Scritto Nelle Stelle
10 Imprevisto
Notas iniciais
1- A quantidade de reviews; estou cumprindo minha promessa de postar apenas depois de cinco reviews por capítulo.
2- Eu não consegui escrever nada muito decente até hoje, quando saiu um capítulo bom.
Então... Eu espero que vocês gostem! E acho que o que vocês tanto aguardam que aconteça, vá acontecer logo, logo... Ou não! AHAHAHA
Dan Evans POV
– Você anda bem próximo da Mahara, não é? – Perguntou John, deitado na minha cama junto com Luke e Sean, olhando eu me arrumar.
– Ciúmes, Johnie? – Perguntei rindo, olhando-o pelo espelho.
– Não.
– Aham! – Eu e os outros dois cantarolamos desconfiados.
– Então por que a pergunta? – Perguntou Sean, cruzando os braços e o olhando divertido. Continuei a pentear o meu cabelo.
– Para eu poder concluir minha teoria.
– Que teoria?
– De que Mahara é a próxima namorada de Dan, oras. – Disse ele.
– Até parece, John. Ela é minha melhor amiga. E apenas isso.
– Foi o que você nos disse um tempo antes de pedir Danielle em namoro. – Disse Sean.
– Eu não quero voltar a namorar tão cedo, gente. Ainda não me sinto pronto para começar outro relacionamento que provavelmente vai terminar.
– Com esse otimismo todo, não vai mesmo. – Disse Luke. – E você pode deixar a garota certa escapar com essa sua teoria de não estou pronto. Você nunca vai saber se está pronto ou não até que esteja em um relacionamento. Nenhum deles é igual. Você não tem como saber se o seu próximo relacionamento terminará. Não consegues prever o futuro.
– Luke tem razão. – Concordou John, sentando-se na cama.
– Pode até ser. E vocês também não conseguem prever o futuro e saber se meu próximo relacionamento será com a Mahara ou não, e se vai durar ou não.
– Mas nós podemos ver nos seus olhos o quanto você gosta de alguém, e o que vemos é que você ama a Mahara. – Disse Sean.
– Amor fraternal.
– Por enquanto. – Disse Luke. Bufei e revirei os olhos.
– Se me dão licença, eu vou sair com a minha melhor amiga. Então, vazem daqui!
– Ui, ficou arrogante. – Disse Luke.
– Tá nervosinho porque vai se encontrar com o amor da vida dele. – John comentou.
– Ele quer ficar sozinho e ensaiar suas falas na frente do espelho... – Sean debochou.
– E ficar arrumando o cabelo porque ele tem que estar perfeitinho... – John continuou a fala de Louis.
– Afinal, Mahara tem que ficar impressionada com o famoso Dan Evans! – Luke completou.
– Vão passear, vocês.
– Nós não... Vamos ficar em casa assistindo televisão e comendo pizza, enquanto VOCÊ vai jantar fora com a Mahara, sozinhos, a luz de velas... Depois vão andar por Londres sob a luz da lua... Um beijo na London Eye, talvez... E aí depois...
– Cale-se John. – Interrompi-o. Empurrei-os para fora do meu apartamento.
– Tchau meninos!
Eles abriram a boca para responder e eu fechei a porta na cara deles. Pode ter sido meio grosseiro, mas a atitude deles me irritou. Até parece. Eu e Mahara juntos. Éramos só amigos, fala sério!
Terminei de me arrumar e fui buscar Mahara em sua casa. Parei diante de seu prédio, e subi pelo elevador – o porteiro me deixou subir tranquilamente já que eu já era bem conhecido por ele. Saí do elevador no quinto andar e encontrei a porta de madeira escura com o número em dourado do apartamento dela, e toquei a campainha. Ouvi um melodioso “só um minuto!” vindo de lá de dentro, e meu coração acelerou. Respirei fundo para acalmá-lo enquanto pensava o porquê disso.
E a porta se abriu, e o sorriso nos meus lábios surgiu inevitavelmente. Era assim sempre que eu a via.
E ela estava linda. Usava um vestido vermelho que realçava seus cabelos loiros com as pontas coloridas, e os seus olhos azuis brilhavam. Meu coração bateu mais rápido e tudo o que eu conseguia pensar era “ela está tão linda”.
– Olá, grandão. – Disse ela, risonha. Aproximei-me para abraçá-la.
– Olá, minha pequena. Pronta?
– Sim, só me deixe pegar minha bolsa.
Ela foi rapidamente para dentro e voltou com a sua inseparável bolsa de franjas marrom no ombro direito. Trancou a casa e sorriu para mim.
– Onde vamos? Para as estrelas?
– Não, para a lua. – Respondi risonho. Ela ergueu as sobrancelhas.
– Alguma outra boate bizarra?
– Não, estava apenas brincando. Pensei em irmos ao cinema, e depois irmos jantar em algum lugar. Pode ser?
– Pode. – Ela sorriu, estendendo a mão, na qual eu segurei. Um choque elétrico percorreu meu corpo. – Adoro cinema.
