Secret Love
33 Juntos
Notas iniciais
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Eu quero muito agradecer o GMonster e a Maru pelas recomendações, muito obrigada de verdade *-----------* eu acabei de ver e estou ainda no surto aqui, tipo, eu não estou acreditando ainda, muito obrigada de verdade ♥ Eu fico muito feliz em saber que vocês gostam tanto da SL, porque eu e a unnie nos esforçamos ao máximo para dar o melhor a vocês, esse retorno me deixa muito feliz. MUITO obrigada de verdade ♥
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Esse cap foi revisado por mim, pois eu não quis que a Jay unnie se esforçasse muito por causa do pulso dolorido [segundo ela, está melhor], então me desculpa qualquer erro. Espero que gostem desse cap e boa leitura ♥
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[JayJay invadindo e digitando com uma mão xD]Gee baby, Maru lindona venham aqui pra eu esmagar vocês! *-* Seus fofos, muito obrigada pelas recomendações ♥ Sintam-se devidamente espremidos e quase sufocados (sim, eu abraço desse jeito quando estou feliz).
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Boa litura a todos :3
Secret Love
Capítulo 33 – Juntos
Kim JongHyun tomou um pequeno susto quando ouviu a voz bonita e conhecida chamar seu nome, ele se virou para ver KiBum andando em sua direção. Estava se encaminhando a saída da escola, mas esperou que ele se aproximasse.
– Cadê aquele armário ambulante que você chama de namorado?
Ele perguntou e embora as palavras fossem ofensivas, o seu tom divertido tinha um leve toque de preocupação. O julgamento estava muito próximo e cada vez mais os meninos iam sentindo a pressão aumentar, na noite anterior, após uma crise nervosa, HeeChul havia ido parar no hospital, e todos estavam esperando para ver quem seria o próximo.
– MinHo está com TaeMin, eles estão passando a tarde com HeeChul, para fazê-lo esquecer a respeito, sei que após falarem com o Detetive Park, o Siwon hyung e o KyuHyun hyung vão para lá também.
– Queria ir também, mas você sabe, hoje JinKi vai ter que ir lá.
– Sim, eu sei – o loiro assentiu para reforçar que entendia – mas você também me preocupa.
– Eu não vou ter um ataque nervoso – ele falou imediatamente.
– Sei que não. Mas ambos sabemos que você ainda é menor de idade, Jong, precisa de permissão para depor.
Ele mirou os olhos felinos sabendo o que o rapaz queria dizer. Key era um dos pouco que sabia sobre seu relacionamento com seus pais e toda a história de sua família, mas mesmo assim ficava surpreso com o interesse do outro, mesmo que passassem tempo juntos por causa de seus amigos em comum, eles, só os dois, nunca mais haviam trocado mais que duas palavras. Sabia que ele e seu namorado, JinKi, eram muito amigos, os melhores, porém sentia receio de se aproximar do mais novo por causa de tudo que haviam passado juntos. Toda a dor que ele tinha causado ao outro, como seu pai havia feito com a sua mãe, e percebendo isso agora, sentiu um leve aperto no coração.
– Eu pedi.
– Você simplesmente ligou para seu tio e pediu?
– Eu mandei um e-mail. Junto com as minhas notas –ele comentou amargurado- não sei para que ele ainda quer ver isso, não olha na minha cara desde que ela foi embora.
O menino mais alto suspirou, sabia como viver quase que completamente sem vínculos com o tio, a única família que tinha, machucava o outro. KiBum ainda lembrava de quando o mais velho havia lhe contado como a sua mãe havia decidido ir embora, seu corpo fora encontrado dentro do banheiro do quarto do casal, e como logo depois seu pai saíra sem rumo pelo mundo. Sua guarda havia ido para o tio, irmão da sua mãe, como ele havia recusado se mudar para a China, onde ele morava, o senhor apenas pagava suas contas e observava de longe. Vez ou outra mandava alguém de confiança visitá-lo, para conferir com seus próprios olhos se ele realmente estava bem. O loiro lembrava-se de abraçá-lo com força enquanto sentia as lagrimas caírem em seus ombros, aquele havia sido um dos poucos momentos que seu então namorado tinha se aberto tão completamente para si. Depois eles não falaram mais no assunto.
Não até aquele momento, pelo menos.
– Deve ser doloroso para ele vê-lo – ele tentou– você o lembra a irmã mais nova que ele amava muito.
– Não justifica.
– Mas ameniza.
