Secret Love
26 Jogo perdido
Notas iniciais
Espero que me perdoem ;~;
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Enton, Tayh-chan, que sofreu tanto por não ter lido SL na semana passada, espero que goste desse capítulo.. >//
Secret Love
Capítulo 26 – Jogo perdido
Lee JinKi viu quando um Kim KiBum irritado e choroso deixou o segundo prédio do colégio, atravessando o pátio externo a passos longos e duros. O impulso de correr até ele e abraçá-lo quase o domou completamente. Quase. Estava preocupado com outra pessoa e isso o confundia e irritava. MinHo dissera que brigara com JongHyun, e a julgar pelos machucados no rosto do primo a briga fora realmente pior do que contara. Estava preocupado com Kim JongHyun e foi isso que o fez dar as costas a KiBum, a pessoa que sempre julgara amar.
Entrou no prédio timidamente e da mesma forma subiu as escadas, se perguntando se não estava fazendo papel de bobo. Talvez estivesse. Talvez JongHyun não se importasse tanto assim com ele quanto acreditava, afinal, naquela manhã acordara em uma cama vazia e fria e quando buscou pelo outro, o achou adormecido no quarto ao lado. Fora embora sem dizer qualquer coisa ou deixar qualquer recado. Como na primeira vez dos dois, aquela transa seria apenas mais um erro que se juntaria aos outros que vinha acumulando no passar dos dias.
Mas esses pensamentos não impediram seus pés de o guiarem à sala que já se tornara palco de várias cenas – na última vez que estivera ali com JongHyun, ele saíra com o coração ferido e tomado pelo mágoa. E fora naquele dia também que ele percebera que o que vinha tentando negar até aquele momento.
Deslizou a porta delicadamente e seus olhos seguiram direto até o piano ao fundo da ampla sala, esperava ver o rapaz ali, talvez olhando para as teclas como se pudesse ouvir as notas mesmo sem tocá-las como Onew já o vira fazer algumas vezes – e agora se dava conta de quantas vezes, enquanto andava por aquele corredor, ele parara diante daquela porta apenas para observar o outro. Não apenas agora. Por nunca ter gostado de JongHyun, seu olhar sempre corria até ele como se os dois fossem pólos opostos de um magneto sempre atraindo um ao outro, e ele procurava por qualquer sutil defeito apenas para poder odiá-lo ainda mais.
Riu de si mesmo. Ah, ele nunca devia ter tido qualquer contato com JongHyun, assim ele poderia apenas odiá-lo em silêncio, o observando de longe e apenas sentindo inveja de sua felicidade ao lado de Key. Se ele acreditasse em destino, ele o perguntaria se estava achando divertido tudo aquilo; aquele grande nó de vários fios vermelhos que parecia cada vez mais firme.
JongHyun estava lá como ele achava que estaria. Encarava a larga janela com tanta determinação que JinKi se perguntou se havia algo de interessante lá fora ou se ele apenas encarava o céu escuro, perdido em suas lembranças. Como se tivesse dificuldade em fazê-lo, o mais novo deixou que seu olhar vagasse pela sala até encontrar com o do outro que ainda estava parada à porta que logo foi fechada, deixando qualquer mínimo ruído lá fora. O silêncio imperou, mas não era um silêncio pesado e incômodo, tampouco; eles conversavam mudamente, mas JinKi piscou confuso quando não entendeu as palavras do outro.
Seus olhos pequenos percorriam o rosto peculiar e bonito que estava marcado tanto pelas escoriações arroxeadas deixadas pelo punho de MinHo quanto pelas lágrimas que ainda ameaçavam saltar de seus olhos vermelhos.
Os passos até ele pareceram levar mais tempo do que realmente necessário e o som contra o piso de madeira ecoava seco e triste. Deixou que sua mochila deslizasse por seu braço quando sentou ao lado do outro, e então pôde abraçá-lo carinhosamente como jamais pensaria que faria com ele. Os braços de JongHyun não o envolveram de volta, mas Onew não se importou com isso, e apenas continuou ali.
