Notas iniciais
[Sweet aqui] Olá todo mundo, como estão? Espero que bem ^^
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Well, quinta é aniversário de uma das nossas leitoras lindas da SL,então eu vou dedicar esse capitulo especialmente a ela. Mini Mi Baby [conhecia por Tayh Misa Misa], parabéns ♥ eu realmente fico muito feliz de ter conhecido uma pessoa especial como você *-* espero que goste do capítulo ♥
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É isso, espero que gostem e boa leitura ♥
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[Jay aqui] Waah, Misa baby /abraça Parabéns *-* Você é realmente uma das pessoas mais simpáticas que eu conheço (mesmo que você esteja aprendendo a me trollar como a Pri u.u)~ Appa te ama /coração Espero que goste do capítulo :3
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[edit = Sweet aqui] E ai todos os outros leitores acham que minha vida é trollar a Jay unnie.......... Talvez KKKKKKKKKKK /corre [Sim, Pri = Sweetmoon].
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Boa leitura a todos~

Secret Love

Capítulo 35 – Livres

TaeMin entrou correndo no hospital, sendo seguido por sua mãe e seu irmão mais velho, os três pararam em frente a recepção.

– Boa noite – a mulher sorriu polidamente.

– Kim HeeChul – o mais novo quase gritou. – Eu preciso saber qual o quarto de Kim HeeChul!

A recepcionista, parecendo perceber o desespero dele, fez o possível para agilmente localizar o quarto e então deixar os três subirem como visitas. Quando eles chegaram ao andar indicado, o local estava cheio de policiais, e um deles se virou para o pequeno grupo, os parando na entrada.

– Identificação.

– Eu preciso passar! – TaeMin falou, tentando passar pelo mais velho que o impediu.

– Só passa com identificação. Somente parentes.

– Não somos parentes – KiBum falou, tentando segurar o irmão. – Acho que HeeChul não tem parentes na cidade.

– Se não são parentes, não podem passar – ele respondeu friamente.

– NÃO! – O loiro mais novo gritou. O nervosismo o fazendo esquecer que agir daquela forma com um policial poderia ser considerado desacato. – EU SOU NAMORADO DELE! EU PRECISO VÊ-LO! VOCÊ NÃO PODE ME IMPEDIR!

– Não podem passar – ele reafirmou.

– OLHA AQUI VOCÊ...

Ao ouvir todas as palavras de baixo calão que o menino começou a falar, e vendo o olhar do homem mais velho se tornar ainda mais grave, a mãe deles tentou puxar o filho pelo pulso, enquanto Key dizia a ele algo sobre “piorar a situação” quando eles viram SiWon passando ao lado do detetive Park.

– DETETIVE PARK! – O loiro mais novo o chamou balançando o braço livre como um apelo visual. – SIWON!

Os dois se viraram parecendo tensos, falaram algo baixo novamente, e SiWon se afastou enquanto o detetive Park se aproximava.

– Pode deixá-los passar – o detetive sorriu ao colega –, eles fazem parte do caso.

– Ele – o policial apontou para TaeMin –, gritou comigo. E falou coisas nada agradáveis.

– Normalmente seria desacato – Park ponderou –, mas devido à situação podemos relevar, certo? Relaxe, Kris.

Ele tocou o ombro do policial, que diante disso imediatamente deixou que os três passassem, ainda com uma expressão séria no rosto. Eles esperaram o detetive Park vir atrás deles, e Key, que normalmente brigaria com o irmão por ser tão agressivo com alguém mais velho, estava segurando a mão do mais novo, que se apegava àquele apoio desesperadamente, apertando seus dedos aos do maior.

– O que aconteceu? – ele perguntou assim que Park se aproximou deles. – Eu posso ver o HeeChul?

– HeeChul está dormindo – o detetive estava sério agora. – Ele foi devidamente examinado, seus pais foram chamados, SiWon e KyuHyun vieram, e nos ajudaram com essa parte.

– O que aconteceu? – KiBum finalmente se pronunciou, vendo que seu irmão tentava desesperadamente avistar alguns dos amigos no corredor. – Não sabemos de nada, só recebemos o telefonema do KyuHyun dizendo que o HeeChul estava no hospital.

– Ele matou Park JungSu.

