Secret garden
5 A festa
Notas iniciais
[leia as notas iniciais, por favor]
P.O.V NARRADOR.
— Paps, você realmente não tem outra roupa pra festas? – Perguntou Sans, que usava um calção preto, um tênis branco e uma blusa da mesma cor com seu casaco azul como de costume.
— Já falei! Essa é minha roupa de festas! – O grisalho mais alto afirmou irritado. O mesmo usava uma camiseta branca escrito “cara legal”, com mangas que imitavam bolas de basquete, junto com um shorts azul com detalhes em amarelo. Papyrus desviou olhar e comentou: — Mettaton diz que fico bonito com ela.
Sans olhou para seu irmão com “aquela cara”.
— O que o esqueleto diz quando secretamente gosta de alguém? – Sans adorava puxar o saco de seu irmão, principalmente com piadas terrivelmente ruins.
— SANS!
— eu estou secretamente apaixossado por você.
— EU TENHO NAMORADA! – Papyrus gritou constrangido, atraindo a atenção de um cachorro que grunhia para ele.
—Ah, é mesmo... – Sans falou baixo.
Os dois finalmente chegaram em frente à um sobrado rosa, com um pequeno jardim florido em sua frente, a porta principal estava aberta e mettaton estava na sua frente. O moreno estava com uma legging preta, um tênis da mesma cor e uma blusa branca escrita “haters gonna hate”, que com a luz negra que saia de dentro da casa ficava num tom roxo, o mesmo olhava para seu celular.
— METTA!
— PAPS! Seu atrazildo, só faltava você... Eu acho, tem muita gente aqui...
Plaft, o som de algo se quebrou chegou até os ouvidos do anfitrião, que nervoso gritou:
— SEUS RETARDADOS TOMEM CUIDADO! SE EU DESCOBRIR QUEM...
— P-p-perdão mettaton... – Alphys surgiu na porta com um caco de vidro na mão, e no fundo undyne encarava Mettaton com uma cara ameaçadora.
— N-não foi nada, eu que peço perdão. – Mettaton falou ainda olhando para a ruiva ameaçadora.
— Credo, tenho que tomar mais cuidado com o que falo. – O anfitrião sussurrou para si mesmo, virando para os irmãos a sua frente.
— Entrem! Vocês não são plantas para ficarem plantados ai fora.
A festa estava bem animada, com pessoas de todas as turmas. Havia uma mesa cheia de comidas a qual sempre tinha pessoas em volta. Chara conversava com Asriel, um garoto da turma 3, a mesma olhava pra ele como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Alphys e undyne estavam encostadas numa parede, também conversando.
— Adivinha! – Alguém chegou por trás tapou os olhos de sans e Papyrus.
— Acho que a juviscreuza de jesus, conhecida como Frisk namorada do Papyrus. Só pode. – Ironizou Sans. Frisk e Papyrus caíram na risada.
— Sério Papyrus, você não contou para ele?
— CONTAR O QUE? – Sans encarou os dois, enquanto Mettaton chegou por trás dos três ouvindo a conversa.
— Caro irmão e mettaton. Vocês foram vítimas de uma pegadinha! HÁ! — Os dois gritaram em coro e fizeram um hi five, atraindo a atenção de várias pessoas.
— Eu precisava fazer um papel em que eu namorava alguém na peça da escola... Só que eu não tenho a mínima experiência no assunto, então sugeri essa pegadinha ao Papyrus, que aceitou. – Esxplicou Frisk.
— VOCÊ ME ENGANOU, SEU PALHAÇO! — Undyne quase deu uma voadora na cara de Papyrus, mas
.
foi impedida por Alphys, que segurou a namorada antes que ela quebrasse (mais) alguma coisa.
— Paps, você é um ótimo ator... Mas eu ainda quero te esganar. – Falou Sans fazendo um cascudo no irmão.
— Eu sou gay! – Papyrus disse empolgado.
— Que!? – Mettaton se aproximou da conversa.
— Eu gosto d-de você mettaton! PUXA ESTÁ QUENTE AQUI NÃO?
— AHAHAHAHA EU SABIA QUE MEU SHIP ERA REAL! – Alphys berrou, o que é raro de se escutar, em seguida se recolhendo sussurrado “desculpa”.
— Paps... – Mettaton se aproximou. – Eu também gosto de você. E não está quente aqui, você é que tá suando mesmo. – Mettaton puxou Papyrus para um beijo, sendo aplaudido por todos na sala, até mesmo Chara e Asriel.
— Eu deveria ter trazido a câmera – Falou Frisk para Sans.
A cabeça do pobre garoto estava borbulhando de tantos pensamentos. Era como se existissem dois mini Sans em seu próprio subconsciente:
“ Já que estão todos em clima de romance, fala pra ela mané!” o Sans direito defendia.
“ O que? Não! Vai que ela não gosta de você!!” defendia o Sans esquerdo
— “Sério, friendzone? Nem pensar!” – O próprio Sans começou a soprar o ombro esquerdo.
