Secret love
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Por Christian...
Ana sai de perto de nó, sentando- se em uma mesa perto do bar, sei que fiz merda na minha afirmação sobre ela ser um pouco presa no passado, fui um burro, idiota, mas fiz por impulso, nisso ela acabou relembrando de tudo o que aconteceu, o que já era óbvio, porque ainda não superou. Sei que ainda carrega magoas, embora nos trate com muita educação toda vez que nos vê, é nítido seu incomodo, fiquei observando-a sentada a mesa bebendo seu drink, ela era admirável, mantinha uma postura firme, vários homens a olhavam, eles a sugavam com o olhar, e aquilo me perturbava de uma forma enlouquecedora, cheguei a pirar quando ela levantou o seu copo e deu um gole exagerado, passou a língua entre os lábios, me fazendo perder em minha imaginação, que , nesse momento estava perturbada, nunca havia me imaginado assim, insanamente desejando alguém, por um minuto senti ciúmes daquele copo, queria sentir a textura de sua língua, o molhado de sua saliva, eu pedia por ela cada parte de meu corpo, agora não era só minha mente que estava dominada por seus encantos, meu pau pulsava dentro da calça, a minha ereção já estava evidente, tentei passar a mão sobre minha calça para conter o desconforto, mas de nada adiantou, só piorou quando pude vê-la observando um casal que estava ao lado quase transando na cadeira que estavam sentados. Anastásia olhava faminta, quando as luzes brancas do neon batiam em seu rosto dava pra ver que mesmo com todo clarão, sua face corada pelo desejo, ela estava gostando do Voyeurismo que estava fazendo , reparei que a cada gole do seu drink que tomava, parecia ficar mais relaxada, fiquei olhando atento todos os seus movimentos escondido atrás de meu copo de Whisky, fui ao inferno quando ela disfarçadamente olhou para o casal que estava ao lado, o rapaz havia apertado mais a moça em seus braços, e tinha a trazido pela nuca fazendo com que ela ficasse mais perto ao seu corpo, Anastásia viu bem o movimento e apertou suas coxas para tentar aliviar a tensão sexual que obviamente estava sentindo , colocou suas mãos em seu colo, como se quisesse conter algo, estava definitivamente extasiada, eu queria muito naquele momento estar no meio de suas pernas. Criei coragem para ir até ela, precisava aproveitar o momento, estávamos ali, tão longe e ao mesmo tempo tão perto, tinha que conseguir fazer com que o momento fosse nosso, queria que o espaço ficasse pouco, fazendo que nossos corpos quisessem ficar junto um com o outro, mas mal troquei o passo e tenho uma surpresa, Leila. minha prima, quase se gruda em meu pescoço.
_Oi priminho lindo. — Leila me cumprimenta com um sorriso rachado.
_Olá Leila. Tudo bem?
_Tudo e com você? parece estar meio tenso primo, o que esta acontecendo?
_Nada, só estou curtindo. na minha, sabe que não goste de muita agitação, quer dizer curto do meu jeito, meio limitado.
_Hum sei sim, achei que fosse pela presença de alguma mulher. –Leila olha para os lados.
_Claro que não! não tem ninguém, gosto de ficar assim, olha lá José, ele também é quieto como eu.
_Quem...aquele ali, que esta conversando e dançando empolgadamente com aquela garota.
Olho para José e não creio no que vejo, ele esta totalmente solto, parece que animação voltou para sua vida, ele esta dançando no ritmo da musica e dançando com a garota, só me resta agora continuar a conversa desinteressante com a minha prima.
_Tenho que lhe ser sincero agora Leila, isso me surpreendeu, mas estou bem assim.
_vamos dançar primo, por favor, para com essa cara de tedio. – Leila pega em meus braços.
_Não Leila. Quero ficar assim. – me solto olhando para onde Anastásia esta, para ver se ela esta me observando.
_tudo bem então. – Leila diz sem empolgação, mas logo ela se anima com a chegada do meu irmão, ele é dojeito que ela gosta, tem humor, adora festas, e gosta de dar uma saidinha de vez em quando com as primas.
_Olha lá prima quem chegou o outro irmão. – Leila abre uma enorme sorriso na direção do meu irmão, e eu dou graças, pois ele vai ser sua distração.
_Meu Deus não acredito! vou la, Elliot lindo priminho. – Leila sai correndo e salta em Elliot quase o jogando ao chão.