SL

– Ele fez o quê? – Onew quase gritou ao celular, fazendo o namorado que dormia ao seu lado na cama resmungar.

Ele matou LeeTeuk – KiBum repetiu. – Nenhum de nós ainda falou com ele, então não sabemos bem como aconteceu.

– HeeChul vai ser preso? – JinKi sentiu sua cintura ser envolvida por braços fortes e olhou para ver um JongHyun ainda adormecido deitar a cabeça em seu colo.

Não sei – o outro respondeu novamente. – Eu só queria lhe pedir para contar ao MinKi.

– Porque eu? – Ele passou os dedos pelos cabelos do outro, que sorriu em seu sono. – Eu não levo jeito para dar notícias como essas.

Ele te ama muito – o menino justificou –, e eu já estou tendo que lidar com um TaeMin que grita com policiais.

– SiWon e KyuHyun já sabem?

Chegaram aqui antes. Por favor... – a voz dele atingiu um tom quase suplicante, e Onew não poderia negar nada quando KiBum fazia aquilo.

– Certo, eu vou ligar para ele.

Despediram-se rapidamente, e em seguida JinKi olhou o contato “Choi MinKi” no seu celular, o coração pesado só de ter que dar aquela notícia. Ele piscou, mas aquilo era bom, não? Era horrível se sentir bem pela morte de alguém, porém Onew não conseguia pensar em como aquele acontecimento poderia ser algo ruim. Sua mente vagou por todas as gerações que haviam passado pelas mãos daquele homem e imaginou as jamais passariam.

– Ren? – Ele sorriu quando o outro atendeu, a voz de sono indicava que ele havia acabado de acordar. – Tenho algo para lhe contar.

SL

Kim HeeChul abriu os olhos se sentindo ainda um pouco confuso, era a segunda vez que acordava naquele dia e sentia a cabeça pesar um pouco por causa dos remédios. Respirou fundo, cansado, sentindo o soro entrando na sua corrente sanguínea. Se mexesse os dedos doía, mas duvidava que isso fosse por causa da agulha. Seu corpo todo estava dolorido.

– Bom dia – uma voz feminina o chamou atenção.

Ele abaixou o olhar, até então preso no teto branco, enquanto se sentava com certa dificuldade. À sua frente, ao lado do detetive Park, estava uma mulher, não muito velha, com cabelos longos e castanhos que chegavam à cintura e usava roupas profissionais que imediatamente fizeram o garoto adivinhar quem ela era.

– HeeChul – o detetive sorriu amigável –, essa é a sua advogada, a senhorita Jung. Seus pais a contrataram por telefone. Eles decidiram que queriam alguém mais próximo da família para cuidar do seu caso.

– Mais próximo à família?

Ele franziu a testa não reconhecendo o rosto da senhorita Jung de lugar algum.

– Nossos pais são amigos – ela esclareceu. – Como seu pai mora no interior, eles se falam muito por telefone.

– Você é a filha do senhor Jung? – ele sorriu suavemente. – Meu pai adora o seu pai.

Ela assentiu, como se concordasse. E provavelmente concordaria mesmo, era impossível negar a amizade dos dois.

– Bom, eu não acho que você esteja em condições de dar um depoimento agora – ela voltou a falar, agora em um tom mais sério e profissional –, mas eu acho que devo informar o que pretendo fazer.

Park sentou-se na poltrona ao lado, somente observando os dois. HeeChul fez um sinal para que ela continuasse, atento a cada palavra.

– Eu fui ao seu apartamento hoje, falei com o detetive e os policiais e os sinais de lutas são inegáveis, seus exames também comprovaram que vocês estavam envolvidos em uma situação de luta e que você foi agredido, por isso, pretendo alegar legítima defesa.

– E vão aceitar? Se aceitarem eu vou preso?

– Acredito que sim, afinal, é quase impossível negar o que aconteceu. E não, se aceitarem, você não vai ser preso. Não faria sentido prender uma vítima.

– Mas eu matei uma pessoa.

– Para se defender – ela rebateu imediatamente. – Seu instinto de sobrevivência falou mais alto que os seus valores de certo ou errado. Isso não quer dizer que você mataria em qualquer outra situação, então você não precisa ser preso, afinal, não é uma ameaça à sociedade.

– Faz sentido – ele respondeu, piscando um pouco pela quantidade de informações.

