Se Puede Amar De Nuevo
12 Segredos de Sangue - parte II
— quem diria que te achar naquele barranco mudaria a minha vida.
Lembrança Vicente 20 anos atrás.
Estava voltando da cidade em depois de mais uma noite de festa, quando encontra Loreto e mais dois peões, estaciona e desce do carro curioso.
— que tá acontecendo Loreto? — pergunta se aproximando deles — quem é o miserável?
— o que faz aqui Vicente? — tentando o afastar — devia ter seguido o seu caminho sem parar aqui.
— o que ta acontecendo Loreto? — tenta ver de novo mais é afastado pelo amigo.
— seu irmão se meteu em uma grande Encrenca Vicente — coloca as mãos nos ombros dele — o Huerta pediram pra matar seus irmão.
— você fez isso? — fala assustado — me diz Loreto.
— eu fiz — fala sem culpa na voz — foi mais um trabalho Vicente.
— porque fez isso — se desvencilhou de Loreto — o que ele fez? — olhou o rosto desconfigurado do irmão — ele tá morto?
— não — fala calmo — seu irmão é resistente.
— eu não acredito — se aproxima de Victoriano — finalmente você vai ter um destino seu desgraçado — olha Loreto e rir — ele tá assim porque?
— engravidou a menina Inês — olha Vicente — o seu Máximo não teve pena na punição.
— Victoriano Santos não vai mais se meter na minha vida — olha nos olhos do irmão e da um sorriso sádico — acho que vou dar uma boa recompensa pro Loreto.
— vai calar o bico né Vicente? — pergunta Loreto preocupado — tenho que dar um fim no seu irmão e são ordens do seu Máximo.
— claro que vou juvenil — sorri ao ver o irmão sendo levado pró carro — porque seu comparsa ta fugindo?
— não se preocupe — pega o revolver na cintura e atira de raspão na perna do peão o fazendo cair — agora é colocar esse idiota no carro e empurra no barranco.
Fim da lembrança.
— só que até hoje eu acho que aquele peão desgraçado sobreviveu — fala pra si mesmo.
Alejandro saiu sem rumo pela rua, só queria respirar e se sentir seguro. lembrar das palavras do pai faziam o rapaz derramar lágrimas amargas e a atitude passional da mãe lhe enchia de revolta. Andou algumas horas e até achar um lugar seguro para ficar na madrugada.
No apartamento Victor não conseguia dormir direito e não sabia o porque, se sentia extranho, um pouco raro e sentiu seus pensamentos serem direcionados para Alejandro e Inês, como se os dois necessitasse de proteção.
— eu vou ligar pra Inês — vai até o telefone, mas escuta alguém batendo a porta e pelo jeito estava desesperado — quem sera uma hora dessa? — desiste de ligar e vai abrir a porta.
Alejandro tomou feições de menino quando viu Victor abrindo a porta, seus olhos brilharam e tudo o que ele fez foi abraçar aquele homem e chorar como criança.
— o que houve Alejandro? — perguntou preocupado — aconteceu algo com você? — com dificuldade trás Alejandro para dentro do apartamento e sentam no sofá — me fala o que você tem rapaz — vendo o desespero do rapaz a sua frente.
Alejandro se separa de Victor, enxuga as lágrimas e fala:
— discuti com Victoriano.
— o que aconteceu Alejandro?
— dei uns bons socos na cara daquele homem.
Victor fica assustado
— vc bateu no teu pai?
— ele não é meu pai -Respira — sinto que tem algo estranho nele que não me faz o querer — pensativo — ele é mal — fala afirmando.
— vc não deveria ter feito isso.
— eu sei mais ele falou da minha mãe e quando eu vi já era tarde, eu não vou voltar para aquela casa — balançava a cabeça em sinal de negativa — não enquanto ele estiver lá.
— você tentou falar com a sua mãe? Tentou explicar pelo menos.
— ela acreditou no Victoriano é não me deixou falar.
— você perdeu a razão e isso interferiu na sua inocência.
— mas ele falou da minha mãe e eu não admito que falem dela daquele modo — ainda estava exaltado e com os nervos à flor da pele.
— você precisa se acalmar garoto.
— e se esse cara for um maníaco e tentar machucar minha mãe?
— eu vou proteger você Alejandro — olha nos olhos do garoto o passando segurança — não vai acontecer nada com você e nem com a sua mãe.