Busco com meus olhos onde esta Ana, a encontro no mesmo lugar e vejo de longe que de nada agradou a presença de minha prima, Leila ela é abusada meio atirada, mas não faz por mal é o seu jeito dado mesmo, deve ser coisa de família, pois sua mãe é a mesma coisa, provoca ira nas mulheres de nossa família até hoje, é o assuntos de todas as reuniões, sei disso pois minha irmã é uma matraca, mesmo não querendo saber desses assuntos fúteis, ela faz questão de nos deixar ficar sabendo de tudo o que acontece. mas com isso Ana já deve estar pensando algo errado, e realmente creio que a sorte não esta ao meu lado, com certeza á alguém lá em cima, ou em baixo que não quer nos ver junto. Anastásia muda totalmente sua postura, agora parece ameaçadora , como se quisesse provar algo, só espero que alguma atitude que venha a fazer não seja para me atingir de alguma maneira negativa.
Por Ana...
_Vamos Kavanagh! – Pego Kathy pelo braço, e vou nos dirigindo à pista da boate.
_Vamos aonde Aninha? – Kathy para surpresa no caminho.
_Vamos para a pista, quero dançar.
_você esta doente? Com febre, o que você tem amiga, você não deve estar bem.
_Khathy. vamos! quero dançar, sem perguntas por favor, se não quiser não tem problemas, podemos ir embora.
_ Mas nem morta querida... Não vou perder isso, você só pode estar de brincadeira! Isso é épico.
_Não é pra tanto Kathy, só quero ser normal, dançar, como todo mundo que esta aqui.
_Desculpa amiga, você sabe que o meu normal é exagerar, só não entendi o porquê, você gosta de ficar sentada, na sua.
_ Bem... digamos que eu cansei de ficar no canto, vamos quero curtir um pouco.
_Claro ai meu Deus vamos, essa noite promete, minha amiga esta liberta, vamos agradecer ao senhor.
_Para de ser boba, vamos logo sua peste.
Dirigimo-nos então para a pista. Percebi alguns olhares atentos sobre nós, Christian já não estava com a moça morena ao seu lado, ela estava com um rapaz loiro muito bonito, que eu não conhecia, e ele se mostrava bem simpático com ela, e ela retribuía do mesmo jeito a atenção. Parei debaixo do globo que tinha, ficando bem no meio da boate, estava tocando uma musica eletrônica até que legal, arrisquei uns balançados, estavam pouco meio tímidos, mas não perdi o foco, Kathy também dançava, mas não pude deixar de reparar que não tirava os olhos do moço, que estava com a morena.
_Aninha. Você conhece aquele cara?- Kathy fala bem perto do meu ouvido, devido a musica alta e depois aponta ao loiro desconhecido.
_Não Kathy, não conheço, achei que você sabia quem era, afinal ele esta perto dos seus amiguinhos.
_Ana...pare, eles também são seus amigos, se passou muito tempo, mas você os conhecem. – olha pasma para Kathy, como ela pode dizer isso a mim, ela estava quando eles me fizeram mal, esta la quando caçoaram, estava lá quando Christian nem se quer ligou, ou apareceu para me proteger, ou dizer algo ao meu favor.
_Kathy, conhecer é uma coisa, ser amigo é totalmente diferente, eu nunca fui e nem quero ser amiga de ninguém, não os suporto. Surpreende-me muito você saber de tudo o que aconteceu, e ainda querer que eu tenha algo com eles,
_Mas Ana!!!...
_Mas nada Kathy,eu estava até animada, mas agora, não quero mais merda, vamos embora, ou eu vou sozinha fique ai e os faça companhia.
_Não Ana, por favor, não vá.
_Como não Kathy? não estou te entendo, porque esta forçando tanto assim que eu me aproxime deles, ou tenha amizade? Porque Kathy...porque?
_Por nada, só queria que a gente se reaproximasse.
_Vamos lá Kathy me diga, quero saber o que esta acontecendo por de trás de minhas costas.
No momento nem estamos dançando mais, estamos paradas uma de frente com a outra, é visível que estamos discutindo, minha vontade é de deixar ela no meio da pista e ir embora,eu sei que ela tramou tudo isso com alguém, mas quem poderia , ela não estava próxima de Christian, ou estava?, não... não poderia ser, só podia ser Ian, ele com aquele jeito intrometido, com certeza foi pra ele que ela passou todas as informações ao meu respeito, agora estamos aqui como fossemos duas palhaças de circo, e o show deve estar ótimo para todos.