A senhorita Jung dedicou mais alguns minutos para explicar para ele quais seriam seus próximos passos e assim que o menino concordou com tudo, ela começou a colocá-los em prática.

SL

Quando TaeMin pôde finalmente entrar no quarto de HeeChul, ele passou quase correndo pelo corredor, atraindo um olhar irritado daquele mesmo policial, e quase sentiu medo de que estivesse marcado para sempre, qualquer coisinha que fizesse poderia render uma prisão.

– Tae.

A voz de HeeChul estava arrastada e rouca, ele havia dormido por quase oito horas. Seu pulso estava com uma agulha presa que era ligada ao soro ao lado da cama. O mais velho tinha alguns curativos, além deles, seu rosto tinha alguns machucados descobertos, apesar disso, seu olhar parecia brilhar só em ver o garoto parado à porta.

– Hee – ele murmurou, se aproximando da cama, as mãos hesitando em tocá-lo. – Eu fiquei tão preocupado.

HeeChul sorriu, percebendo que o outro não sabia direito como agir, pegou a mão dele com a sua livre, entrelaçando seus dedos.

– Você me odeia?

Depois que tudo aconteceu, que a polícia chegou ao seu apartamento, o corpo foi retirado na sua frente, ele gaguejando contara o que acontecera e pedira o detetive Park, mas enquanto ele era examinado no hospital, sua mente não saia do menino agora parado a sua frente. Tinha medo do que ele ia pensar de si, querendo ou não, ele matara um homem.

– Claro que não! – o loiro respondeu imediatamente, tocando o rosto do mais velho e fitando-o diretamente nos olhos. – Nem se eu quisesse muito eu seria capaz de te odiar.

O sorriso do outro aumentou, o coração falhando uma batida.

– Eu matei um homem, Taeminnie.

– Não me interessa, ele merecia morrer – rebateu sério. – Eu estou do seu lado, Hee, para sempre.

HeeChul sentiu um sentimento bom tomar conta de si, saber que tinha o outro ali para si tornava tudo melhor. Soltou sua mão e fez sinal para que ele sentasse perto de si na cama, e quando ele o fez, envolveu a cintura fina com o braço livre. Pensou em contar ao outro o que JungSu havia dito para irritá-lo tanto, mas achou que não precisava. Não queria que o menino soubesse que o falecido professor sempre o usara como ameaça, sabia que ele se sentiria culpado e não queria que isso acontecesse. Queria-o sorrindo livremente, sem nenhuma sombra de dor ou culpa em seus olhos.

– O Kyu me falou – o mais velho disse depois de algum tempo de silêncio –, que você gritou que era meu namorado para o policial.

O rosto do mais jovem corou profundamente. Murmurou uma maldição enquanto dirigia o olhar para tudo menos ao outro, que ria da reação tímida do menino.

– Seu namorado não merece ao menos um abraço?

O loiro o fitou com os olhos arregalados, as bochechas ainda mais coradas, mas ainda sim inclinou o corpo sobre o do outro, encostando o nariz no pescoço alvo. Sentiu a mão do outro, outrora em sua cintura, deslizar por suas costas. Tudo estava bem agora, eles tinham um ao outro e JungSu não existia mais. Nada poderia atrapalhá-los agora.

Estar ali abraçando TaeMin era como beber água após longos anos no deserto. HeeChul sentiu o perfume suave do menino em seus braços e sentiu-se, finalmente e pela primeira vez em muito tempo, livre.

SL

Choi MinKi assentiu agradecido, pegando o copo de água que Onew lhe oferecia. Eles, seus pais, JongHyun e o tio dele estavam na delegacia tentando entender o que aconteceria agora que HeeChul matara JungSu. O menino sabia que não era uma coisa legal ficar feliz pela morte de alguém, mas simplesmente não conseguia se controlar; assim que recebera a ligação o avisando pela manhã, um sorriso insistente estava em seu rosto.

– Você parece feliz.

JinKi comentou olhando para o menor carinhosamente. Ele realmente se apegara àquele menino mais do que jamais imaginaria.

– É estranho se sentir feliz pela morte de alguém – Ren disse baixinho encarando o copo em suas mãos –, mas eu simplesmente não consigo sentir nada além de felicidade e alívio.

