Se Puede Amar De Nuevo

20 O Jugado (quase) Inocente


Depois do sonho erotico com Inês na primeira noite que passou na fazenda houve outros e ainda mais hots...ele tentava falar com Inês é finalmente consegue:

*Ligação on

Ela atende fazendo uma voz sexy

— com que deseja falar cavaleiro? — da um gemido — com quem quer falar?

— quero falar com a mulher que me tira o sono e me faz acordar com meu pênis latejando de prazer a cada sonho quente que tenho com ela.

Inês provoca

— então não vou falar como estou agora pra não atiçar sua imaginação.

— de vestido?

— não vou falar senhor Fernandes — solta um risinho atrevido — está certo, mas falta uma coisa.

— sem calcinha não Inês — fala bravo — isso não se faz quando o seu homem está a milhas de distância.

— não falei isso meu coração — fala com sedução — mas posso está assim nesse exato instante.

— vai me pagar Inês Huerta — fala entre dentes — e com juros sua cachorra.

— pra que essa violência meu bem? — fala debochada — eu vou esperar você inteiramente nua na sua casa.

— eu vou esperar esse dia ansioso — escuta a respiração ofegante de Inês — não pense que eu vou pegar leve com você — com a voz mais grave — vai me pagar pelos sonhos.

*Ligação off.

Na mansão Huerta Fernando não se sentia bem já fazia algum tempo mas estava pior e não podia disfarçar para irmã que o conhecia como a palma da mão.

— Fernando? — abre a porta do quarto — você chegou do escritório e veio direto pro quarto, algum problema?

— estou um pouco tonto e preferi ficar deitado.

— você não é de ficar doente — senta ao lado dele na cama — o que está acontecendo que eu não sei.

— eu não sei Ana — fala com a voz fraca

— deixa eu ver uma coisa — sai um minuto e volta com um termômetro e coloca nele — não me lembro quando vi você doente pela última vez.

— desde que eu vim pra cidade eu venho piorando dessa fraqueza — estava debilitado — eu só sei que me sinto doente com frequência e tenho febre quase todos os dias.

— quarenta graus de frente?! — fala preocupada — vou cuidar de você tá bem — acariciando o rosto do irmão.

Enquanto Ana cuidava do irmão, Máximo estava no meio de um pesadelo.

— o que faço nesse lugar? — a casa Recorda a que Victoriano foi morto — porque estou preso? — tenta se soltar mas é em vão.

— a vida nos dá muitas chances de vingança e você me deixou morrer Junior — da duas pancadas fortes no joelho de Máximo e faz ele gemer de dor — aprender que coragem é algo conquistado — soca a barriga dele algumas vezes — mas tenho uma surpresa — pega o o objeto e balança na frente dele — se lembra?

— não faz isso cara — sente a dor das esferas cravadas nas costas — porque Victoriano?

— porque? — fala perto do ouvido dele — vai sofrer com a sua consciência Máximo.

Ele acorda desesperado e olhando para todos os lados pra ter certeza de onde estava...ele levanta da cama, sai do quarto e desce as escadas encontrando Inês na cozinha.

— você vai me ignorar — parado na porta de braços cruzados — moramos na mesma casa Inês.

— infelizmente é assim Máximo — fala séria — não pense que vou sair daqui por sua causa.

— o que você queria? Nosso pai era a própria lei e o que eu podia ter feito?

— qualquer coisa — se alterando — foi covarde desgraçado.

— não fui Inês — abaixa a cabeça — eu era jovem e não podia bater de frente com o papai.

— não foi homem suficiente pra enfrentar e salvar seu amigo.

— vai me condenar e me pegar pra Cristo? — fala quase gritando — mas foi o nosso pai que cravou o chicote cheio de esferas metalicas no rosto do Victoriano.

— ele fez o que? — ficou atordoada com o que escutou — não acredito em você.

— se acredita ou não Inês — da de ombro — não to ligando, mas não ia bater de frente com o grande Máximo Huerta e acabar com a minha vida.

