Alejandro voltou para casa com um grande sorriso no rosto que foi notado por Victoriano que estava a caminho do escritório e curioso chamou o filho para conversar.

— aqui, pode falar o que aconteceu meu garoto? — serviu um pouco de tequila para os dois, aquilo seria uma conversa de homens.

— pai vamos beber tequila? — estranhou, mas também não falou mais e bebeu.

— quem é a dona desse sorriso Ale? — foi até a poltrona e sentou.

— Cass — suspirou apaixonado.

— e a Sofia? Ela sempre gostou de você — ele observou o filho.

— Sofia pai? — falou incomodado — ela é uma patricinha que só queria me namorar porque era rico.

— a Sofia não é assim Alejandro — defendeu a afilhada — porque fala isso dela?

— é a verdade e posso provar — pegou o celular e mostra algumas mensagens para ele — pensou que eu era um trabalhador aí quando falei meu sobrenome ela veio se aproximar.

— filho...eu...- estava envergonhado pelo que a afilhada tinha feito.

— não quero falar dessa aí, eu quero falar da Cassandra — entusiasmado.

— sim, o que aconteceu entre os dois para você está tão feliz garoto?

— pai, eu e ela...sabe aquilo...bom sabe? — estava um pouco nervoso.

— respira Ale — servi outra dose para eles — fala agora.

— ta pai, eu falo — toma de uma vez — eu e a Cass nos reencontramos e fizemos amor na casinha perto da cachoeira.

— mas isso é normal filho, o que aconteceu a mais?

— é que a Cass era virgem e eu fui seu primeiro homem — falou como um homem apaixonado — pai eu a amo e quero ter ela comigo para sempre.

— Alejandro eu...- suspira pensativo — você gosta mesmo dessa menina? Quer ela como sua mulher?

— depois do que eu disse que fiz com ela ficou bem óbvio pai.

— eu e sua mãe — pensa nas palavras certas — bom, eu e sua mãe já ficamos muito naquela casinha no passado.

— e o que tem haver pai?

— é que provavelmente você foi feito lá meu filho — ele nao teve vergonha de falar isso ao filho — era lá o cantinho do nosso amor.

— mas pelo que eu sei não fui feito de primeira.

— não foi, e olha que naquela época não tinha tanto método de proteção como tem hoje.

— mas tem uma coisa que eu fui displicente pai, eu tava sem camisinha.

— não podia ter feito sem Alejandro e se essa menina engravidar?

— mas eu ia pra cachoeira nadar e eu encontrei ela lá, aí rolou um clima e fizemos amor — explicou parecendo a coisa mais simples do mundo.

— e agora Alejandro Huerta Santos?

— agora eu quero casar com ela pai — ele pegou a garrafa e servil a terceira dose — ela vai ser a mãe dos meus meninos.

— vocês são jovens ainda tem uma vida inteira pela frente e já pensa em ter um filho?

— não é só um filho, é uma família inteira meu pai — pega a garrafa de tequila e sai do escritório deixando Victoriano sozinho.

[...]

Máximo e Ana estavam na fazenda para passar alguns dias, mas o clima do casal não estava muito bem porque enquanto ele estava feliz ela estava muito irritada com tudo.

— meu Deus Ana, você nunca foi assim tão esquentada minha amiga — Inês estava deitada vendo Ana na sua frente andando de uma lado pro outro impaciente.

— seu irmão me tira a paciência Inês, eu estou com uma tpm terrível e ele ainda vem me dizer que eu estou estressada.

— mas está bem estranha, agindo como uma louca estressada — falava porque estava preocupada com a amiga — o que o meu irmão fez?

— nada, ele só está com a mania de me acordar das minhas sonecas da tarde e diz que estou comendo por duas.

— e você está comendo por duas?

— estou comendo porque eu tenho fome minha amiga.

— há quanto tempo você não menstrua Ana?

— desde o meu casamento, mas porque a pergunta?

— dois meses de casamento, deixa eu pensar.

— o que aconteceu Inês?

— você pode estar grávida Ana — vai até a gaveta e pega um teste de gravidez e entrega a amiga — tava com esse teste na bolsa acabei deixando por aqui.

— é impossível eu estar grávida — rir nervosa — eu e o seu irmão temos tão poucos meses de casados.

— não é nada minha amiga, faz esse teste.

— ta bem Inês — pega o teste e vai até o banheiro fazer.

Já nos campos, Máximo cavalgava junto a o irmão Fernando e a Victoriano.

— o que te aflige meu amigo? — disse Victoriano ao ver Máximo um pouco aéreo.

— há, seu Victoriano, não liga pra esse aí, porque minha irmã tá uma fera com ele — Fernando falou rindo.

— a Ana uma fera? — perguntou Victoriano bem estranhado — estamos falando da mesma Ana?

— minha irmã tá uma fera selvagem com o Máximo.

— ela disse que eu não amo ela é que não devíamos ter casado — falou Máximo cabisbaixo — mas eu amo a Ana e por isso eu suporto todo tipo de ataque vindo dela.

— ela deve ter descoberto algo de você — falou Fernando achando graça — mano o que você fez com ela?

— deixa o Máximo em paz, que já basta a Ana enchendo o saco dele — ele falou em tom de repressão.

— eu quero voltar as boas com ela — falou um Máximo triste — não gosto de ver ela triste.