– Não se culpe por isso – o mais velho tocou o pulso do outro delicadamente, somente para chamar sua atenção. – Depois de tudo que ele fez ninguém por te julgar por não sentir tristeza diante dos acontecimentos.

O loiro concordou, ele tinha razão. Mas logo o sorriso sumiu dos lábios dele, e o que fazer com os outros JungSus que existiam por aí? Quantos meninos tinham sofrido o mesmo que ele?

Nesse momento seu celular vibrou no bolso da calça jeans. Suspirou ao ver o nome “SungJong”. Tinham deixado o menino em casa no caminho para a delegacia, mesmo que ele tivesse insistido muito para ir junto, ele precisava passar em casa antes e falar com os próprios pais. Ren já sentia falta dele.

Eu já estou indo com os meus pais : )

Chu ♥

– Você fica fofo quando está corado – JinKi comentou pirracento e riu quando o mais novo atingiu um tom mais forte de vermelho. – SungJong?

– Como você sabe?

MinKi estava genuinamente surpreso, e o mais velho achou engraçado que ele ainda não tivesse notado, decidido a não se meter, somente deu de ombros.

– Chutei.

O loiro franziu a testa como se suspeitasse; seu rosto ainda com um tom rosado. Então ele decidiu ignorar, poderia pensar nisso depois, pois naquele momento o detetive Park passou pela porta da sala em que estavam, acompanhado de uma mulher. Todos os presentes se juntaram em frente a eles.

– Bom dia – ele cumprimentou rapidamente. – Essa é a senhorita Jung, advogada de defesa contratada pelos pais de HeeChul.

Ela se curvou educadamente. Após todos se apresentarem, ela pediu que um por um dos meninos fossem para a sala de interrogatório.

– De novo? – JongHyun questionou. – E por que ainda temos que depor se não estávamos lá quando HeeChul matou ele?

– Sim, de novo – ela sorriu pacientemente. – Eu não estava cuidado do caso antes, preciso que prestem depoimentos para mim agora. E sim, vocês ainda tem que depor, afinal, são amigos do acusado, conhecem o normal dele, sabem se ele por acaso já ameaçou fazer algo assim antes. Além disso, os casos anteriores de estupro da vítima prova a tendência violenta dele, justificando meu argumento de legítima defesa.

– Certo... Eu acho. – Jong coçou a cabeça parecendo confuso.

– Você acha? – JinKi olhou para o namorado com a testa franzida diante da evidente confusão dele.

– Eu me perdi no meio da explicação. Ela fala muito rápido e eu não estou acostumado com os termos e...

Onew gargalhou alto, enquanto os outros somente sorriam. A advogada chamou MinKi e ele foi com ela e o detetive. O menor deu uma cotovelada no namorado.

– Não ria.

O mais velho envolveu os ombros dele com o braço direito, o puxando para mais perto.

– Você é tão lento às vezes – ele comentou ainda rindo.

– Cala a boca!

Eles começaram uma pseudo briga, mas logo estavam somente rindo da situação e do quanto estavam sendo bobos. Pela primeira vez desde que começaram a namorar estavam realmente tranquilos, sabiam que ninguém ligaria falando que JungSu havia feito algo novo, todos os seus amigos estavam seguros, e isso fazia com que eles se sentissem leves.

SL

TaeMin estava no corredor do hospital. HeeChul precisava descansar já os remédios para os machucados causados pela briga com JungSu o deixavam sonolento. De longe, ele olhou para a porta do quarto, parado na frente dela estava aquele policial, o tal Kris. Ele virou para si como se sentisse o seu olhar. A expressão séria dizia que alguém ainda não tinha superado os gritos de antes. Sorriu divertido vendo outro bufar e voltar a olhar a parede à sua frente.

– Pare de provocar ele!

Sustou-se quando seu irmão se aproximou segurando um saco. KiBum tinha ido com sua mãe até em casa, enquanto ele se recusara a sair de lá.

– Eu não estou provocando – sorriu inocentemente.

– Você sabe que essa carinha não me engana, eu cresci com você – Key disse indiferente. – Ele pode te prender, você sabe.

– Nah, ele gosta demais de mim para me prender – viu que Kris os fitava novamente, e acenou enquanto piscava o olho esquerdo. Sentiu-se satisfeito ao vê-lo novamente bufar, e mais uma vez voltar a olhar a parede.

