Notas iniciais
Oie, gente! Jay Jay aqui! *-* Gente, muito obrigada pelo apoio dado a SL, obrigada de verdade. E pelos comentários lindos, e pelo amor de vocês~
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Misa, Ju e Giih, porque eu deixei vocês esperando ontem à noite pelo capítulo~ A culpa é minha por ter demorado tanto ;~; Incrível como eu levo uma vida pra escrever :/
E MatheusMelo dyvo [a Pri mandando um oi pra você] e Tullio obrigada por gostar da fic *-*
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E minhas notas hoje cheias de agradecimento e dedicações xD Pra vocês não me odiarem pelo capítulo fraco e...
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Boa Leitura a todos :3

Secret Love

Capítulo 34 – Vermelho

As conversas cessaram no mesmo instante em que o juiz entrou no local e deu início ao julgamento. O burburinho baixo já não existia, mas MinKi ainda podia ouvir o silêncio perfurar seus tímpanos. O ar condicionado fazia seu corpo inteiro arrepiar-se e mesmo seus lábios estavam trêmulos. Não conseguia olhar para nenhum outro lugar além da mesa de mogno defronte. Ao seu lado, o jovem e simpático advogado levantou-se, e agora falava algo que ele não entendia, como se sua mente estivesse incapacitada de identificar sua língua natal.

Não imaginava que ficaria tão nervoso. Estava consciente das pessoas sentadas atrás de si; sua família, alguns de seus amigos, as famílias dos garotos que iriam depor. Queria se virar e encontrar ao menos o rosto de JinKi – que ele sabia estar ali – talvez assim se sentisse mais confiante, mas esse pequeno gesto parecia que roubaria toda sua força.

Sentia vontade de chorar, mas não o faria. Tinha que demonstrar determinação mesmo que sentisse medo. Não queria olhar para JungSu, não queria ver nele o homem porque quem ele se apaixonara, e muito menos aquele sorriso esnobe e confiante. MinKi ouvira quando o advogado conversava com seus pais. Ele dissera que o advogado de JungSu tinha com uma defesa quase desesperada: ele dizia que aquilo não fora um estupro, mas que o sexo fora consentido, e ele, MinKi, era apenas um garoto revoltado que não aceitara o fim do relacionamento. O garoto nem tinha força para negar aquilo em voz alta. Sua voz se perdera.

Sua atenção fora finalmente atraída quando ouviu uma voz familiar. Ergueu os olhos e viu TaeMin sentado à frente de todos ali. Ele parecia tão nervoso quanto o próprio MinKi estava, mas ele pareceu levemente mais confiante quando seus olhos se encontraram e, em silêncio, os dois trocaram palavras de conforto. MinKi se concentrou para entender o que o outro dizia, e só então percebeu seu próprio advogado próximo ao amigo, quando ele chegara lá, ele não sabia. A voz de TaeMin estava trêmula enquanto ele contava como JungSu o guiara até o depósito da escola, e as lembranças de MinKi se seguiram àquelas palavras.

– [...] estranhei porque eu não entendia porque tínhamos ido até lá. Então ele disse que precisávamos conversar. Ele disse que estava com um problema e que eu podia ajudar, então... eu fiquei curioso. Perguntei o que era, e ele disse que estava confuso, então eu...

MinKi baixou os olhos, não querendo ouvir mais nada, mas as palavras continuavam enchendo o lugar e ele queria tapar os ouvidos quando sua mente insistia em lhe mostrar detalhes de como ele seguiria com JungSu até aquele mesmo lugar que TaeMin descrevera. Apertou os dedos na barra da camisa, sentindo que suas mãos suavam.

– [...] não aceitou quando eu disse que não podia ficar com ele... Então ele me beijou, eu tentei me livrar, mas ele era mais forte. Ele disse que não se importava se eu não gostasse [...].

A voz de TaeMin agora era fraca e feria os ouvidos já sensíveis de MinKi. Ele podia ouvir alguém soluçar atrás de si e pensou que talvez fosse a mãe de TaeMin. Tentou se concentrar nela e não nas palavras do garoto. Uma hora os soluços sumiram e mais uma vez ele se sentia engolfado pelo silêncio. Arriscou uma espiada e viu JungSu sentado ereto, com o queixo erguido, olhando fixamente para frente. O garoto se assustou quando sentiu seu advogado se levantar ao seu lado e se perguntou quando ele voltara a sentar. Não era ele que falava com TaeMin alguns momentos antes? Quanto tempo MinKi se perdera em seus próprios medos, ignorando tudo em volta?

