Tempos depois Inês já estava com uma linda barriga de nove meses estavam sempre na fazenda com o filho Alejandro e a mãe de Victoriano, dona Soledade que cuidava de todos.

— como está minha princesa?

— esta bem, ela adora a voz do papai — segura a barriga e faz uma careta de dor.

— eu sinto muito meu amor, mas a Vick ama o papai, né minha princesa? — passa a mão na barriga dela e sente a filha chutar.

— se você soubesse o quando dói, não faria isso ou não me engravidava mais senhor Santos — da um sorriso ao ver a cara dele.

— mas meu amor eu não sabia que doía tanto.

— claro que você sabe — sentiu o ar faltando com mais um chute — a Vick é um bebê enorme que adora se mexer.

— nossa princesa, já ta vindo pro papai.

— que ela venha no dia marcado — alisa a barriga — o Alejandro se adiantou e nasceu um dia antes do marcado.

— falta cinco dias, nossa princesa vai esperar ate lá meu amor.

— espero que sim — suspira.

Enquanto Victoriano e Inês estavam vivendo em paz e harmonia, Vicente e Loreto estavam combinando o último plano de vingança, aquele que iria retirar do mapa a família Santos Huerta.

— você tem algum plano gênio do mal? — falou Loreto debochado — a família tá toda reunida na fazenda e estamos aqui nos suportando.

— nosso plano vai se desenrola na fazenda, Mas não vai ser agora.

— e quando vai ser? Vamos esperar aquele bebê completar dezoito anos? — fala debochado.

— vamos esperar nascer e vamos sequestrar.

— e depois o que? Mais grana?

— a morte de Victoriano e de Inês por se meterem no meu caminho.

— o bebê não vai ser machucado ou algo do tipo né?

— óbvio que não — repreende qualquer tipo de ideia que Loreto tivesse com o que fazer pro bebê — ele é inocente pra estar na minha vingança.

— pegamos o casal maravilha e levamos até os braços da morte.

— até que você pegou a história bem rápido.

— para de me chamar de idiota.

— não falei nada, mas a carapuça servil, que bom.

[...]

Alejandro cavalgava pela fazenda e ao chegar na cachoeira vê uma mulher nadando, loira olhos azuis e uma pele branca, nadava com braçadas firmes até uma grande pedra e sobe nela dando um lindo sorriso...era ela? Tinha tanto tempo que não via Cassandra.

— será que ela me reconhece ainda? — olhava a mulher encantado — Cass você ficou ainda mais bonita com o tempo — desce até perto a cachoeira e amarra seu cavalo, tira a roupa e entra só de cueca na água.

Cassandra estava deitada na pedra de olhos fechados e não percebeu quando Alejandro entrou na água, só quando ele sentou ao seu lado lhe assustando.

— quem é você? — olhando assustada.

— Cass? É você? — estava encantado com ela.

— de onde me conhece? — já estava de pé.

— desculpa... sou o Alejandro Huerta — sorrindo — você é a Cassandra Montenegro?

— Alejandro? — o olhando e logo sorri — mas é claro que é você, quem é o único ser humano que sempre me deu os maiores sustos nessa cachoeira.

— você tá linda Cass, até parece uma princesa.

— e você não deixou de ser esse galanzinho de fazenda.

— ta me esnobando senhorita Montenegro?

— não mesmo senhor Huerta — se joga na água novamente — mas você nunca mais quis saber de mim seu idiota.

— você sumiu sua chata — se joga na água também — você nem me disse adeus naquele verão Cassandra — se aproxima e a abraça pela cintura.

— você tava em treinamento lembra? — aproxima seu rosto do dele — a competição seria no mês seguinte.

— eu lembro também que só tinha quinze anos e estava entrando na minha primeira competição — olha nos olhos dela e depois desce o olhar para sua boca — eu senti sua falta Cass.

— e pensa que eu não senti a sua seu pateta — coloca o braço ao redor do pescoço dele — eu nunca deixei de pensar em você Ale.

— eu gosto muito de você — se aproxima dela e a beija lentamente e juntando mais seus corpos.

Eles se separaram e se olharam com desejo, aquele de homem e mulher, diferente de quando eram crianças e foi naquele momento que ambos se perceberam que estavam desejosos um para se sentir no outro.

— é melhor parar por aqui Alejandro — estava vermelha de vergonha — não posso fazer isso.

— porque Cass? É só se deixar levar minha princesa — beijava o pescoço dela com urgência.

— mas é que tem um problema Ale — fala desconfortável e se afasta — e dos grandes.

— tem namorado? — olha confuso.

— não é isso — um pouco nervosa — é que eu sou virgem — olha pro lado.

— ei Cass — segura o queixo dela e faz ela olhar ele — você só faz se quiser minha princesa.

— eu...eu quero Ale — fala em um sussurro.

— então vem cá e confia em mim — da um selinho demorado.

Eles vão até a margem e Alejandro vai até o cavalo e pega uma manta que sempre colocava em cima da cela para deixar mais confortável.

— você tem uma manta? — olhando curiosa — porque Ale?

— essa cela não é minha e machuca, então tive a ideia de colocar a manta — forra o chão embaixo da sombra de uma árvore — vem aqui, não vou te machucar — beija o ombro dela acariciando seus braços.

— espera um pouco Ale — olha assustada pra os lados — aqui não, pode nos ver.

— já sei princesa, pega suas coisas e vamos até a cabana aqui perto — ele pega a manta e a sua roupa.

— ta bem — pega suas coisas e vai com Alejandro para cabana.

Alejandro foi cuidadoso, sentia ela nervosa e insegura, quase desistiu... pra ele não era mais uma menina e sim o grande amor da sua vida, sentiu que aquele beijo despertou o amor que eles sentiam um pelo outro...já estavam sem roupa e sentindo o tocar dos corpos eles se deixaram levar.

— calma ta? Se sentir dor me fala que eu paro — ele a penetrou lentamente e com todo o cuidado.

— aaiii...Ale vai devagar — da um grande gemido de dor — você me machucou.

— não posso parar agora, se não vai doer princesa.

Ele se movimenta devagar dentro dela, tudo era novo e ele tinha que ser cuidadoso e carinhoso, enterrava seu membro aos poucos dando um tempo ate que ela se acostumasse.

— agora eu vou me movimentar lento pra você se acostumar — vê ela acena positivamente com a cabeça.

Alejandro foi carinhoso cada arremetida vinha acompanhada de um beijo ou uma carícia, queria que a primeira vez de Cassandra fosse especial para ambos e de fato foi, porque ali se encontrava duas pessoas apaixonadas o encontro dos corpos exalava amor.