Secret Love

29 Não importa o que aconteça


Notas iniciais
[Sweet aqui] EAA OIII ^^ tudo bem? Well, aqui está mais um cap fresquinho.
Antes de falar qualquer coisa quero agradecer MUITO aos lindos MatheusMelo e ChanChan pelas recomendações ♥ Eu e a unnie ficamos muito emocionadas e felizes, vocês são lindos e dyvos ♥
Boa leitura e espero que gostem ^^
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[Jay invadindo] Gente, seus lindos, MUITO obrigada! Matheus, seu dyvo! ChanChan, sua linda! Venham aqui, me deixem abraçar vocês! /agarra
Obrigada de verdade. Obrigada por gostarem tanto de Secret Love e pelo carinho dado. A Sweet e eu tivemos um surto de emoção. Nós não imaginávamos que essa fic ia agradar tanto, e olha quanto amor ela recebe!! Nossos leitores são lindos! ♥ Todos! Até mesmo você, leitor fantasma XD Saber que vocês leem e gostam tanto nos deixa muito felizes! /abraçatodomundo
Mais uma vez, obrigada.

Secret Love

Capítulo 29 – Não importa o que aconteça


Assim que KiBum abriu a porta e viu Choi MinHo parado ali, sorrindo para ele, uma sensação boa percorreu seu corpo. O mais alto se aproximou, dando um suave beijo em seus lábios.

– Você parecia preocupado no telefone. — O menor assentiu, dando espaço para o namorado entrar em sua casa. – Sua mãe está em casa?

– Não. Eu estou preocupado... Eu sou tão burro.

Key sentou-se no sofá. Não entendendo a situação, MinHo sentou-se ao seu lado, passando um dos braços por seu ombro.

– Você não é – ele balançou um pouco o corpo menor. – O que aconteceu?

– Depois que o Jong veio falar com a gente, o ChanSung sunbae também veio falar comigo sobre o Tae e... Parece que aconteceu uma coisa realmente séria com ele. – Ele suspirou irritado, apoiando os cotovelos nas coxas e escondendo o rosto entre as mãos. – Eu sou tão estúpido!

– Você não é – repetiu, acariciando as costas do outro, tentando lhe passar conforto e apoio. – O que vocês acham que pode ter acontecido?

O menino mais baixo tentou explicar para MinHo exatamente o que ele e ChanSung haviam conversado, mesmo que suas palavras fossem constantemente interrompidas por soluços e maldições. Ao final o mais alto estava boquiaberto, vendo o menor liberar as lágrimas de vez.

– Mas... Como alguém poderia ter feito algo assim com ele dentro da escola e ninguém ver ou ouvir? – O moreno ponderou, segurando o outro pelos ombros e o virando em direção a si. – E porque o JongHyun ajudaria ele? TaeMin sempre o odiou e esse sentimento sempre foi recíproco, pelo que me lembro. Como, de repente, os dois estariam escondendo um segredo desse tamanho?

– Eu não sei – ele respondeu. – Eu não sei mais nada, Min. Eu... Eu não posso acreditar que isso está acontecendo com o meu irmão e eu não percebi. O quão desleixado eu posso ser?

– Oh, baby, pare com isso — disse envolvendo o outro em seus braços –, primeiro nós não tempos certeza do que realmente aconteceu, então não se preocupe antes. – O loiro ia protestar, mas foi calado pelo maior. — E você não tinha como adivinhar. Se isso tudo for mesmo verdade, TaeMin fez um ótimo trabalho mentindo para todo mundo, ele não queria que você descobrisse.

– Eu fui tão egoísta...

– Key, eu sei o quanto você ama o seu irmão, mas você não pode só pensar nele o tempo todo. Você é um irmão incrível, a prova disso é que o Minnie te ama tanto que não quer te ver sofrer por causa dele. – Ele acariciou os cabelos loiros, o apertando mais forte em seus braços. – Você precisa de acalmar. Você precisa ficar calmo para ajudá-lo.

– Você tem razão — o loiro respondeu –, eu preciso passar força para ele.

– Exatamente, baby. Agora tente se acalmar.

Eles ficaram somente abraçados por alguns minutos, usando um ao outro como apoio, ambos pensando em como lidariam com a situação.

– Você vai falar com ele – Key falou de repente.

MinHo se afastou um pouco do menor.

– Ele não quer nem olhar na minha cara.