— também matou o Victoriano com a sua omissão — vai pra cima dele mas é segurada — me solta e apanha feito homem — estava gritando.

— não vou deixar você me bater Inês — a segurando pelos punhos — já chega de gritar ou vai acordar todos da casa.

— você quer dizer o Alejandro? Pois que ele saiba que o tio é o culpado pela morte do pai.

— não fui e espero que você raciocine e entenda o que eu fiz — a sacudindo — eu nunca quis o mal dele e por isso eu protegi o Ale do nosso pai, pra ele não fazer mal a o filho do meu amigo.

— não acredito — começa a chorar — você é covarde Máximo — sente o ar faltar e a visão escurecer e desmaia nos braços do irmão.

— Inês?! — a segura — por Deus, fala comigo minha irmã.

Ana entra na cozinha assustada e vai até eles preocupada.

— o que foi esses gritos?

— me ajuda a levar ela pro quarto — vai atrás dela com a irmã nos braços — discutimos e a culpa foi minha.

— mas eu nunca ouvi a Inês gritar — abre a porta do quarto pra Máximo entrar.

— eu preciso falar com você, mas prometa que vai me escutar e não me julgue — coloca cuidadosamente a irmã na cama — vou ta esperando na cozinha — sai do quarto.

Inês aos poucos abre os olhos.

— o que aconteceu Ana? To enjoada e minha cabeça dói muito.

— dormi que amanhã você vai está melhor minha amiga — vai até Inês e beija sua bochecha depois a cobre — você tem que descansar — sai do quarto e vai até a cozinha encontrar Máximo.

— to fazendo chá pra gente — sorri ainda tenso — espero que goste de camomila — coloca duas xícaras em cima da bancada.

— você disse que queria falar comigo — senta e logo vê ele sentar ao seu lado — pode falar agora.

— é sobre a morte de Victoriano Santos — abaixa a cabeça — ele foi morto pelo meu pai e eu estava presente — olha nos olhos dela implorando por compreensão — não consegui fazer nada pra salvar ele.

Máximo conta tudo o que aconteceu no dia que Victoriano morreu e o que o pai fez e porque estava discutindo com Inês, Ana estava compreensiva e a cada palavra que ela falava ele se sentia menos culpado.

— isso é tudo — abaixa a cabeça — se quiser me julgar se sinta a vontade.

— você não matou ninguém, mas devia ter falado com Inês depois que seu pai morreu e já não existia medo de ser revelado tal segredo.

— eu sou mesmo um covarde — abaixa a cabeça — não sou homem suficiente com meu pai falava.

— não repita isso nunca mais — fala séria.

— mas eu sou um fracasso de homem.

— não é Máximo — levanta a cabeça dele — nunca mais fala essas coisas de você — passa a mão carinhosamente no rosto dele — você está mudado e quer ficar melhor a cada dia que passa.

— obrigado Ana — sente a respiração dela perto dele — tudo que eu quero é o perdão de quem eu já fiz mal e você é uma dessas pessoas.

— já te perdoei e posso provar que já não existe mágoas — se aproxima dos labios dele é o beija ternamente.

Máximo pela primeira vez na vida sentia seu coração bater descompassado por uma mulher e Ana era a escolhida e ele não acreditou que ela tinha tomado a iniciativa no beijo.

...

Dia seguinte escritório de Máximo.

— seu Máximo aqui está os relatórios — deixa em cima da mesa as pastas.

— obrigado filho — olha Fernando e se assusta com sua aparência — o que houve com você Fernando?

— não venho me sentindo bem há algum tempo — folga a gravata e puxa o ar — eu tenho febre todos os dias e to com manchas vermelhas e roxas no corpo.

— já foi no médico? — fala preocupado — isso pode ser grave.

— eu ando tonto também — se segura na cadeira — eu tenho que sair — vai em direção a porta, mas desmaia.