Notas iniciais
[Sweetmoon aqui] Oiiiii, gente ^^ Tudo bem? Eu espero que tudo bem ^^
Eu estava um pouco preocupada com a qualidade desse capítulo, porque eu escrevi correndo para postar hoje, mas a unnie gostou, então eu acho que está bom.
Boa leitura ♥

Lee TaeMin balançava as pernas como se fosse uma criança, elas pendiam para o lado de fora da grande janela do escritório do conselho estudantil. Ele podia ouvir o farfalhar dos papéis atrás de si, onde ChanSung trabalhava concentrado. Aquele lugar de alguma forma o fazia se sentir em paz e seguro. Nada poderia atingi-lo ali. Nem ninguém.


– Se você se segurasse eu me sentiria melhor – ChanSung disse, com um suspiro cansado, já era a quarta vez que falava aquilo. – Você não parece bem, o que aconteceu?


O mais novo segurou no parapeito, somente para o outro não falar nisso novamente.


– Eu sou um filho da puta egoísta.


– Você não é egoísta.


– Sim, eu sou – um sorriso amargo surgiu em seu rosto. – Você não sabe disso, mas eu posso estar ferrando a vida de muita gente.


O som dos papéis parou imediatamente, sendo seguido pelo de uma cadeira arrastando e de passos que ficavam cada vez mais altos.


– O que aconteceu?


A voz veio de mais perto do que esperava, fazendo o menino se sobressaltar levemente.


– Eu... Sabe quando você toma uma decisão e depois percebe o quanto aquilo afeta pessoas que você ama?


– Isso é porque você está com o JongHyun? Você está preocupado com seu irmão?


O loiro assentiu levemente.


– Eu sinto falta dele.


Ele mordeu os lábios em um ato de nervosismo. Ele e Key não se falavam desde o dia da briga, somente davam bom dia um ao outro para que a mãe deles não desconfiasse tanto, ela odiava quando os dois brigavam. Queria voltar a ser como era antes, ir para a cama do mais velho quando se sentisse sozinho e saber que tinha alguém ali que o amaria sempre não importa o quê.


– Fale com ele.


– Mas ele está errado!


– O que é maior, seu amor por ele ou seu orgulho?


TaeMin se virou para encarar ChanSung e se surpreendeu ao vê-lo tão perto, o abdômen dele estava quase tocando nas suas costas e os rostos agora estavam realmente próximos.


A porta abrindo os tirou do transe temporário, e ao dirigirem o olhar para a porta, viram um KiBum sorridente entrando no local.


– Bom dia, ChanSung hyung.


– Bom dia – respondeu observando o outro com atenção. Ele tinha um sorriso persistente nos lábios rosados, KiBum quase sempre sorria, mas esse era diferente. Era verdadeiro, puro e se estendia até os olhos, que tinham um brilho diferente. – Você parece feliz.


– Eu estou feliz, o dia está lindo – KiBum falou colocando a mochila em sua mesa. – TaeMin, saia da janela!


O tom autoritário surpreendeu o irmão mais novo, que obedeceu rapidamente. Aquela era a primeira frase que o outro lhe dirigia, e ele se perguntou se era somente pela presença do sunbae deles.


– Eu tenho que ir até a diretoria, volto já – ChanSung disse, saindo logo. Assim que ele chegou a porta, aproveitando que Key estava olhando para o outro, e acenou para o mais novo, falando um “boa sorte” mudo e então indo embora.


Um silêncio desconfortável reinou por alguns minutos, e sob o olhar do outro, KiBum começou seus afazeres. O loiro menor voltou-se para a janela novamente, o coração apertado, divido entre dizer alguma coisa ou simplesmente fugir daquela situação desconfortável.


– Tae...


A voz do outro lhe atingiu como uma bomba, Key estava disposto a falar também, ele queria fazer as pazes.


– Desculpa – o mais novo se virou, visivelmente nervoso, gesticulando enquanto falava –, eu não deveria ter gritado com você, eu... Tinha que ter te ouvido, eu...


KiBum se levantou, indo até o irmão e segurando suas mãos.


– Você que tem que me desculpar, Tae, eu posso ter sido um pouco duro demais – o menor assentiu –, mas você é meu irmão, Tae. Meu irmãozinho. Eu sempre te vi dessa forma, é difícil para eu aceitar que de repente você é grande o suficiente para fazer sexo, principalmente, que é sexo com o JongHyun! Isso nem faz sentido.