— você agora foi o que eu mais tive de parecido a um pai nesse momento — estava um pouco aéreo — sorte desse bebê que vai crescer com um pai como você Victor.
— Alejandro...eu — suspira pensativo — não sei nem o que falar garoto — seu coração estava apertado quando o rapaz falou aquilo.
— não precisa falar — toca no ombro de Victor — seu filho já é sortudo com você de pai.
— quero que meu filho seja assim como você — o olha com carinho.
— chorão e violento com o pai? — fala em tom de brincadeira — acho que não vai Victor — com o olhar triste.
— quero que meu filho seja um homem de bem é que cuide da mãe se um dia eu faltar a ela.
— você não vai morrer nunca Victor Fernandes — segura o rosto de Victor e gruda suas testas — você é praticamente um super men cara — sorri.
— e você precisa de um banho — solta uma gargalhada — seu açougueiro todo sujo de sangue — vai empurrando ele até a porta do banheiro — só te levo até aqui.
— obrigado por ta fazendo isso comigo — sorri com o comentário — você é uma figura cara.
— vou avisar a sua mãe.
— ta bem Victor — o sorriso desapareceu do seu rosto — vou tomar meu banho — entra no banheiro.
Victor volta pra sala e o telefone dele toca e ele atende de imediato:
— Inês? — esperava a resposta dela.
— Victor? — sua foz saiu quase em um sussurro.
— algum problema morenita? — já tinha uma ideia do que ela queria falar ao ligar.
— o Alejandro saiu de casa e não voltou e estou preocupada.
— se ele saiu teve seus motivos Inês — falava duro com ela.
— ele está com você? Te falou algo Victor?
— é que... — pensou em Alejandro e como ele estava — eu não sei onde ele está.
— se ele aparecer me liga a qualquer hora — fala com desespero na voz.
— não se preocupe minha morenita — desliga o telefone.
Loreto estava em uma das salas do cassino clandestino conversando com Vicente.
— Você levou uma surra do moleque? — ria debochado — o sobrinho bateu no tio pensando que tava socando o pai.
— eu vou acabar com aquele garoto — falava com ódio — se não fosse o nosso plano aquele juvenil tava comendo grama pela raiz a uma hora dessa.
— já estou fechando o negócio e acho que logo logo os Huerta vão está nas nossas mãos.
— meu problema é aquele seu sócio.
— não se preocupe porque o Tavares vai ter o seu — pega o revolver em cima da mesinha e sai acompanhado de Vicente.
Alejandro já estava mas calmo e aceita passar a noite na casa de Victor.
— já avisei a sua mãe e você pode dormir tranquilo — da um lençol pra Alejandro — descansa pra acordar bem e falar melhor com a sua mãe.
— você acha que ela vai acreditar em mim? — fala um pouco chateado.
— ela é sua mãe — espera ele deitar e se cobrir — ela vai te escutar — desliga a luz e sai do quarto fechando a porta.
Loreto e Vicente cumpria com a primeira parte do plano em uma estrada no meio do nada e bem afastado da cidade.
— porque paramos aqui Loreto? — Tavares pergunta já saindo do carro — o que ele ta fazendo aqui?
— veio me ajudar sócio – se aproxima de Tavares com um sorriso negro — você esta recebendo o seu pagamento.
— vai me matar desgraçado? – se afasta dos homens e tenta correr.
— porra Loreto — fala bravo e saca a arma — seu merda — atira no joelho de Tavares e vê ele caindo automaticamente – agora eu vou acabar com esse juvenil.
— Vicente não se mete deixa que eu faço – se coloca na frente de Vicente — que merda ele ta sofrendo seu sádico.
— sai da minha frente – da uma coronhada nele que cai sentando um pouco zonzo – não te impedir de fuder com a vida do Victoriano.
Vicente caminhou com tamanha frieza, colocou a ponta do revolver entre os olhos de Tavares.
— me mata logo desgraçado — fala Tavares com medo – acaba com isso AGORA – recebe um disparo no abdome e deita no chão se contorcendo de dor.
— fala comigo direito seu verme — pisa na cabeça dele com tamanha violência que escuta os osso do nariz do homem quebrarem — começa a pedir perdão — se agacha — e fala pro demônio que eu mandei lembrança.
Ele aproxima o revolver do homem e atira sem do na cabeça de Tavares e levanta limpando o sangue que respingou no seu rosto.
— vamos Loreto — andando para o carro tranquilamente.
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