Se o Mundo Ruir

7 Capítulo 7 - Confronto (PDV do Shun)




Capítulo 7 – Confronto (PDV do Shun)

Shun bocejou. Olhou para o relógio na parede: onze e dez. Ele teve um longo dia, e estava super cansado. Iria terminar de reler o capítulo e ir para a cama. O esforço extra com os estudos não estava sendo exatamente divertido, mas estava valendo a pena; agora ele se sentia muito melhor preparado para a prova de História de amanhã. Agora tinha uma chance de tirar uma nota boa.

Seu estômago roncou. Ele deveria ter jantado, ao invés de ter estudado por horas a fio; nem havia percebido que estava com fome. Mas agora era tarde demais para cozinhar. Não havia sobrado pão nem queijo para fazer um sanduíche rápido. Pipoca, talvez? Não, ele não estava a fim. As maçãs também haviam acabado; amanhã depois da aula ele teria que passar no supermercado. Talvez ele beberia um copo de leite antes de ir para a cama, só para não dormir de estômago vazio.

De repente, sentiu pontadinhas minúsculas na pele sensível da nuca, e os pêlos claros dos braços se arrepiaram, como o pêlo de um gato alarmado. Ele conhecia aquela sensação: a de estar sendo secretamente observado. Era uma sensação quase palpável, e seu corpo ficou tenso, certo de que não estava a sós. Ergueu a cabeça abruptamente, e seus olhar dirigiu-se direto à porta que dava para a cozinha.

Alguém estava parado ali. Por um milésimo de segundo, ele congelou. De susto, parou de respirar, e seu coração ameaçou a parar de bater. Mas então soltou o ar preso em seus pulmões com alívio, lembrando-se de todas as outras vezes em que seu irmão o assustara daquele jeito. Era o Ikki! Seu coração encheu-se de alegria, e sentiu seus lábios se abrirem em um enorme sorriso. Ele teria que ter uma conversa com o Ikki para parar de assustá-lo daquela forma, pelo amor de Deus, mas isso poderia ficar para depois – agora ele estava entusiasmado demais em ver o irmão mais velho.

“Nii-san!!! Mano, você está aqui!!!”

Lhe ocorreu como era estranho o fato de Ikki ter vindo tão cedo depois da sua última visita. Shun esperava ver o irmão apenas em intervalos de meses, o que feria seus sentimentos mais do que o outro sabia. Mas ei, talvez suas lágrimas e reclamações tivessem surtido efeito dessa vez, e Ikki faria um esforço para vir vê-lo mais frequentemente!

Por que Ikki estava parado no escuro? Por que não dizia nada, ou vinha dar-lhe um abraço? “O que está fazendo parado aí?”

Não enxergava quase nada; Shun semicerrou os olhos, mas Ikki estava em um lugar muito escuro. Apenas podia ver sua silhueta. Como de costume, vestia uma fantasia, e esta era particularmente engraçada. O que era aquela tiara retardada? Do quê Ikki estava tentando se vestir? “E que fantasia ridícula é essa que você colocou dessa vez? Algum tipo de cosplay, por acaso?”

Shun riu, divertido pelo fato de seu irmão estar disposto a fazer o maior papel de bobo para agradar a uma garota. Ikki não apenas fazia a vontade dela em realizar suas fantasias sexuais bobas, mas se vestia de acordo e ia assim pelas ruas para que todos o vissem.“Nii-san, essa sua namorada parece gostar mesmo de coisas estranhas…”

“Como ousa rir da minha armadura sagrada?” a pessoa à porta cuspiu, com uma voz que claramente não era do Ikki, fazendo Shun pular de surpresa.“Fantasia ridícula, é mesmo?” o entranho juntou.

Mas que raios???... Ele deixou o livro cair no chão e rapidamente levantou-se do sofá. “Você—você não é o Ikki!”exclamou, apontando para o estranho que tinha entrado na sua casa sem ser convidado.

“Impressionante habilidade de observação, guerreiro. Não, eu não sou Ikki, graças a todas as estrelas.”