– JongHyun está sendo muito bom para mim, hyung. – E não era mentira, por mais que TaeMin odiasse admitir isso. – Eu te amo, Key, eu não gosto de ficar sem falar com você.


O mais velho sorriu, envolvendo o menino em um abraço apertado, que foi correspondido imediatamente. TaeMin afundou o rosto no pescoço do irmão e por alguns segundos era como se seus problemas não existissem mais.


– Eu também te amo, Minnie. Tanto.


SL

– Quem foi?


Kim HeeChul levantou o olhar vendo um KyuHyun sorridente sentar ao seu lado.


– Quem foi que fez o que, se me permite?


– Isso – ele apontou para o pescoço alvo onde tinha uma marca arroxeada. – Não estava aí ontem – completou com um sorriso malicioso.


– Cadê o SiWon? – perguntou tentando desviar o assunto, não havia contado para ninguém a respeito de sua decisão, e cogitava se contaria.


– Foi ele quem fez?


– Ciúmes?


– Nunca de você – Kyu disse sincero, e nesse momento Choi Siwon se aproximou da mesa, trazendo as duas mochilas, a sua e a do seu namorado, e então sentou-se ao lado dele, passando o braço por cima dos ombro do menor. – Oi.


– Oi – ele se inclinou, plantando um beijo rápido nos lábios do menor. Vendo aquilo, HeeChul desviou o olhar, negando a si mesmo que sentia ciúmes daqueles momentos que os dois tinham. – Quem fez isso no seu pescoço?


– De repente vocês dois estão muito interessados na minha vida amorosa.


– Vida sexual – KyuHyun corrigiu. – Sua vida amorosa é nula.


– Você sempre conta, por que dessa vez você não quer contar?


– Contar o quê? – Kim JongHyun sentou com eles, sua aparência era cansada, mas mesmo assim ele sustentava um sorriso quase contagiante nos lábios. – Nossa, hyung, o seu pescoço.


– Ele não quer contar quem fez isso – Cho esclareceu, alcançando a mão do mais velho sob a mesa, Chulla cogitou puxá-la, mas SiWon não parecia se incomodar, então ele permitiu o mais novo brincar com seus dedos. De certa forma, essas pequenas ações o faziam se sentir querido.


– Mas você sempre sai por ai contando suas aventuras, qual o problema?


– Dessa vez é diferente – ele disse medindo as palavras –, não é uma aventura. – Sem dar tempo para os outros absorverem a informação, ele se virou para o mais baixo do grupo. – Sua cara cansada e seu mega sorriso me dizem que sua noite foi melhor que a minha, meu caro passivo.


– Eu... Eu fiquei a noite toda acordado.


– Quer um travesseiro, querido? – HeeChul perguntou com um sorriso sacana, recebendo um olhar irritado do outro.


– Eu queria perguntar uma coisa... Não me zoem.


– Controlarei meus instintos – Kyu e Chulla falaram ao mesmo tempo.


– Como você sabe quando se apaixonou por alguém?


O silêncio caiu sobre a mesa, HeeChul encarou sua mão entre as de Kyu, que ainda brincava com ela quase completamente distraído, sua mente vagou por alguns rostos...


– Eu queria saber também – ele disse, o tom de voz baixo e o olhar perdido fazendo-o parecer quase frágil.


– Eu vou ser bem clichê aqui – SiWon começou atraindo os olhares para si. – Eu descobri que tinha me apaixonado pelo Kyu – um rubor intenso atingiu o rosto do menino citado – quando percebi que o sorriso dele, mesmo que fosse aquele sorriso irônico que ele dá após trollar alguém, fazia meu coração acelerar. E isso acontecia quando eu tocava nele, via ele, ouvia sua voz...


Cho sorriu para o namorado, dando um selinho carinhoso nele.


– Que brega – Chulla riu. – Vou resumir para você, meu passivinho favorito, você descobre se está apaixonado por alguém quando se tornar tão bobo quanto o SiWon.


– Vai se fuder, hyung.


– Você sabe que isso não seria exatamente um sacrifício...


JongHyun sorriu vendo a pequena discussão entre os amigos continuar, feliz que estava vendo o antigo HeeChul brincalhão e pirracento novamente, queria saber o que estava acontecendo com ele, porque há tempos seu olhar tinha ganhado um brilho triste que não saia de lá não importa o que fizessem.