O menor desviou o olhar, sentindo seu peito apertar. Eles não falaram nada, ambos sabiam o que eles precisavam, por isso sentaram-se em um banco que havia ali perto e simplesmente se abraçaram. E ficaram assim por horas, aproveitando o calor um do outro naquele dia frio. Em dado momento, o mais novo poderia talvez ter sentido algo molhar de leve o seu ombro, mas falar sobre isso era desnecessário.
– Obrigado –o mais velho murmurou- eu não esperava...
– Jong – ele levantou o rosto do outro para que o olhasse nos olhos – eu vou te amar para sempre.
Mesmo contra sua vontade, ele sentiu-se corar diante das palavras do mais novo.
– Não como antes, esse espaço no meu coração agora é do MinHo, e o seu é do JinKi hyung, mas você sempre será especial para mim. Uma parte importante da minha vida que eu não posso apagar, mesmo que tenha sido difícil, você me deu momentos ótimos. E eu vou sempre me preocupar com você.
– Eu te amo — JongHyun sorriu carinhoso.
Eles se abraçaram novamente, sabendo que cada um tinha no outro um amigo, um daqueles que ficam entre os melhores.
SL
Lee JinKi encarou a si mesmo no espelho do elevador de luxo. Não esperava ter que voltar naquele prédio tão cedo. Sentia o estomago revirar só de pensar em colocar os olhos novamente naquele homem que a lei dizia ser seu pai.
Chegou ao corredor sentindo-se já esgotado, só todos os pensamentos que ele havia tido a caminho dali o haviam cansado. Só queria pegar sua autorização para depor e então sair daquele prédio para sempre.
Parou em frente à secretária, que sorriu parecendo surpresa.
– Senhor Lee, quanto tempo!
– É, muito tempo. Posso entrar?
– Um instante, por favor.
Ela pegou o telefone, discando o ramal da sala ao lado e então batucou suas unhas pintadas de vermelho na mesa de vidro, enquanto ainda olhava para ele com um sorriso congelado no rosto. Ouviu a breve conversa pelo telefone, mas não absorveu as palavras, os olhos presos na porta de vidro que o separava dele.
– Pode entrar.
Ele se curvou de leve e fez o seu caminho. Ele segurou a maçaneta por alguns minutos, se sentia como uma criança prestes a enfrentar o diretor da escola por ter pintado o muro da escola com tina guache. Desejou que JongHyun estivesse ali para segurar sua mão, para poder olhar naqueles olhos que ele tanto amava e encontrar a força que precisava. Sabendo que não podia ficar simplesmente parado ali por mais tempo, abriu a porta e entrou sem bater.
No centro do escritório estava o senhor de aparentemente quarenta anos, muito bem vestido, o rosto lembrava muito o do próprio JinKi.
– Admito que fiquei receoso quando recebi seu e-mail – ele disse sem levantar a cabeça de seja lá o que ele estivesse fazendo – como assim depor?
– Eu expliquei tudo no e-mail.
– E você quer que eu acredite em toda aquela baboseira? – Agora ele olhou para o filho sério- você estava drogado quando escreveu aquilo?
– Eu não uso mais.
O mais velho recostou-se na cadeira, um sorriso quase irônico brincando em seus lábios.
– Ah, não? E o que causou essa mudança assim de repente?
– Você não estar mais na minha vida.
Respondeu em um surto de coragem e se arrependeu assim que viu a expressão séria voltar ao rosto do outro.
– Sua mãe quer saber com quem você está vivendo.
– MinHo.
– Interessante. Soube que está namorando...
Comentou, vendo a postura do filho mudar imediatamente.
– Como sabe disso?
– Tenho minhas fontes – ele deixou o ar escapar de sua boca ruidosamente – Kim JongHyun, 17 anos, mora sozinho, a guarda está nas mãos de um tio que mora na China. Um mini delinquente que até passagem pela policia tem.
– Não fale dele como se o conhecesse.
– Quem você pensa que é para jogar o nome da nossa família na lama assim, hein, JinKi? – Ele apoiou os cotovelos na mesa, parecendo finalmente irritado – que merda você pensa que está fazendo? Além de sair por ai dando a bunda, tem que escolher o pior cara do mundo para fazer isso? Eu exijo que você termine com aquele garoto agora antes que essa noticia espalhe e você fique com uma fama ainda pior que a de drogado que você já tem. Como você espera assumir as empresas assim?
