Secret garden
4 A volta de Mettaton
Notas iniciais
Já havia passado umas 3 semanas. Numa sexta feira eu ainda estava na escola, já era tarde. Eu estava no jardim como de costume. Mas algo me fazia falta. Algo não. Alguém. Frisk já não me ajudava a um bom tempo. Claro, o que pensariam de uma garota que compromissada, sozinha com o irmão de seu namorado? Do jeito que conheço as pessoas por aqui, bem, coisa boa que não seria.
— S-S-Sans!
— Nerd! – Ouvi duas vozes conhecidas me chamando. Eram Alphys e Undyne. Será que todo mundo conhece esse lugar!?
— Como vocês sabem que eu estava aqui? Por que estão aqui?
— Boa tarde pra você também, seu grosso. – Típico de Undyne.
— Me considere sua fada madrinha. E a alphys...- Nos viramos para a loira, que já escondia a cara em um de seus mangás. Undyne se aproximou dela e a abraçou.
— A namorada da fada madrinha. – Com tal fala, Alphys corou violentamente.
— Ok, vocês vão namorar aqui no jardim... Vou me retirar- Falei dando uma reverencia, porem quando estava saindo, a ruiva puxou meu moletom, me fazendo cair no gramado.
— ESTAMOS QUERENDO TE AJUDAR ZÉ MANE! NÃO FUJA!!
— Ok, afinal, no que?
— Sans, Sans, sans. Não somos burras. VOCÊ – falou apontando o dedo para a minha cara. – gosta da Frisk.
Essa foi minha deixa para corar.
— Vou te explicar. A Alphy (N/A: isso é um apelido) tem várias câmeras espalhadas pela escola. Digamos que quando estamos no tedio, ficamos observando as câmeras. Normalmente não tem nada de grandioso acontecendo, então observamos o romance complicado de vocês.
— T-tem t-t-tanta coisa fofa, q-que dá p-pra fazer um s-s-shoujo muito f-f-fofinho! – Alphys acrescentou.
— MAS. Acho que como todos sabemos, Frisk está com outro.
— ............ – Um belo silencio como resposta para elas.
— I-i-isso me lembra H-h-h-haruiro A-astronaut! M-Mas vocês n-n-não são g-gêmeos...- Falou Alphys relembrando seu mangá com uma cara abobada.
— Cai entre nós, fiquei sabendo que foi Frisk que pediu Paps em namoro, não ao contrário. Eu não sei se isso vai durar, você sabe. Papyrus é muito bondoso e inocente. Isso não foi uma dica, ta mais pra encorajamento. MAAS OK. Alphys e eu Vamos fazer uma maratona de “ as duper gatinhas”. Quer vir?
—Ahn.... Não?
— QUE SEJA! VAMOS ALPHY! Tchau! – Anunciou Undyne, pegando a namorada no estilo noiva e a carregando para fora do jardim.
— T-T-TCHAU!- A loira se pronunciou já distante.
Olhei para as moitas que eu havia cortado, verificando se meu trabalho já estava pronto. Não perfeito, mas bom. Comecei a andar rumo ao Grillby’s para comer e levar algo para Papy.
Quando cheguei em casa, larguei meu tênis branco e “capotei” no sofá. Estava exausto, tanto que esqueci de comer o sanduiche que peguei.
Acordei num pulo. Olhei pela janela atrás de mim e vi que era de manhã. Olhando mais atentamente, percebi que havia um cobertor por cima de minhas pernas, e um bilhete.
“ Feliz sábado! Encontrei você capotado no sofá e trouxe um cobertor! Fui as compras, volto por meio dia”
No fim meu final de semana foi não foi chato, como de costume. Não tivemos notícias de Frisk, de acordo com Papy ela ia receber alguns primos na casa dela. Alphys e undyne conseguiram pifar o aparelho de dvd delas, e vieram assistir aqui em casa. Então, resumidamente, sábado e domingo passamos assistindo animes e acampando na sala, pra no final de sábado contarmos algumas historias de terror ( mais precisamente eu e undyne, alphys estava abraçada ao seu dvd edição de colecionador do anime Orange, grudada em Undyne e Papyrus estava enrolado como um sushi no cobertor ouvindo musica para não ouvir). Nunca fui muito próximo das duas, mas tenho que admitir que elas são ótimas pessoas. Será que Frisk tem uma amizade com elas?
Só sei que milagrosamente, segunda acordei na minha cama. É bem raro. Normalmente eu estou dormindo no sofá... Ou no chão...