Nenhum dos dois se manifestou por longos minutos, até JinKi se afastar e buscar a mochila jogada. Sem dizer qualquer palavra, tirou de dentro da bolsa o que quer que tenha roubado da enfermaria antes de sair em busca de JongHyun. Viu que tinha pegado lenços umedecidos e isso foi a primeira coisa que usou, limpando o rosto a sua frente com cuidado, secando as lágrimas e removendo as ainda existentes manchas de sangue. Obviamente MinHo acertara seu nariz, e o canto de sua boca estava cortado.
Riu, tentando arrancar alguma expressão do mais novo ao forçar o lenço em suas fossas nasais e ouviu um resmungo irritado, seguido de um biquinho mimado nos lábios cheios. Ficou satisfeito. Gostava daquela expressão que ele talvez fosse uma das poucas pessoas que a recebia. Usou algodão umedecido com álcool para limpar o corte no lábio e depois suspirou, percebendo que não havia utilidade para todas as coisas que trouxera na mochila. Fez um bico involuntário, achando que não fora muito útil, mas ficara feliz quando JongHyun sussurrou um “obrigado” sincero.
– Por que você mentiu pra eles? – acabou perguntando.
– Eu não menti.
– Você mentiu. TaeMin não esteve com você ontem, eu estive.
– Você chegou depois que ele saiu.
Onew sorriu, fazendo JongHyun franzir o cenho, confuso. Estava tudo tão claro aos olhos do mais velho que ele se assustou de início. Não sabia quando passara a ter tanta facilidade em ler as emoções do outro, mas ele via a óbvia mentira estampada em seus olhos escuros. Havia também receio e hesitação como se ele quisesse lhe contar, mas não pudesse, de qualquer forma. Ele também sabia que TaeMin o odiava, e sabia que JongHyun não suportava muito o irmão do ex-namorado, então a única coisa que pôde pensar foi que algo realmente sério acontecera para fazê-los criar aquela mentira. E mais surpreendente ainda foi Key e MinHo acreditar naquilo.
– Você é tão fácil de ler, JongHyun. – Continuou o olhando por alguns segundos antes de continuar –, mas eu só não entendo porque você colocou a máscara de vilão mais uma vez.
– Key sempre vai me ver como o cara que destruiu a vida dele, então não importa o que eu faça.
– Você fala como se importasse.
JongHyun pareceu surpreso com aquelas palavras. Piscou, tentando encontrar algum outro significado que não existia. Onew continuava o fitando, e havia compreensão em seus olhos e, JongHyun percebeu, uma diversão que não havia motivo.
– É claro que eu me importo – falou ainda confuso com as palavras do outro. – Eu amo o Key.
Onew se limitou a sorrir ainda mais largamente, mas sentiu uma pontada incômoda e irritante dentro de si. Aquilo estava ficando cada vez pior, não era?
– Key é importante pra você, Jjong. Ele também é importante pra mim, e é por isso que eu estou com ele, mas quer saber... – parou apenas para rir da expressão ofendida que tomou o rosto de JongHyun e ignorou o “não precisa me lembrar isso” quase inaudível. – Apesar de tudo, eu percebi que não amo o Key... E você também não o ama, Jjong.
Sim, ele já tinha percebido isso, mas tivera certeza apenas na noite anterior. Por mais que JongHyun dissesse o quanto precisava de KiBum, ele o distanciava inconscientemente. Tudo o que ele sentia por Key era necessidade. E isso era o mesmo que Onew sentia. KiBum era importante para os dois da mesma forma, eles precisavam dele, precisavam dos cuidados do rapaz. Eram tão dependentes dele que confundiam os sentimentos indistintos e acreditavam cegamente no que não existia.
– Você não pode saber o que eu sinto, Onew – JongHyun rebateu, se levantando e seguindo até a janela, desviando seu olhar do rapaz mais velho para o campus vazio do colégio. Percebeu que tinha medo de encará-lo.
– Eu sei.
– Ah, é? Pode me dizer como, então? Como pode ter tanta certeza disso? – se virou e se surpreendeu com a proximidade. Onew ainda tinha uma expressão suave, mas seus olhos sorriam. A luz era pouca, provinda apenas do lado de fora e da lua que vez ou outra era escondida por pesadas nuvens que corriam pelo céu noturno. JinKi ficava lindo iluminado pela luz prateada.
