Notas iniciais
Foi um pouco difícil, mas saiu, não fiz revisão, por isso me perdoem por qualquer erro...

Maria entrava no restaurante, todos a admiravam, até mesmo seus filhos e Estevão, ela estava espetacular (como sempre hehe), Maria usava um vestido da cor preta de renda, o cabelo um pouco transado de um lado e solto do outro. Estrela se surpreendeu ao ver aquela mulher “Nossa! É ela” não acreditava na força da coincidência, coincidência? Não, foi o destino. Maria estava mais bonita do que nunca, não estava chorando como quando Estrela a conheceu, mas ela não se enganaria, a imagem de Maria ficara guardada em sua mente, ela a reconheceria em qualquer lugar. Maria foi entrando, quando veio alguém do próprio restaurante e lhe indicou a mesa, ao virar-se em direção a ela vê Estevão, seu coração acelera, suas mãos ficam frias e ela se põe nervosa como se aquele fosse um primeiro encontro de namorados “Ele veio mesmo. Meu Deus!”, todas essas sensações aumentam, na verdade se multiplicam quando ela percebe a presença das crianças: “Meus filhos! Realmente são os meus filhos. Meus amores, como eu amo vocês”, seus olhos marejaram ao vê-los mesmo que de longe, suas pernas não respondiam mais aos seus impulsos, estava paralisada, tudo o que fazia era olhá-los e admira-los. Estevão que não tirava os olhos dela, percebe o tamanho do seu nervosismo e vai ao seu encontro, e os meninos vão atrás.

Se aproximando de Maria:

E: Olá Maria boa noite! (cumprimentando-a com um beijo no rosto e agora sussurrando em seu ouvido) Eu prometi e cumpri, não vou falhar com você novamente (Ele sorri ao afastar-se dela, ela não responde nada, só balança a cabeça positivamente). Maria quero que conheças meus filhos (apontando para Heitor, Estrela e Ângelo). Heitor, Estrela e Ângelo essa é Maria uma... (por um instante fica sem palavras não havia imaginado como faria aquilo, só prometeu a Maria que iria fazê-lo) é...

M: (percebendo o estado de Estevão mesmo sem tirar os olhos das crianças e já com um sorriso no rosto, sai do seu transe e ajuda-o) Uma.. amiga.

Est: (é a primeira a cumprimenta-la) o prazer é meu em revê-la, eu disse que da próxima vez que nos veríamos iriamos nos apresentarmos formalmente, eu sou Estrela. (sorrindo)

Maria se lembrava totalmente daquelas palavras, como iria esquecer do seu anjo da guarda que lhe deu um consolo tão grande em um momento de desespero, ela já havia encontrado com sua filha, mesmo sem saber, ambas consolaram uma a outra, não sabendo que estavam abraçadas com o motivo de toda sua tristeza.

E: Revê-la? Por acaso vocês já se conhecem??? (olhando com uma cara de desentendido)

M: (abre um largo sorriso ainda olhando para a filha) Sim! Nos conhecemos por acaso em uma praça.

E: (se referindo a Estrela) Então Maria é a mulher que você conheceu naquela praça e disse que se deu muito bem com ela..

Est: É ela mesma, mas agora está mais bonita principalmente sorrindo (também tinha um sorriso no rosto).

Estevão naquele momento pode entender tudo, mãe e filha se conheceram por acaso, o sangue lhes falou mais alto.

H: (entrando na conversa) Tem razão Estrela, ela é realmente muito bonita, você não exagerou, prazer eu sou o Heitor.

M: (“Meu filho Heitor! Como é bonito e educado, como queria abraçar vocês”) Muito prazer Heitor, fico extremamente feliz em conhece-lo.

H: Igualmente senhora... vem Ângelo! (Ângelo era o mais envergonhado, e se manteve um pouco distante de todos)

Ang: Desculpe-me pela indelicadeza senhora, é um prazer conhece-la.

