o que aquela desgraçada estava fazendo com aquela indefesa garotinha.
[...]
Parada em frente o apartamento de Christian, me despedi de Izabel que estava no colo de seu pai no banco de trás do meu carro, disse a ela que iria dar um jeito de nos vermos novamente, mas ela fez questão que eu entrasse no apartamento, pediu ao seu pai para me convencer de qualquer jeito, não vou negar que estava curiosa em saber como era o espaço de Christian, como vivia, mas aquela situação já estava me comprometendo muito, eu não podia ficar no mesmo espaço que ele, a poucas horas atrás ele estava quase dentro de mim, e eu fraca não foz nada, tenho medo, pois meu coração as vezes consegue derrotar minha razão, e justamente agora que cheguei a moldar e contar tudo o que eu sentia, esse sentimento vem para me desestruturar novamente.
Já no estacionamento parei perto de uma vaga ao lado do carro que provavelmente seria o de Christian, fomos até o elevador Izabel desceu do colo de seu pai pegou minha mão e a dele e ficou no nosso meio balançando a cabecinha e cantando uma musiquinha feliz, que acho que a letra só ela conhecia, chegamos no apartamento e estava tudo impecavelmente arrumado, com cada detalhe minuciosamente cuidado, além de uma decoração com cores sóbrias e peças de design, que davam sofisticação ao lugar. Eu parecia até uma agente imobiliária avaliando o local, mas não era uma avaliação e sim curiosidade, as casas das pessoas dizem muito do que ela são, e a de Christian com certeza transparecia muito o que ele era pelo menos do que eu conhecia, claramente o que ele era por fora.
Christian disse que iria preparar um chá para-nos, saio rumo do que eu acho seria a direção da cozinha, sentei com Izabel no sofá de sua sala, a menina que estava ao meu lado logo veio para meu colo pegou minha mão e colocou no seu rostinho, fiquei fazendo carinho nela enquanto ela me olhava atentamente, assim depois de esfregar seus lindos olhinhos e bocejar um pouco ela acabou dormindo, tentei chamar por Christian para não fazer muito alarde para não acorda-la, mas o cômodo deveria ser um pouco longe e ele não haveria de me ouvir devida a distancia, caminhei então com Bebel nos braços rumo a escada que dava acesso ao andar de cima, já no corredor procurei por um quarto que estivesse disponível, ou talvez ou dela mesmo, pois ela haveria de ter um quarto no apartamento preparado para recebe-la. Abri algumas poucas mas só na terceira achei o que estava procurando, um quarto lindo todo amarelo, com alguns enfeites de ursinhos e vasos com pequenos girassóis, sim era dela, era sua cara, ele passava toda a alegria que se fazia nela, puchei o edredom a coloquei na cama virada com a mãozinha de baixo de sua cabeça, ela parecia tão bem, sentei na cama, tirando o cabelo do seu rosto, vendo o quanto ela parecia tranquila em seu sono, alisei seu rosto deu um beijo em sua testa e a cobri, me levantei e manti uma certa distancia me pus a observa-la, à febre já não estava mais com ela, suspirava em seu sono calmo passava pureza, sai do quarto desci as escadas e fui em direção da sala para me despedir de Christian, precisava conversar com ele, precisava alerta-lo do que a vizinha de Elena me falou, mas como faria? não somos próximos, o que me trouxe até aqui foi um imprevisto, como ele vai acreditar no que vou lhe dizer, se que bem que tenho a vizinha para afirmar tudo, e se Elena continua como era na faculdade, com certeza não presta, preciso criar coragem, quer dizer jeito, pois coragem eu tenho muito, a reação de Christian não vai ser nada boa depois de escutar isso, ainda mais depois do que ela fez hoje ,abandonar a filha para ir sei la aonde.
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