– Não é óbvio? – ele perguntou, e vendo que o outro não respondia, ergueu uma de suas mãos, deixando que a ponta de seus dedos tocasse o rosto bonito. – Porque você se apaixonou por mim.
JongHyun abriu imediatamente a boca para negar aquilo, mas o “não” travou em sua garganta. Não conseguia dizer que aquilo não era verdade porque em algum lugar de sua mente ele sabia que o outro tinha razão: se apaixonara por JinKi mesmo que ainda amasse Key.
– Você sabe que eu estou certo – Onew disse, se aproximando ainda mais do mais baixo.
– Pare de se achar – JongHyun revidou tentando fugir do olhar que o mantinha preso. Tentou rir, mas a intensidade daquela situação o impedia.
– Pare de resistir – e JongHyun realmente parou, fechando os olhos quando JinKi inclinou o rosto em direção ao seu.
Como na noite anterior, ele percebeu como estava desejoso daqueles lábios tão macios, da língua carinhosa e das mãos firmes. Estava mesmo apaixonado por JinKi? Não era possível que KiBum tivesse saído de sua vida sem que ele sequer percebesse, ou seria?
Ele não pensaria nisso, não ali. Naquele momento ele estava entregue, e queria apenas se concentrar naqueles lábios gentis.
SL
Apesar da época do ano, o dia começou pálido e gélido. KiBum já estava acostumado, até. Os dias cinzentos combinavam com a tristeza e vazio que vinha com ele desde que se separara de JongHyun, e mesmo ao lado de Onew ele não conseguia sentir calor, apenas o insistente frio. Mas aquele dia era diferente. Um sorriso teimoso o destacava dos vários rostos impassíveis dentro daquele ônibus, um óbvio contraste com o garoto ao seu lado. TaeMin estava sério, poderiam dizer que irritado se seu rosto não fosse tão afável, mas KiBum, em seu recente descoberto egoísmo, não se importou em perceber isso. Por que olhar para o irmão quando lá fora as cores pareciam tão vivas?
Ainda sorrindo, tocou o cachecol azul brincando com a ponta e sentindo sua textura. Ainda podia sentir o cheiro de MinHo impregnado nele e isso o confortava. Corava só de se lembrar da noite anterior quando beijara o moreno. Ah, aquilo fora tão diferente de tudo. Os dois permaneceram abraçados por longos minutos, conversando e trocando beijos carinhosos e no final, os dois caminharam de mãos dadas até o ponto onde seguiam por caminhos separados. KiBum estava tão eufórico com aquela nova situação que queria gritar, mas sabia que assustaria as poucas pessoas ali, então se contentou em sorrir ainda mais largamente.
O vento frio atingiu suas bochechas descobertas quando ele desceu do ônibus junto de TaeMin e alguns outros alunos. Estava fazendo de novo. Estava suspirando de novo! Queria se bater e conseguir controlar aquilo, mas achava que era impossível. Aquilo parecia automático!
Viu TaeMin passar por ele e alcançar rapidamente a entrada do colégio a passos largos, mas logo sua atenção foi tomada por uma voz grave às suas costas.
– Ele me odeia.
– Ele só está irritado – respondeu sem se virar para encarar Choi MinHo. Sabia que as palavras faltariam no mesmo momento, e ele precisava compartilhar aquela informação. – Acho que exageramos. TaeMin não é uma criança, ele tem o direito de transar com quem quiser, mesmo que esse seja o JongHyun.
– Ainda tem ciúmes?
– Não. Só estou preocupado com meu irmão.
– Isso é bom.
– E você? Ficou com ciúmes do Minnie?
– Talvez... – Key fez um bico e finalmente se virou para encarar o mais alto que sorria divertido.
– Talvez?
– Você está com ciúmes de mim? – MinHo perguntou, deixando que os braços envolvessem a cintura esguia. – Eu gosto.
