Se há amor, há tudo.

7 Capítulo 7 - O amor nem o tempo pode apagar...


No outro dia.. No hotel

Maria acorda cedo, mal dormiu a noite, a cena de quando viu Estevão pela primeira vez depois de tantos anos ia e voltava em sua cabeça, aqueles olhos a olhando, o seu rosto, o seu corpo... tudo, ele estava perfeitamente como ela lembrava e ela não conseguia parar de pensar nele “Por que meu Deus, por que não paro de pensar em Estevão?” ela sabia a resposta, mas era orgulhosa demais para admitir, não se permitia nem sequer pensar que ainda poderia amá-lo, não poderia, ela se dizia isso, várias vezes porém em vão. Maria caminhava pelo quarto, às vezes levava as mãos à cabeça, estava perdida em seus devaneios, quando se assusta ao ouvir alguém batendo na porta de seu quarto.

M: Quem será uma hora dessas (indo em direção à porta) o que faz aqui? (se assusta ao ver quem era).

E: Precisava falar com você mais tranquilamente (ele a olha admirando-a ela está mais bonita do que o dia anterior, ela então nota como ela a olha, e ele acaba percebendo que ela fica corada envergonhada, faz uma expressão um pouco risonha) Não vai me convidar para entrar?

M: Se eu não convidar você entrará do mesmo jeito, então... Sinta-se a vontade (saindo da porta e adentrando no quarto) Diga-me Estevão a que veio?

E: Eu queria falar sobre os nossos filhos. Creio que qualquer coisa em relação a eles você irá querer saber não?

M: sim Estevão, mas não tenho tempo para rodeios, vamos o que quer falar sobre os meus filhos? (seria e tentando ser fria)

E: Maria, eu andei pensando no que você me disse ontem, e me dei conta do quanto fui injusto com você mentindo para os meninos. Você tem todo o direito de ver eles e eu posso te ajudar, (ela se surpreende com o que ouvia) mas... é, não sei nem como te pedir isso, mas.. eu queria te pedir que não falasse nada com eles.

M: tem razão, você não tem o direito de me pedir isso (brava)

E: Maria, por favor, entenda, eu não te peço por mim, mas pelos nossos filhos, eles não estão preparados para descobrir essa notícia, e pense em como eles vão reagir, eles não te conhecem como você vai chegar e dizer que é a mãe deles? Sendo que eles primeiramente pensam que está morta e também passaram todos esses anos venerando uma mulher que não é você, entenda eles não estão preparado para isso.

M: e você acha que é preferível a sua mentira a minha verdade?

E: pelo menos me dê um tempo para poder destruir minha mentira.

M: (ela o olha e logo anda pelo quarto segurando suas mãos, e assim fica em silêncio por um tempo) E o que pretende fazer se eu te der esse tempo?

E: Quero te ajudar.

M: Essa não foi sua intenção há 10 anos quando mais precisei de você, por que mudou comigo agora? Não entendo.

E: Por que não acredita que estou arrependido? Por que não acredita que assim como você eu sofri muito durante esses 10 anos porque te amava?

M: Por que se me amava de verdade não teria me abandonado à própria sorte (lágrimas saem de seus olhos mesmo ela tentando segurá-las)

E: Maria eu te amava mais que tudo na minha vida, você era minha vida, minha razão de viver, meu tudo. Depois que você foi condenada eu perdi tudo o que tinha e até minha própria vida, decidi então viver somente para nossos filhos, somente para eles. Te abandonei por covardia eu admito, fui tão covarde e fraco que achava que não suportaria te ver sofrer atrás daquelas grades, não queria te ver naquele lugar horrível (chorava e se ajoelha e põe a cabeça sobre seus pés) Me perdoa Maria, me perdoa, eu posso suportar tudo, menos o seu ódio, mesmo pensando que nunca mais te veria suportei toda a dor por que sabia que em um lugar mesmo distante você estava bem, pelo menos na medida do possível... (Interrompido)

M: (chorava mais agora) Estevão... (não tinha palavras)

E: Por favor, Maria, somente me ouça, eu te suplico, por favor, (ainda chorando sobre os seus pés) durante esses anos, todas as noites eu chorava ao ver o vazio em nossa cama, um vazio que somente você poderia ocupar, mas a maior dor estava no meu coração, senti tanto a sua falta, que queria me recusar a sequer pensar em você, mas foi em vão, você ocupava tudo em mim, meus pensamentos, meus sonhos, o meu vazio, eu tentei te esquecer, mas foi impossível, eu pensei que tava conseguindo mais aí você apareceu novamente e me dei conta de que nunca poderei esquecer de você meu amor...