– TaeMin! – Apesar do tom de repreensão, o mais velho ria do menino. – Depois não quer ser tratado como criança...

– Uma criança não flertaria com o policial.

– Não flerte com o policial! – E então ele levantou o saco. – Trouxe comida para você, e para os meninos que estão aqui há muito tempo.

– Aqui tem comida, sabe.

– Comida de hospital não presta. Mas nós vamos comer no refeitório...

Ele se virou para sair, porém teve seu pulso puxado pelo menor. Agora o irmão mais novo o encarava sério.

– Hyung – ele começou receoso –, você se incomoda... Você sabe, eu e o HeeChul... Juntos.

– Você está me perguntando, Minnie? Logo eu que não te ouvi todas as vezes que você disse que era contra o meu relacionamento.

– Acontece que eu sou mais inteligente que você e ouço meu irmão.

A boca do maior caiu diante disso.

– Respeite o seu irmão mais velho!

– Mas é verdade – ele disse, rindo alto. – Mas, sério, você se incomoda, hyung?

– Eu quero você feliz, Minnie – ele se aproximou, beijando o irmão na testa. – Se ele te faz feliz, eu não tenho motivo algum para ser contra.

O mais novo sorriu, sentindo seu coração aquecer pelas palavras do outro. Queria ficar em paz com KiBum e parecia que agora finalmente teriam isso. Eles andando em direção ao refeitório, não sem antes o mais novo provocar mais uma vez o policial e ser repreendido pelo outro, que ainda assim ria, perdendo sua autoridade.

SL

Quando HeeChul abriu novamente os olhos, viu KyuHyun sentado distraidamente na poltrona ao lado da cama, com um notebook aberto em seu colo. Rolou os olhos, nem um pouco surpreendido.

– Kyu...

O menino levantou os olhos da tela após apertar uma tecla, que o mais velho suspeitava ser para pausar o jogo.

– Diga.

– Meus pais já falaram alguma coisa?

– Eles ligaram para o SiWon, estão a caminho já. Seu pai contratou a filha de um amigo para cuidar do caso.

Ele assentiu, mesmo que com essa ação sua cabeça latejasse.

– E onde está o TaeMin?

– Está almoçando com o irmão e o Siwon.

– Key está aqui? – perguntou surpreso. – Eu queria falar com ele.

KyuHyun colocou o computador portátil de lado, se aproximando da cama.

– Não acho que seja o momento para conversar sobre seu relacionamento com o TaeMin. Você tem que se recuperar e se preparar para o julgamento.

– Como você sabia? – resmungou, odiando admitir que o outro tinha razão.

– Eu te conheço muito, hyung. E todo mundo sabe como Key é protetor com aquele garoto. – Ele deu de ombros. – Está com fome?

– Um pouco – admitiu.

O mais novo sorriu, se prontificando a chamar uma enfermeira para trazer seu almoço. Estava na porta quando foi chamado pelo outro.

– Quando vai ser o enterro?

Ele perguntou com o rosto completamente vazio de qualquer expressão.

– Não sei, hyung. Posso perguntar ao detetive, acho que ele não tinha família...

Ele respondeu e saiu. HeeChul encostou na cama, suspirando cansado. Será que JungSu tinha alguma família? Alguém que iria se sentir triste por perdê-lo? E se ele tivesse sido tirado de alguém? Uma irmã, quem sabe uma mãe... Será que ele seria responsável por lágrimas de uma mãe? Ele sentiu o coração apertar, a culpa caindo sobre seus ombros. Mesmo que JungSu fosse detestável, será que ele tinha esse direito?


SL

KiBum observada seu irmão praticamente engolir a comida sem sequer mastigar, ele sempre comia como se tivesse passado anos morando na rua. SiWon tinha saído há uns cinco minutos dizendo que iria arrumar tudo para a chegada dos pais de HeeChul. Key descansou o queixo em uma das mãos, suspirando enquanto ainda observava TaeMin levar a comida à boca continuamente. Seus olhos foram tampados de repente, e ele sentiu o pânico tomando conta dele por segundos antes de ouvir uma voz familiarmente rouca chegar aos seus ouvidos.

– Adivinha quem é.