– Bobo – KiBum respondeu com um tapa fraco no braço do moreno, mas logo recebeu um beijo delicado sobre os lábios, fazendo seu coração disparar. MinHo o beijava com carinho e cuidado. Era bom. – Eu preciso falar com o Onew – comentou quando o ósculo findou, fazendo o sorriso desaparecer do rosto do outro.
– Ele vai ficar mal – mas apesar de ter comentado isso, não havia tristeza ou qualquer expressão do tipo no rosto pequeno, mas em seus olhos continham um sorriso divertido, como uma piada que KiBum não entenderia.
– Talvez, eu não sei – KiBum respondeu com sinceridade, se desfazendo do abraço do outro. – Não tenho certeza sobre o que ele sente por mim. Nossa relação é só atração física, Onew não parecia estar apaixonado, pelo menos ele não demonstrou isso.
Adentraram o colégio juntos, mas KiBum riu quando notou o olhar pesado sobre ele. Olhou para MinHo e confirmou o bico que imaginou que estaria formado nos lábios salientes e avermelhados.
– O quê? – perguntou fingindo inocência, mas suas palavras anteriores foram cuidadosamente escolhidas para causar aquela reação no mais alto. Ele estava se sentindo um bobo.
– Você sente atração por ele? – MinHo acabou perguntando.
– É claro! – respondeu como se fosse o óbvio, vendo MinHo cruzar os braços em resposta. Como nunca tinha percebido como o outro conseguia ser incrivelmente fofo mesmo sem tentar? Não resistiu em beijar-lhe os lábios mais uma vez. – Mas não é nada comparada ao que eu estou sentindo por você agora – sussurrou contra os lábios vermelhos e lhe deu as costas, atravessando rapidamente o campus e adentrando o prédio, deixando um MinHo completamente vermelho para trás.
Provocar MinHo parecia divertido, e pela primeira vez ele cogitou que todas vezes que viu o moreno corar foi por sua causa e não por TaeMin como sempre pensou.
Apressou o passo quando viu JinKi vasculhando seu armário com o semblante tomado pelo tédio como sempre. Uma das coisas que achava divertido em Onew era que ele parecia sempre alheio, mas KiBum já conseguira arrancar um sorriso de seus lábios e ele sabia como o rapaz conseguia mudar drasticamente. Seu sorriso verdadeiro era o mais lindo do mundo, e ele esperava não arrancá-lo de seu rosto com a notícia que daria.
– Oi – falou quando o alcançou. Onew virou-se para ele e sorriu contido, e mesmo que KiBum tenha treinado durante toda a noite para evitar sutilmente o beijo que o mais velho daria, esse não veio.
– Eu preciso falar com você, KiBum...
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupado.
– Lembra da promessa que eu fiz quando a gente começou a sair? Bom... – KiBum pensou um pouco e depois soltou um “ah” de reconhecimento.
– Você se apaixonou.
– Não é... Eu não sei – Onew revelou. Realmente não conhecia os seus sentimentos para com JongHyun ainda, e não queria se enganar mais uma vez. – Mas por mais que eu tenha desejado que isso funcionasse, nós não daríamos certo. E, além disso, há alguém que gosta de você de verdade.
– Eu sei – KiBum sorriu largamente, fazendo JinKi erguer as sobrancelhas.
– Aquele medroso finalmente se confessou?
– Na verdade, ele me fez perceber – corou, lembrando de como MinHo o abraçara na noite anterior.
– Por isso ele chegou tão feliz ontem e ficou me olhando com cara de “você nem imagina, Lee JinKi!” – encostou-se no armário, os braços cruzados e uma teatral expressão de ressentimento. – Pelo menos eu vou poder encher o saco e dizer que fui eu quem terminou com você, e não o contrário – riu escandalosamente, chamando a atenção dos alunos que passavam e fazendo KiBum acompanhá-lo.
– MinHo é odiado por muita gente.
– Você nem imagina – mais velho riu, tendo certeza que Key não imaginava o quanto.
