Se Puede Amar De Nuevo
13 Como a Primeira Vez
Notas iniciais
O dia amanheci e Victor é o primeiro a levantar para fazer o café da manhã pra ele e Alejandro.
– como a Inês deve está? Acho que vou avisar a ela — termina de falar e logo escuta alguém bate na porta — quem será? — abre a porta.
– me ajuda a achar o Alejandro — o abraça instintivamente.
– Inês?
Os dois entram e se sentam no sofá.
– o Alejandro não voltou pra casa Victor — falava desesperada — não sei mais o que fazer.
– ele tá bem Inês — segura os braços dela — ele já é um homem e você vai ver que ele já vai ta em casa — toca no rosto dela com carinho — você está mais linda ainda — se aproxima dela — já não chore você vai ver que o Alejandro esta bem, é só birra dele meu amor — cola sua testa na dela — te amo tanto, sinto tanto sua falta meu amor.
– a quem quero mentir? — passa os braços ao redor de seu pescoço se aproximando mais — te amo Victor — olha nos olhos dele e lhe dá um beijo e vai descendo até o pescoço — sinto tanta falta de seus beijos caricias — o abraça forte para o sentir cada vez mais perto.
– quero te fazer minha Inês — a coloca em seus braços e a leva pro quarto, a deitando na cama e deita ao lado dela — você pode esquecer de tudo menos de mim Inês — afasta uma mecha de cabelo — nascemos para morrer iguais mi morenita.
Ela deixou ser despida por Victor pouco a pouco e cada toque dele em seu corpo lhe despertava um novo sentimento um amor guardado estava saindo de dentro de ambos...um amor puro e sem maldade os dois sentiam um pelo outro.
– posso te pedir algo? — a olhava enamorado — não me deixe mais — a rodeia pela cintura e a levanta fazendo os dois ajoelharem na cama.
– Victor — fecha os olhos a sentir ele tocar em seu rosto — não vou te deixar nunca — coloca as mãos no peitoral de Victor para se apoiar — me ame como se fosse a primeira vez.
Se amaram como se fosse a primeira vez, desde o primeiro beijo e o primeiro toque era como relembrar um amor passado algo que o tempo não apagou e a distância não esqueceu.
– te amo Inês — a trás para junto dele com carinho — nunca esqueça disso mi morenita — a beija com carinho.
– poderia ficar aqui em seus braços para sempre — suspira apaixonada — será que um dia poderemos ser felizes juntos.
– já estamos juntos e felizes.
Os dois se calam e continua um no braço do outro sem se importar com as horas ou com o mundo fora daquele quarto...
As horas passam e Alejandro entra no quarto onde estava o casal sem bater ou pedir permissão.
– Victor já não é mais hora de dormi, vamos acorda — olha para os dois e segura o riso ao ver a cara de surpresa de ambos.
Victor e Inês estavam tão unidos na cama que pareciam um só e quando Alejandro entra os dois se sentam na cama se olham e depois olha ele.
– eu já tô saindo — sai do quarto e fecha a porta.
– quer dizer que usou minha fragilidade de mãe pra me levar pra cama — socando o peito dele — você viu meu desespero e mesmo assim se calou Victor.
– já estava com o telefone nas mãos pra ligar pra você Inês — tentava se explicar.
– mas não me falou quando eu cheguei aos prantos — se levanta da cama e vai colocar sua roupa.
– você me prometeu que não ia mais embora — ele levantou e só colocou a calça do pijama — prometeu Inês — com tristeza no olhar — não vai embora mi morenita.
– o que fizemos foi errado e eu sei que vai casar daqui há algumas semanas — segura o rosto dele entre suas mãos — você vai ser pai e não podemos ter mais nada.
– Inês — coca as suas mãos por cima da dela e aproxima sua cabeça da dela até suas testas se unirem — não quero isso, eu nunca quis — olha no fundo dos olhos dela — porque te amo e só o seu amor me faz viver.
– não posso — não resisti aquele olhar e o beija como a última vez, um beijo selvagem e intenso eles exploravam a boca um do outro com as línguas e se separaram por falta de ar — não podemos — se afasta com lágrimas nos olhos — eu vou ver o meu filho — sai do quarto.
– Inês tão perto e as vezes tão longe de mim — sorri melancólico — eu conheço tua forma de amar e sei que está se sacrificando por mim.
Inês vai até a sala onde encontra Alejandro sentado mexendo no celular.
– o que você viu lá no quarto — falava envergonhada — não me julgue Ale.
– eu não tenho o que julgar em um casal que se ama como você e o Victor — da de ombro — vocês tinham que ficar juntos pra sempre na minha opinião.
– você está muito rebelde Alejandro
– não me trate como criança — se levanta e fica frente a ela — não volto enquanto aquele verme estiver transitando livremente na casa.
– aquele verme é seu pai — já falava exaltada — e você trate de baixar esse topete e voltar pra nossa casa.
– não volto e essa é minha última resposta dona Huerta.
– então essa é sua decisão?
– sim, já sou adulto suficiente pra fazer essas escolhas — estufa o peito para provocar a mãe.
Inês sai do apartamento sem sequer se despedir de Victor.
– o que queria que eu falasse? — olha em direção a Victor que estava encostado na parede e de braços cruzados pensativo.
– realmente quer saber minha opinião?
– claro que quero Victor.
– sua mãe não tem culpa nenhuma do seu pai ser um calhorda.
– mas ele... — é interrompido.
– ela é sua mãe e você tem que proteger ela de tudo e de todos — se aproxima dele — e principalmente do seu pai.
– ta bom Victor — sai correndo do apartamento pra tentar alcançar a mãe e consegui antes que ela saísse com o carro — não vai mãe — tentava puxar o fôlego depois de descer as escadas correndo.
– Alejandro?! — sai do carro e corre até o filho — o que houve meu menino?
– eu vou voltar com você mãe — da um pequeno sorriso é olha pra trás — alguém que te ama muito me convenceu de voltar — pisca pra Victor — o último — olha nos olhos da mãe com sinceridade e logo depois entra no carro.
Inês se aproxima de Victor a passos lentos e a o chegar perto dele fala olhando em seus olhos:
– te amo — o abraça — nunca se esqueça Victor Fernandes — deposita um beijo terno nos labios de seu amado e se separa voltando para o carro.
Fale com o autor