– Mas se for eu, ele não vai falar. Faça as pazes com ele e pergunte.

– Mas eu...

Ele foi interrompido pelos lábios do outro, somente um encostar de lábios.

– Eu dependo de você, Min – KiBum disse levando as mãos até o rosto do outro. — Fale com ele, por favor. Eu sei que você está preocupado também, você o ama também, faça isso, por favor.

O moreno suspirou olhando para os olhos do outro, jamais conseguiria dizer não àqueles olhos. Para ele seria muito mais fácil para TaeMin falar com o irmão, mas se o outro queria assim, ele o faria.

Ele faria qualquer coisa por KiBum.

– Tudo bem, eu falo com ele, só não sei se ele vai querer falar comigo.

– Ele vai. Muito obrigado, Min – ele se aproximou dando outro beijo rápido –, baby.

Choi riu um pouco, mesmo que ainda tivesse abalado com o que poderia ter acontecido ao seu melhor amigo, a presença do outro o deixava tranquilo, olhar em seus olhos o acalmava e saber que poderia tocá-lo, beijá-lo quando quisesse aquecia seu coração. Silenciosamente esperou que causasse o mesmo efeito no outro.

Key beijou novamente o mais alto, envolvendo o pescoço dele com seus braços, era sua forma de dizer que o outro o fazia bem de uma forma inimaginável. O som da porta abrindo fez com que eles se separassem. Ambos encararam a porta, vendo TaeMin olhando para o casal com os olhos arregalados.

– Minnie – Key disse –, oi.

O menino inclinou a cabeça olhando para o irmão mais velho, confuso. Ele tinha o rosto levemente corado por estar beijando MinHo, mas seus olhos tinha uma carga de tristeza muito grande.

Seu irmão estava beijando MinHo? Quando isso aconteceu? TaeMin se perguntou, passando por eles murmurando um oi e subiu até seu quarto. De certa forma, isso o deixou feliz. Se tinha alguém que seria bom para Key, MinHo poderia ser essa pessoa.


SL

JongHyun ligou o carro e sem pensar duas vezes, o mais discretamente que conseguia, passou a seguir o carro de seu professor. Sentado no banco do carona, Onew se mexeu desconfortável, afinal, o que estava acontecendo?

– Você está seguindo eles? – Perguntou incrédulo. – JongHyun você não pode simplesmente seguir o nosso professor!

– Fora da escola ele não é nosso professor – respondeu prestando atenção para não perder o carro de vista. – Eu não posso deixar ele fazer de novo.

– Fazer o quê?

– Não posso dizer – o menor pegou o celular e atirou para o outro. — Por favor, mande uma mensagem para o HeeChul. Diga que JungSu está saindo com o Ren!

– Porque você chama o LeeTeuk sunsaengnim de JungSu? – Ele começou a digitar rapidamente. — Os boatos estão certos?

– Não sei desses boatos.

JongHyun desviou do assunto, segurando o volante com força. Não importa o quanto gostava do outro, não poderia contar o segredo dos amigos para ele. Porque era segredos dos outros e não seus.

– Você está mentindo! – Onew disse, parecendo irritado. – E não tem “HeeChul” na sua agenda.

– Procura por “Chulla”.

– Por que tem um coração ao lado do nome dele? – JinKi perguntou alguns minutos depois, dessa vez definitivamente irritado.

– Sei lá, foi ele quem colocou o nome aí.

– Por que ele colocaria um coração do lado?

– Porque é o HeeChul?! – JongHyun levantou uma sobrancelha. – Tanto faz se tem coração ou não.

– Claro que importa! Você cheio de segredinhos com ele e agora eu vejo um coração aqui?!

O mais novo sorriu diante do tom ciumento do outro. De certa forma, era gratificante vê-lo assim. KiBum não sentia muito ciúmes, na verdade, ele raramente demonstrava, e na maioria das vezes era só JongHyun que se irritava. O carro da frente parou em um sinal vermelho, como consequência ele parou também, então ele aproveitou para se inclinar para o mais velho, selando seus lábios suavemente.


SL

MinHo bateu na porta de TaeMin hesitantemente. Sentia que estava no lugar errado, e que o outro ia expulsá-lo de lá pela janela.

– ENTRA!

Obedeceu ainda receoso, com passos curtos entrou no aposento. O menino estava sentado na cama, com uma blusa grande demais para ele, e uns shorts de pijama. Ele parecia tão mais jovem do que o que realmente era. Ele simplesmente olhou para o mais alto, e então voltou a fitar seu caderno.