Ah, Shun não gostou disso! Nem um pouco. Estava bastante assustado. Sua mente trabalhava rápido, e seus olhos não deixaram o invasor nem mesmo para piscar. Quem era esse cara? Seria um ladrão? Estaria atrás de dinheiro, de coisas para vender? Se fosse esse o caso, Shun certamente esperava que o homem apenas pegasse o que quisesse e fosse embora. Se fosse violento, Shun estaria em apuros, pois nunca havia sido do tipo atlético; praticamente qualquer um poderia vencê-lo em uma briga, inclusive garotas.

Não que ele tivesse participado de muitas brigas na vida; levar uma surra não o atraía nem um pouco, então sempre fez o possível para evitá-las. Isso foi um desafio quando ele era uma criança vivendo no orfanato; o que não faltava ali eram crianças raivosas e com fome de atenção, sempre procurando por uma briga. Shun aprendeu muito rápido – depois de algumas más experiências que o deixaram roxo e sangrando – como se manter fora do caminho desses, ou pelo menos como pacificá-los em caso de um problema.

Outro pensamento lhe ocorreu – um realmente horrível. E se esse cara fosse um estuprador? Shun estremeceu de pavor diante da ideia. Essa certamente não era a forma como ele queria que fosse a sua primeira vez, muito obrigado. 'Por favor, que ele seja apenas um assaltante não violento,' ele rezou a todos os deuses.

Shun lembrou-se de algo que seu irmão o ensinara há muito tempo. Quando ainda eram crianças, uma vez Ikki disse: “Quando alguém bancar o valentão e tentar te intimidar, não mostre medo. Isso só irá piorar as coisas. Dirá ao covarde que você é fraco, que não acredita poder defender-se dele. Seria o equivalente de dar-lhe carta verde para te machucar. Quando você estiver com medo, finja não estar. Faça de conta que está se sentindo corajoso, calmo e confidente, e que ele não é uma ameaça para você. Isso talvez não funcione sempre, evitando todas as brigas, ou te protegendo de apanhar... Mas se você mostrar medo, Shun, o abuso será sempre maior.”

Aquele conselho o ajudara bastante no passado, e agora o seguiria novamente. Iria fingir uma fria confidência. Apenas torcia para ser convincente o bastante! “Quem diabos é você? E o que faz no meu apartamento?” experimentou.

“Sou Seiya Ogawara, mas pode me chamar de Seiya de Pégasus,” o assaltante disse, “um dos três Cavaleiros de Bronze e servo fiel da Deusa Atena. E você quem é?”

Ok, aparentemente não um assaltante, mas um fugitivo do hospício local. Que tipo de alcunha era essa? Pégasus – não era esse o burrinho alado da mitologia, ou um bicho assim? E que história era essa de cavaleiros (do apocalipse???) e uma deusa e servos de bronze?... Aquilo soava como uma religião, ou mais como um culto. Sim, ele soava como um fanático religioso. Mas com a fantasia idiota e a conversa maluca, provavelmente não era certo da cabeça.

Isso não era nada bom. Teria que ter muito cuidado.

Quando viu o cara fechar os punhos de raiva, Shun começou a tremer. Podia praticamente sentir ondas de violência vindas dele. Será que ele tinha feito algo errado? Fez o possível para parar a tremedeira e controlar a voz. Como o estranho esperava que respondesse à tal pergunta? “Eu-- nunca ouvi falar disso.”

Oh, não – agora o homem parecia anda mais bravo.

“Ah, por favor – então os Cavaleiros de Bronze estão abaixo de você, ãhn? Posso perguntar de que grupo faz parte, que é tão superior ao meu?”

“Grupo?” Mas sobre o que raios estava falando???

“É, grupo, ordem. Você é um cavaleiro?”

Shun novamente não sabia o que responder. Que tipo de pergunta era aquela? Ele não possuía um cavalo, nunca praticou equitação na vida, nem ao menos fez um daqueles passeios turísticos a cavalo em fazendas do interior, então não, ele não era um cavaleiro. E nem participava de feiras renascentistas. Isso estava ficando mais e mais estranho!

Como poderia passar por esse maníaco e dar o fora daqui? O outro ainda estava barrando a única saída, através da cozinha. Talvez ele conseguisse correr até o quarto e se trancar dentro. Mas e daí? Ele não tinha telefone, graças ao Ikki, então não poderia ligar à polícia. Estava no oitavo andar, e os apartamentos vizinhos não estavam conectados pelo lado de fora por uma sacada ou algo assim. Trancar-se no quarto o compraria algum tempo, mas o maluco ali poderia derrubar a porta em um instante... De qualquer forma, talvez valesse à pena tentar.