– Vou sentir sua falta – falou de repente. JinKi parou de sorrir e o fitou com carinho. Iam sentir falta um do outro, certamente. KiBum estava acostumado a cuidar do mais velho e JinKi sempre tentava retribuir aquilo com o máximo de carinho que poderia dar. Ergueu o braço, tocando o rosto de traços marcantes de Key e sentindo a maciez de sua pele. Era diferente, não era? Quando tocara o rosto de JongHyun, seus dedos formigaram e as ondas que percorriam seu corpo faziam seu coração acelerar. Era definitivamente diferente.
– Também vou sentir – respondeu, baixando a mão que Key passara a afagar com o polegar. – Mas você sempre será bem vindo na minha cama! – riu ao receber o soco fraco no peito. – Ou cama do MinHo, já que eu estou dormindo lá.
– Você nunca me apresentou esse seu lado idiota! – KiBum riu.
– Oh, prazer!
– Vamos pra aula, Onew! – e o puxou pela mochila, o arrastando pelo corredor.
Estava feliz. Não perdera o amigo que tanto apreciava. Lee JinKi ganhara seu coração desde o primeiro momento, mas descobriu que sempre o teve como alguém que se tornaria seu melhor amigo, talvez.
Sua vida estava ganhando um rumo?
Esperava que sim.
SL
– “Eu vou proteger você, JongHyun”, o caralho! – TaeMin se assustou quando o rapaz moreno se colocou a sua frente. – Olha só o que o idiota do MinHo fez comigo! – resmungou apontando para o próprio rosto que estava marcado.
– Ops – o loiro não pôde evitar usar da ironia, apesar de ter se sentido mal por não cumprir sua parte do acordo. – Considere isso como um pagamento atrasado pelo Key.
– Eu devia parar de tentar ajudar você e dizer pra todo mundo o que aconteceu!
TaeMin olhou para os lados, se certificando de que não tivesse ninguém perto. Não queria que soubessem. Era egoísta? Sim, ele era, mas quem nunca foi? Ele tinha medo de passar a ser visto como o menino que foi estuprado. Seria vergonhoso demais para seu ego.
– Desculpe, okay? – pediu. – Eu não consegui evitar isso, mas ele não vai fazer de novo. Eu prometo.
– Como se eu fosse acreditar em você de novo.
– Por favor, JongHyun.
JongHyun riu em escárnio ao encarar os grandes e brilhantes olhos e o aegyo perfeito no rosto bonito.
– Pare com isso, não vai funcionar comigo! – ditou, e no mesmo instante a expressão de TaeMin mudou para a que normalmente era dirigida a si. – E eu não vou mais fazer isso! Não vou apanhar por algo que eu nem fiz! Se quiser continuar com isso, eu proponho que me dê sua bunda, assim não me importo em receber uns socos.
– Tudo bem – o garoto respondeu sem hesitar. JongHyun arregalou os olhos, não acreditando no que ouvia. Piscou, encarando o loiro e esperando que ele o xingasse, mas no lugar disso, JongHyun foi puxado pela mão. – Estão todos em aula, não deve ter ninguém no banheiro. Só seja rápido, não quero ter que sentir você por muito tempo.
– Espera, espera, espera! O quê?! – o moreno se livrou do aperto do outro quase como se estivesse com medo. – Pirou de vez, moleque?
– Não foi você quem propôs isso?
– O que há com você, TaeMin? – perguntou preocupado. Estava preocupado demais com aquele garoto nos últimos dias.
– Eu só não me importo.
– Você devia.
– Meu corpo já foi usado de forma suja, JongHyun, eu não me importo mais.
Então JongHyun compreendeu. Compreendeu porque HeeChul se identificou tanto com aquele garoto e porque estava tão disposto a ajudá-lo. HeeChul via ele mesmo em TaeMin. Via quem ele costumava ser, e estava vendo TaeMin se tornar nele próprio.
– Você tem que se importar, TaeMin – segurou seu ombros e o encarou, e no fundo dos olhos tão determinados ele viu um resquício de medo e tristeza. – Seu corpo é importante, e sexo tem que ser bom para as duas pessoas. Você não pode repetir o que tanto machucou você, porque vai chegar um dia que você vai deixar de sentir a dor, mas você também não vai sentir mais nada.
– Olha só pra você, falando esse tipo de coisa como se fosse um santo!
