Se Puede Amar De Nuevo
33 O Fim e o Novo Começo
Inês abriu os olhos e viu sua menina do seu lado, estava ali porque chorava no berçário e as enfermeiras acharam melhor ela ficar um pouco com os pais, já era bem perceptível que aquela pequena ia dar trabalho... Victoriano entrou no quarto e viu as duas mulheres da sua vida, sorriu e sentou perto delas.
— ela tava fazendo escândalo e a enfermeira teve que trazer ela pra você porque os outros bebês já estavam irritados, quando chegou ficou calminha. — olhou a filha rindo — esse gênio.
— nossa filhota vai ser bem problemática pelo jeito, né meu amor... — sorriu pra filha — mas vamos aproveitar ela pequena.
— vai dar um certo trabalho pra gente, mas vamos conseguir morenita é só colocar ela em um colégio militar — olha a cara de reprovação de Inês — esquece o colégio amor.
— Vick Huerta Santos nossa princesa a confirmação do nosso amor infinito — olhou a filha e voltou o olhar ao marido com feições tensas — algum problema?
— Vicente e Loreto — olhou pela janela — ainda estão por aí e não posso fazer nada — falou preocupado.
— eles não vão aparecer tão cedo, acho que nem estão por aqui — falou na tentativa de acalmar Victoriano.
— eu não sossego enquanto eles não forem pegos.
— ficamos vigilantes meu amor.
— se eles quiserem fazer mal a vocês Inês? Não posso permitir.
— não vão fazer nada Victoriano — falou calma.
Entram no quarto Alejandro e Cassandra e são recebidos pelo olhar curioso dá Vick.
— então você é a Vick — ele se aproximou dela e tocou a mãozinha dela — é linda mãe, parece a senhora com os olhos do papai.
— ela tem um gênio filho, acordou os outros bebês do berçário — Victoriano riu ao contar isso pró filho.
— ela é linda dona Inês — falou Cassandra tímida.
— olá Cass, como está? — Inês olhou aquela menina que viu crescer — a Vick é uma graça.
— sim, ela é dona Inês — sorriu tímida.
— vai receber alta hoje... — falou Victoriano.
— então eu e a Cass vamos organizar tudo la em casa, quando a princesa chegar já vai estar tudo pronto pra ela — da um beijo na mãe e um abraço no pai e sai do quarto junto com Cassandra.
— então você vai nos levar pra casa papai? — olhou o marido.
— vou levar meus amores para casa sim — sorriu e foi ate Inês lhe dando um selinho.
[...]
A grana já estava no final, Loreto e Vicente se preparavam para o golpe final em Victoriano, estavam em uma casinha abandonada perto dos limites da fazenda e de lá eles acompanhavam todo movimento, viu quando toda a família chegou.
— o que faremos? Estão todos em casa, quem vamos pegar Vicente?
— Inês e a criança, Victóriano vai vim atrás e o pegamos...
— você esta bem concentrado nessa vingança contra o seu irmão...
— eu quero matar ele e de quebra a mulher também..
Máximo e Ana esperavam na sala da fazenda, ela não teve coragem de falar que tava grávida e ele estava tão cuidadoso com ela, sentia que devia cuidar ainda mais dá esposa.
— depois do Alejandro, agora vem uma menina, eu não teria tanto jeito de cuidar de uma filha.
— mas e se fosse sua filha? — agora ela iria testar a reação de Máximo.
— uma filha? Acho que eu iria ter que reaprender a cuidar de um bebê.
— você sempre foi um ótimo tio, apesar do jeito austero e todas as broncas que dava no coitado.
— o garoto toda vez que a Inês viajava e ele ficava queria ser o reizinho e eu não deixava, um segundo Máximo Huerta naquela casa de jeito nenhum.
— mas ele amava aquele cuidado de pai que você dava a ele toda vez que falavam na escola que ele era um filho sem pai.
— Acho que era culpa, eu tinha sido o culpado dele ter perdido o pai e me sentia na obrigação de cuidar e amar o filho do homem que eu achei ter matado.
— não foi sua culpa Max, seu pai que era um louco violento e do Loreto e Vicente.
— você tá melhor? — Ana já tinha melhorado daquele mal humor.
— estamos sim, diz oi papai — pega a mão de Máximo e coloca no seu ventre — você vai ser papai meu amor.
— pa...pai? Sério isso Ana — estava em estado de choque, teria um filho seu e dá mulher que amava.
— Sério senhor Huerta, seremos pais e ele ou ela tá saudável e ama tá perto do pai.
— vamos comemorar meu amor — falou entusiasmado.
— o que vamos comemorar? — Alejandro entrava de mãos dadas a Cassandra — gosto de festa de família.
— eu vou ser pai, você vai ganhar um primo Alejandro — falou explodindo de felicidade.
— parabéns tio Máximo e tia Ana, tenho certeza que esse criança vai trazer ainda mais felicidade pra família — olhou a namorada e sorriu — quero apresentar a vocês minha namorada, a Cassandra.
— olá Cassandra, seja bem vinda a família — Ana falou simpática e foi cumprimentar Cass — espero que os dois também se amem muito e formem a sua família.
— vamos tia, eu amo muito essa mulher — deu um beijinho nela e sorriu.
— eu amo seu sobrinho e espero que eu faça ele muito feliz...