Gritar não ajudaria em nada, ele sabia por experiência; gritava cada vez que via uma aranha na parede – e bastante alto! – mas jamais veio um vizinho checar se ele estava bem.

Tentar fisicamente remover o louco da sua propriedade?... Esquece. Shun simplesmente não era muito forte. E pedir 'por favor' fazendo biquinho com olhos implorantes e doces não o ajudaria. Se ao menos tivesse uma arma!

Se ele não podia escapar, e não podia confrontar o cara em uma briga, teria que ao menos defender-se de alguma forma. E melhor que pensasse rápido, julgando pela raiva crescente que percebia no outro. Qualquer arma sera melhor do que nada. No momento, aquele livro no chão parecia ser a melhor e mais próxima disponível, mesmo que não fosse muita coisa.

Talvez ele simplesmente mandaria o homem ir embora. Às vezes se você elevar a voz e mostrar um pouco de autoridade, as pessoas te ouvem. Parecia muito simples, mas nunca se sabe como os outros vão reagir.

“Ainda não respondeu à minha outra pergunta: quem é você?” o invasor exigiu.

Calma. Confidência. Esteja em controle. Respiração regular. “Olha aqui cara, seja lá quem você for, não tem o direito de invadir o meu apartamento desse jeito – no meio da noite, ainda por cima – falando coisas sem sentido e exigindo saber o meu nome. Então saia já daqui.” Uau, aquilo saiu com a maior confidência!

“Seu nome é Shun Amamiya, eu já sei. Apenas queria ouvi-lo de sua boca. Se você não pretende me dizer a que ordem pertence, tudo bem! Não me importa. Mas pelo menos tenha a cortesia de dizer qual é a sua constelação, guerreiro!”

Seu nome! Como diabos ele sabia seu nome??? E o que isso significava? Ele não veio parar aqui por acaso!... Será que conhecia esse cara de algum lugar?...

Nada fazia sentido. Mais conversa sobre besteiras. De todos os assuntos do mundo, o outro sentiu a necessidade de abordar o horóscopo, por todos os santos! Era tão absurdo que Shun quase deu risada – e haveria, se não estivesse tão amedrontado. O que o outro esperava que ele respondesse? 'Sou do signo de virgem com ascendente em peixes; meu horóscopo do dia previu uma experiência surreal envolvendo uma invasão domiciliar por um cara vestido para celebrar Halloween. E você – qual é o seu signo?' O que Shun acabou dizendo, tentando ser educado mas firme, foi: “Constelação?Você está perguntando sobre o meu signo do zodíaco, ou algo parecido? E como sabe meu nome?”

Mesmo no escuro, Shun praticamente poderia ver fumaça saindo do nariz do homem – ele estava assim zangado. De novo – ele disse algo errado? Ele não tinha idéia de como lidar com esse cara! Percebeu que seu corpo inteiro estava tremendo outra vez. Sabia que isso acabaria em violência, ele sabia.

“Saia daqui. Por favor,” Shun disse, fazendo um esforço enorme para manter a voz no mesmo tom calmo e firme, e para controlar a tremedeira. Onde estava o seu nii-san confidente e forte quando desesperadamente precisava dele? Shun teria dado qualquer coisa para que Ikki viesse resgatá-lo dessa. “Não sei o que está se passando, e não me importa. Apenas volte de onde veio, por favor, e vamos fingir que isto nunca aconteceu, ok?” Ele podia ouvir o medo na própria voz. Não podia evitá-lo; sua habilidade para fingir tinha um limite.

“Você não vai se livrar de mim tão facilmente, guerreiro!” o outro disse, sua linguagem corporal bastante clara: estava se aprontando para uma luta. “Você se acha tão superior a mim: então o prove! Coloque sua armadura, e mostre-me do que é capaz!”

“Pare de me chamar assim!” Shun gritou. Não deveria ter gritado! Mas ele estava perdendo a compostura. Não conseguia mais fingir bravura; estava ficando histérico, queria ser deixado em paz, queria que esse cara parasse de intimidá-lo! Mas ele não sabia como responder a suas perguntas, que não faziam nem um pingo de sentido, nem sabia como aplacar o doido. Cada vez que tentava, apenas piorava as coisas! “Eu não entendo o que você quer de mim!” gritou.