M: “Meu amor?” essas palavras rondavam a cabeça de Maria e a fazia chorar ainda mais.

E: ... Nunca me esquecerei de você, porque esquecer de você seria esquecer de quem eu sou, de quem eu me tornei ao seu lado, da melhor coisa que aconteceu na minha vida (nesse momento ainda chorando segura em suas mãos e a conduz a se abaixar também, olhando fixamente nos olhos dela que estavam marejados de lágrimas) por que eu te amo Maria, te amo mais que tudo, mais que a mim mesmo, sempre te amei e sempre vou te amar, mesmo que você não me corresponda, porque eu não mereço o seu amor e nunca mereci, eu sempre vou viver simplesmente por te amar e para te amar.

Ambos choravam juntos, aquelas palavras haviam mexido com tudo que Maria pensava, aquelas palavras foram as que ela anto ansiou ouvir durante aqueles anos, não acreditava no que ouvia, tudo parecia um sonho, mas tinha medo que tudo virasse pesadelo assim havia acontecido antes.

Eles passam um tempo se olhando e chorando e não conseguem dizer nada, só depois de um tempo se tranquilizam e conversam, voltando ao assunto principal: os filhos. Depois de algumas horas Estevão vai para casa deixando Maria livre para pensar no que havia acontecido naquela manhã: “Por que as palavras de Estevão me alegraram tanto? Ele ainda me ama? Sim ele me ama, pude ver isso, pude sentir o desespero em suas palavras, ou será que me enganei? Aí estou tão confusa, não sei o que pensar. Ele pensa que eu o odeio, e eu deveria, mas não posso. Será que eu também ainda o amo? Eu não sei o que está acontecendo comigo, eu voltei com dois objetivos, mas ver Estevão novamente bagunçou minha mente, me deixou confusa, já não sei o que faço, o que sinto.”

O resto do dia transcorre normalmente, Estevão havia combinado de sair com os filhos, esperava somente Estrela na sala da mansão juntamente com Heitor e Ângelo.

E: Meu Deus, ela ainda é uma criança e demora tanto para se arrumar.. (sorria)

H: (brincando) Mas também papai do jeito que ela é... (dando gargalhadas)

E: Não fale assim, ela se parece muito com sua mãe, inclusive o fato de demorar tanto (ria)

Nesse momento Estrela descia as escadas.

Est: Rapazes estou pronta.

E: Nem se preocupe meu amor, pela sua demora desistimos e não queremos ir mais a lugar nenhum (sarcástico).

Est: De jeito nenhum, se demorei foi para ficar espetacular para esse jantar e de modo algum iremos ficar em casa.

E: Estou brincado querida, você está linda (beijando sua testa), vamos? não podemos nos atrasar.

An: Mas papai qual é o motivo desse jantar? Você ainda não disse o porquê para ninguém.

Os três o olhavam questionando-o:

E: Não me olhem assim e parem de ser curiosos, logo logo saberão, mas vamos logo sim?

Ambos se dirigem ao carro e vão direto para o restaurante de um hotel. Chegando lá e já adentrando.

Est: Nossa! Que lugar lindo e elegante, mas é muito distante, como foi que descobriu esse lugar papai?

E: Se vocês olharem naquela direção saberão o motivo.

Os três olham na direção que o pai lhes indicava, ambos ficam estonteados ao verem uma linda mulher, de cabelos negros e olhos verdes, rosto angelical, demasiadamente bela, todos os olhares se dirigiam a ela.

CONTINUA...

Notas finais
Espero que tenham gostado... se sim? Comentem, favoritem e até mesmo recomendem... isso me deixa muito feliz, pois já é maravilhoso o simples fato de escrever a história sobre minha querida novela, e saber que vcs estão gostando então, me deixa mais animada para continuar... Tristinha por amanhã ser o penúltimo capítulo da reprise da novela, mas graças a Deus que existe internet e youtube.. Hehe Já assistindo minhas cenas favoritas novamente... beijos lindas!!!