Second Chance
11 Feel This Moment
Notas iniciais

3°Pessoa
Bruce pegou uma gravata do seu armário e vai para frente do espelho. Ele colocou a gravata em volta do pescoço e começou a fazer o nó. Ao olhar para seu reflexo não gostou muito do que viu: ser um homem totalmente diferente do que é. Ele sabia que era necessário para ser o Batman, mas depois do dia anterior ter encontrado Rachel e ela viu esse lado, seu coração pesou. Ele não queria que ela o visse, depois de tanto tempo, ele assim, com duas garotas saindo do hotel. Ele queria ter conversado e começado com o pé direito, agora ela teria impressão errada dele.
— Mas vou concertar isso. – Disse para si mesmo.
E o que ele faria hoje com Scarlett, queria sua amizade de volta.
Alfred se aproximou segurando o paleto e o ajudou colocar.
— O patrão tera somente a companhia da senhorita Scarlett no jantar?
— Sim, por que pergunta? – Indagou fechando o paletó
— Não gostaria que ela passasse pelo show que aconteceu ontem.
— Hoje será diferente. Ela é uma pessoa muito especial.
— Ela é. E por isso peço que não a use, ela nao é como as outras mulheres. Não merece ser magoada.
Bruce não sabia, mas nos anos que esteve ausente, Scarlett visitava Alfred, quando estava na cidade, e isso fez a moça ganhar carinho e respeito do mordomo.
— Não farei isso. – prometeu abotoando as mangas do paleto
~~
POV Scarlett
Os dias passaram mais rápido que esperava e quando dei por mim, já era sexta. Olhei–me para o espelho da minha vaidade e fiquei encarando. O que vai dar esse jantar? Peguei o pincel do blush e passei no rosto. Esse jantar vai ser simplesmente amigável, ele pode ter me salvado e doado uma quantia generosa, mas não passará disso. Não quero um relacionamento tão cedo e ainda mais com alguem parecido com meu ex.
Ponho o pincel de volta para o lugar e me encaro. Deve ter algo de errado comigo, nunca dou sorte no amor. Sera meu cabelo? Meu jeito de falar? De vestir? Acho que não dá para ser na vida profissional e pessoal ao mesmo tempo.
— Maldito TPM! – Grito
Chega, vamos espantar essa depressão antes que tenha uma crise de choro. Preciso de mais mudanças, acho que vou voltar ao tom natural do meu cabelo: castanho. É uma boa mudança, faz anos que não deixo meu cabelo nessa cor.
A porta se abre e minha governa entra, sua expressão pode estar normal, mas sei que não gosta nem um pouco desse jantar
— Sr. Wayne, chegou.
Eu balanço a cabeça e ela se retira. Pego meu batom e tiro a tampa, olho para o jornal que esta em cima do móvel, na pagina falando do show que o playboy fez.
— Se ele está achando que vai ter show hoje, vai cair do cavalo. – Digo para meu reflexo, antes de passar o batom.
~~
O que aconteceu com Bruce Wayne? Sim, estou perguntando por ele estardiferente, quero dizer, não esta totalmente. Ele ainda flertando comigo, mas menos e não dá atenção as outras mulheres, para a tristeza das mesmas.
O jantar seguiu com uma conversa agradavel, sempre em algum assuntos relacionados ao meu trabalho ou passado.
— Lembra daquela pedra pontiaguda, que a Rachel achou e você queria? – Perguntei enquanto o garçom trocou o prato.
— Claro que lembro. Foi quando eu cai no poço.
— Verdade. Você nunca disse o que aconteceu. – Comento, esperando que conte.
— Eu machuquei meu braço e meu joelho.
— Sim, eu lembro. – Reviro os olhos – Mas algo aconteceu algo la embaixo. – Insisto no assunto antes de beber um gole de vinho.
Ele se mexeu na cadeira, mostrando seu desconforto. Aconteceu algo grave que ninguém sabe? Acho melhor mudar de assunto.