– Eu sei. Por isso resolvi levá-la lá. – Sorri de volta. – E deixe-me adivinhar... Você queria ver Era do Gelo Quatro.
– Você me conhece muito bem, Sr. Evans.
– Eu sou seu melhor amigo. Sei tudo sobre você.
– Convencido.
Rimos levemente, chegando ao carro. Abri a porta para ela, como sempre fazia, em sinal de cavalheirismo. Ela sempre corava levemente quando eu fazia isso.
– Mahara, eu estava pensando...
– Sempre um passatempo perigoso! – Disse ela. – Cuide para não queimar seus neurônios.
Revirei os olhos, e ela riu levemente.
– Engraçadinha. Então, como eu ia dizendo, pensei em irmos acampar com os meninos e com as garotas deles antes de sairmos de turnê. Sabe, passar uns três ou quatro dias fora da cidade, longe de tudo...
– Ótima ideia. Apoiado. Aprovado. – Mahara sorria empolgada, quase dando pulinhos de empolgação.
– Sabia que você ia gostar. O local que andei vendo tem uma cachoeira linda e uma espécie de lagoa ao lado da área para as barracas.
– Perfeito! – Exclamou ela. – Quando vamos mesmo?
– Assim que marcarmos com os meninos, apressadinha. – Eu ri.
– Sabe como é, eu gosto dessas coisas.
– Nota-se.
Fomos conversando até chegarmos ao cinema. Incrivelmente, conseguimos comprar nossos ingressos e entrar na sala de cinema sem nenhuma interrupção ou tipo de problemas, e isso foi extremamente bom. Sentamos no fundo da sala, em uma das últimas fileiras, e ficamos conversando até a luz do cinema apagar e o trailer começar. Ousei olhá-la. Até na parcial penumbra, Mahara era linda.
Sacudi a cabeça, afastando um pensamento repentino, e comecei a prestar atenção no que se passava na tela. Mahara e eu dividíamos um pacote gigante de pipoca, e eventualmente nossas mãos se encostavam e o choque elétrico voltava a percorrer meu corpo.
O que diabos estava acontecendo comigo?
Mahara Carter POV
Dan estava incrível aquela noite. Ele era incrível sempre, tenho que admitir. Mas hoje... Não sei se era o jeito que ele me olhava, com mais carinho e ternura, com aquele brilho no olhar, ou o quê, mas ele estava mais incrível do que nunca. Meu coração palpitava forte perto dele, e minhas mãos suavam. Quando nos tocávamos, mesmo que por acidente, um choque elétrico percorria meu corpo e eu desesperadamente torcia para que ele não sentisse aquilo.
Quando o filme acabou, e as luzes se acenderam, nos espreguiçamos preguiçosamente e nos olhamos, rindo.
– Sua cara de sono está hilária. – Comentei. De fato estava engraçada, entretanto, era fofa.
– A sua não está lá muito melhor do que a minha, pequena.
Rimos um do outro. A risada de Dan me contagiava, me alegrava.
– Então... O que vamos fazer agora? – Perguntei.
– Está com fome?
– Não muita, para ser sincera.
– Nem eu. Que tal... Sei lá, irmos jogar naquela área de jogos do shopping?
– Vencerei você na corrida e na dança! – Desafiei. Ele riu debochadamente.
– Não se eu puder evitar.
– Então vamos lá, grandão, e que vença o melhor.
Olhamo-nos desafiadores, e caímos na gargalhada. Levantamo-nos e fomos até a área de jogos, compramos fichas e fomos direto para o treco de corrida. Ajustamos para dois jogadores, e sentados um do lado do outro, começamos a disputar quem venceria. No final, eu venci.
– YES! Eu venci!
– Eu deixei você vencer. Afinal, sou um cavalheiro. – Ele piscou e eu o olhei como se dissesse “conta outra”.
– Tá bom, Sr. Cavalheirismo em Pessoa, então jogue comigo esquecendo seus princípios cavalheirescos.
– Ok. Você que pediu. – Ele piscou, colocando uma ficha na máquina. Fiz o mesmo, e logo estávamos jogando, e a coisa ficou feia para mim. Dan estava jogando para valer, e eu perdi para ele.
– YES! Eu venci! – Ele exclamou, me imitando, em tom de falsete. Cruzei os braços e olhei-o esnobe.
– É. Você venceu. Mas duvido que na dança você me vença.
– Duvida? Ok, então, vamos lá.
Fomos até a máquina de dança e escolhemos uma música qualquer. Jogamos umas três vezes, e todas as três, eu venci.
– Eu avisei que eu ia vencer. – Cantarolei alegre, saindo da máquina. Dan parecia emburrado, mas depois começou a rir.
– É, você venceu, mas haverá revanche. Mas não hoje, porque estou com fome e quero comer alguma coisa.
Ri com gosto, e ele sorriu.
– Não é só você, grandão, não é só você. Para onde vamos?
– Não sei. Que tal aquele restaurante de comida italiana que você disse que gostava?
– Pode ser!
– Então vamos lá.