E então pensou em JinKi de novo. Porque você se apaixonou por mim. Ele havia lhe dito, mas o que sentia por ele, mesmo que fosse algo bom, era completamente diferente do que sentia por KiBum, então ele nunca havia amado o ex-namorado?


– Ok – a voz de KyuHyun o acordou de seus pensamentos –, quando aquilo aconteceu?


Todos viraram para a direção que ele apontou. Choi MinHo estava sentado confortavelmente no gramado, encostado contra uma árvore, os longos braços envolta da cintura de Kim KiBum que estava entre suas pernas. Eles conversavam sobre algo e às vezes se beijavam rapidamente ou de forma mais demorada.


– Mas ele não estava com aquele cara, o Onew, até ontem? – SiWon perguntou confuso.


– Vocês falam de mim – HeeChul disse exasperado –, mas ninguém fala da rotatividade dessa criança!


– Eu não sei o que pensar – Cho finalmente largou a mão do mais velho, encostando contra o namorado.


– Eu sei – um sorriso brincalhão surgiu nos lábios do mais velho do grupo. – Alguém vai perder a virgindade, será que ele vai ganhar pétalas de flores e champanhe?


JongHyun somente observava a cena, ele não conseguia tirar os olhos daquilo. Seu coração batia descompassado e ele estava na dúvida se era por ciúmes ou por saber que agora JinKi não tinha mais relacionamento algum.


SL

– E vocês ficaram bem? – Choi MinHo perguntou, apertando um pouco a cintura do namorado, que assentiu com um sorriso. – Fico feliz.


– Eu senti tanta falta dele, Min – KiBum disse e virou o rosto para encarar o namorado. – Agora você tem que fazer as pazes com ele.


– Eu fui um pouco mais duro que você – ele suspirou pesaroso. – Eu já sabia que era o JongHyun, então eu peguei pesado.


– Eu acho isso tão estranho – o loiro prendeu o lábio inferior entre os dentes, saltando-o depois, demonstrando nervosismo. – Ele sempre odiou tanto o Jjong.


– Jjong? – Choi levantou uma sobrancelha diante do apelido carinho, o rosto assumindo uma expressão séria de repente. O loiro sorriu encostando os lábios em um selar carinhoso, fazendo o outro corar e pigarrear continuando o assunto – Eu também não entendi, eu cogitei que ele estaria mentindo...


– Mas porque ele mentiria para a gente? O que poderia ser tão terrível que ele prefere que eu pense que ele está dormindo com meu ex-namorado?


– Não sei, baby.


– “Baby”?


Key se afastou do peito do outro para fitá-lo divertido. O rosto do maior ficou ainda mais vermelho, ele encostou a testa no ombro do outro, querendo fugir de seu olhar.


– Não gosta? – Perguntou timidamente, a voz abafada.


– Você é tão fofo. – KiBum segurou o rosto do outro, o obrigando a levantá-lo. – É diferente. É claro que eu gosto.


– Sério? – O menino em seus braços confirmou timidamente. – Baby – os dois sorriram ainda mais, se sentiam meio idiotas, mas quem liga? – Baby!


Eles se aproximaram para um beijo francês. Era incrível como as sensações desde que se beijaram pela primeira vez não mudara, e como, apesar de juntos há pouco mais de vinte e quatro horas, eles pareciam estar assim há anos. Key sentia que estava se jogando de cabeça em um relacionamento de novo, e tinha medo de que acabasse tudo como aconteceu com JongHyun e ele simplesmente não poderia suportar nada assim de novo, ao mesmo tempo que não havia como se controlar quando via aquele brilho nos olhos grandes por sua causa e de mais nada. Afastaram-se lentamente, como se fosse doloroso fazê-lo e suspiraram ao mesmo tempo, rindo em seguida.


– Meus pais chegam hoje – MinHo comentou, sentindo outro encostar em si novamente.


– Sério? Quero ir vê-los.


– Não.


– Mas eu adoro os seus pais – ele cruzou os braços, a boca formando um bico bonito. – Eles são divertidos.


– Eles me fazem passar vergonha.


– Só porque você corria pela... – Ele foi interrompido por mais um beijo do outro, que tentava mudar o assunto e fazê-lo esquecer-se daquilo. KiBum correspondeu, deixando para convencê-lo depois, ele não se incomodava de ficar assim agora. Só ali com MinHo.