“Que bom que finalmente chegou ao ponto, Amamiya: o que quero de você. Vou dizer. Vim aqui para o levar comigo, e pode crer, você vai vir comigo, ou não me chamo Seiya de Pégasus. Agora, chega de conversa! Prepare-se para lutar!”

Levá-lo com ele??? Queria dizer, sequestrá-lo??? E pior – lutar contra ele? Envolvendo violência? Não, não, não!!!“Eu—Eu não quero lutar!”

“Isso já ficou claro, mas você não tem escolha! Agora, vai colocar a sua armadura, ou vai facilitar isso demais para mim?”

Shun teve vontade de chorar. Por que o outro esperava que ele tivesse uma armadura, de todas as coisas? Isso tinha a ver com a pergunta anterior sobre ser um cavaleiro, não era? A não ser que ele frequentasse feiras renascentistas e gostasse de se vestir como um cavaleiro de época – coisa em que jamais se interessou de fazer – ele certamente não possuía uma dessas armaduras. Já uma lança, sim, lhe seria bastante útil no momento.

Shun estava em pânico, e sabia que dava para perceber, mas não se importava mais. Teria que recorrer a humilhar-se.“Por favor. Deixe-me em paz. Ou eu grito!”

Vendo a pose do outro – a de um predador pronto a atacar sua presa – Shun soube que sua ameaça vazia havia caído em ouvidos surdos. Rapidamente juntou o livro do chão; talvez pelo menos lhe serviria como um escudo leve.

“Muito bem. Já que se recusa a vestir sua armadura, vou tirar a minha. Eu não preciso de uma vantagem para te derrotar, Amamiya.”

Então o cara começou a tirar a roupa, ali no meio da sala, para a confusão e susto de Shun. Isso era para ser um strip tease? Ou o outro ia tentar violentá-lo? Fosse o que fosse, além de louco e perigoso, ainda era pervertido... Felizmente, para grande alívio seu, o tal Pégasus removeu a fantasia mas deixou as roupas de baixo.

O invasor, agora de jeans e camiseta, assumiu uma posição de ataque. “Estou pronto para você, cavaleiro. Vem me pegar!”

“Já disse que não quero lutar! Me deixe em paz!” O grito estridente de Shun era muito sem dignidade, até para si mesmo. Seu coração batia selvagemente, e ele estava respirando rápido demais, incapaz de fornecer oxigênio o suficiente aos pulmões.

“Se você não atacar primeiro, eu o faço!”

O homem começou a cruzar o recinto em direção a ele. Por um segundo, Shun teve uma visão de seu rosto, já que a escuridão ficava menos densa à medida em que se aproximavam; mas ele carregava uma expressão um tanto assustadora, algo que falava de assassinato e vingança. Shun teria preferido continuar não o vendo! Disparou correndo em direção ao quarto, num arroubo de pânico, mas o homem foi mais rápido e chegou à porta primeiro.

Quando o cara moveu-se em direção a ele novamente, não sabendo o que mais fazer, Shun atirou o livro nele ('Era-se um escudo!'), o acertando em cheio no peito. Bom, ele não sabia se havia machucado o homem ou não, mas ele havia parado, encarando o livro a seus pés. Isso era bom! Shun alcançou a estante próxima e começou a atirar livros no invasor como um desvairado, acertando alguns e errando outros. Acontecia que aqueles eram seus livros amados, de que tanto cuidava; volumes que ele tinha lido e relido múltiplas vezes. Mas agora o que importava era que o homem estava parado ali, se deixando atingir. Seu comportamento não fazia sentido, mas isto era bem melhor do que ser atacado! Shun hesitou brevemente com sua cópia antiga de O Morro Dos Ventos Uivantes, mas o atirou e atingiu a cabeça do outro. Pena que não era um livro pesado de capa dura!

Já que o cara continuava ali parado feito um idiota, Shum aproveitou a oportunidade e olhou rapidamente à sua volta: ali. Correu até a mesa de centro, agarrou seu vaso favorito, e o arremessou à cabeça do seu atacante. Aquilo doeria muito mais do que O Morro! Infelizmente, o tal Pégasus o evitou a tempo. O vaso se estilhaçou de encontro ao belo espelho francês na parede, destruindo dois de seus favoritos objetos de arte de uma só vez. Mas agora ele não tinha tempo para lamentar.