— já faz menina, olho o sorriso na cara desse garotão — Máximo se aproximou e abraçou Cassandra.
[...]
O dia passou e a noite chegou, Vicente e Loreto estavam de tocaia, esperavam Inês e Victoriano, o plano estava indo cada vez melhor. Viu o carro se aproximar e Loreto pulou na frente atirando, descarregou a arma. Inês estava agarrada a filha no banco de traz e Victoriano encarava Loreto que agora estava sem munição, ele desceu do carro e fechou a porta correu a te Loreto e bateu nele ate vê ele desmaiado, amarrou as pernas e mãos e o colocou na mala do carro...olhou Inês e a acalmou com apenas um olhar, ia dar um ponto final naqueles dois e seria naquele dia.
— pra onde vai levar ele Victoriano?
— você eu vou levar pra casa e esse vagabundo pra policia.
— cuidado quando voltar vai com o Alejandro.
— não precisa meu amor, vai dar tudo certo.
— por favor, faz isso por mim — falou angustiada.
— se é pra você se acalmar eu vou com o Alejandro — estaciona em frente de casa e entra com Inês, fica alguns minutos e depois sai junto a Alejandro.
— o que houve pai? Pra onde vamos? Porque seu carro tá cheio de marca de bala?
— levar Loreto pra cadeia — olhou no retrovisor um carro se aproximando — ele esta na mala, ele foi o responsável da marca das balas.
— pai o Loreto ta nesse carro atrás da gente e o Vicente também.
— o desgraçado fugiu — bateu na direção — mas pra onde ele vai?
— pra um desfiladeiro — olhou o caminho que os dois homens seguiam.
— pois eu vou atrás deles — acelera e alcança o carro dos dois — para o carro Vicente.
— nunca, eu vou te matar Victoriano e agora vai ser de verdade seu desgraçado...
— vai pro banco de trás Alejandro — ordenou ao filho — é pra sua segurança — quando o filho foi pro banco de trás ele já sentiu o primeiro impacto na lateral do carro que fez o carro derrapar um pouco.
— pai o desfiladeiro — estava com medo.
— calma que eu sei o que estou fazendo — lembrava daquele lugar do passado, ele acelerou o carro e quando viu que o caminho ia acabar ele freio com tudo... viu quando o carro que estava Vicente e Loreto despencar e logo depois virar uma bola de fogo, a maldade daqueles dois acabava ali e sem feridos.
[...]
Tempos depois...
Ay! mi bien, que no haría yo por tí
Por tenerte un segundo, alejados del mundo
Y cerquita de mí
Ay! mi bien, como el río magdalena
Que se funde en la arena del mar
Quiero fundirme yo en tí
— você estava me deixando curiosa com todo esse mistério — sorriu e entrou no quarto — porque me trouxe pra cá?
— porque aqui nosso amor renasceu morenita — abraçou ela por trás — foi aqui que eu te fiz minha novamente.
— nosso amor foi tão resistente, não mudou em momento algum.
— sempre esteve aqui dentro, só estava adormecido — segurou a mão dela e saiu do quarto indo ate a praia — quando eu te vi olhando o mar... — foi interrompido.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños
Como el vino que mejora con los años
Asi crece lo que siento yo por tí
Hay amores que se esperan al invierno y florecen
Y en las noches del otoño reverdecen
Tal como el amor que siento yo por ti
— você me espionou e me seguiu seu maluco — riu lembrando da abordagem dele — mas ali eu me encantei por você.
— eu precisava de você Inês — sentou na areia e deixou ela no meio de suas pernas — não tirava você da mente, meu coração saia do peito cada vez que estava perto de você.
— o meu mundo parava, estar com você era ver o tempo passar rápido e longe de você o ponteiro nem saia do lugar.
Ay! mi bien, no te olvides del mar
Que en las noches me ha visto llorar
Tantos recuerdos de tí
Ay! mi bien, no te olvides del día
Que separó tu vida
De la pobre vida que me tocó vivir
— mas quando eu lembrei de tudo, sabia que tinha voltado na hora correta pra sua vida.
— você me deu dois filhos, fruto de um amor que foi mais forte que o tempo e a distancia.
— mais forte que as trampas do destino... dos que tentaram acabar com tudo que construímos...
— mais a base era solida e ficou de pé meu amor — encostou a cabeça no peitoral dele — eu te amo tanto senhor Santos.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños
Como el vino que mejora con los años
Así crece lo que siento yo por ti
Hay amores que parece que se acaban y florecen
Y en las noches del otoño reverdecen
Tal como el amor que siento yo por tí
Yo por ti, por ti
Como el amor que siento yo por tí
— senhora Huerta, posso perder dez mil vezes a memoria, posso esquecer de mim, mas nunca vou me esquecer de você ou da nossa linda família você é e sempre sera o meu eterno amor .
AQUI SE ENCERRA MAIS UM CICLO, ESCREVI A HISTORIA DE UM CASAL QUE NEM O TEMPO E A DISTANCIA SEPAROU, AS INTRIGAS NÃO FORAM MAIORES DO QUE A CONFIANÇA DESSE CASAL UM NO OUTRO... FUI FELIZ ESCREVENDO, MAS TODA HISTORIA TEM UM FIM E ESSE É O FINAL DE VICTOR (VICTORIANO) E INÊS...
Fale com o autor