Se Puede Amar De Nuevo
14 Passado Ganha forma
Duas semanas depois Victor se arrumava para o casamento e sabia que aquilo não ia dar certo.
— estou casando sem amor — pega a gravata e coloca — sabendo que meu verdadeiro amor está se sacrificando por mim e pelo meu filho — se olha no espelho pensativo.
Na mansão Huerta
Alejandro estava prestes a sair quando encontra a mãe na sala.
— o que faz mãe? — vai até ela é lhe beija a face — ta tão pensativa.
— se sua mãe tivesse a ponto de fazer uma loucura, o que você faria pra impedir? — sorri nervosa — digo hipoteticamente.
— eu digo que se for por amor — a olha ternamente — e se for por um tal Fernandes — sorri sapeca — eu até ajudo dona Huerta.
— vamos sair um pouco? — levanta do sofá — quero sair pra tomar um ar.
— eu lhe acompanho mãe — segura na mão da mae — posso te levar em um lugar que você vai poder fazer a tal loucura.
— Alejandro Huerta? — olha e sorri pícaro — quero ver pra onde me levará rapazinho — sai junto a Alejandro.
No cartório Débora esperava a hora do casamento em uma saleta enquanto Victor estava resolvendo a papelada.
— finalmente vou casar com Victor — passa a mão sobre o ventre — esse bebê vai ter um pai rico.
— mas, Débora você acabou de me mostra o exame de DNA?
— o filho até pode ser do guga, mas o pai vai ser o Victor — falava com ganância — o Victor acha que eu engravidei dele.
— porque ele não sabe que esse envelope prova o contrário — mostra o envelope em sua mão — ele tá se enganando.
— e você acha que eu não sei Patricia? Mas, ele não tem herdeiros e esse filho será o único — sua face se contrai em um sorriso maléfico — ele vai ser dono do maior haras do país e um herdeiro milionário.
Quando ela termina a frase, alguém que escutava a conversa fora da sala entra batendo palmas.
— parabéns pelo plano que quase ia dar certo — pega o papel das mãos de Patricia e abre lendo em voz alta — declaro que o feto em questão é filho de Gustavo Saldanha.
— Victor? — olhava ele com medo — não faz nada comigo — começa a chorar desesperada.
— que tipo de monstro pensa que eu sou — se aproxima dela — só exijo que desapareça da minha vida.
— não faz isso — se ajoelha aos pés dele — não me deixa grávida — chora desesperada — não quero ser mãe solteira.
— quer que eu diga a solução? — vê ela balançando a cabeça positivamente — se casa com o Gustavo e sejam felizes — sai da sala arrasado e esbarra com Inês no corredor.
Os olhares se encontram instantaneamente e não era preciso palavras naquele momento, o abraço e a união de duas almas que se amam já era o bastante naquele momento.
— nunca devia ter desistido de nos dois — se aferra ainda mais nos braços de seu amado — Não se case meu amor você pode ter esse filho eu te apoio mais não se case.
— o filho não é meu — diz em um único fio de voz — me enganaram Inês — sentia que não conseguiria segurar as lágrimas.
— meu amor — coloca a cabeça dele em seu ombro e a afaga — como essa mulher foi capaz?
— não era meu — deixa uma lágrima escapar — queria que esse bebê fosse meu Inês — se afasta dela.
— meu Victor — sentia seu peito apertado — você está arrasado — pega seu lenço e enxuga a lágrima que insistiu cair — vamos embora?
— te amo Inês — encosta sua testa na dela deixando seus labios próximos.
Débora que saia da sala vê a proximidade dos dois e fica olhando.
— já vi que ele não perde tempo — fala para amiga.
— e você já arrumou muita confusão Débora — fala apenas pra amiga ouvi.
— ele me trocou por essa mulher.
— você ia fazer ele criar o filho de outro — pega no braço da amiga — vamos é não fala mais um pio — sai arrastado Débora até a saída.
— vamos embora?
— sim Inês — pega na mão dela e vão até seu carro — posso te perguntar algo?
— pode sim Victor — responde com um sorriso infantil nos labios.
— até onde iria comigo?
— ate o fim do mundo meu amor — lhe dá um beijo apaixonado — o fim do mundo e onde mais quiser me levar.
— vou te levar naquele rancho — ajuda ela entrar no carro e depois que ele entra partem pro seu destino.
No cartório Alejandro observava a mãe e Victor saindo e da um sorriso de felicidade.
— você conseguiu Alejandro Huerta — batuca na direção do carro — você é de mais garoto — da uma gargalhada — agora esse Victoriano não chega perto da mamãe.
Na estrada que levava ao rancho Victor não estava aliviando no pedal até Inês falar:
— Victor Fernandes eu quero chegar viva no rancho — falava um pouco assustada com a velocidade que estavam andando.
— me perdoa mi morenita — vai diminuindo a velocidade, mais continua indo de pressa — quero chegar logo no rancho e te fazer minha — acariciá as pernas dela — não sabe o quanto meu corpo sente falta do seu.
— comigo não é diferente — coloca a mão por cima da dele — mas, pra isso temos que chegar inteiros.
Apesar da velocidade eles chegam sãos e salvos no rancho e vão entrando até Inês vê algo que lhe chama a atenção.
— meu pai tinha um indentico — pega o objeto — era seu xodó e acho que deve estar na fazenda ainda.
— o que é isso meu bem? — não tinha visto o objeto e vai até Inês para olhar.
— é um chicote de couro e esferas metalicas — vai pra cima dele fingindo que ia lhe dar uma chicotada.
Victor recua e acaba caindo de joelhos no chão e da um grito de dor em sua mente uma lembrança:
"meu neto vai nascer longe desse morto de fome — segura no queixo do rapaz com uma das mãos enquanto a outra dava um tapa forte por cima das feridas — você vai esquecer de tudo o que viveu com minha filha pelo bem dela e do seu filho que ela carrega no ventre."
— Victor o que houve? — solta assustada o chicote no chão e vai até ele com cuidado — eu não ia bater em você minha vida — acariciando o rosto dele — olha pra mim meu amor.
Victor urra de dor como se sentisse seu rosto queimar.
— não faz isso — sente uma pontada na cabeça e uma tontura — não deixa ele fazer isso — aponta para o vazio.
— nao vou meu amor — ajuda ele levantar — estou aqui com você — o leva até o quarto e ajuda a deitar na cama — se acalma Victor.
Ele já delirava de febre e Inês já se preocupava e se recriminava por ter feito uma brincadeira tão terrível com ele depois do dia tao agitado que Victor tinha tido.
— Inês meu amor — fala delirante — nosso filho... não deixe que ele nos separe — com o rosto dela entre as mãos — sabia que te encontraria minha melodia de primavera.
— onde ouviu isso? — fala assustada — só ele sabia disso.
Victor não fala mais nada, fecha os olhos e fica inconsciente na cama. Inês estava assustada com o que acabava de ouvir dele, ainda tentava entender o que estava acontecendo.
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