– Diga logo.

Sentindo-se desconfortável, Choi só ficou em silêncio um pouco, observou o quarto, já havia estado ali várias vezes, e já o sabia de cabeça.

– Veio aqui admirar a decoração do meu quarto?

– Seu irmão pediu que eu viesse falar com você – ele começou, ignorando quando o outro perguntou “por que ele mesmo não veio?” e continuou –, mas antes eu queria pedir desculpas por ser tão rude com você.

TaeMin colocou o caderno de lado, sentando-se virado para o mais velho, finalmente dando-lhe sua total e completa atenção.

– Eu fui muito rude também.

– E mentiu. – O moreno se aproximou da cama, sentando-se ao lado do outro. — Nós sabemos que você mentiu.

– Eu não...

– JongHyun contou. – Uma expressão surpresa tomou conta do rosto bonito de TaeMin. — Minnie, você precisa nos contar a verdade. Sabemos que uma coisa séria aconteceu.

– Sabemos?

– Seu irmão está preocupado com você.

O menor sentiu a culpa tomar conta de si, não queria Key preocupado com ele. Não queria ser o responsável pela sombra de tristeza em seus olhos.

– Você precisa saber, Minnie – MinHo continuou –, que vamos te apoiar não importa o que aconteça.

– Eu não o quero preocupado...

– Não saber é pior – o moreno disse se aproximando do menor, tocando seu cabelo delicadamente. – Nós queremos te ajudar, mas para isso precisamos saber o que aconteceu.

TaeMin assentiu, percebendo agora que do jeito que havia feito, KiBum deveria estar morrendo só imaginando mil coisas que poderiam ter acontecido com ele. Hesitou um pouco e então olhou o chão, não querendo ver as reações do outro.

– JungSu sunsaengnim... Ele... – suspirou sem saber como começar. – Ele disse que estava confuso. Ele me levou para aquela sala, e eu realmente não sabia o que ia acontecer.

– Minnie...

– Eu não sabia o que ia acontecer – ele disse desesperado — de repente ele estava em cima de mim, e não adiantava gritar. Eu gritei! Eu bati! Mas então ele estava em mim e eu... Não tinha como fugir.

MinHo envolveu os braços no menino menor, prendendo-o ali, sentindo poucas lágrimas molharem sua camisa.

– Isso é tão vergonhoso – ele sussurrou. – Como eu posso contar algo assim para meu irmão?

– Precisamos contar – MinHo disse. — Ele não vai julgar você. Key vai estar ao seu lado, nós sabemos disso.


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KiBum acolheu o irmão em um abraço protetor, sentindo o menino agarrá-lo como se sua vida dependesse disso. Ele acariciou os cabelos macios dizendo que tudo ia ficar bem, e que ele estava ali, para sempre, que nada mudaria aquilo, não importa o que aconteça.


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O carro de LeeTeuk parou em um restaurante italiano que ficava a poucas quadras da escola. JongHyun estacionou perto e logo em seguida saiu puxando Onew até a porta.

– Jong, aqui é caro.

– Não importa. – Eles entraram e foram imediatamente direcionados a uma mesa que, por sorte, era relativamente perto da do outro casal. – Nós não pagaremos a conta.

– Como assim? O que...? — JinKi parou quando viu o menor pegar o celular e digitar rapidamente. – Vai mandar mensagem pro HeeChul?

Ele segurou o cardápio com força demasiada, escondendo seu rosto atrás dele. Não estava acostumado a sentir ciúmes, mesmo quando KiBum chegava perto de MinHo, era um sentimento diferente. Sentiu o rosto corar ao lembrar-se do que acontecera no carro, tivera uma crise ridícula de ciúmes, e estava tendo outra ali por causa da mesma pessoa.

Será que JongHyun o beijaria naquele lugar como fizera no carro?

– Eles estão vindo – Jong avisou, pegando o cardápio também e lançando um sorriso ao outro.


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Choi MinKi abaixou o olhar, analisando a toalha de mesa com atenção demasiada. Ele mantinha, como sempre, seu rosto imparcial, mas seu interior estava uma loucura. Sentia uma confusão profunda, pois teoricamente ele não deveria estar ali. Quem aceitaria sair com seu professor? A maioria dos alunos queria se ver livre deles sempre que estivessem fora da sala. Mas ele não.