_Ana, por favor, venha comigo – Kathy me puxa pra fora da pista e me leva até o bar, ficamos de pé, em frente ao balcão.
_vamos Kathy. Desembuche.
_Olha .vamos com calma, por favor escute não foi com más intenções.
_Vamos logo fale já estou me cansado disso, comece logo ou vou embora.
Kathy rapidamente começou a falar, disse que estava conversando com Ian pela Internet, e o mesmo pediu meu contato, depois disso eles começaram a conversar frequentemente, e eles começaram a imaginar que eu e Christian deveríamos nos reaproximar, disse que eu deveria dar uma chance, esquecer o que aconteceu no passado, pois varias coisas teriam que ser explicadas, que houveram maus entendidos, eu tentei dizer a ela em minha defesa que ela casado, que eu tinha visto Elena em seu escritório no dia que fui visita-lo, mas ela me disse que ele era divorciado, que Elena era um encosto, que seu casamento não durou muito tempo, que desde o começo era um fracasso, pois nunca houve amor com Elena, o real motivo de eles terem ficado juntos era Izabel, que Christian sabia bem que uma gravidez não prendia ninguém, mais ele foi pressionado pela família dela, e também ele tinha princípios, ele queria dar uma família a aquela criança que não havia pedido pra vir no mundo, que tinha sido concebida em um noite de bebedeira, e não era por remorso, mesmo que a mãe fosse Elena no primeiro momento que ele soube que iria ter uma filha ficou encantado, ele sonhou todos os meses de gestação com o rosto da menina, então por Izabel ele tentou algo com Elena, mas foi em vão, ele hoje tenta ter um relacionamento amigável com Elena devido ao amor que sente pela menina, mas que é quase impossível, Elena é muito fútil, não liga muito pra garota, é muito ligada a coisas aterias, e faz da vida de Christian um inferno.
Fiquei meio pasma com que ouvi de Kathy, queria tanto que Christian fosse um idiota, um grosso, uma pessoa sem escrúpulo, porque assim eu teria mais motivos para afasta-lo de mim, mas não ele era uma pessoa boa, um bom pai, colocou sua filha acima de tudo, ficou com uma pessoa por amor a ela, agora estou aqui perdida em meus pensamentos, é tão inútil tentar abafar este sentimento, mas ainda tem o fato de ele não estar presente no dia que seus amigos me humilharam, ele foi covarde, e isso eu nunca vou perdoar, também agora as coisas estão tão diferentes, nos estamos diferentes, eu tenho outro estilo de vida, tenho gosto que nenhum homem, e muito menos Christian entenderiam, mas também não sei se consigo me permitir viver mais um amor, não sei se consigo deixar Christian entrar em meu coração de novo, mesmo que de lá ele nunca tenha saído, aquela paixão avassaladora esta dormindo, e eu temo em acorda-la novamente, pois tenho medo da dor que pode me causar mais alguma decepção.
Saio de meus devaneios Kathy tenta me falar mais alguma coisa, mas não a deixo, preciso digerir tudo o que fiquei sabendo, no momento o DJ chama atenção de todos na boate e diz que vai tocar um mix diferente, então ouço a voz estridente da musica Tonight Is What It Means To Be Young, e ela entra como um sopro em meu ouvido parece até que sinto minha alma fora de mim, só consigo pensar em querer dançar, me perder em mim mesma, tentar esquecer por um momento tudo que veem acontecendo.
