Se Puede Amar De Nuevo
11 Segredos de Sangue - parte I
O tempo passa e o casamento de Victor se aproximava, ele não estava animado, mas era tudo pelo filho e por ele sacrificou um grande amor e sua felicidade ao lado de Inês agora era uma lembrança dolorosa e que ao mesmo tempo era que lhe acalentava nos dias triste.
Inês não estava tão diferente e seu sofrimento foi aprofundado pela rebeldia do filho e a insistência de Victoriano que estava trabalhando com Máximo com o motivo de se aproximar ainda mais de Inês e do filho.
Alejandro voltava do haras quando a mãe o chama para conversar no escritório.
— qual é o assunto da vez? — fica em pé em frente da mãe.
— o que está acontecendo meu filho? — falava preocupada.
— esse Victoriano querendo se meter na minha vida eu não aguento mais a presença dele nessa casa.
— é seu pai Alejandro — tentava falar com calma — queria saber o porquê dessa rejeição meu filho.
— eu não gosto dele e nuca vou chamar aquele estranho de pai — falava exaltado — da pra me entende mãe? — sai do escritório batendo a porta.
— Alejandro — o chama mas sem sucesso — o que está passando com ele? — estava abismada pelo comportamento do próprio filho.
Inês sai do escritório e vai encontrar com Ana, sua amiga e a quem poderia confessar seus sentimentos.
— o que houve Inês? — preocupada com a amiga — você está preocupada e triste há muito tempo e não me falou o que aconteceu.
— eu não sei o que fazer — se debruça na bancada da cozinha — o Victoriano que volta do nada pra minha vida e por outro lado eu me apaixonei pelo Victor.
— o que você sentiu quando o Victoriano entrou por aquela porta?
— eu não... — olha para frente como se tivesse em transe.
— você não? — toca o ombro de Inês — o que aconteceu? — olha nos olhos dela.
— não senti o Victoriano que conheci anos atras nesse homem que apareceu há alguns meses — sentido um frio na espinha — ele parece um desconhecido ao meu coração.
Ana puxa uma cadeira e se senta ao lado de Inês.
— o que realmente você sente por Victor não é uma simples paixão né?
— não é Ana — fala confusa — mais o que me prende a Victoriano é a lembrança e nosso filho.
— mas o Alejandro já vai fazer vinte anos, não é nenhuma criança e vai ter que entender sua decisão.
— o Alejandro odeia o pai — respira fundo antes de continuar a falar — diz que não gosta do Victoriano e que ele não é pai dele.
— o Alejandro falou isso? — olha Inês abismada — e ele falou o porque?
— eu ainda estou tentando entender — as lágrimas já estavam descendo pelo seu rosto.
— não se preocupe minha amiga — envolve Inês em um abraço fraterno — não vai está sozinha nunca.
— eu agradeço por ter você como minha amiga confidente e irmã de alma.
Victor sempre que saia do haras ia beber em um pub perto do apartamento que morava e acabou encontrando seu amigo Giancarlo.
— o que faz por aqui Victor — senta ao lado do amigo — animado pro casamento? Sua noiva já falou comigo para o jantar no meu restaurante.
— não quero casar meu amigo — vira o último gole do uísque — não amo a Débora e nunca vou ser feliz.
— quer um conselho? — das uns tapas no ombro do amigo tentando o confortar- tenho uma filha e nunca precisei casar com a mãe dela e hoje em dia a Laura não tem problemas nem trauma porque seus pais não foram casados.
— não vou casar com Débora — fala com coragem — ela não vai me obrigar — tira um pouco de dinheiro da carteira e deixa no balcão — vou recuperar minha felicidade que é Inês Huerta — com um sorriso estampado no rosto.
— o que vai fazer Victor? — preocupado pelo amigo — não faz nenhuma loucura.
— me livrar de um casamento sem amor — sai do barzinho.
— boa sorte amigo — vendo Victor se afastar — essa sua noiva é osso duro de roer.
Débora estava em casa conversando com uma amiga sobre o casamento.
— Patricia,tenho que dizer que pensei ser mais difícil convencer um homem a casar com uma mulher por um filho nos tempos de hoje — falava com um sorriso triunfante no rosto.