Onew encarou o outro boquiaberto por o tempo e então foi a sua vez de sorrir ironicamente.
– Quem você pensa que é para me dar ordens assim?
– Eu sou seu pai!
– Que merda de pai é você que quando seu filho entra em coma simplesmente some sem querer saber de nada? Você –ele apontou o dedo de forma acusatória – me largou naquela cama para morrer e se não fosse MinHo eu teria! Se não fosse ele, o namorado dele, e o menino que você chamou de delinquente eu teria saído daquele hospital para as ruas e teria me drogado até morrer! E VOCÊ NÃO LIGA! – Ele gritou exasperado – você não está nem ai para mim, o que te importa é a sua posição social e as merdas das empresas.
– Como você ousa dizer que lhe deixei desamparado? Eu paguei todas as contas do hospital, continuei pagando sua escola...
–TUDO PARA VOCÊ É DINHEIRO, MEU DEUS! E DAÍ QUE VOCÊ PAGOU TUDO? NÃO FOI VOCÊ QUE ESTAVA LÁ QUANDO EU ACORDEI! NÃO FOI VOCÊ QUEM CORREU ATRÁS DE MIM! NÃO FOI EM VOCÊ QUE EU PENSEI QUANDO SEGUREI AS ERVAS NA MÃO E NÃO USEI PELA PRIMEIRA VEZ! EU NÃO LIGO PARA A SUA MERDA DE DINHEIRO, EU QUERO QUE VOCÊ PEGUE ELE TODO E ENFIE NO-
– OLHA COMO VOCÊ FALA COM O SEU PAI!
– FODA-SE ISSO TAMBÉM! VOCÊ NÃO É MEU PAI HÁ MUITO TEMPO!
Os dois se encaravam ofegantes por causa dos gritos, JinKi apontava para o mais velho, segurando a vontade que sentia de empurrá-lo contra a enorme janela de vidro e vê-lo cair do alto dos vintes andares e cair no meio da pista.
– Não conte com a minha autorização para fazer parte dessa palhaçada – ele disse num tom mais baixo, porem ainda violento – e não conte mais comigo para parar suas contas.
– Espero que você e seu dinheiro explodam!
– Olha para você, um fedelho de 18 anos, que nem capacidade para passar direito na escola teve, se achando homem!
Onew não respondeu, somente se virou para sair, não sem antes olhar para o outro e dizer amargurado.
– Espero nunca mais ter que olhar na sua cara.
– Você precisa de mim.
– Foda-se.
E assim saiu do da sala, batendo a porta com força no processo, jurando a si mesmo que nunca mais colocaria os pés ali.
SL
HeeChul sorriu quando o menino mais novo quase o forçou a comer mais um pouco do almoço, a comida estava ótima, mas ele não tinha mais fome.
– Eu não aguento mais, Tae.
– Mas hyung...
– Nada de “mas hyung” – ele afinou a voz, querendo dizer que o outro falava assim. TaeMin bufou cruzando os braços – eu já comi o bastante.
– Mas o medico disse que você precisava se alimentar melhor.
– E eu estou obedecendo, só que se eu comer mais vou vomitar tudo.
Diante disso, o menino levou o prato para o próprio colo terminando de comer o que o outro havia deixado. TaeMin era magro por pura sorte, HeeChul decidiu observando o outro, ele comia mais que qualquer pessoa, chegava a ser inacreditável!
Como se adivinhando seus pensamentos, o menino murmurou algo sobre não ter comido direito antes, esticando as pernas na cama. Eles estavam deitados na confortável cama de casal do quarto do apartamento de HeeChul, que morava sozinho em Seul enquanto seus pais viviam no interior. Agradecia que eles não estivessem ali para ver tudo aquilo acontecendo, claro, quando mandara para eles por e-mail o pedido de autorização, eles se assustaram, porém ele fez questão de omitir a parte em que ele também era estuprado e com muito sacrifício conseguira fazer com que eles não viessem para a capital.
– Vou deixar colocar isso na cozinha.
TaeMin avisou quase pulando da cama, levando consigo a bandeja que trouxera antes. Ele sorriu para isso, mesmo sem querer, o outro parecia uma criança às vezes, o loiro possuía um jeito naturalmente fofo e infantil que fazia seu coração disparar.
SL
TaeMin andou por aquele corredor tentando não pensar nas vezes que o seu ex-professor havia ido ali para tocar e fazer muito mais coisas com o seu hyung. Seu. HeeChul era seu. Quando ele começara a ser tão possessivo com o mais velho?
