Se Puede Amar De Nuevo
10 Perder e Ganhar
Notas iniciais
Como mantengo fuerte y firme la mirada
Como pensar que ahora se acaba
Luego de tanto, luego de tanto
Uh y ahora como lograr
Soltarme el nudo en la garganta
Como enfrentarlo, como le digo, como si nada
– você não pode está vivo
– posso e vou provar que sou eu — pega o porta retrato do seu lado — esse é seu pai Máximo e quem está do seu lado é o Junior — aponta outra foto — aquela é você com nosso filho nos braços, nunca soube se era menino então não posso te falar o nome dele, sofri o acidente antes da sua ultra som.
– isso não é o suficiente — falou assustada — faz muito tempo.
– te chamava de minha pequena e você tocava as mais belas canções no piano e fez uma música para o nosso amor.
– Victoriano é mesmo você? -pergunta incrédula.
– sou eu Inês — abre os braços e se aproxima dela- não deixei de pensar em você um só momento.
– onde você estava? Porque voltou agora?
– é uma longa história e até um pouco triste — se afastando dela — você tem certeza que quer ouvir?
– eu necessito escutar uma explicação -ainda estava se recuperando do susto de ver Victoriano vivo.
– eu fui salvo antes do carro explodir — olha Inês é logo depois abaixa o olhar e volta a falar — eu não estava sozinho e provavelmente o corpo que enterraram pensando ser o meu na verdade era do pião que tinha dado a carona.
– então onde você estava durante esses vinte anos?
– em coma no hospital — toma um pouco de fôlego e volta a falar — sei que é até absurdo, mas eu só me lembro que acordei em um hospital e chamava seu nome — se aproxima dela e pega suas mãos e as beija- não sabe como eu precisava ver você — leva as mãos dela ao seu rosto — era em você que eu pensava quando acordei do coma.
Inês estava confusa em estar frente o seu passado e como ficaria seu futuro agora que ela tinha a chance de recuperar a vida de antes o que o tempo tirou dela.
– já ouvi muito por hoje senhor — se afastando dele.
– sou eu Victoriano Santos o pai do seu filho e o grande amor da sua vida — ele falava com certo desespero e seus olhos se enchiam de lagrimas — não me negue o direito de voltar a viver contigo.
– eu preciso ficar sozinha — sai da sala o deixando sozinho.
– não sei quando oi como, mas Inês Huerta vai ser minha de qualquer forma.
Enquanto Inês confrotava seu passado, Victoriano também estava enfrentando os seus problemas do passado.
– dois meses atrás você não pensava em casar comigo — enchia o copo com um pouco de vodka — e agora você volta falando essa loucura.
– o real motivo é que você vai ser pai — coloca a mão no ventre — estou grávida Victor.
– como é possível — se encosta na parede — você se cuidava tão bem e dizia que não queria filhos.
– foi um descuido da minha parte meu amor — vai o abraça mas é rejeitada, a deixando confusa — eu não entendo essa sua reação Victor.
– não entendi? Tem certeza Débora? — naquele momento ele queria está perto de Inês.
– o que vamos fazer? Porque não penso em criar essa criança sozinha.
– eu preciso pensar Débora, nao sei o que falar no momento — fica pensativo.
Algumas horas mais tarde Inês é Victor estavam tristes e pensativos.
Victor sentia que Inês também não estava bem e resolve ligar pra ela:
Chamada on:
– alô Inês? — esperou alguns segundos — é você meu amor?
– Victor preciso te falar algo — quase que não saia a sua voz de tanta angústia — aconteceu algo comigo hoje.
– o que houve Inês? — só o tom da voz dela o deixava preocupado — me diz o que aconteceu?
– Victoriano não está morto — fica em silêncio, mas não escuta nenhuma voz do outro lado da linha — você tinha razão de desconfiar da morte dele.
– Inês — respira fundo e pensa um pouco antes de falar — eu não sei o que falar para te ajudar meu amor — tenta disfarça a tristeza — ele é seu passado e pai do Alejandro, merece ter novamente o que perdeu durante esses anos por perto e digo isso pelo Ale.