Respirou lenta e profundamente, erguendo os olhos quando ouviu a voz de HeeChul agora. Tudo parecia correr tão depressa que achava que seu cérebro adormecia vez ou outra. O lugar estava frio, abafado. Respirar era difícil, se concentrar no que o amigo falava era ainda mais complicado, mas algumas palavras saltavam aos seus ouvidos.

– [...] me apaixonei por ele, e ele se aproveitou disso [...].

Levou uma das mãos ao rosto e percebeu que estava suando mesmo que tremesse devido ao frio.

– [...] tinha medo de falar alguma coisa, até tentei comunicar à escola, mas porque eu não era um bom aluno nessa matéria, eles acharam que eu estava mentindo [...].

– MinKi, você está bem? – olhou para o lado e viu o rosto simpático que conhecera há pouco. Ergueu os olhos, confuso, e viu a defesa de JungSu perguntar alguma coisa que ele não compreendia a HeeChul.

– Estou – conseguiu dizer, mas podia sentir seus lábios trêmulos.

– Você será o próximo. Quero que conte tudo a eles, entendeu.

– Sim.

– Você está realmente bem?

– Eu...

Seu corpo inteiro estava rijo. Seu coração batia tão depressa que doía, sentia frio. Tremia. O ar se perdeu e tudo a sua volta ficou escuro.

Ele desmaiou.

SL

Seus olhos doeram com a luz forte acima. Resmungou, e voltou a fechá-los, para abri-los minimamente mais uma vez.

– Você acordou! – Alguém se jogou sobre seu corpo no mesmo instante. Não pôde conter o sorriso quando encontrou os olhos de sue melhor amigo. SungJong estava pálido. De algum jeito aquele dia não estava sendo fácil para nenhum dos garotos.

– O que aconteceu? – perguntou e logo outra pessoa se jogou sobre ele, fazendo-o deitar mais uma vez no confortável sofá.

– Meu filho, você está bem? Disseram que isso poderia acontecer por causa do estresse mental, mas eu estou preocupada.

– Eu estou bem, mãe – respondeu, recebendo um molhado beijo na testa.

– Fique deitado, querido – ela recomendou.

– O julgamento entrou em recesso até amanhã – SungJong lhe disse, parecendo quase aliviado. – Hoje foi terrível, quanto mais se aproximava minha vez, eu achava que ia morrer de nervosismo.

MinKi buscou a mão do amigo que estava ajoelhado à sua frente e a apertou, tentando lhe passar um pouco de uma força que ele nem sequer tinha para si.

– Vai ficar tudo bem, isso vai terminar logo.

– Hn – o outro concordou, brincando com os dedos longos e finos do loiro. A verdade era que ele não tinha certeza daquilo, estava com medo. Ele vira JungSu quando este fora embora, e ainda não aceitava o fato do outro estar livre por aí. Não gostou daquele olhar. – Eu... eu posso dormir na sua casa hoje?

– Claro.

SL

– Eu achei que algo assim ia acontecer, ele parecia tão nervoso – KiBum comentou, sentado com MinHo e JinKi em frente ao prédio. MinHo fizera questão de acompanhar seus pais até o lado de fora e esperar um taxi com eles. KiBum ria daquilo, achando que MinHo era muito rígido com seus pais que eram tão divertidos. Agora eles esperavam por JongHyun e TaeMin que tinham permanecido em outra sala desde o início do julgamento. Eles certamente deviam ter ido ver como Ren estava.

SiWon, KyuHyun e DongHae já tinham ido embora a pouco também, e mesmo ChanSung passou por eles e os cumprimentou educadamente, parando um pouco para perguntar como TaeMin estava, se ele estava bem. Onew olhou de esguelha para KiBum que observava seu sunbae caminhar firmemente até onde seu carro estava estacionado. Pigarreou, mas acabou chamando para si a atenção de MinHo. Baixou os olhos, desconcertado quando o primo seguiu o olhar do namorado.

– Você disse mais cedo algo sobre o ChanSung sunbae – MinHo começou, chamando a atenção do loiro para si –, aconteceu alguma coisa?

– Ah, isso... – Key olhou para JinKi ao seu lado que um incentivou com um olhar nem um pouco discreto. – ChanSung... ele... ele se declarou pra mim.

– O quê?!

– Não foi nada – Key falou baixo.

– Como não foi nada?! – o moreno perguntou, quase elevando a voz.

– Não foi! Não se preocupe com isso, eu não aceitaria os sentimentos dele, de qualquer forma. Eu já tenho você – sorriu e beijou os lábios do moreno que ainda parecia emburrado.