Jogou os pratos na pia descuidadamente, ouviu uma risada suave vindo da sala e soube que era MinHo conversando com seu irmão no telefone, estavam nisso há quase uma hora agora. Aproximou-se da entrada da sala, procurando ouvir o que falavam, não se sentindo nem um pouco culpado por espionar o melhor amigo. Olhou para ver o garoto encostado na parede do canto da sala, olhando para os dedos que faziam desenhos aleatórios nela.
– Baby – ele ouviu claramente a voz rouca do outro e riu pelo apelido – você tem que parar de se preocupar, TaeMin não é mais uma criancinha –“isso! Continue assim e eu nunca mais te chamo de princesa” o loiro pensou ouvindo que falavam dele — eu sei que ele é seu irmão, mas ele já é bem velhinho. – Ele ouviu mais um pouco- eu me recuso a ficar no quarto, Key! Eu não vou ser o terceiro elemento ali! – Choi bufou quase irritado- se pelo menos você estivesse aqui... O que eu ia fazer? Você quer mesmo saber? – ele riu, o rosto corando denunciando os pensamentos do outro- Eu ia te beijar até você perder o ar.
– Eca! – Tae exclamou sem emitir som, se afastando logo depois, ainda pode ouvir mais algumas frases melosas do amigo e desejou que nunca tivesse parado ali.
Mesmo que fosse nojento imaginar seu melhor amigo e seu irmão mais velho em momentos íntimos (não que ele tivesse nunca tivesse visto os dois demonstrando carinho, afinal eles não desgrudavam, mas ainda assim eram beijos castos e leves), ele sentia inveja do que eles tinham. Ou do que JongHyun e Onew tinham. Ou até SiWon e KyuHyun. Eram relacionamentos lindos, qualquer um que olhasse para eles saberia que cada casal se ama mais que tudo no mundo. Era um tipo de companheirismo tão raro de encontrar, cada dupla se completava de maneira única e TaeMin queria ter alguém para si que fosse assim.
Não que ele ainda não tivesse achado quem o completava, ele pensou olhando a porta do quarto de HeeChul, ele só não sabia como dizer a ele.
SL
– O MinHo e o meu irmão estão quase fazendo sexo por telefone!
TaeMin disse assim que entrou no quarto de novo, seu tom indignado fez o mais velho rir.
– Nossa princesa não é mais a mesma...
– Essa princesa e meu irmão transam!
O loiro exclamou e depois sacudiu a cabeça como se não quisesse nem cogitar a Idea. HeeChul sorriu.
– Você é fofo, Tae.
– Eu não quero ser fofo –e automaticamente um bico se formou nos lábios rosados- isso parece tão infantil.
– Mas você é uma criança ainda.
– Não sou nada.
O mais velho riu, puxando-o para seus braços. Eles se abraçados na cama, os dedos longos passeando pelos fios loiros.
– Eu não sei se estou pronto para falar sobre isso com todo mundo.
Tae sussurrou, a voz abafada pelo peito do mais velho, ele apertou a roupa de seu hyung quando foi abraçado com mais força.
– Eu também me sinto assim. Mesmo que tenha acontecido há muito tempo, eu nunca contei a ninguém.
O menino se afastou, olhando-o com uma expressão é surpresa.
– Nem para o Siwon hyung? O Kyuhyun hyung?
– Ninguém. Só falei para o Detetive Park duas vezes. Uma no meu depoimento e outra treinando para o júri, mesmo assim não me sinto pronto.
– Talvez você precise desabafar, hyung – ele estendeu a mão, retirando a franja de cima de seus olhos – colocar isso para fora. Eu sei que você falou para o Detetive Park, mas é diferente. Eu só me senti melhor depois de falar para o Min e para o meu irmão.
Eles ficaram em silêncio por um tempo, HeeChul recostou na cama, o olhar preso no teto.
– Eu era muito novo, Tae. Eu já comentei contigo, eu era parecido com você. Eu era jovem e fofo, as pessoas sempre me pediam aegyo e mesmo que eu já fosse um adolescente, eles sorriam e apertavam minhas bochechas sempre dizendo que eu parecia tão lindo, que eu era mais lindo que uma menina e que isso era tão incrível. Aposto que você ouve o mesmo.
– Sim – o mais novo rebateu imediatamente – e MinKi também.