– Então, – o mais velho começou, com um sorriso amigável, interrompendo seus pensamentos — tudo bem?

O loiro assentiu, não confiando na própria voz. Queria perguntar como ele estava, mas sentia que estava travado.

– Bom. Por que estava na escola até tão tarde? Não me diga que faz parte do grupo de esportes.

Ele negou.

– Eu faço parte do grupo de música – a voz saiu baixa e hesitante.

– Ah, sim – o professor parecia satisfeito. — Pensei que ele houvesse mudado de dia.

– Ele mudou. Mas eu tinha que resolver alguns problemas com o supervisor.

– Entendo. Então, eu vi você conversando com TaeMin outro dia... — JungSu começou, dando uma pequena pausa em sua fala. – Vocês são amigos?

O maior viu o loiro abrir e fechar os lábios uma vez, parecendo confuso. Tinha que tomar cuidado, não sabia exatamente o que o mais novo sabia, mas não deveria ser muito, caso contrário, ele não estaria sentado ali agora. O garoto mordeu os lábios inconscientemente e LeeTeuk teve um impulso de agarrá-lo ali, mas eles estavam em público.

MinKi pensou em imediatamente gritar “não”, mas parou. Provavelmente só estava sentado ali porque o colega havia ido falar consigo.

– Só nos falamos naquela vez – disse, optando pela sinceridade –, mas ele parece legal.

– Ele é – o outro confirmou. — O que ele falou com você?

– Ele perguntou sobre você – respondeu hesitante. — Ele queria saber se a gente se falava.

– E o que você respondeu?

MinKi corou, abaixando o olhar novamente.

– Que não era da conta dele.

O mais velho riu, satisfeito com a resposta. Logo eles foram servidos e o assunto mudou para coisas banais, que não envolviam a escola.


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TaeMin sorriu, sentindo os dedos longos do irmão brincarem com seus cabelos.

– Está crescendo – Key comentou. – Vai deixar?

Eles estavam somente deitados ali há algum tempo. MinHo havia ido embora para dá-los um tempo só deles, algo como um momento de irmãos e TaeMin apreciou isso. Esconder o que havia acontecido do mais velho tinha os afastado um pouco, agora eles não tinha mais segredos. Ou quase não tinham segredos, afinal, as fotos do caderno azul ainda estavam em seu celular e KiBum não sabia disso.

– Talvez – ele afundou o rosto no peito do outro. – Você gostava.

– Você também.

Era bom saber que podia falar com ele sem necessariamente falar do que havia acontecido. Claro, eles tinham conversado sobre aquilo, e KiBum havia deixado claro que era contra não denunciar, mas respeitava sua escolha. Convenientemente, TaeMin escondeu o que HeeChul estava fazendo, tinha vergonha de deixar o mais velho fazer isso e ainda assim não querer contar. E não queria seu irmão achando que era um monstro.

– Você e MinHo... Nossa mãe vai ficar feliz.

– Ela vai ficar feliz em saber que eu troquei de namorado três vezes em um ano?

– Onew não era seu namorado.

– Pior ainda – ele respondeu amargo –, mas eu não podia fechar meus olhos diante de MinHo.

– De novo! – O menor completou. – Você sempre faz isso, ignora as pessoas que gostam de você e podem te dar uma vida maravilhosa, e vai para o JongHyun! – completou em tom acusatório, fazendo o mais velho rir.

– Eu não estou com o JongHyun agora.

– Se você voltasse com ele, eu te batia.

– Você não pode bater no seu hyung!

– Não me interessa, eu ia bater da mesma forma – ele resmungou. – Mas com o Min pode.

– “Pode”? Você está me dando permissão? – Key estava claramente se divertindo com aquilo. TaeMin sempre tomou conta dele como se fosse o mais velho, mas também, ele fazia muito mais burradas que o mais novo.

– Claro! Se você tivesse me ouvido com o Jong...

– Entendi! – o mais velho cortou a fala dele. – Não precisa vir com o “eu te disse” e suas variantes.

– Mas o Min – Tae se virou, apoiando a cabeça nas mãos, que estavam sobre o estômago do outro –, ele é fofo.

– Ele é mesmo. – Era uma situação diferente, nunca antes seu irmão havia gostado de seu namorado. – Eu achei que ele gostasse de você.

O mais novo fez um som de estalo com a língua, mostrando sua descrença.