M: O prazer é todo meu Ângelo. (Maria não se surpreende já sabia que Estevão tinha outro filho, mas ele temia que ela pudesse ser indiferente com ele, mas na verdade é ao contrário, ela o tratara muito bem e com carinho, assim como fez com seus filhos).

Ambos se dirigem a mesa, Estevão puxa a cadeira para Maria sentar, e os seus filhos observam o quanto ele ficava bobo diante daquela mulher, assim como eles também.. Maria tinha algo no olhar, no modo de falar, de se expressar que encantava a todos, talvez seja sua doçura, sua delicadeza eles não sabiam ao certo, os quatro estavam fascinados.

O jantar transcorre amavelmente, eles conversaram, sorriram, os meninos falavam de si mesmo e Maria os encorajava a continuarem, queria saber tudo sobre eles. Dos três a que mais falava era Estrela, ela sentia a necessidade de impressionar Maria, e também se sentia nesse direito por tê-la conhecido primeiro assim ela pensava, Maria olhava os filhos com atenção, sorria das brincadeiras que faziam entre si, principalmente Heitor e Estrela, Ângelo era o mais tímido, mas até mesmo ele conseguiu se soltar um pouquinho naquele momento, Estevão estava encantado com Maria, ela agia da mesma forma quanto a ele, nada nela tinha mudado, era tão doce e tão gentil como sempre, mais o que mais o impressionou foi o amor em seus olhos quando olhava para os filhos, seus olhos brilhavam mais que milhões de diamantes, expressando toda a felicidade daquele momento, de vez enquanto seus olhares se encontravam mas logo Maria desviava o olhar envergonhada. Conversa vai, conversa vem, até que Estrela impulsiva como sempre faz um pergunta um pouco complexa.

Est: (Estava curiosa para saber sobre Maria, haviam falado o jantar todo, mas mesmo assim sua vida ainda era um mistério) Mas então, senhora Maria, nós já falamos muito de nós, por que não nos fala sobre você? Como foi que a senhora e o papai se conheceram?

H: Se você desse a oportunidade de alguém falar Estrela a senhora Maria poderia nos contar (deu uma gargalhada), mas tenho que concordar com você, (a Maria) fale-nos um pouco sobre a senhora, estamos realmente curiosos.

M: (se sentiu um pouco intimidada pelo olhar dos filhos então dá um sorriso para amenizar o nervosismo do momento) Bem, eu e o seu pai (olha para Estevão e volta a olhar para os filhos) nos conhecemos a muito tempo, antes mesmo de vocês nascerem, nós... é... (não sabia ao certo o que diria)

E: (percebendo a situação, complementa o que ela diz) Nós nos conhecemos nas empresas San Roman, Maria trabalhou lá anos atrás, mas teve que ir para fora do país e morou no exterior até então.

Est: Nossa papai que sorte hein??? (ele a olha sem entender, dando um sorrisinho ela continua) primeiro conheceu a mamãe nas empresas e também a senhora Maria, o senhor realmente é muito sortudo. Mas a senhora trabalhava de quê, era empresaria?

E: Realmente Estrela eu sou muito sortudo, mas não encha Maria de perguntas por favor, e respondendo sua pergunta Maria era acionista das empresas San Roman e continua sendo.

Maria e os meninos o olham e ela diz:

M: O quê?

E: Maria, por acaso se esqueceu dos seus objetivos e o por quê voltou? (somente ela havia entendido o que ele estava falando realmente, ele se referia aos filhos, mas eles pensaram que ele estava falando de trabalho).

M: Claro que não Estevão.

Est: Nossa! A senhora é uma mulher perfeita, bonita, educada e mulher de negócios...

E: Exatamente Estrela, você tirou as palavras da minha boca.. (dedicou um olhar a Maria que ao percebê-lo se desconcerta toda).

H: Papai é impressão minha, mas o senhor respondeu todas as perguntas que foram feitas a senhora Maria?