– Não vou gostar quando você estiver trancado naquele escritório com ele – resmungou.

– Aish, para de drama, MinHo! – JinKi comentou divertido. – Se você quer ter ciúmes de alguém perto do Key, tenha de mim – e passou o braço pela cintura do amigo que apenas riu da expressão indignada de Choi.

– Sai, sai, se afasta!!

– Que ciumento!

– Você não pode dizer nada!

– Jjong! – os dois pararam a pequena discussão quando ouviram KiBum falar. Onew sorriu quando viu o namorado se aproximar deles, mas ficou sem jeito de se aproximar já que seu tio andava ao seu lado. – Onde está o Tae? – Key perguntou quando os dois finalmente pararam ali.

– Ele, sua mãe e HeeChul hyung foram ver o Ren. Ele disse que você podia ir na frente.

– Não, eu prefiro esperar por eles.

Um silêncio constrangedor pairou sobre eles, até JongHyun olhar para o namorado que o fuzilava com os olhos. Seguiu até seu lado, buscando sua mão, entrelaçando seus dedos.

– Ah, tio... – chamou, mas a atenção do homem ainda estava sobre o loiro que parecia um tanto incomodado com aquilo. Ele olhou para MinHo.

– E quem é você?

– Ah, Choi MinHo – respondeu imediatamente, fazendo uma reverência polida.

– Vocês são parentes? Não se parecem – perguntou, apontando de KiBum para MinHo e de volta para KiBum.

– Não, na realidade...

– JongHyun, por que você deixa outra pessoa abraçar seu namorado desse jeito? – perguntou, olhando para o sobrinho pela primeira vez e franzindo a sobrancelha ao vê-lo de mãos dadas com Onew.

– KiBum não é mais meu namorado, tio – ele explicou. – Este é Lee JinKi, o senhor conheceu ele mais cedo, mas não me deixou apresentar direito –resmungou.

O homem levantou uma sobrancelha quando Onew se curvou em uma reverência, e curvou a cabeça retribuindo o cumprimento.

– Oh, isso é um problema – o homem falou pensativo, fazendo os quatro se entreolharem nervosos. – O que eu faço agora? – ele olhou para Key mais uma vez. – De qualquer forma, KiBum – puxou do bolso interno do paletó uma pequena caixa e a estendeu ao loiro, deixando todos ainda mais confusos –, aceite isso como um agradecimento por cuidar do meu sobrinho quando eu me recusei a fazê-lo.

Abriu a caixinha e todos se inclinaram mecanicamente para ver o que tinha dentro: uma delicada pulseira de prata com um pingente com caracteres em kanji. Os quatro ergueram os olhos da caixa para o homem ao mesmo tempo, seria uma cena cômica para quem olhasse de fora.

– Significa “chave” porque eu soube que seu apelido é Key, mas também pode significar “resposta” ou “solução”. É algo que se enquadra a você, não é? Agora que eu penso melhor, é sim. Eu fiquei surpreso quando encontrei com JongHyun hoje, e ele não parecia em nada com o JongHyun que encontrei há alguns anos.

– Desculpe, senhor, eu não posso aceitar. A mudança do JongHyun não foi por minha causa – o loiro respondeu, e olhou para JinKi que ainda observava a cena com a mesma curiosidade que JongHyun. – Pro Jjong finalmente amadurecer aconteceram muitas coisas, e uma delas foi o Onew entrar na vida dele.

– Como assim “finalmente”? – JongHyun resmungou baixinho.

– De qualquer forma, aceite como agradecimento por aturar ele por tanto tempo. – KiBum sorriu quando o homem também sorriu e o loiro percebeu que ele não era a pessoa ruim que ele e JongHyun pintaram por tanto tempo. Aquilo homem tinha feições simpáticas e lembrava muito o próprio JongHyun. Talvez ele só não tivesse um motivo para ir até o sobrinho. E KiBum podia ver em seus olhos escuros o quanto ele estava satisfeito em estar ali, mesmo sob aquelas condições.

– Se for assim então eu aceito – falou por fim. – Aturei ele por quase um ano, acho que mereço. – O homem riu, entregando a caixa ao loiro que sorria, achando graça das expressões variadas dos amigos. Kim então se virou para o sobrinho e para JinKi, observando esse último.

– “Onew”? Como “gentil”?

– Ele não é tão gentil assim – JongHyun comentou baixo mais uma vez, ganhando uma cotovelada do namorado.

