Second Chance
10 Express
Notas iniciais

Quando morrer, vou para o céu! Por que digo isso? Meu irmão ficou preso no escritório e não só ele, como minha mãe, pediu para buscar Luana. E como uma boa pessoa que sou, fui buscá–la. Estou a esperando a quase dez minutos, e olha que ela falou que já estava descendo.
Fiquei encostada no carro, observando o lugar e as pessoas. Hoje o dia estava mais frio, o que não é novidade, mas da para ficar sem casaco. As pessoas olhavam estranhamente para mim, afinal não estão acostumadas com meu estilo. Isso eu sinto saudades de morar em Metropoles, ninguém te julgava pela roupa, já aqui o povo olha torto. Não vejo nada de mais. Estou com uma blusa azul larga e cumprida, um short preto que nem dá para ver por causa da camisa, meia até as coxas, pretas com detalhes vermelhos e brancos e um par de sapatos marrons.
Finalmente ela apareceu, achei que teria que busca–la. Ela parece aquelas super modelos, belíssimas, com belos cabelos loiros e olhos azuis, que faz qualquer homem beijar seus pés. Será que nós vamos num funeral e ninguém me avisou? Ela esta com um vestido preto cumprido e discreto.
— Oi, Scarlett. – Cumprimentou com seu melhor sorriso
— Oi. Vamos que já estamos atrasada. – Digo ajeitando meu óculos de sol
Entramos no carro, e devo dizer que fiz questão de por musicas, assim não precisamos conversar, até chegar lá. Existe uma regra muito importante para quem anda com carro comigo: é nunca mexer no meu som. E o que aquela mulher faz? Vai lá mexer. Dou um tapa na mão dela.
— Ai, por que me bateu?
— Não é para mexer. – Respondo colocando na musica de antes, “Evanescence – My Immortal”.
— Mas a musica é depressível.
— Eu gosto, é o que importa. Aprenda desde já, que quem manda nesse carro sou eu.
Ela cruza os braços e olha para a paisagem.
— Deveria me tratar bem, afinal sou a mãe do sue sobrinho ou sobrinha. – Reclamou
— Possivel sobrinho ou sobrinha. Só saberemos depois do teste de DNA.
— Esse bebê é do seu irmão.
Fiz uma careta não acreditando muito.
— Juro que é. Acha que eu queria isso? Não planejava engravidar. Se eu quisesse teria feito isso com meus exs. – Disse quase gritando
Ela tem um ponto, mas nenhum dos exs dela tem tanto dinheiro como meu irmão e minha família.
— Eu não vou discutir com você. Começo de gravidez é perigoso, um estresse e pode perder essa criança e não to afim do meu irmão me matar se algo acontecer com seu possível filho.
Ela resmungou um pouco.
— Sabe o que eles querem conversar comigo?
— Sei. – Respondo vendo que já nos aproximávamos da mansão.
— E? – Questiona
— E? – Repito a pergunta
— Não vai falar.
— Não, minha querida. Já estamos chegando mesmo.
— Eu poderia me preparar para o que me aguarda. – Comentou voltando para a janela
—Relaxa, ninguém vai te jogar para os leões. O nome da minha família está em jogo.
Chegamos e nossa mãe já nos esperava, sua expressão é bem seria. Luana olhou para mim, implorando que eu faça algo. Desculpe querida, mas eu não sou louca de fazer algo. Só acenei para que ela saia, claro que de um jeito educado.
Depois que ela saiu, eu respirei fundo e sai, não podia perder essa conversa por nada. Senti uma pena da pobre moça, quando minha mãe pos a mão no ombro dela, só pensei: Ferrou.
~~
Meu irmão demorou cerca de 30 minutos, deu para ver que veio correndo para cá. Quando entrou na sala, pediu mil desculpas e sentou ao lado dela, mas colocou uma distancia entre eles.
— Já que estamos todos aqui, podemos começar. – Disse meu pai sentando na mesma poltrona do dia anterior.
Minha mãe se sentou na mesma também, já eu preferi ficar em pé, apoiada na lareira. Tentaria ser a expectadora daquela discussão. Sim, tenho certeza que vai ter briga.
— Primeiramente, um teste de DNA será feito, logo após do nascimento da criança. – Mandou minha mãe.
Uma coisa que deve saber é que minha mãe é a chefe da família, mas quando meu pai batia o pé, muitas vezes, nem minha mãe fazia sua cabeça.
— Não tem necessidade, Charles é o pai. – Disse segurando a raiva
— É só para confirmar. Nossos advogados pediram, já que teremos de mudar o testamento.
Claro que eles tinham duvidas que era do meu irmão, como eu tenho.
— Se você se recusar fazer, entrarei na justiça para isso. – Completou meu pai
— Não precisamos ir aos tribunais.
— Tem medo, afinal o melhor advogado do estado vai estar contra você. – Comento
Meu irmão olha irritado, não consegui segurar a língua.
— Vocês não vão se casar, mas você irá morar aqui na cidade.
— Como assim não casar? – Questionou irritada
— Não se preocupe que suas despesas serão pagas por Charles. – Explicou meu pai ignorando
— Mas essa criança precisa dos pais unidos, já basta eu mudar toda minha vida. – Disse quase aos berros.