– Eu sei. Pessoas como nós atraem olhares mesmo sem fazer nada. No meu primeiro ano aqui, eu era uma criança morando sozinha. Era meu primeiro ano em Seul e eu vim com um garoto mais velho que eu, ele ia para a universidade, eu havia implorado tanto para meus pais me deixarem vir. Minha família é rica, então dinheiro não era um problema, mas eles não queriam me deixar vir sozinho. Quando KangIn veio, foi a minha chance, ele disse que eu poderia vir e dividiríamos o apartamento. Perfeito. E eu ia estudar em Seul, um lugar muito mais cheio de oportunidades que o interior.
– Porque seus pais não vieram?
– Eles gostam de lá. Eles moram na casa que meu avós moraram, e que os avós deles moraram, são lembranças fortes, a casa tem uma história, ele sofreriam para sair.
– Entendo.
– Eu cheguei aqui e não tinha ninguém para conversar. Me enturmar não foi fácil, eu era tímido e diferente. De repente, surge ele. O Teuk hyung –ele falou amargurado- que sorria para mim, era gentil e me mostrava a cidade. Eu saí com ele tantas vezes que perdi a conta, ele me apresentou tudo aqui, lembro que em dado momento, nós andávamos de mãos dadas “para não nos perdermos”, mas eu gostava.
TaeMin prendeu a respiração ouvindo o relato, levando a mão a do outro e entrelaçando seus dedos.
– Eu gostei dele, Tae, assim como MinKi gostou. Mas então ele tentou avançar o sinal e eu não deixei, nos separamos. Eu conheci o SiWon. Ele chegou à escola no meio do ano, e nós fizemos amizade fácil. Eu não contei a ele sobre o professor, só disse que gostava de alguém e que tínhamos terminado, e ele me fez esquecer.
– Você gosta do SiWon hyung?
– Não –ele sorriu- nunca gostei. Somos amigos e quando estamos carentes transamos, nunca passou disso. Ele me fez esquecer sendo meu amigo, e eu percebi que o que eu sentia pelo outro era deslumbramento e que qualquer um poderia ser meu amigo. E então ele me pediu para ficar depois da aula, minhas notas eram baixas, achei que ele ia falar disso... Então aconteceu. – Ele respirou fundo, dando uma pausa na narrativa – eu... Ele disse que eu poderia melhorar minhas notas, e que se eu não fizesse ia ter que voltar para o interior, falou que me ajudaria, mas que era uma troca. Uma mão lava a outra e então me beijou. Eu congelei, as mãos dele começaram a me tocar e era como se eu não pudesse sair dali.
O silêncio novamente atingiu o quarto, os dois somente se olharam por quase cinco minutos.
– Depois daí você sabe o que aconteceu – HeeChul foi quem falou primeiro, ainda parecendo abalado por lembrar de tudo isso – obrigado.
– Eu...- TaeMin hesitou- eu quero que você sempre conte comigo, hyung. Sempre que quiser falar, eu estou aqui. Eu ouvirei sempre.
Ele ajoelhou na cama, mirando o outro diretamente, suas palavras encharcadas de uma fúria apaixonada.
– Eu estou aqui para você, hyung.
O mais velho sorriu, e abraçou o menor, depositando um beijo em sua testa.
– Obrigado.
TaeMin retribuiu ao abraço, aproveitando o outro tão perto de si. Afundou o rosto no pescoço dele, procurando não pensar no julgamento que se aproximava. Eles estavam prontos, eles iriam acabar com aquilo para sempre e então seriam felizes.
Juntos.
SL
Choi MinKi respirou fundo encostado na parede do corredor do tribunal, sentia a tensão em seus ombros, tudo era complicado demais. Sua mãe se aproximou com um copo de água, que ele recusou educadamente, ela então foi para seu pai, que aceitou. Ele observou os dois, dava para ver que ainda estavam abatidos com isso, mas eles tentavam ao máximo não demonstrar isso para o filho, afinal tudo que ele menos precisava agora era que seus pais surtassem. Eles conversavam com os pais de MinHo, que estava parado ao lado deles como um segurança, controlando cada palavra que eles diziam. MinKi franziu a testa, os pais do mais velho eram... Exóticos.
– Vai dar tudo certo.
Ele se virou para ver JinKi se aproximando de si com um sorriso gentil.
– Espero que sim – ele disse, assumindo uma expressão confusa – pensei que você não pudesse depor.
– Eu não posso –o mais velho confirmou chateado-, mas vim dar meu apoio.