Dessa vez não perdemos o ônibus. Teve uma reunião emergencial apenas para professores, deixando as 3 turmas livres.... Desde que não ateassem fogo na escola. Frisk e Alphys vieram na nossa sala e eu, elas, undyne e Papy ficamos jogando blefe com o baralho que pegamos no armário do professor. Ate que uma voz ecoou pela sala dramaticamente.
— I’M BACK, BITCHES
— METTATON! – Gritou meu irmão correndo para abraçar ele.
— P-p-primo, meus óculos e-estão ruins... É-é você m-m-mesmo?- Se pronunciou Alphys, se aproximando do ser parado na porta.
— Sou eu sim, darling!
— Como foi a viajem? – Papyrus perguntou empolgado. Mettaton desviou um pouco o olhar e ficou meio nervoso.
— Foi ótima! Ah! Eu estou morando sozinho agora! E me perdoem por demorar. Era para eu ter voltado a mais de 3 semanas, porem ocorreram alguns imprevistos
— Quem é esse? – Frisk sussurrou para mim, o que me deixou surpreso.
— Um amigo de longa data de Papy. Mettaton. Ele havia saído da escola no começo do ano para uma viajem de negócios com a família.
— Oh....
— E TEM MAIS! HOJE A NOITE, VAI TER FESTA! – Falou pegando um giz e escrevendo seu endereço na lousa. – E certifiquem- se que tem mais de 16, pois irão ter bebidas e não estou afim de ser preso hoje.
— Metta! Quero te apresentar minha namorada! – Papyrus falou arrastando seu amigo até eu e Frisk.
Mettaton pareceu ter engasgado com a própria saliva.
— Olá Sansy!
— Metta. – Falei, tirando um chapéu imaginário da minha cabeça.
— Essa é Frisk! – Meu irmão estava com um sorriso enorme estampado na cara, e mettaton analisava Frisk de cima a baixo.
— O-oi... – Frisk estendeu a mão para metta. Ela parecia nervosa
— Oi. – Respondeu a menor apertando sua mão.
Normalmente não cutuco o que não devo... MAS ISSO ESTÁ CHEIRANDO A TREEETA.
— UNDYNE SUA PIRANHA, NÃO VEIO ME CUMPRIMENTAR? – o moreno se jogou em cima da ruiva, que praticamente estava dormindo. Praticamente não, ela literalmente estava dormindo em cima do monte de cartas.
— O QUE? Humm.... Ah! Oi mettaton!
— BLEH. – O garoto respondeu a ela.
Mettaton era (e ainda deve ser) muito popular. Cablos negros, olhos verdes, praticamente todas as garotas gostavam dele. Sempre dava festas, nem que fosse para comemoras o novo corte de penteado. Olhei em volta e vi que Frisk estava sozinha, porque Papy e os outros estavam conversando com Mettaton, que contava cada detalhe de sua “fabulosa viajem à Paris”. Me sentei ao lado dela e puxei assunto:
— Você vai?
— Hun?
— Você vai na festa do mettaton? – Esclareci.
— Hum... Não tenho tanta certeza... Ele pareceu não gostar de mim.
— Ah, que isso baixinha...
— Sans, eu sou do seu tamanho.
— Que seja. Como eu ia falando, isso deve ser só coisa da sua cabeça. Mettaton é um cara legal. Ele vivia fazendo trabalhos lá em casa com o Papy. Fazia muita bagunça ( eu sempre mandava ele arrumar), mas era divertido... Bem, eu acho.... Eu sempre dormia e só acordava quando ouvia alguma coisa quebrando ou se espatifando no chão.
— Típico de você. – Falou entre risos. Ela tomou ar e continuou: — Acho que vou. Mas só se vocês forem.
— Fico feliz de ouvir isso. Papyrus nem precisamos de confirmação, já eu... É, eu não estou lá muito afim de ir.
— Saaaaaaaansssssss – Falou olhando para mim, como se estivesse desapontada.
— Certo. Eu vou.
— Se você não for, quebro seu pescoço amanhã.
— Ok, não estou afim de testar tal coisa.
— Vou arrastar a Chara também.
— Como? – Olhamos para a garota antissocial encostada na parede, mexendo no celular.
— É só dizer que vai ter chocolate – Ela falou a ultima palavra mais alto, para que a irmã escutasse. A garota de olhos vermelhos desviou o olhar de seu aparelho por um momento.
Se passaram mais alguns momentos, até que o sinal bateu e o professor de história chegou, mandando os alunos de outras salas para suas turmas
— ATÉ A FESTA, FRISK! – Gritei.
— ATÉ! – Ela gritou de volta.
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