— Abaixa o tom, que você esta em minha casa. – Mandou sem aumentar o tom
Ela rapidamente fechou a boca. Então é assim que eu brigo sem perder a classe? Gostei disso.
— A vida de Charles mudara também. – Avisou minha mãe olhando para meu irmão. – Ele bancará todos os gastos da criança.
— E os meus?
— Você tem o dinheiro que ganhou dos outros maridos. – Respondeu meu pai.
— Nenhum momento vocês perguntaram minha opinião. – Reclamou se levantando
— Sua opinião não é importante. – Disse minha mãe
— Claro que é. Sou a mãe dessa criança.
— E eu o pai e concordo com tudo que minha mãe disse. Se ela não falasse, falaria eu. – Pronunciou meu irmão pela primeira vez
— Então somos nós que devemos resolver isso. Não sua família. – Disse articulando para nossa direção.
— Claro que nós devemos resolver. Querida, você não engravidou de qualquer cara, mas de um Leigh. – Disse minha mãe com orgulhosa.
Luana olhou irritada para ela.
— Sabe, as decisões que foram tomadas foram até boas para você. – Comento pegando meu celular que está vibrando
— O que você quer dizer? – Perguntou sem entender.
Fiquei surpresa por ser uma mensagem de Bruce, depois dessa conversa eu leio. Mesmo minha curiosidade esta meia grande para saber o que ele queria.
— Quem sabe, tirar a criança de você. – Respondo dando o ombro
Jamais faríamos isso, mas gostei de ver sua expressão de surpresa.
— Vocês não...
— Se você pensar em afastar meu neto de nós, não pensaria nem duas vezes para fazer isso. – Avisou meu pai a interrompendo. – Lembra–se: nossa família é muito poderosa e não é só na cidade.
— Eu sei disso.
— Ótimo. Sra. Pierce, já marquei uma consultada com uma das melhores medicas do país e deve acontecer na próxima semana. – Anunciou minha mãe
Luana só acenou a contra gosto.
— Quer falar algo? – Perguntou minha mãe
— Sim, vou falar com meu advogado. – Anunciou se levantando do sofá
— Então fala agora, porque ele está no seu lado. Não pera, ele é o cara que vai tentar fazer algo. – Ironizei
Achei que ia pular em cima de mim, mas soltou um grito e saiu da sala. Meu irmão a seguiu, provavelmente a levaria para o escritório do meu pai. Agora o assunto estava sério, também seu plano deu errado.
— Depois dessa conversa, melhor irmos almoçar. – Mandou minha mãe se levantando. – E espero que aquela mulher não fique, não estou afim de discutir e quero almoçar sossegada.
Realmente, puxei minha mãe.
~~
Depois de ficarem muito tempo no escritório, meu irmão a levou para o hotel. Infelizmente, ele não voltou, o significa que quer ficar sozinho. Depois do almoço, fui para a empresa, já que tinha algumas coisas para resolver que levou a tarde toda. Quando fiquei livre, fui buscar meu irmão, resolvi leva–lo para minha casa. Normalmente, minha mãe não deixaria, por ser dia da semana, mas viu que era melhor.
Estava encostada no carro, esperando ele sair da escola, e lembro da mensagem do celular. Ao abrir e ler, revirei os olhos.
“Jantar sexta?”
Pior que eu vou ter que jantar com ele, melhor que o outro. Quando apertei a opção de responder, uma pessoa para na minha frente e quando olho, solto uma risada seca.
— Está me perseguindo, Sr. Wayne? – Pergunto levantando a sobrancelha
— Não. Eu parei para ir à banca e vi você aqui parada. – Respondeu sincero.
Notei que segurava a revista que dei a entrevista. Deve estar curioso para saber o que falei.
— Eu te mandei uma mensagem. – Informou–me
— Eu sei, quando chegou estava preste a responder. Fiquei ocupada a tarde toda. – Explico levantando meus óculos e pondo na cabeça.
— E qual a resposta? – Perguntou curioso
— Tenho escolha? – Pergunto com um sorriso de lado
— Tem. – Respondeu encostando–se ao mau lado no carro.
Ele esta me dando a opção?
— Tudo bem, é o mínimo que posso fazer. – Digo aceitando o convite.
Ele sorri para mim. As portas do colégio são abertas e muitas crianças saem correndo, uma delas é John que corre na minha direção.
— O que faz aqui? – Perguntou me abraçando
— Hoje você vai passar a noite no meu apartamento. – Respondo mexendo em seu cabelo. – Agora, de um Oi para o senhor Wayne.
Ele se afasta e olha para Bruce.
— Olá, Sr. Wayne. – Cumprimentou sorrindo
— Olá, pequeno John.
— Você é o novo namorado da minha irmã? – Questionou John
Ai Jesus, o menino curioso.
— Não, ele não é. É um velho amigo da sua irmã. – Respondo rapidamente
— Por enquanto. – Comentou
Olhei feio para o playboy.
— Bem, vamos indo. – Mando já indo para o lugar do motorista.
— Tchau, Sr. Wayne. – Se despediu e entrou no carro.
— Tchau John.
Entrei no carro e pus o cinto, John fez o mesmo.
— Te busco as 20h. – Informou se afastando do carro.
Aceno e dou partida para o carro. Espero que chegue logo sexta, assim o jantar começa e termina rapidamente.
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