E: Tem razão Heitor, me desculpe Maria... (um pouco envergonhado)

M: (sorria dela) Não precisa se desculpar, deve ser força do hábito, você sempre fez isso (ambos se olharam de um forma em que através daquele olhar expressaram tudo o que sentiam um pelo outra, já que não conseguiam fazê-lo em palavras, mas havia um pequeno detalhe. As crianças haviam percebido olhavam-se e olhavam para eles enquanto que Maria e Estevão por alguns segundos se perdem na imensidão de seus olhos que não percebem o que ocorre a sua volta).

Depois de todos voltarem ao seu estado normal, continuam conversando por mais um tempo.

E: Bem, já está um pouco tarde, vou pedir a conta e ligar para que o Arnaldo venha busca-los.

H: Mas e porque não vamos com o senhor?

E: Eu preciso conversar com a Maria.

Ang: Mas nós podemos esperar papai.

E: Sem teimosia por favor, amanhã vocês tem aula, e já está muito tarde para vocês.

Est: Mas e se nós não quisermos ir agora?

E: Vão do mesmo jeito. (Sorri e saí)

Est: (se resmungando com cara feia) Isso não é justo, eu odeio ser criança, nunca posso fazer o que quero.

M: (sorria que nem boba encantada com a birra da filha) E o que você queria fazer a uma hora dessas?

Est: Eu queria ficar mais tempo aqui.. é que...

M: Não se preocupem, eu tenho certeza que nos veremos em breve, mas vocês precisam ir, seu pai tem razão, e eu não gostaria que perdessem um dia de aula por minha culpa.

Os três acenam com a cabeça que sim, já sorrindo, não entendiam o por quê, mas iriam fazer o que ela quisesse ou lhe pedisse, até mesmo Ângelo.

E: (voltando) E então? Já se conformaram de irem para casa?

H: Sim, mas não pelo senhor, nós vamos de bom grado por que a senhora Maria nos pediu.

E: Pelo menos a ela vocês ouvem, já que a mim (dá de ombros, nesse momento Arnaldo chega e vai até a porta do restaurante). Pronto! O Arnaldo já chegou, vão e quando chegarem direto para a cama.

H+E+A: Está bem!

Estevão se despede dos filhos beijando suas cabeças.

Ang: Podemos nos despedir da senhora também?

M: Mas é claro que sim.

Ang: (Indo até ela e abraçando-a) Boa noite senhora Maria, até breve.

H+E: Nos também queremos nos despedir.

Ao abraçarem Maria, os dois sentiram algo diferente, Estrela já havia sentido aquilo uma vez, não conseguia explicar agora com também não conseguia explicar agora, nos braços de Maria, sentiram algo tão maravilhoso, um sentimento tão puro lhes preenchia, uma sensação tão agradável, que desejaram que ela não os soltasse. Os três vão com Arnaldo, Estevão e Maria ficam em pé próximo a mesa em pé olhando aos filhos irem em bora, se passam alguns segundos:

M: (suspira e toma coragem de dar iniciativa) Estevão?? (o olha)

E: Humm??? (virando-se para olhá-la)

M: (Num impulso que nem ela mesma pode controlar) Obrigada!!! (de repente ela o abraça com os braços por baixo dos dele e com a cabeça em seu peito, ele se surpreende muito, mas corresponde-a imediatamente) Obrigada por tudo Estevão. Muito Obrigada! (chorava)

E: “Oh Maria, como é bom tê-la em meus braços novamente, quem agradece sou eu meu amor, obrigada por ter voltado, ao seu lado minha vida volta a ter sentido”.

Ela afasta sua cabeça do peito dele para olhá-lo, estavam ali mais uma vez, olhos nos olhos, poderiam sentir tudo o que o outro sentia, estavam juntos mais uma vez, toda dor, todo sofrimento foi esquecido, nada mais importava naquele momento, passam-se somente alguns segundos, mas para eles é como se fosse toda a eternidade, continuam mergulhados na paixão dos seus olhos, aproximam-se mais um pouco...

CONTINUA...

Notas finais
Espero que tenham gostado meninas... beijus e até o próximo capítulo... Continuem comentando, adoro ler cada um deles... kiss