– MinHo, você consegue ficar ainda mais brega? – TaeMin reclamou, não importa o quanto amava os dois, essas demonstração de afeto o deixavam sem graça.

– Você que é chato, Minnie – o mais velho soltou o namorado, dando um beijo rápido nos lábios dele. – Oi.

– Oi.

O loiro mais novo viu o sorriso bobo que surgiu nos lábios do irmão e suspirou. Eles não se viam há mais de 10 horas, o que significava que agora iriam ficar se tratando como se tivessem se visto pela última vez em outra vida.

– Vocês estão bem?

A pergunta do mais alto poderia ser no plural, mas seus olhos estavam presos no garoto mais novo, que terminava de beber o suco que o irmão tinha levado para ele.

– Estou ótimo.

– Ele está namorando o HeeChul – Key contou, brincando com os dedos longos do outro distraidamente.

– Sério? – Choi franziu a testa.

– Sério. Aliás, eu vou vê-lo e deixar o Kyu livre para almoçar. Nos vemos depois.

Ele se levantou, saindo rapidamente para deixar o casal a sós. MinHo envolveu a cintura do mais novo o puxando para mais perto, a cadeira arrastou no chão, chamando a atenção de alguns médicos para eles.

– Droga – ele resmungou, e então colou os lábios aos do menino a sua frente. – Senti saudades.

– Eu também – ele deu um rápido selar no mais alto. – Pode soar egoísta, mas estou feliz que tudo isso acabou.

– Ainda tem o julgamento do HeeChul hyung – Choi lembrou.

– Sim, mas pelo menos meu irmão e os meninos estão seguros. E o HeeChul hyung não vai ser preso. Logo estaremos indo à escola novamente e todos terão paz.

– E você vai ficar trancado naquele escritório com aquele cara.

KiBum riu do tom ciumento do outro.

– ChanSung sunbae não tentaria nada que eu não quisesse.

MinHo se calou, abraçando o outro para cortar o assunto que ele mesmo levantara, afinal, ChanSung era um homem já, ele era mais velho, inteligente, muito bonito, uma figura inspiradora. Claro que ele tinha medo de que Key visse todas essas qualidades e o trocasse pelo outro. A chegada de KyuHyun os distraiu completamente desses pensamentos indesejáveis.

SL

JongHyun sorriu olhando para o tio que estava falando com Minki, e o menino parecia realmente distraído pelo mais velho. Quando SungJong entrou para depor, Ren parecia completamente perdido. Estava feliz que seu tio estivesse ali. Era estranho se sentir assim em relação a alguém da sua família, aquilo era completamente novo, mas estava se acostumando à presença do outro rapidamente. Pela primeira vez na vida, tinha alguém do seu mesmo sangue que se importava consigo.

– Uma moeda pelos seus pensamentos.

JinKi se aproximou, sussurrando no ouvido do namorado que pulou de susto.

– Meus pensamentos são mais caros que uma moeda.

O mais velho riu, abraçando o outro por trás e beijando-o perto de sua orelha.

– Pelo menos era em mim que estava pensando?

– Não.

– Sinto-me traído – ele brincou. – Logo você vai ser chamado.

– Como foi lá? – Ele de virou para poder encará-lo. – Te pressionaram?

– Foi mais tranquilo que da primeira vez – respondeu sério. – Acho que é porque ele não está mais vivo.

JongHyun assentiu, e não resistiu em puxar o rosto afável para si. Eles se beijaram um pouco, se soltando em seguida, pois estavam em uma delegacia, ali não era lugar para isso.

– Você gosta do meu tio?

– Gosto. Ele é divertido – comentou dando um sorriso ao ver a cara emburrada do outro. – Ele te faz bem.

– Eu acho que vou sentir saudades quando ele voltar para a China.

Onew observou a expressão triste do namorado, sabia que para ele ter uma família era completamente novo e especial, percebia que o menino estava gostando dessa sensação. Queria JongHyun feliz, não importa se para isso tivesse que ficar longe do outro.

– Talvez – ele começou receoso –, você devesse ir com ele.

SL


Notas finais
[Sweet ainda aqui]Sem muito o que falar hoje ~ espero que tenham gostado ^^
Reviews são ♥ ♥
Alias, perdão a gente meio que se perdeu para responder os reviews T.T mas lemos todos, eu juro.
Até minha próxima semana ^^