— o gato do Victor Fernandes caiu na sua conversa? — pergunta abismada.
— pensei que eu ia perder ele pra uma tal Inês — ri com cinismo — mas eu disse que ia ter um filho e ele não acreditou de primeira — passa a mão na barriga — ele acreditou na segunda e aceitou que o filho era mesmo dele.
— mas você me falou que se cuidava com ele?
— e me cuidava com ele — da uma gargalhada debochada — mas ele não era o único na minha cama.
— então com certeza ele não é pai desse bebê?
— absolutamente ele não é o pai desse bebê — com um sorriso maléfico — e nunca vai saber que não é o pai desse bebê.
Na mansão Huerta tudo estava bem tranquilo, quando, Victoriano tentou se aproximar do filho e a recepção de Alejandro não foi a melhor.
— eu queria falar com você filho — se aproxima de Alejandro — nesse tempo que estamos convivendo você não quis se aproximar de mim.
— já tentou entender que não quero um pai? — falava seco sem emoção — nunca precisei e você acha mesmo que depois de quase vinte anos eu vou precisar?
— eu quero reconquistar a sua mãe e você é a pessoa chave rapaz — fala com ambição no olhar.
— então pode da essa peça perdida senhor Santos — o encarando — por mim a minha mãe e o Victor seriam a esta hora marido e mulher — aponta o dedo indicador para Victoriano e fala — você não vai conseguir nada com a minha mãe enquanto eu estiver aqui.
— eu já consegui garoto — sorri debochado — a levei para cama e ela já dormiu entre meus braços — o olha nos olhos — você é fruto dessa noite de paixão.
Nesse momento Alejandro acertou um soco no nariz de Victoriano fazendo ele cair no chão sangrando.
— isso é pelo cafajeste que você é Victoriano Santos — estava furioso — nunca mais toque na minha mãe seu calhorda.
— quem decide isso é ela seu juvenil — abre os braços como se pedisse outro soco — tenho a sua mãe na cama a hora que eu quiser — da uma gargalhada quando vê Alejandro vindo em sua direção — ela vai ser minha prostituta de luxo — leva um soco tão forte que cai no chão.
— vai aprender a não mexer com Inês Huerta seu mal nascido — vai pra cima do pai e o atinge com socos e pontapés.
Inês que entrava em casa se assusta ao ver Alejandro bater no próprio pai e tenta separar se metendo entre os dois.
— está louco Alejandro! — empurrava o filho — o que está acontecendo meu filho?
— se quiser ficar ao lado desse nojento fica, mas eu não vou ficar — afasta a mãe — eu vou sair dessa casa.
— pra onde vai meu filho? — já estava chorando desesperada — o que o seu pai fez pra merecer tanto desprezo?
— ele apareceu na minha vida — olha de relance Victoriano — e pode ficar com o senhor Santos que eu não tô nem aí, mas pode ficar sabendo que amanhã eu vou sair dessa casa e com todas as minhas coisas — aponta para o pai — eu não quero conviver com um ser tão sórdido como esse senhor Santos — passa pela mãe, olha com desprezo o pai e sai da casa.
— Alejandro — coloca a mão na boca e as lágrimas já não eram seguradas já corriam pelo seu rosto — ele foi embora Victoriano — olha para ele que já estava em pé — deixei meu filho ir embora.
— Inês eu não fiz nada — segura as mãos dela — te juro pelo nosso amor.
— amor? — sorri nervosa — eu não sei o que eu sinto nesse momento — se afasta dele — meu amor é pelo meu filho que acabou de sair por aquela porta com ódio de mim.
— podemos reconquistar o amor dele juntos Inês — se aproxima novamente dela mais vê ela virando as costas para ele — o que me diz?
— não digo nada Victoriano — sai da sala deixando ele sozinho.
— você vai ser minha Inês — com um sorriso maléfico no rosto — meu irmão eu nem precisei riscar do mapa, mas se for preciso o filhinho dele vai ser varrido pro inferno — pega um porta retrato com a foto de Inês é Alejandro — vou acabar com você juvenil, ou eu não me chamo Vicente Santos.
O Arthuro que vai ser o falso Victoriano (Vicente Santos)...não me matem pq vou explicar a partir do próximo capítulo.
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