Se Puede Amar De Nuevo
1 O primeiro olhar
Notas iniciais
Llegaste un día
para cambiarme de pronto la vida
Dibujamos todas las salidas
Llegaste y supe ser feliz ...
— Logo hoje que preciso de um par o Fritz me fez o favor de terminar esse namoro de merda — toma mais um copo de tequila — alemão filho da mãe eu te odeio desgraçado.
— Tem alguém nessa cadeira? — pergunta educadamente.
— Parece que você quer a cadeira do meu amigo invisível cara — olha nos olhos do homem de sorriso bonito e senti seu coração acelerar — não tem ninguém nessa cadeira senhor — volta olhar o copo vazio de tequila.
— Sou Victor Fernandes — senta na cadeira ao lado dela — espero que seu amigo não se importe.
— Ele não vai Victor — olha nos olhos dele e sente a garganta secando — você é amigo dos noivos?
— Vamos dizer que eles se conheceram por minha culpa — cruza os braços e olha na direção dos noivos — eu não pensava em encontrar uma mulher tão linda na festa.
— E quem é essa mulher? Por acaso está com você? — se levanta contrariada — os homens são conquistadores baratos e sem noção — começa a andar impaciente para saída.
Victor vai atrás dela e consegue alcançar a linda mulher, mas ela estava desmaiada e ele se aproxima dela preocupado — o que aconteceu linda?
Ele a pega em seus braços e vai até um táxi e a leva para um pronto socorro perto e fica esperando por notícias bem impaciente porque parecia que o tempo não passava e sua angústia sem explicação aumentava.
— Você está acompanhando a senhorita Inês?
— Inês? — pergunta confuso por não saber o nome da mulher que ele ajudou.
— Você provavelmente é o namorado dela o Fritz?
— Ela falou de mim? — pergunta dissimulado — eu vou puder ver a Inês?
— Ela ainda está com o efeito da anestesia e por isso está confusa
— Eu entendo doutor. Mas onde ela está?
— Eu posso te levar até ela senhor Fritz — o acompanha até o quarto e o deixa lá.
Ele se aproxima e tira o cabelo que estava no rosto dela — porque eu menti falando que era o tal namorado? Mas você é bem mais bonita dormindo.
— Inês abre os olhos — Fritz? Você não é ele — volta a fechar os olhos.
— Não sou esse homem — aproxima o rosto do dela e a beija.
Uma semana depois cidade do México Inês tinha acabado de desembarcar de mais uma turnê e foi direto para casa da família ver o irmão e o filho.
— Ana Leal cade meu menino e o meu irmão? — pergunta aí avistar a governanta e melhor amiga.
— Estão todos fora senhora Inês — pega uma bagagem de mão — que algo para beber?
— Não me chama de senhora Inês — fala a abraçando — que saudade das nossas conversas minha amiga.
— Você está diferente ou é impressão minha? — pergunta curiosa — você acabou de terminar com o tal alemão e já está toda sorridente.
— Conheci um homem no casamento de uns amigos — sorri com o simples fato de lembrar dele — e ele era simplesmente um deus grego com um sorriso magistralmente magnífico.
— Isso tá me cheirando a paixão mana — da uma gargalhada — e o que houve depois?
— Tive uma crise alérgica e acabei desmaiando e fui levada por ele até um pronto socorro — suspira — e ele mentiu pro médico dizendo que era meu namorado e entrou no meu quarto e me beijou.
— Como assim rolou beijo — curiosa — e onde está o deus grego agora?
— Eu não tenho ideia Ana — um sorriso brota em seu rosto — eu só tenho a impressão de que vou encontrar ele mais uma vez.
Haras luz de luna era de propriedade da família mais rica da cidade e só frequentava o lugar apenas pessoas da alta sociedade e seu dono era um dos melhores cavaleiro do mundo e já tinha ganhado muitos prêmios de hipismo em sua vida e por isso o prestígio do haras era bem maior.
Alejandro Huerta era o número um do ranking e o melhor cavaleiro do país muito simples e educado não parece que é sobrinho de Máximo Huerta um homem prepotente e autoritário ao extremo que se mete na vida de todos da família.
— Não me conformo com o fato de um Huerta ser um simples cavaleiro e deixar o império da família.
— Eu não nasci pra cuidar de um império tio Máximo.
— Isso que dá sua mãe dar liberdade total a você e depois não vai puder mais puxar as rédeas.
— Eu não sou um cavalo pra ter as rédeas puxadas tio.
— você um dia vai trabalhar nos negócios por bem ou por mau
— me deixa em paz tio — sai mal humorado do escritório de Máximo
Inês já não aguentava esperar o filho em casa e por isso foi para o único lugar que ele poderia estar.
Alejandro estava selando o cavalo quando olha de lado e observa a mãe vindo em sua direção sorridente.
— que saudade meu menino — fala com um grande sorriso nos lábios e os olhos cheios de lagrimas.
— que bom que a senhora chegou mamãe — corre para abraçar a mãe — já não tava aguentando a chatice do meu tio.
— eu voltei foi pra ficar meu menino
— vamos cavalgar? — pergunta com um sorriso travesso — como agente sempre faz?
— pode selar meu cavalo rapazinho.
Mãe e filho se divertem juntos ate se cansarem. Inês deixar o filho treinando e vai guardar seu cavalo sem esperar que alguém a surpreendesse.
— é você Victor? — cruza os braços — ou devo dizer Fritz?
— você é a mulher que me deu aquele fora e que ajudei quando tava desmaiada? — olhando Inês admirado.
— faltou dizer que me beijou no hospital
— me desculpa senhorita... É senhorita? — com o rosto ruborizado de vergonha.
— sou Inês Huerta — sorri sedutora e aperta a mão dele — você por aqui?
— eu vim andar um pouco a cavalo pra relaxar
— eu também relaxo em cima do cavalo com o vento batendo no meu rosto.
— você quer tomar um café comigo?
— uma ótima ideia Victor — pega na mão dele e vão ate a lanchonete.
— aqui também tem um ótimo restaurante – puxando a cadeira para ela sentar — se você quiser podemos ir.
— não se preocupe — eu gosto do café que eles fazem aqui — coloca a mão por cima da dele — porque me beijou?
Victor se incomoda com a pergunta e se encanta com o jeito de decidida que ela tem de falar com ele.
— porque quer saber isso Inês? — pergunta um pouco receoso.
— por que eu quero saber o porque de um homem totalmente desconhecido me beijar.
— você é uma mulher belíssima Inês
— só quero saber o porque Victor – se levanta da mesa impaciente — é por isso que não confio nos homens do seu tipo
Victor levanta da mesa e segura o punho dela e a olha nos olhos.
— de que tipo eu sou senhorita Huerta?
— do tipo inconveniente conquistador barato — solta o punho e anda ate a saída sendo seguida por Victor — que homem insuportável meu Deus — para impaciente e sente os braços de Victor sobre sua cintura e seus olhos sobre os seus — vic...tor?
— desde que te vi naquele casamento eu senti algo diferente e hoje eu tive certeza de que estou apaixonado por você senhorita Huerta — a aproxima do seu corpo a beija com desespero e sente que é correspondido.
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