– você tem razão — seu medo estava menor depois que escutou as palavras de Victor.
– preciso falar com você amanhã no meu escritório — sua expressão era seria e seu tom de voz duro — tem algo que quero falar com você Inês.
– amanhã pela manhã estarei aí Victor — falava sentindo um medo profundo vindo da sua alma.
Chamada off.

No dia seguinte Inês estava tão cansada por não ter dormido a noite com tudo o que aconteceu no dia e quando chega a hora ela vai até o escritório de Victor e sabia que algo estava errado quando entrou e viu que a expressão de Victor estava igual ao um homem prestes a entrar no corredor da morte.
– preciso conversar com você Victor — o medo fechando a sua garganta fazendo a voz falhar.
– eu também preciso falar algo muito importante Inês — seu olhar era digno de pena — vai ser um pouco complicado.
– pode falar — fala de modo atencioso — você primeiro.
– Débora minha ex noiva está grávida — fala em tom de desespero — eu tinha que falar pra você que eu sou o pai dessa criança que ela espera.
– então acabou? — segura as lágrimas — você me chamou pra terminar? Porque essa é a única explicação de você me dar essa notícia.
– Inês é só até o bebê nascer — segura o braço dela com delicadeza e olha nos fundos dos olhos dela — depois vai ser tudo igual meu amor.
– não vai ser igual — se afasta dele — você vai ser pai, tem que está por perto dessa criança.
– eu não amo a Débora — estava desesperado com a possibilidade de perder Inês — eu preciso de você mi morenita.
– mas seu filho necessita muito mais de você do que você dê mim — fala com frieza — não temos mais o que falar eu me retiro.
Victor foi mais rápido e puxou Inês pelo braço para junto do seu corpo.
– eu te necessito mi morenita — seu coração batia em um ritmo descompassado — posso perder a vida, mas perder você nunca.
– Victor o que tivemos foi por pouco tempo, mas foi intenso enquanto durou — tentava se desviar do olhar dele.
– então você quer acabar de vez? E penso que a volta do Victoriano também influenciou nessa decisão — fala com ciúmes.
– Não misture as coisas Victor — se afasta bruscamente — vamos ser amigos e para mim já vai ser algo bom, pelo menos a amizade vai existir.
– pra mim não vai ser nada bom Inês — chega bem próximo a ela e envolve seus braços na cintura dela e se aproxima lentamente dos seus labios — você nunca vai ser apenas uma amizade pra mim.
Victor era um homem bem mais forte que Inês e facilmente poderia forçar ela a fazer o que ele quisesse, mas ela não apresentava resistência nenhuma aos beijos e carícias daquele homem a quem amava com loucura e foi em um momento de pura paixão que os dois fizeram amor ali mesmo naquele escritório, com a dor da despedida em seus corações.
– não quero que você vá embora — ainda estava ofegante — você me completa de uma forma que nem entendo as vezes.
– eu, as vezes quero entender o que sinto quando estou com você Victor Fernandes — se levanta lentamente e veste a roupa — mas não posso continuar com você ou esperar essa mulher ter o bebê pra voltar contigo — fala com jeito choroso — sou mulher tenho meus sentimentos e sei que por você eu não posso mais nutrir nenhum, além da amizade — olha ele pela última vez e sai da sala.
Victor levanta e veste a roupa, se sentia tão triste de ter deixado a mulher que amava ir embora sem ao menos lutar por ela, mas preferiu ficar calado e olhar uma foto de sua amada e relembrar cada minuto passado junto a ela.
Quando Inês chegou na mansão encontrou Victoriano sentado no sofá esperando por ela ou provavelmente por Alejandro, mas quem estava com ele era Máximo.
– o que faz aqui tão cedo Inês? — estava forçando na simpatia que ele nunca mostrou — eu e Victoriano estamos falando do Alejandro meu sobrinho.
– você esta bem? — Victoriano pergunta preocupado — você parece triste?
– não foi nada, eu vou subir pro meu quarto — se retira em silêncio.
– minha irmã as vezes tem atitudes muitíssimo estranhas.