– Eu aprendi muita coisa com os meus erros, Tae. E eu só aprendi quando perdi o Key, você pode não acreditar, mas ele era importante pra mim.
TaeMin baixou os olhos, encarando os próprios pés. Se sentia melhor agora, mas isso ele nunca revelaria. Afastou as mãos de JongHyun e o encarou.
– Você é um grande mentiroso, JongHyun – acusou e quase riu ao ver a expressão indignada do mais velho. – Sempre fingindo ser o cara mau, que estúpido – deu as costas ao mais velho e passou a andar rapidamente porque estava envergonhado por tê-lo elogiado. Aquilo era algo que não iria se repetir. – Eu vou me importar com meu corpo e blá blá blá, então só por um mês, okay? – Virou-se quando não ouviu uma resposta. – Okay? – JongHyun ainda estava no mesmo lugar, o olhando. Cruzou os braços, esperando que o mais velho caminhasse lentamente até ele.
– Aquilo... Foi um elogio?
– Você é sempre tão lerdo? – voltando a andar.
– Podemos fingir esse namoro, lance, pegação só por uma semana? Eu não vou conseguir aguentar você nem por uma semana sem criar desejos homicidas.
– Não crie desejo por mim, Jjong.
– Homicidas!
– É claro.
– Hey, não pense que eu vou me apaixonar ou coisa do tipo!
– Claro, claro...
SL
Foi difícil para ele chegar naquela decisão, mas achava que tinha que ser feito. Não importava o quê, ele não tinha mais nada para apostar além de si mesmo, então que ele mesmo lançasse as cartas daquele jogo onde ele já sabia que seria o perdedor.
Seus olhos negros correram por cada rosto quando a aula findou e os alunos deixaram a sala conversando animados. Estivera esperando naquele corredor por longos minutos, e agora que chegara a hora, ele tinha medo. Suspirou, antes de caminhar até a porta e espiar lá dentro. O professor fingia arrumar alguns papéis enquanto observava um garoto de cabelos dourados presos em um bem feito rabo de cavalo limpar a lousa. Sabia quem ele era, afinal, junto com TaeMin e outro rapaz chamado Lee SungJong, Choi MinKi ficara conhecido imediatamente por sua aparência andrógena. Parecia que o professor estava satisfeito com seus alunos naquele ano.
Kim HeeChul comprimiu os lábios, encarando o perfil de MinKi. Ele era tão bonito, e parecia tão frágil.
Abriu a porta no momento em que viu o professor se levantar, ainda olhando para o garoto loiro, a atenção dos dois pairaram sobre ele que não se sentiu intimidado com o olhar que Park JungSu lhe lançou.
– Preciso falar com você... professor.
Olhou para o rapaz às costas do professor e esse logo se adiantou em buscar sua mochila sobre uma das mesas.
– Até amanhã, LeeTeuk-sunsaeng. Sunbae. – uma reverência polida para o professor e mais uma para HeeChul e logo caminhou calmamente até a porta.
– Ele é uma gracinha, você não acha? – JungSu perguntou, sentando sobre sua mesa. Mantinha no rosto o encantador sorriso de covinhas que servia como isca para tantas pessoas.
– Eu aceito.
– Perdão?
– Você perguntou se eu queria ficar no lugar do TaeMin. Eu aceito. Vou fica no lugar dele... de todos eles.
– Todos?
– Sim. Farei o que você quiser, e você pode fazer o que quiser comigo... professor.
O sorriso falsamente gentil se abriu ainda mais, e os olhos pequenos brilharam perigosamente.
As cartas tinham sido lançadas.
SL
Notas finais
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Sinto uma certa pessoa aí *cofcofJucofcof* dizendo que o MinKi deve ser estuprado >.> Não tenha esses pensamentos malvados TT Tadinho dele~ Coloquei porque acho que ele e o SungJong tem muito cara de vítimas de uma pedohyung~ /corre
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Enton, Sweet deu a ideia de postarmos dois capítulos essa semana pra compensar, então hoje à noite tem capítulo novo *-*
Ela é uma linda~ a amem, porque ela tá sempre aí pra concertar minhas burradas u.u
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Até~ *3*
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