Se há amor, há tudo.
9 Capítulo 9 - Conflitos
Notas iniciais
Aquele, momento era único, os pensamentos já não existiam, não havia mais razão nem lógica, apenas o amor, ah esse amor que haviam tentado enterrar a anos, mas que tinha sobrevivida a todos os conflitos e dificuldades. Seus rostos se aproximavam, seus corpos estavam colados um no outro, podiam sentir a batida de seus corações que só aumentava o ritmo assim como sua respiração que a cada instante estava mais agitada. Maria enrosca o seu rosto no de Estevão, ambos estavam de olhos fechados apenas sentindo o prazer do momento de estarem juntos novamente, deixavam-se levar pelo desejo, pela paixão reprimida, até que...
L: Maria!!! (abismado, surpreso, não conseguia acreditar no que estava vendo) Maria!! O que você está fazendo?
M: (com o susto se separa bruscamente de Estevão, ainda com a respiração acelerada e ofegante) Luciano!
L: O que você está fazendo aqui com esse homem? (morria de ciúmes)
M: (ela não diz nada, somente se põe a pensar) “Meu Deus, o que eu fiz? O que teria acontecido se Luciano não tivesse chegado? Como pude chegar a esse ponto? Como pude me deixar levar por Estevão?”
L: (cansado de esperar um resposta e vendo que não iria recebe-la) Tudo bem, não precisa me responder mais nada, tudo o que preciso saber eu já vi, me deem licença.. (saindo rapidamente)
M: Luciano! (chama-o mais sem sucesso, eu nem sequer olha para trás)
E: (irritado por terem sido interrompidos e mais ainda por ter sido por Luciano, agora mais que nunca estava convicto que Maria tinha algo com Luciano, por que senão ele não teria tido essa crise de ciúmes) Maria... Me desculpe, não foi minha intenção causar um problema com o seu... (não sabia exatamente o que eles dois eram)... eu já vou indo, Boa noite.
M: Não precisa se desculpar Estevão, Boa noite! (saindo em direção ao quarto de Luciano, sem olhar para Estevão, tinha medo, vergonha, estava confusa com tudo)
M: (batendo na porta) Luciano! Abra, por favor.
L: (Contrariado e enfurecido abre a porta) O que quer Maria? Por que veio? (Não escondia os seus ciúmes)
M: Luciano! Deixa eu te explicar o que você viu.
L: Não é necessário Maria, poupe os seus esforços, além do mais você nunca me deu esperanças mesmo não é? Eu que fui um idiota por ter chegado até aqui.
M: Você tem razão, eu nunca te dei esperanças e muito menos cultivei esse amor que diz sentir por mim, mas queria que soubesse que aquilo não foi nada, eu...
L: Você não consegue se explicar, não minta para se mesma Maria, seus olhos brilharam certamente porque lembrou-se daquele momento, você ainda ama aquele miserável, mesmo depois de tudo que ele te fez, você ainda o ama.
M: Não o chame assim, e você está enganado eu não o amo. (Nem ela mesma acreditava no que dizia). Eu.. Me deixei envolver... Foi por instinto, mas não acontecerá novamente.
L: Não se preocupe, eu só quero te dizer que amanhã mesmo voltarei para o meu país, não tenho mais nada a fazer aqui.
M: Como assim? Você não quer mais me ajudar?
L: O que eu podia fazer eu já fiz, agora o seu querido Estevão se encarregara do resto, já que não larga de você.
M: Por favor, eu te peço que não vá.
L: Não vou voltar atrás, já me decidi, agora vá, eu estou cansado e acredito que você também, foi um dia difícil. Boa Noite Maria!
M: (seus olhos lacrimejaram) Tudo bem, se isso é o que quer, boa noite. (saiu)
M: (entrando no quarto e escorregando pela porta se sentando no chão) O que foi que aconteceu? Como pude deixar as coisas irem tão longe assim? Por que está próxima de Estevão causa isso comigo? Não consigo me esquecer da sua respiração junto a minha, dos seus braços sobre o meu corpo, de como eu só desejei que ele tivesse me beijado (leva as mãos sobre os lábios e suspira).. Não Maria, você não voltou por Estevão, você não o ama, entendeu? Não o ama, pare de pensar nele (balançando a cabeça tentando apagar aquelas imagens de sua cabeça) Pare de pensar nele!!