– você falou que ela namora o dono do haras.
– Victor Fernandes
– como ele é?
– sinceramente não sei como é, mas você poderia começar a se aproximar da Inês novamente.
– eu vou pensar em como fazer isso.
No haras Victor andava pelo estábulo e encontra Alejandro guardando seu cavalo e vai até o rapaz cumprimentar.
– não sabia que estava treinando hoje Alejandro.
– treino extra Victor — olha a expressão triste no rosto de Victor — você está bem?
– antes que você saiba por outros — respira pesado — eu vou ser pai — falava em tom de desabafo — a minha ex noiva está grávida.
– então você vai ser pai? — ficou surpreso depois que escutou a notícia.
– isso não é a única coisa que aconteceu.
– não é?
– eu e sua mãe acabamos o namoro — fala triste — eu não sei o que vou fazer agora.
– você vai casar com a mãe do seu filho?
– realmente eu não faço ideia do que fazer.
– Victor? Posso afirmar que minha mãe e o Victoriano não estão tendo nenhum envolvimento.
– mas sua mãe está livre e o seu pai e ela já tiveram uma forte ligação no passado e ainda tem, não posso atrapalhar a vida dela por um capricho.
– não é capricho, você está abdicando do que mais ama por um filho — se põe triste e pensativo.
– porque essa tristeza rapaz? — apóia a mão nos ombros dele — você tem seu pai por perto.
– não sinto nada por ele Victor — fala com o olhar perdido — é como se ele fosse um estranho que tenho a obrigação de chamar de pai.
– um estranho? — pergunta confundindo — são vinte anos sem o seu pai o que é normal você estranhar a presença dele.
– eu tenho mais confiança e amizade com você — abraça Victor bem forte — queria ter você como pai Victor.
– nem tudo é como desejamos Alejandro — afaga a cabeça do rapaz com carinho — você tem que tentar se acertar com seu pai.
– porque não temos tudo o que queremos? — o olha interrogando — porque temos que perder o que mais amamos?
– porque a vida é feita de perdas e ganhos — segura nos braços de Alejandro e o afasta para olhar em seus olhos — nem sempre se tem o que quer e pelo destino perdemos o que mais amamos.
Jardin da da mansão Huerta, Inês estava sentada em um banco pensativa e triste, quando Victoriano se aproxima e senta ao seu lado.
– você está bem Inês? — pergunta preocupado.
– você acha que eu estou bem Victoriano? — olha no rosto dele — a sua volta vai trazer muitas mudanças que já estão começando e que para mim estão sendo dolorosas.
– precisamos conversar Inês, cedo ou tarde temos que nos acertar.
Alguém se aproxima do dois.
– queria falar com a senhora mamãe — se aproxima um pouco mais — podemos? — olha Victoriano — olá Victoriano — sorri um pouco sem graça.
– olá Alejandro — se levanta e vai até o filho — como você está?
– bem — fala secamente — eu preciso falar com a minha mãe.
– vou sair para que vocês fiquem à vontade — se retirar deixando mãe e filho sozinhos.
– porque não começa a chamar ele de pai?
– porque a senhora não volta com ele? — fala rude com ela — não gosto dele e não vou fazer esforço pra me aproximar dele.
– é seu pai Alejandro e você tem que respeitar — estava alterada — vai começar a se acostumar a chamar ele de pai quer queira ou não.
– já sou de maior e tomo minhas decisões sozinho — olha com raiva a mãe — não vou obedecer algo tão absurdo.
– desde quando você é tão insolente Alejandro?! — fala com decepção — o que aconteceu pra você agir assim?
– você acabou de dar o fora no Victor pra voltar com um homem que conheceu há vinte anos atrás?
– ele é seu pai — fala no tom de reclamação — deve respeito a ele e a mim.
– é minha vida senhora Huerta — fala a encarando — não vão mandar nela porque não vou deixar — exaltado — nem você é muito menos o tio Máximo.
Alejandro entra na casa e Inês fica chorando no jardim acompanhanda apenas de suas angústias e tristezas.
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