SL

– Então vocês tem que lembra qual a situação europeia na época...


JungSu falava em um tom profissional na frente da sala, mas ainda ostentava aquele falso sorriso amigável que fazia o estômago de TaeMin revirar. Ele olhou em volta, estavam em uma aula especial com duas turmas diferentes naquele dia, então havia novos rostos para lhe distraírem do monstro em pé na frente da sala. Ficou assim, sem prestar atenção em necessariamente ninguém até que seus olhos bateram em uma pessoa. Ele olhou bem, parecia uma menina, mas pelas roupas e o jeito como se portava dava para notar que era um menino.


Pela primeira vez, ele parou e analisou o professor dando aula, seguiu os olhares dele e, por diversas vezes, esse garoto era alvo. Engoliu seco, sentindo o mundo parar, ele sentia os pesos das suas decisões quase o arrastarem para o chão. Assim que acabou a aula, ele esperou parte dos alunos saírem e se dirigiu até aquele menino.


– Oi, bom dia.


O garoto olhou para ele, sem responder, como se esperasse ele falar alguma coisa importante.


– Eu sou TaeMin, não sou da sua turma.


– Eu sei.


– Que eu sou TaeMin ou que eu não sou da sua turma? – Tentou um sorriso, mas sabia que ficou forçado.


– Ambos. Todo mundo te conhece, sabe.


– Não, não sei.


– O LeeTeuk-sunsaeng cita muito você.


– Você e o sunsaeng se falam muito?


O garoto se levantou, pegando a mochila.


– Porque você quer saber? – Seu olhar era meio vazio e a expressão dele não mudava por nada, assim como o tom de voz. – Porque importa se eu falo com ele ou não?


Sem esperar resposta, o menino saiu rapidamente. TaeMin se sentiu perdido por alguns momentos, virou-se para ver aquele que mais odiava olhando para si com um sorriso nos lábios. Percebendo-se sozinho na sala com ele, pegou as coisas e fez o mesmo que o outro loiro havia feito, fugindo dali o mais rápido possível.


SL

JongHyun viu KiBum sentado na arquibancada, como ele fazia às vezes quando namoravam, mas dessa vez o loiro tinha os olhos presos em outra pessoa. E Choi parecia animado com essa atenção toda. Normalmente ele já jogava bem, mesmo que odiasse admitir, mas hoje ele estava destruindo o outro time, fazendo gols invejáveis por todos, menos por JongHyun que estava mais ocupado pensando no que faria a seguir do que no jogo, o que rendeu algumas quedas, ótimas oportunidades perdidas, bronca do treinador e, o mais irritante, um olhar vitorioso de Choi.


Assim que acabou o jogo, JongHyun viu o mais alto entrar no vestiário junto com os outros. Deveria fazer o mesmo, mas fez um caminho diferente, se dirigindo ao ex namorado.


– Key.


O loiro somente o olhou quando foi chamado, lhe lançando uma expressão séria e completamente diferente da que ele estava acostumado. Nem quando eles terminaram e o menino descobriu tudo que fizera, ele havia ganhado um olhar tão hostil do outro. Aparentemente, até traição era mais aceitável para ele que chegar perto de TaeMin.


– É sobre o TaeMin.


– Você largou o meu irmão? – ele perguntou estreitando os olhos de forma perigosa. KiBum conseguia ser assustador quando queria.


– Eu nunca fiquei com o seu irmão.


O loiro franziu a testa.


– Você está dizendo que Minnie está mentindo para mim?


– Ele está.


– Por quê?


O mais velho abriu e fechou a boca algumas vezes, olhou em volta medindo as palavras antes de responder.


– Não posso dizer, mas ele está mentindo, nunca tivemos nada.


– E eu deveria acreditar em você por quê?


– Por que eu mentiria para você? – Ele suspirou frustrado.


– Para o MinHo não quebrar a sua cara de novo?


– Ele não quebrou a minha cara! – exclamou claramente ofendido.


– Tem certeza? – Key perguntou debochado. – Você se olhou no espelho ontem?


– O que está acontecendo aqui? – A voz rouca de Choi MinHo pegou JongHyun quase desprevenido, ele passou pelo mais baixo, se aproximando do loiro que sorriu carinhosamente – Oi, baby.