No quarto de Inês

— então qual foi o resultado — vendo Ana sair do banheiro.

— eu não sei Inês — estava com vontade de chorar e entrega o teste a amiga.

— Ana Leal você está grávida minha amiga — sorria com o teste em mãos.

— filho Inês? — coloca a mão no ventre — meu Deus.

— minha amiga calma — a puxa para cama e se senta calmamente — meu irmão vai amar ser pai.

— eu não sei Inês — começa a chorar — se ele não gostar de ser pai nesse começo de casamento.

— não Ana — a abraça — o meu irmão vai gostar muito de ser pai, não lembra do quanto ele gostava de cuidar do Ale.

— não Inês, eu estou esperando um filho dele agora.

— se acalma — Inês tentava acalmar Ana em desespero.

— eu...eu... vou pro quarto Inês — corre para o seu quarto.

Cassandra e Alejandro estavam abraçados na cama dela, depois de um momento de amor, ela sempre abraçada a ele e era sempre assim depois do amor, um cuidava do outro e era só carinho entre os dois.

— acha que é um erro quando nos dois transamos sem proteção nenhuma? — Alejandro entrelaçou sua mão na dela — e se você ficar grávida?

— se não quiser eu cuido dele sozinha, nunca dependi de homem pra tocar a vida adiante.

— amor calma — beija os labios dela calmamente — eu ia adorar ser pai, mas pensei que não ia querer ser mãe assim tão jovem.

— quando eu perdi meus pais em um acidente de avião jurei diante do túmulo deles que ia ter uma família grande e um marido que me amasse muito.

— um marido você já tem meu amor — a beija — que te ama muito Cass.

— eu sei Ale — sorri — mas e se tiver grávida? — toca o ventre assustada — eu sei que você ia gostar de ser pai, mas eu não sei se sua família ia gostar de eu ser mãe de um filho seu — inicia um choro sofrido.

— Cass não fala isso minha pequena — enxuga suas lágrimas — não chora meu amor, você é minha escolhida assim como minha mãe é a do meu pai.

— me fala mais da sua irmã meu amor — deita a cabeça no peitoral dele — ela já vai nascer, verdade?

— sim amor — sorri e faz cafuné nela — ela vai se chamar Vick Santos Huerta e é uma sapequinha que toda as vezes que escuta a voz do papai chuta e a mamãe sente dor, mas ela vai nascer a qualquer momento.

[...]

Já era noite na fazenda, o casal estava na cama quando Vick já dava sinais que queria nascer, mas chovia muito forte e foi quando caiu um raio que iluminou todo o campo e um trovão estrondoso que abalou alguns móveis da casa que Inês sentiu que já estava na hora:

— Victoriano a Vick já vai nascer meu amor — segurou forte o braço dele.

— pro hospital? — vê ela assentindo positivamente.

— rápido que a bolsa estourou meu amor — sentia perder as forças e é pega nos braços por Victoriano que corre pela casa até coloca-lá no carro — AAAAA...meu Deus filha aguenta aí pimentinha — acariciando sua barriga.

— amor calma — tinha voltado com uma bolsa pra filha e outra pra Inês — respira meu amor — ele liga o carro é logo saem.

— amor ela vai nascer aqui no carro, não vai dar tempo — estava no banco de trás e vestia apenas a camisola — aaaiii... ta doendo muito.

— meu amor mais um pouco e estamos no hospital e a Vick nasce em segurança — dirigia, mas ao olhar a cara de dor da esposa para o carro.

— Victoriano ela vai nascer e você vai ajudar a nossa filha vir ao mundo — com fortes contrações ela gritava de dor.

Victoriano foi rápido ao parar o carro e ir até o banco de trás ajudar no parto da filha que já estava com a cabecinha aparecendo.

— MEU DEUS ME AJUDE — a dor era cruel e ela sentiu cada vez mais perdendo as forças — NOSSA FILHA...ME AJUDA VICTORIANO...ELA TEM QUE NASCER...

— ela já tá com a cabecinha pra fora amor — sorri emocionado — faz um pouco mais de força — segurou a mão dela e olhou em seus olhos com segurança — vai ficar tudo bem.

— AAAAAH...Vick por favor — ela estava exausta e quando termina de colocar o seu último esforço escuta um choro forte e cheio de vida.

— ela nasceu amor, nossa pimentinha nasceu — segurando a filha em seus braços — ela é linda Inês.

— ela deve ta com fome, seus filhos nascem igual a um bezerro faminto por leite — sorri entre lagrimas.

— aqui meu amor — entrega a filha para Inês — nossa filha meu amor — estava em estado de graça por ter ajudado a filha a nascer.

— temos que ir ao hospital para cortar o cordão umbilical — coloca a filha para mamar e sentiu um grande desconforto — ela é sua filha mesmo — sente o seio doer muito mas estava sorrindo por ter a filha em seus braços.

— aconteceu algo? — ele já estava no banco do motorista mas estava preocupado — está com dor?

— ela suga forte e faz muito tempo que eu não amamento e meus seios dói.

— então vamos pro hospital meu amor.

Eles chegam no hospital e rapidamente Inês é atendida e Victoriano logo é chamado para ver a filha, o que fez ele soltar um choro de alegria na mesma hora.

Continua...