Sans se lembrou da conversa que teve com Alphys e Undyne alguns dias atrás e puxou as mesmas para um canto afastado.
— Tá bom, eu gosto da Frisk.
— SABIA!! Ô PESSOAL! O SANS... – Antes que Undyne pudesse terminar Sans tapou a boca da garota antes que ela falasse qualquer coisa.
— SHIIIIIIIIIU – O grisalho advertiu, envergonhado.
— Credo sans, não precisava cuspir na minha cara com esse seu SHIIIIIIIIIU- Provocou a ruiva imitando o garoto.
— Credo, germes de Undyne.
— SEU!
— C-calma vocês d-d-dois! – Gaguejou Alphys, como de costume. A mesma tomou ar e continuou:- S-sans, não f-faça nada que você possa s-se arrepender d-d-depois!
Então uma musica lenta começou a tocar e Undyne deu um gritinho:
— ALPHY! NOSSA MÚSICAAAAAA! VEM! – Antes que a menor respondesse, Undyne arrastou a mesm para a pista de dança, ou como é normalmente chamada, sala de estar.
— S-Sans! Essa é s-sua chance!
“Você consegue Sans!” – O grisalho pensava, respirando fundo.
— Ei Frisk! – O garoto chamou a morena.
“Não morre”
— Quer dançar? – O garoto estendeu a mão para sua colega que sorriu corada.
— Claro! – Frisk respondeu sorridente.
“ Não fala besteira”
Ambos se posicionaram como se fossem dançar uma elegante valsa.
Não que eles não estivessem dançando uma.
Demorou certo tempo para ambos realmente se olharem nos olhos. Ambos sempre estavam pisando no pé um do outro. Em um lugar mais afastado dali, Mettaton e Papyrus dançavam rindo feito bobos. E quem diria? Chara e Asriel também dançavam, envergonhados. Vendo a situação da irmã, Frisk chegou por trás e deu um pequeno empurrão em Chara, fazendo a mesma cair em cima de Asriel e deixando Sans e sua acompanhante rindo.
Então, quase no final da música, Frisk olhou pela janela e fez uma expressão de espanto.
“É agora ou nunca!”
— Frisk, o que foi? – Sans falou preocupado quando viu a menina olhando para a janela.
— Mary...
Sans tentou falar algo, porém falhou. Apenas olhava para Frisk também espantado.
— O-o que?
Frisk saiu correndo pela porta da frente, chamando a atenção de seus amigos e o desespero em sans.
— FRISK ESPERA! – A garota estava atravessando a rua. Depois de tanto tempo ai na sua frente, estava ela. Imóvel e com o mesmo vestido de tanto tempo atrás.
— CUIDADO! – O desespero de sans aumentou quando viu um carro passando por ali.
Tudo ocorreu rápido para Frisk. Seu corpo doía. Ela quase não ouvia nada. Não sentia nada. Sua visão escureceu rapidamente.
— Frisk? – Uma voz calma e doce chamou por alguém.
A garota abriu os olhos. Ela estava num jardim cheio de flores amarelas. Haviam algumas arvores e roseiras também.
— Quem é?
— Sou eu! Mary! – A voz vinha de uma menina que, aparentemente, tinha 13 anos. A mesma usava um vestido branco e tinha cabelos castanhos longos e uma franja que lhe dava aspecto infantil
— Quem é você? Onde estou? — A garota desacordada perguntou assustada. Mary deu alguns passos e falou:
— Seu nome é Frisk. Não se preocupe você está bem e viva.– Frisk olhou com receio para a figura a sua frente.- Eu te prometi uma vida nova Frisk, e eu não gosto de quebrar promessas. Eu te dei novas memórias, e apaguei as antigas. Mas eu tenho uma pergunta: você que entender o que está acontecendo, não quer? Segure minha mão. – Frisk decidiu confiar na garota e lhe deu a mão. Em seguida tudo ficou branco. Quando Frisk voltou a enxergar, não havia Mary e nem jardim, havia uma porta pela qual ela passou.
“ Frisk, quer passear?”
“ Claro chara! Eu te amo irmãzona!” Chara é sua irmã- A voz de Mary anunciou.
“- Heh... Você desenha bem.
—Obrigada...
— Me diga... Frisk? Você é estudante daqui?”
‘Meu nome é Frisk, e o seu?”
“Me chamo Mary! E sempre seremos amigas!”
— Frisk, não tenho mais tempo. Acorde! – Mary gritou se afastando.
— ESPERE!
— Nos vemos nos seus sonhos!
Então, de novo, tudo ficou branco.Mas aos poucos o branco ganhou mais cores e até mesmo sons.
— Ela está acordando? – Chara perguntou preocupada.
— Sim! – Sans falou aliviado.
Frisk olhou ao redor. Estava cercada de pessoas, mas só conhecia Chara. Ela olhou para baixo e viu que estava numa cama de hospital.
— Chara? – Frisk olhou novamente ao redor. – Quem são eles?
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