Eles deram um rápido selar de lábios, dando as mãos em seguida, ignorando o mais baixo ali presente.


– É serio, Key – ele chamou a atenção do outro novamente –, fale com o seu irmão. Faça ele te contar o que aconteceu, não é uma coisa que possa ser ignorada.


KiBum estava disposto a ignorar o que o outro dizia, seu irmão não mentia para ele, mas algo no tom de JongHyun, mais a desconfiança daquela história toda, o fez cogitar a veracidade daquilo tudo. E o quão grave poderia ser o que acontecia com TaeMin para ele não querer lhe contar? Ele apertou a mão de MinHo buscando conforto, e quando ele fez o mesmo com a sua, soube que não estava sozinho.


SL

Achar HeeChul não foi fácil. TaeMin percorreu a escola toda, até que KyuHyun havia lhe dito que o garoto estava na enfermaria. Quando ele chegou lá, o local estava deserto, somente pela cama ocupada pelo alvo de suas buscas.


– HeeChul hyung...


Diante da voz suave, o que estava deitado abriu os olhos, para ver o loiro parado em pé com uma expressão preocupada.


– O que foi? – ele se sentou na cama imediatamente.


– Eu... Eu acho que ele vai fazer de novo. Ele gosta de garotos com traços mais delicados e tem esse menino em um dos primeiros anos que é quase uma menina! EU JURO! E ele fica dando aquele olhar a ele, da mesma forma que fazia comigo e...


Ao ver o garoto falando rápido e gesticulando, HeeChul não pôde se impedir de achar isso fofo. Vendo que ele não ia parar tão cedo, estendeu uma das mãos, puxando-o pelo pulso. O susto o fez calar a boca, sentando perto do maior na cama.


– Ele não vai fazer nada.


A afirmação foi feita com tanta certeza que o mais novo ficou confuso.


– Como você sabe? Esse menino faz o estilo dele.


– Eu sei quem é, e ainda tem outro também, mas ele não vai fazer nada. Eu sei que não vai. – Ele observou o outro procurar palavras, sabia que ele não entendia como ele poderia ter certeza, mas HeeChul não contaria a ele. – Você é tão fofo, Tae.


– Eu...


– Acho engraçado como você não perde esse ar jovial e inocente mesmo com tudo isso acontecendo – sorriu carinhosamente. – Eu tinha isso também.


– Você é muito bonito, hyung.


– Eu sei, mas é uma beleza diferente da sua. Aquele cara nunca deveria ter colocado as mãos em você.


Em um silêncio profundo, porém não desconfortável, o mais velho traçou cada linha do rosto do mais novo, prestando atenção em cada detalhe. A forma como ele lhe olhava, a certeza com que ele falou antes, as marcas visíveis no corpo dele fizeram o loiro entender o que estava acontecendo. HeeChul viu os lábios bem desenhados se abrirem, o rosto expressando um horror profundo.


– Hyung...


– Eu não tenho mais nada o que perder, Tae, você tem. Você é puro.


– Eu não sou...


– Não importa que você já tenha passado por isso, ou que já tivesse uma vida sexual antes, você é puro. Aquilo foi o início, você tem dois caminhos, se tornar como eu, ou superar. Eu não posso deixar que ele faça contigo o que fez comigo, eu não posso deixar ele te sujar. Nem a você, nem a ninguém.


Sem dizer mais nada, o loiro se aproximou do outro, juntando seus lábios em um beijo desesperado, que foi correspondido da mesma forma. As roupas foram descartadas com rapidez, TaeMin foi virado contra o colchão, envolvendo suas pernas na cintura do mais velho.


Aquilo não era sexo. Era o grito desesperado de duas pessoas completamente perdidas procurando consolo e aceitação. Aquilo era mais que sexo. Eram dois meninos mostrando um ao outro que estavam ali, não importa o quê. Era um ato de purificação para um coração tão jovem e já tão maltratado.

Notas finais
[Ainda Sweet aqui] E AI? Sobre o MinHo chamando o Key de "baby", eu leio muitas fics em inglês então me acostumei com isso e foi uma surpresinha para a Rey *-------*, bobinha, mas né. BABIES kkkkkkkkkk ♥
Qualquer comentários, ameaça de morte, declaração de amor, qualquer coisa vocês podem falar por review *-* e eu juro que a gente vai responder tudo! Beijos e até a semana que vem ♥