Nesse momento Key e TaeMin chegaram acompanhados de sua mãe e, causando uma leve surpresa em todos, de seu pai, que havia chegado do Japão no dia anterior para apoiar a família. Os irmãos estavam de mãos dadas e o mais novo parecia abatido, ele estava com a mesma pressão que MinKi sobre os seus ombros. MinHo, se aproximou dos dois, tocando os cabelos do loiro mais novo delicadamente, sussurrando uma coisa que o fez sorrir, e então ele deu um selinho rápido no namorado. Ren e Onew sorriram diante daquela cena, eles pareciam uma família às vezes. Os três deixaram os pais dos irmãos falando com os demais presentes e se aproximaram deles.
– Tudo bem com você? — KiBum perguntou dedicando a MinKi um olhar preocupado- você parecia abatido no telefone ontem.
– Estou bem, só um pouco nervoso.
– Entendo – TaeMin quem falou, tocando o ombro do outro de forma compreensiva- mas logo isso acaba.
Ren assentiu. Nesse momento, HeeChul chegou acompanhado de KyuHyun e SiWon, após cumprimentarem rapidamente os pais, se aproximaram do grupo. TaeMin imediatamente foi para o lado de HeeChul, entrelaçando seus dedos, o mais velho sorriu, dando um aperto leve na mão do outro.
– Nós podemos ficar juntos? – KyuHyun perguntou- podem achar que nós estamos combinando alguma coisa.
– O detetive Park não falou nada –Onew disse- mas acho que você tem razão, vamos dispersar. E eu vou ligar para o JongHyun, que esse imbecil está atrasado.
Ele saiu para usar o celular, TaeMin e HeeChul se aproximaram dos adultos, ainda de mãos dadas, MinKi foi ao banheiro, enquanto SiWon e KyuHyun iam beber água. MinHo puxou o menor para mais perto, abraçando sua cintura e encostando na parede.
– Como ele passou a noite?
– Bem, nós dormimos juntos – Key disse, as mãos distraídas com a gola da blusa do outro – ele estava tenso, mas nós ficamos conversando sobre outras coisas e ele pareceu relaxar.
– Outras coisas...?
O loiro abriu a boca e então a chegada de ChanSung chamou a atenção deles.
– Sobre ele.
– O que tem o ChanSung sunbae? – MinHo perguntou com a sobrancelha erguida, enquanto via o presidente do conselho estudantil falar com a mãe de seu namorado.
– Não acho que aqui seja o local para falar sobre isso – ele recebeu um olhar irritado em troca – mais tarde conversamos, relaxe.
Como se para provar que estava tudo bem, deu um beijo rápido no mais alto, que sorriu e se aproximou dando outro selinho, porem esse mais demorado, e então eles desviaram para o assunto do julgamento novamente.
Logo JongHyun chegou junto com JinKi, estava corado e parecia irritado. Atrás deles vinha um homem completamente desconhecido. Ele cumprimentou polidamente os demais pais, que pareciam confusos também. Kim se aproximou de MinHo e Key, olhando diretamente para o segundo.
– Mas quem-
KiBum começou a perguntar, mas foi interrompido.
– Key, esse é o meu tio – JongHyun disse miseravelmente, apontando para o homem agora parado atrás de si.
Os lábios do loiro se abriam devido ao choque, era ele ao menos ligar para falar alguma coisa com o menino e agora ele estava ali sem qualquer aviso?
– Você é Kim KiBum? – O tio de JongHyun perguntou, dando um olhar de censura aos braços de MinHo ainda envolta da cintura do mais novo.
– Como você me conhece?
Nesse momento, o detetive Park apareceu no corredor, chamando a atenção de todos para si, ele estava sério, porém seus olhos passavam uma energia muito boa, acalmando quase sem querer todos os presentes ali.
– O julgamento vai começar.
SL
Notas finais
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Eu queria dizer, para todo mundo mundo que fala comigo por mensagens no Nyah, eu vejo todas, de verdade, mas sempre esqueço de responder '-' porque eu sou estupida e tapada :) então a melhor forma para entrar em contato comigo é por Twitter [que não uso muito, mas se vocês me mencionarem, eu vejo no e-mail ^^] ou MSN, qualquer coisa, eu coloquei ambos no meu perfil, sintam-se a vontade para adicionar ^^
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Reviews são ♥ ♥ ♥ [sim, 3 corações porque é MUITO amor mesmo]
Beijos e até a próxima semana *-*
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