— Olha, se não quiser falar, tudo bem. – Digo
— Não, não tem problema falar. Tinha muitos morcegos e podemos dizer que me apavorou.
— Entendo. – Falo antes de voltar a comer
Algo normal paraque aconteceu, eu lembro o quanto saiu assustado do poço e sempre me perguntei o que ocorreu.
—E você?
— Eu o que? – Pergunto não entendendo
—Você sabia nadar, não tão bem, mas sabia.
— Podemos diz que adquirir um medo.
Um garçom se aproxima e troca nossos pratos.
— Conte–me. – Pediu antes de voltar a comer.
— No primeiro ano de ensino médio, tinha uma garota que eu conhecia pouco. Nós tínhamos aula de arte e história juntas, ela era bem simpática e engraçada, uma boa amiga. Sei que ela semprequis ser do grupo dos populares, algo que nunca entendi a necessidade das pessoas querer ser.
— Você não pertencia a esse grupo.
— Quase fui, mas quando vi as mentes vazias, pulei fora. Não sofri nenhuma brincadeira de mau gosto, porque na época já fazia roupas e as vendia, e as garotas que mais gastavam eram do grupinho. Então chegou nos meus ouvidos que essas pessoas criaram um desafio e quem realizasse, entrava para o grupo.
— Não me diga que ela foi.
— Foi. Quando soube o tipo de prova, sabia que traria grandes problemas. Eu e Rachel fomos até o velho clube de Gotham, que estava abandonado. Quando chegamos, vimos o pessoal reunido na ultima plataforma e corremos até lá. Houve uma discussão com as patricinhas, e não sei como acabei caindo na plataforma.
Fechei os olhos para tentar afastar a sensação de afundar e tentar subir e não conseguir, ver a escuridão em volta e perder a esperança de encontrar a luz. A minha respiração acelerou, o merda, acho que estou começando a ter ataque de pânico.
— Scarlett? – Chamou Bruce pegando minha mão.
— Desculpe, só lembrei–me de algumas coisas. – Respondo guardando essa lembrança bem funda da minha mente e acalmar os nervos. – Algo segurou meu pé e não consegui nadar para a superfície, mas alguém pulou e me salvou. Depois disso, adquiri medo de águas fundas.
Voltei a olhar para o prato, de repente meu apetite diminuiu drasticamente. Levantei meus olhos e o encontrei me observando atentamente. Então senti ainda sua mão sobre a minha, era tão quente e reconfortante, meu estomago deu um pulo e então tirei a rapidamente.
— Você foi muito corajosa. – Elogiou, mas pude ver um lampejo de decepção dos seus olhos
— Obrigada.
Voltamos a comer. No meu caso, enrolar. Ele puxa assunto sobre a empresa, pena que logo irá perder, já que vai se tornar publica. Maldito Earle, aquele cara só pensa em dinheiro.
— Sabe, tem algo que vem me incomodando e preciso perguntar. – Comento enquanto os garçons tiram os pratos e servem as sobremesas.
Ao provar minha torta de limão, tento não suspirar de prazer, está uma delicia.
— Pode perguntar. – Informou Bruce
— O que causou sua mudança? Sei que a morte dos seus pais mexeu com você, mas não ao ponto de se tornar o que é hoje.
Ele me olhou e pude ver duvida escrita nos seus olhos, mas duvida do que? Ele soltou o garfo com o pedaço de seu bolo de café.
— Mudanças são inevitáveis, não importa se é para melhor ou pior. Mas saiba que no fundo sou o mesmo. – Ele falou tão seriamente que pareceu que esconde seu verdadeiro eu
— Por que então não mostra quem é realmente?
— Porque tem vezes que precisamos usar uma mascara em publico, para nos protegemos. Você sabe muito bem disso.
Pior que eu realmente sei como é usar uma mascara.

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