– É interessante. A chave libertou você, e a pessoa gentil acalmou seu coração – o homem tocou os ombros do sobrinho, o encarando com um sutil sorriso, mas visivelmente feliz. – Muito bem, JongHyun! Onew, espero que venha jantar hoje conosco. Estou curioso de como uma pessoa gentil acabou junto com JongHyun.

E se afastou do grupo. JongHyun pensou em protestar e dizer que ele não estava de carro, mas além do tio andar rapidamente, ele estava chocado demais. Tudo o que pôde fazer foi gritar um “ele não é gentil!”. Key e JinKi riram baixinho enquanto MinHo se aproximou e passou um braço por seus ombros, lhe dando tapinhas amistosos nas costas.

– Eu entendo você – o moreno disse, solidário. – Sei como é isso.

E JongHyun realmente não sabia se sentia-se feliz ou não por conhecer um pouco mais da sua única família.

SL

Kim HeeChul jogou o edredom para longe do seu corpo e chutou o ar, irritado. Não conseguia dormir, estava suado, mas tampouco sentia calor. Esfregou as mãos no rosto, sentindo-o arder e olhou para o relógio. 03:17. Suspirou e decidiu levantar já que não conseguia nem ficar ali, de qualquer jeito. Seguiu lentamente até a cozinha bagunçada. Olhou para a bancada e para a pia onde uma pilha considerável de louça suja se acumulava. Era alguém que não gostava de bagunça, mas nos últimos dois dias não conseguia achar disposição para aquele tipo de tarefa. Suspirou, achando que trabalhar seria a maneira mais simples de esquecer-se dos problemas. Olhou ao redor, não sabendo por onde começar, e acabou decidindo buscar um copo de leite e biscoitos e sentar à mesa antes de tudo.

Ergueu os olhos, assustado, quando ouviu a porta bater com força. Levantou-se imediatamente e tentou correr para o quarto, mas JungSu o alcançara quando ele seguiu pelo corredor. Sentiu seu braço ser segurado com força e seu cabelo ser puxado, o forçando a voltar alguns passos até seu corpo encontrar com o do outro.

– Como você entrou aqui? – perguntou.

Uma pequena chave foi colocada à frente de seus olhos e então jogada para longe.

– O que você quer aqui, seu desgraçado? Você já não fez burrada o suficiente?

– Eu disse que você não devia dizer nada, não disse? – ele falou contra a orelha do mais novo que tentou se livrar do aperto. – Disse que você não devia depor.

– Você é idiota? Achou mesmo que eu não ia fazer isso? Amanhã você vai se ferrar e eu vou ser o primeiro a rir da sua cara.

Gemeu de dor quando sentiu seu cabelo ser puxado com mais força e JungSu forçar seu rosto de modo que pudesse olhá-lo.

– Talvez – ele disse. – Mas você pensou no que poderia acontecer se eu me livrasse? Pensou no que pode acontecer quando eu sair de lá? Não só você, HeeChul, mas todos esses garotos idiotas vão se arrepender. Começando pelo TaeMin, que tal?

HeeChul se debateu, reunindo sua força para escapar das mãos do outro. Sentiu vários de seus fios serem arrancados, mas ele não se importou. Jogou todo seu peso em seu punho, levando-o ao rosto do mais velho que caiu para trás, levemente atordoado. Aproveitou-se daquele momento para seguir até a porta, mas se amaldiçoou de tal ato no instante em que ela não cedeu. Ele estava trancando. Virou-se, buscando por suas chaves, mas o homem já estava ali e o puxou mais uma vez, agora o jogando no chão.

O garoto ergueu as mãos, tentando evitar os socos que se seguiram contra seu rosto, mas não teve sucesso. Estava atordoado pela dor, desesperado por dentro. Ainda tentando evitar as mãos do ex-professor sobre si, ele sentiu quando conseguiu arranhar o rosto detestável e ouviu um resmungo de dor. Seus pulsos foram segurados.

– Acho que vou começar por você, sua vadia – LeeTeuk falou com a voz áspera, mordendo o lábio do garoto. HeeChul sentiu gosto de sangue e virou o rosto, tentando fugir de outro contato. Uma das mãos de JungSu largou seus pulsos e segurou seu rosto com força, fazendo com que ele permanecesse parado. – Depois TaeMin – outra mordida –, e depois Ren, e aquele garoto que eu ainda não provei: SungJong. – O homem agora mordeu seu queixo e depois levantou o rosto mais uma vez, sorrindo e exibindo suas covinhas. – Key. Eu não fui professor dele, é uma pena. Key parece ser bom na cama.