– Acho que era mais fácil ele gostar de uma árvore do que de mim. – KiBum riu – Mas é verdade! Ele já te contou?

– Contou o quê?

– Sobre... Você sabe... O motivo de o HeeChul hyung chamar ele de princesa.

– O HeeChul hyung chama ele de princesa?

Chocado, TaeMin sentou-se na cama, com uma expressão risonha.

– O MinHo é virgem!

Os olhos do mais velho se arregalaram.

– Impossível!

Os dois começaram a conversar sobre a (falta de) vida sexual de MinHo, entre risadas e brincadeiras. Nada mudaria. A vida não pararia. Eles sempre teriam um ao outro e aqueles momentos únicos de irmãos.


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– E nada aconteceu no restaurante? – SiWon perguntou irritado. – Nada além de eu ter que pagar o jantar de vocês, claro.

HeeChul, SiWon, JongHyun e Onew estavam no carro do menor, que seguia novamente o carro de JungSu.

– Nem foi tão caro – Jong rebateu. – E eles só conversaram.

– Sem toques? – Chulla perguntou, os olhos presos na movimentação no carro da frente.

– Sem toques – Onew confirmou. – E sendo assim, a gente deveria ter deixado eles em paz, não?

– NÃO! – os três gritaram em resposta, o carro parando na esquina, dando uma visão privilegiada do carro do professor, parado em frente a um prédio. Professor e aluno, os dois saíram dele.

– É aqui que o LeeTeuk sunsaengnim mora?

– Não – HeeChul respondeu mecanicamente –, ele mora do outro lado da cidade, em uma casa.

Todos se olharam tentando saber como ele sabia disso. Até mesmo SiWon e JongHyun que estavam mais informados que JinKi não sabiam essa parte da história.


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– Foi bom passar a noite com você – JungSu sorriu. — Eu sou um homem solteiro, costumo jantar sozinho quase sempre.

MinKi assentiu, dando um sorriso forçado e nervoso. Não costumava sorrir, mas não queria parecer indiferente ao outro. Aquilo era tão errado, ele se repreendeu mentalmente, afinal, aquele homem a sua frente era seu professor.

– Então, nos vemos amanhã, na escola.

LeeTeuk se virou para sair, mas sentiu seu pulso ser segurado pelo mais jovem.

– Sunsaengnim, eu...

O mais velho observou o menino, o rosto tinha um leve rubor, os lábios bonitos estavam tensos. Se virou prestando bastante atenção no mais novo.

– Eu sei que é errado, mas eu... Eu penso no senhor de uma forma diferente dos outros alunos. Eu... Talvez eu devesse mudar de escola, me desculpe.

JungSu sentiu-se confuso. Isso era novo, um de seus lindos alvos estava se confessando? Ele sorriu malicioso quando o menino se preparou para entrar no prédio.

– Ren, eu estou confuso também.

Disse vendo-o olhar para si novamente, com a mesma falta de expressão de sempre, diferenciando apenas pelo tom rosado de seu rosto.

– Eu não deveria sentir isso por alguém tão novo, mas é impossível controlar. Você me deixa confuso. Eu quero tocar você, mas sinto que não posso.

– Você pode.

Sem pensar que os dois estavam no meio da rua, o garoto de aproximou do mais velho, tocando seus lábios juntos.

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– ISSO É UM FLAGRANTE! – HeeChul gritou, jogando o celular em Onew — POLÍCIA!

– Mas eu...

– LIGA PARA A POLÍCIA!

A confusão começou no carro, e enquanto Onew tentava lembrar o número de emergência, HeeChul e Siwon discutiam se deviam ir e interromper.

– GENTE – JongHyun berrou, chamando a atenção de todo mundo e puxando o celular de JinKi – não é um flagrante!

– O quê?

– Ele quer. – Todos viraram em direção ao casal do outro lado da rua. – Ren quer beijar ele.

Todos viram os dois se beijando, as mãos do garoto puxavam o mais velho para mais perto, claramente correspondendo ao beijo.

– Mas ele é menor – Chulla pegou novamente o celular – isso é o bastante.

– Não é mais.

LeeTeuk soltou o mais novo. Eles falaram algo e então o professor entrou em seu carro, indo embora. E agora eles voltavam ao ponto inicial, tendo novamente nada.

SL


Notas finais
[Sweet ainda aqui] Reviews são ♥ /fogeparaascolinas
[Jay aqui também] Reviews são muito, MUITO ♥ /fogejunto