'Pense, Shun; pense rápido!' Estando um pouco desprovido de oxigênio por causa de sua respiração ofegante,pensar era mais difícil do que o normal.

Agora seria uma boa ocasião para alcançar a cozinha e sair pela porta, já que o Pégasus estava do outro lado da sala. Mas ele o alcançaria antes que pudesse ir longe... Haveria uma forma de desabilitá-lo temporariamente?

A luz! Era isso! Talvez se ele desligasse o abajur, deixando a sala em total escuridão, o homem ficaria desorientado, por não ser familiar com o layout do recinto, e portanto teria mais dificuldade de mover-se ali do que ele. Talvez isso o desse o tempo necessário para correr para fora do apartamento e pelo menos alcançar a escadaria. Não era muito, mas no momento era sua única esperança.

Sem mais divagações, Shun puxou a corda da tomada, emergindo o recinto em escuridão. Jogou o abajur na direção geral do homem, já que era meio pesado e talvez o machucasse um pouco, detendo-o por um momento mais. E então voou como louco até à cozinha. Bateu o pé na mesa de centro, o que doeu pra caramba, mas ignorou a dor e continuou. Em poucos momentos chegou à porta da frente; ouvindo uma colisão na sala, girou a maçaneta mas a porta não abria, então começou a apalpar as fechaduras cegamente, em um frenesi, tentando abri-las.

No próximo instante, seu atacante estava ali na cozinha, correndo de encontro a ele.

“Meteoro de Pégasus!!!”

E então soube o que era agonia. Estava sendo golpeado por todo o corpo, aparentemente ao mesmo tempo. Todo o ar saiu forçosamente de seus pulmões quando foi atingido por um punho na barriga; antes que pudesse inspirar novamente, sentiu um impacto fortíssimo no peito e ouviu algo quebrar-se, e em seguida sentiu como se a sua face esquerda tivesse sido partida ao meio. Os golpes continuavam chovendo sobre ele em rápida sucessão, ligeiros demais para que ele pudesse compreender. Um parecia mais torturante do que o outro. Shun nem mesmo tinha tempo de completamente sentir a agonia provocada por um golpe, antes que um novo o atingisse em outra parte do corpo.

'Ele tem a intenção de me matar,” Shun percebeu. Essa ideia não havia lhe ocorrido até agora... Mesmo assim, tudo o que podia fazer era impotentemente manter os braços na sua frente como um escudo, o que provou ser inútil. Finalmente, com um golpe na cabeça que o fez ver estrelas, uma agonia tão grande que o fez ter certeza de que sua cabeça havia sido partida, o mundo tornou-se escuro de verdade. Naquele breve momento antes de perder a consciência, enquanto seu corpo já começava a cair, seu último pensamento foi: 'Eu não vou mais acordar.'


~SS~SS~SS~SS~SS~

Continua...


Notas finais
N/A: Pobre do Shunzinho!!! O que vocês acharam: essa cena ficou melhor através do ponto de vista do Seiya ou do Shun (e por quê?) Não posso deixar de mencionar um trechinho que, na minha opinião, acabou ficando mais engraçado em inglês. Em vez de perguntar se Shun era um cavaleiro, Seiya perguntou se era um Saint (os rapazes são chamados de Athena's Saints, ou Bronze Saints, na tradução em inglês). Que é outra palavra para 'santo'... Ficou assim:00-00-00-00-00Posso perguntar de que grupo faz parte, que é tão superior ao meu? Grupo? Mas sobre o que raios estava falando???É, grupo, ordem. Você é um Saint?Shun mais uma vez não tinha o que responder. Que tipo de pergunta era aquela? Ele não fazia milagres, não, e ele certamente não era perfeito; e até onde soubesse, não havia velhinhas pequenas e bastante idosas acendendo velas e rezando a ele, então não, ele não era um santo. Isso estava ficando mais e mais estranho! 00-00-00-00-00Beijos a todos que estejam acompanhando! (Deixem uma review que eu fico super feliz, tá?)Mila