E: (já dirigindo em direção a mansão San Roman) Maria! Como foi maravilhoso te ter em meus braços, totalmente entregue, senti você vibrar entre eles, tão perto, que podia sentir a sua respiração junto a minha, se não fosse aquele idiota, o que teria acontecido em Maria? (deu um sorrisinho) Ah Maria, minha Maria, a cada minuto em sua presença eu percebo que te amo cada vez mais, mas infelizmente você já não me amas, tudo por minha culpa, eu sou um tremendo de um idiota.
~~Mansão San Roman: Quarto de Estrela~~
Lá estava ela, Heitor e Ângelo, Alba estava na sala esperando por Estevão, Leonel que morava na mansão já havia ido dormir assim como Carmen.
H: O que você quer Estrela por que nos chamou aqui?
Ang: Heitor tem razão, papai mandou que fossemos direto para a cama. Já está tarde e temos que dormir, tia Alba vai se enfurecer se souber que ainda estamos acordados à essa hora.
Est: O que tenho que falar não podia ficar para outra hora. Eu queria saber se vocês notaram a forma como o papai olhava para a senhora Maria?
H: É só isso? Ah por favor Estrela, eu notei sim, mas é claro que ele a olharia diferente afinal de contas ela é uma mulher muito bonita.
Ang: Eu não entendo muito o que vocês estão falando, o que tem de mais?
Est: Ele não somente a admirava por sua beleza, tinha algo mais, eu tenho certeza.
H: Sim Sherlock Homes não tem como saber se havia algo mais, como tem tanta certeza assim?
Est: Por que havia um brilho no olhar dele, um brilho que eu só vi quando ele falava da mamãe. Eu acho que o papai está interessado nela.
Ang: Mas o papai tem namorada não é? A Ana Rosa.
H: Nem me fale dessa mulher Anjinho, por favor, o papai não tem nada com ela, ele me garantiu isso. (só para entender, Estevão saiu algumas vezes com Ana Rosa, ela tinha 22 anos, mas não foi nada sério, antes mesmo de Maria voltar ele já não tinha mais nada com ela, porém ela o perseguia)
Ang: Mas outro dia no escritório dele, ele me disse que ele tinha todo o direito de ser feliz e que tínhamos que aceitar que ele não ficaria sozinho para sempre, por que ele não poderia viver somente com as lembranças da mamãe.
H: (intrigado se sentando na cama) Então quer dizer que ele tem algo com essa mulher? (zangado) eu nunca vou aceita-la, não adianta.
Est: Eu também não posso aceita-la.. (para um pouco e diz) Ei, é isso, essa é a solução. (sorrindo)
H: (ele e Ângelo a olham sem entender nada) É isso o que Estrela? No que você pensou?
Est: O papai disse que tem o direito de ser feliz não é mesmo? Tudo bem eu aceito, mas com uma condição, tem que ser com alguém que nós aceitamos.
H: Não Estrela, não me venha com isso, fizemos um juramento, nunca vamos aceitar que nenhuma mulher tome o lugar da nossa mãe, eu nunca vou aceitar uma madrasta.
Est: Nem se ela for a Maria?
H: (ele a olha ainda meio sem entender, pensa um pouco) Não, nem a Maria, nem mulher alguma.
Est: Heitorzinho por favor, o papai não vai passar o resto da vida sozinho, e se temos que escolher entre a Ana Rosa e a Maria está obvio não?
H: (pare e pensa mais uma vez) Nós nem a conhecemos direito Estrela. E ainda, supondo que nós a aceitemos, como vamos fazer com que ela se interesse pelo papai?
Est: Nisso podemos dar uma ajudinha. (dando um sorrisinho).