Eu tenho sonhado em um anjo na praia
E as ondas perfeitas estão começando a chegar
Seu cabelo está voando em fitas de ouro
E seu toque tem o poder de choque
Eu tenho um sonho em um anjo na floresta
Encantado pela beira de um lago
Seu corpo está fluindo nas joias vivas
E a terra abaixo está começando a tremer
Puxo Kathy até o meio da pista novamente, ela parece não entender muito, mas segue comigo no ritmo, começo a dançar na batida da musica, Kathy começa a sorrir, e dar voltas por mim, parecemos duas loucas, o Dj faz uma parada, parece que a música não vai mais continuar, mas ela segue e ainda melhor, deixo me contagiar pelo som alto, acabo sorrindo de olhos fechados, levanto as mãos extasiada como se quisesse tocar o céu, sair fora de mim, depois as desço contornando meu corpo me encontrando de novo. Depois de dançar a musica perfeita fico um pouco sem folego e também com uma vontade imensa de ir ao banheiro, falo com Kathy e saio em direção do mesmo, não fico muito tempo só o necessário, pois parecem que estou à flor da pele, necessito dançar mais, a sensação de liberdade que a dança da me embreaga de felicidade, saio com um pouco de dificuldade do banheiro, pois na porta havia algumas mulheres impedindo, pois sua amiga estava jogada aparentemente bêbada bloqueando, já la fora me deparo com um corredor escuro, com certeza se trata de um rota que da acesso ao palco, movida pela curiosidade vou entrando, espalmo com minhas mãos as paredes, sigo em frente, mas paro quando sinto uma mão forte me puxar, a pessoa ainda em mistério atrás me força contra seu abdômen rígido, com uma mão o desconhecido continua apertando a minha cintura e com a outra ele afasta meu cabelo de lado, beija me ombro e assopra em minha nuca, sei de quem se trata, embora minha razão me diga pra correr, meus sentimentos prendem meus pés no chão, sinto então o cheiro que nunca havia esquecido, sim... ele , é ele inconfundível, morde minha orelha causando-me arrepios, me viro bruscamente, em sem pensar em nada me agarro em seu pescoço, encaro aqueles olhos lindos como no passado, vou me aproximando de seus lábios, sinto seu alito fresco, me atrevo a dar uma mordida em seu pedaço carnudo que agora de perto anseio em desejo, nesse momento era só eu e ele, mas ninguém, ele toma meus lábios com vontade, beijando-me para que pudesse sentir, ainda mais o quanto ele me deseja. Queria que ele me fizesse esquecer todo o estresse de mais cedo, que aproveitemos o nosso momento. Suas mãos deslizando pelo meu corpo, delineando-o e apertando-o. Ele para e me olho novamente nos olhos, parece não acreditar no que esta acontecendo da um sorriso e me aperta em uma abraço, sinto um carinho imenso, vai até minha orelha novamente e sussurra em meu ouvido docemente, possuída pelo desejo sem pensar o puxo pelo cabelo o trazendo pra mim, ele me aperta mais, e o tamanho de sua ereção se faz presente roçando em minha barriga, em meio a tudo que estava acontecendo, beijos caricias ele dizia sensualmente que me devoraria por inteira. Sussurra em meu ouvido e mordisca minha orelha. Dizia que iria saborear cada parte deliciosa de meu corpo, que faríamos bem de vagar, para suprir toda a saudade que havia sentido. Senti uma pontada em minha virilha, estava no ápice do prazer, tento para-lo pois lembro que estamos em um local publico, mas ele não me deixa, ignora e me tonta novamente em um beijo avassalador, segue em uma dança com sua língua, mas agora diferente de apertar ele coloca as mão por debaixo do meu vestido , mas que rápido ele alcança a renda de minha calcinha, passa um dedo sobre ela de baixo para cima, senti o quanto estou molhada, e solta um suspiro de prazer em saber o que ele me provoca. Quando quase estou subindo em seu colo, seu telefone toca Christian logo fica decepcionado se afasta colocando as mãos no bolso e o encontra, ele me pedi um minuto me encosto na parede tentando afagar um pouco do que estou sentido, vejo que o semblante dele muda, parece assustado, anda de um lado para outro dizendo que ele já vai, pra pessoa ficar onde esta, desliga e fixa seus olhos em mim.
_Christian o que aconteceu? me fale, algo de ruim, por favor me diga. – ele me olha com os olhos cheios de lagrima e quase sai como um soluço as palavras.
_Ana. Izabel ! minha filha , preciso ir.
_Como assim Izabel? – rezo para não ser o pior.
_Agora não tenho tempo, me desculpe tenho que ir até ela... mas merda eu estou de carona, como faço agora? – Christian fica confuso, e eleva suas mãos a cabeça.
_Você vai comigo, venha eu te levo. – digo a Christian, puxando as mãos de sua cabeça e o trazendo comigo, ele me da um olhar agradecido, e me responde com carinho.
_Eu vou lembrar-me disso para o resto da vida.
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