HeeChul reuniu o que restava de sua ousadia para cuspir o sangue que escorria para sua boca no rosto do outro. Viu a imediata mudança de expressão, e seus pulsos foram soltos apenas para ele levar mais socos no rosto. O professor rasgou sua camiseta sem muito esforço e ele aproveitou daquele momento de distração para tentar fugir mais uma vez. JungSu foi empurrado para o lado e ele se virou, mas estava aturdido, não conseguia sequer levantar. Ouviu a risada alta, e sentiu uma dor em algum lugar de suas costas quando o homem o mordeu mais uma vez. Tentou engatinhar para longe, mas braços fortes prenderam sua cintura.

Sua calça foi puxada para baixo e alguns segundos depois ele gritou, arranhando o chão com suas unhas longas. Impulsionou o corpo para frente, tentando fugir e conseguiu alcançar uma delicada mesinha que caiu quando ele a puxou. Um abajur veio junto e ele o buscou, girando o corpo e acertando o rosto do homem com toda a força que conseguira reunir. JungSu desequilibrou quando a porcelana o atingiu e quebrou.

HeeChul se arrastou, tentando levantar mais uma vez e correu para qualquer lugar que o afastasse do outro.

– SEU DESGRAÇADO, VOCÊ TÁ PEDINDO PRA MORRER!

E seu corpo foi empurrado mais uma vez. Buscou apoio e sentiu a pedra gelada de granito contra sua barriga enquanto JungSu entrava nele mais uma vez com brutalidade, cravando suas unhas na lateral do corpo esguio. HeeChul apertou os olhos com força, tentando clarear a mente ainda atordoada, mas a única coisa que conseguia era continuar ouvindo o eco da voz suja falando o nome de TaeMin.

Debateu-se quando sentiu sua visão focar mais uma vez e a tontura quase sumir. Seu corpo doía e ele sentia o sangue escorrer por sua coxa. Às suas costas, JungSu continuava gemendo alto, falando coisas sujas, citando o nome de seus amigos. Só quando sentiu o gosto salgado em sua boca foi que percebeu que estava chorando. Empurrou seu corpo para trás, sentindo-se rasgar, mas ficou satisfeito quando percebeu o outro desequilibrar. Pela terceira vez se viu livre das mãos do outro, e aproveitou para acertá-lo com socos seguidos da mesma forma que ele fizera consigo. Mas quando o homem conseguiu prender suas mãos, ele soube que estava perdido.

– Você vai se arrepender disso, HeeChul. Eu sei que você gosta dele. E sabe o que eu vou fazer? Vou filmar quando ele estiver gemendo pra mim, e ele vai ser meu tantas vezes que vai até esquecer quem é. Ele vai ser meu até que morra de exaustão, e você vai poder assistir tudo quantas vezes você quiser. Vai ser meu presentinho por hoje.

Não conseguia sequer gritar em resposta àquilo. Sua mente desesperada criava imagens para aquelas palavras. Imaginava TaeMin sendo violado da mesma forma que ele estava sendo e isso o aterrorizava, fazia sua mente se perder em algum lugar entre a loucura e o medo.

Seu corpo foi virado mais uma vez, e mais uma vez jogado contra a bancada de granito. Sua mão se fechou em algo e no mesmo instante ele soube. Sentiu quando a afiada faca cortou a pele do outro e se enterrou na lateral de sua barriga. JungSu o soltou e HeeChul pôde virar para olhá-lo de frente. O medo estava refletido nos olhos pequenos e ele quase sentiu prazer naquilo. Puxou a faca de volta e voltou a enterrá-la no corpo do homem. Agora ele chorava alto, gritava com outro mesmo quando o corpo sem vida atingiu o chão. Abaixou-se e continuou o esfaqueando, chorando em desespero e alívio. Tremia por completo quando soltou a lâmina ao lado do corpo coberto de vermelho.

Deixou-se cair sentado, se encolhendo contra a bancada, olhando para as mãos sujas.

– TaeMin... TaeMin, me desculpa... me desculpa....

SL

– 1... 1... 2... – esperou, trêmulo. – Eu... – tentou falar quando foi atendido, mas ainda chorava. – Eu... matei uma pessoa... matei...

Era tudo vermelho ao seu redor. Era tudo uma mistura amarga de sangue e lágrimas. Dor e culpa. Alívio e satisfação.

Tudo era vermelho, mesmo quando ele desmaiou.

Notas finais
*--------* Adorei escrever isso. Satisfação nível infinito! *3*
O que acharam?