~~Sala da Mansão San Roman~~
Lá estava a malévola da Alba, perdida em seus pensamentos sombrios e pecaminosos que prefiro nem comentar. Queria saber onde Estevão estava e com quem, não podia aceitar que ele estivesse com uma mulher que não fosse ela, percebeu que de uns dias para cá ele havia mudado, andava estranho, distantes de todos, passava muito tempo trancado no escritório e ela sabia o que fazia, pensava em Maria, ela se remoía por dentro “Aquela Maldita, mesmo distante ainda consegue afastar Estevão de mim. Mas eu não vou permitir isso, Maldita, Maldita Maria, já devia ter morrido, mas pelo menos nunca vai sair daquela cadeia...” Nesse momento seus pensamentos são interrompidos pelo barulho da porta se abrindo, ela olha rapidamente e vê que é Estevão, ele entra, estava tudo escuro, pensava que todos estavam dormindo, mas é surpreendido por Alba que ascende as luzes.
A: Boa noite Estevão, posso saber onde estava até uma hora dessas? E por que mandou que Arnaldo fosse buscar seus filhos, sendo que eles saíram com você?
E: Tia por favor, não tô com cabeça para suas implicâncias agora, eu vou dormir (já subindo as escadas)
A: Estevão eu não vou permitir que isso continue assim me ouviu bem, eu não vou permitir.
E: (voltando) Ah é? E o que pensa em fazer? Pelo que eu saiba, eu já sou adulto e dono da minha vida. Não lhe devo satisfações, por favor, não me obrigue a ser grosseiro com a senhora (sério e ríspido)
A: Está muito enganado, eu não vou perder Estevão, eu nunca perco, eu sempre consigo aquilo que quero (se referia a ele, mas ele não entendia), e não vou deixar que a simples lembrança daquela maldita destrua esse lar que eu lutei tanto para construir.
E: (totalmente alterado) Cale-se! Não vou deixar que fale assim da Maria ouviu bem? Não a insulte na minha frente.
A: (surpresa com a reação dele) O que deu em você Estevão? Por que a protege assim? Aquela mulher não merece nada, não se esqueça que ela é uma assassina, uma assassina e passará o resto de sua vida pagando por seu crime.
E: (sem medir o que dizia, já não pensava mais) Maria não é uma assassina, não é! E para sua infelicidade ela não passará o resto de sua vida na cadeia. (saindo esbravejando).
A: O que foi que deu nele? Por que falou isso? Não não pode ser, Estevão está alucinando.. Maldita! Mil vezes maldita, você apodrecerá na cadeia, sim na cadeia onde é o seu lugar. Já te matei para seus filhos e assim vou fazer com Estevão, ele tem que te esquecer maldita.
Enquanto isso, Estevão entra no quarto batendo a porta, estava muito alterado, não pela discursão com Alba, mas por simplesmente pensar que Maria estava com outro, não, não podia acreditar nisso, assim em meio aos pensamentos quase que não dorme durante a noite. No outro dia acorda cedo, tentava pensar em tudo, menos em Maria, mais em seus pensamentos só vinha a imagem dela, mas como não se ela era o seu tudo? Estava sentado na cama lembrando-se do momento em que sentiu Maria em seus braços, quando é interrompido por batidas na porta.
A: (já entrando) Estevão preciso falar com você.
E: (mais tranquilo, lembrar-se de Maria já iluminava o dia) Sim tia, fica a vontade.
A: É sobre nossa discursão de ontem à noite, você falou algo que não consigo tirar da minha cabeça.
E: (nem sequer lembrava de uma palavra que havia dito) Desculpe tia, mas não quero conversar, tenho um longo dia pela frente, e não quero começar com mais uma discursão. Mas eu queria te pedir que organizasse um jantar e que chamasse todos os amigos.. Bom dia (já saindo não dando tempo que ela falasse nada).
Intrigada pensando por que ele pedia que ela organizasse um jantar, desceu para tomar café, todos estavam juntos menos Estevão que saiu sem comer nada, e a rotina transcorre normalmente para todos, indo ao apartamento de Maria, a encontramos escolhendo uma roupa enquanto ouviu uma música bem tranquila, tentava se distrair para não pensar em Estevão, tentativa em vão só para constar.. Já estava arrumada, pronta para descer para tomar café quando batem em sua porta.
M: Já vai (indo em direção a porta para abri-la) Você? (se surpreende ao abrir a porta e ver quem estava ali).
CONTINUA...
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