Fomos até o carro e Dan ligou o rádio assim que entramos. Cantamos loucamente em plenos pulmões, recebendo olhares ou repreensivos ou divertidos dos outros motoristas, até chegarmos ao restaurante. Fomos direcionados a uma mesa em um canto escondido do restaurante, com aquela iluminação romântica naquele ambiente retrô que eu tanto gostava. Conversamos e fizemos nossos pedidos, até que finalmente os pratos chegaram. Eu havia pedido macarrão espaguete ao molho de queijos e champignon, e Dan tinha pedido um de macarrão a bolonhesa. Começamos a comer enquanto conversávamos, também. Ríamos – as vezes tão alto que os outros clientes nos olhavam repreensivos – bastante com as nossas besteiras.
– Ei, Dan, está sujinho aqui. – Apontei para o canto da boca dele. Ele arregalou os olhos levemente, e franziu a testa, pegando o guardanapo para se limpar.
– Não, deixa... – Eu disse, pegando o guardanapo de suas mãos e limpando o canto de seus lábios. Ele sorriu enquanto eu o fazia, e eu corei levemente, sorrindo tímida. O que estava acontecendo comigo? Nunca corei ou fiquei tímida na frente dele.
– Obrigado. – Disse ele.
– Não há de quê.
Continuamos jantando, até que notei que um homem moreno em um mesa nos olhava fixamente. Ele disfarçou, e eu voltei a prestar atenção no meu prato, e de esguelha o observava. Ele definitivamente estava nos olhando. Reparei o movimento de suas mãos, que as vezes faziam menção de tocar em algo escondido dentro de sua jaqueta preta.
– Dan, já volto. Vou ao toalete.
– Tudo bem, eu espero. – Ele sorriu calmamente.
Eu não iria à toalete algum. Estava de olho ao que o homem faria se eu deixasse Dan sozinho. Seria muita audácia se tentasse fazê-lo algum mal dentro de um restaurante lotado, mas nunca se sabe. Eu também podia estar de paranoia.
Ou não.
Entrei no toalete e fiz menção de fechar a porta. Sabia que se o homem fosse até Dan, teria de passar na frente da porta do toalete feminino. Dito e feito. Olhei para trás e constatei que não havia ninguém no toalete, apenas eu. No exato momento em que o homem passou pela porta, puxei-o rapidamente e incrivelmente, ninguém notou. Coloquei minha mão em sua boca, impedindo-o de gritar, e tirei a arma que estava escondida embaixo da minha saia, quase junto a minha lingerie. Coloquei em suas costas.
– Quem é você e o que você quer com Evans? – Perguntei ferozmente em seu ouvido. Destampei a boca do homem e tranquei a porta, apontando a arma para ele.
– Quem é você, garota? Da polícia?
– Eu fiz perguntas primeiro. Responda-as.
– Responda as minhas, então. – Ele desafiou.
– MI6. Agora responda. – O homem sorriu sarcástico. – Responda, ou atirarei em você.
– No meio de um restaurante? Quer ser presa, Mahara Carter?
Ok, ele sabia meu nome, sabia quem eu era. Estava me testando. Sorri desafiadora.
– Já ouviu falar em silenciador? E já que você sabe quem eu sou, sabe o que eu posso fazer. Ninguém jamais ouviria falar de você.
– Que garota má... Então já concluiu quem eu sou e o que eu vim fazer.
– Exato. Por isso você está preso.
– E como você me prenderá aqui, agora, no meio do seu encontro com o seu amadinho? – Perguntou sarcástico.
– Subestima minha inteligência, homem. Esqueceste de que sou da MI6, não é? – Eu ri irônica. – Vire-se e coloque as mãos para cima.
Ele lentamente se virou e o fez. Aproximei-me, ainda com a arma apontada para ele, preparada para qualquer movimento de resistência. Tirei a algema do suporte onde eu também mantive a arma – é regra da MI6, estar sempre preparada. No momento em que ergui minha mão para prendê-lo, ele se virou e segurou minha mão, tentando torcer meu braço. Desviei-me dele, invertendo nossas posições, fazendo com que o braço dele é que fosse torcido. Ele tentou me chutar, mas acertei seu joelho fazendo-o desequilibrar e bater com força contra a porta de um dos boxes do banheiro, fazendo um barulho alto. Praguejei, pois não queria chamar a atenção e se mais um barulho deste fosse feito, ia sobrar para o meu lado.
Chutei suas canelas, dando-o uma rasteira, fazendo-o cair com a face voltada para o chão. Subi em suas costas e torci seus dois braços com força para trás, unindo suas mãos e prendendo-as na algema. Puxei seus cabelos com violência para trás, fazendo-o grunhir, e falei no seu ouvido:
– Que feio. Perdendo para uma mulher. – Eu disse sarcástica. – Agora você vai ficar quietinho aqui até meus amigos virem buscar você.
– Vou me vingar de você, garota.
– Ah sim, claro.
Ergui-o e o empurrei para dentro de um dos boxes. Revistei seus bolsos, retirando deles tudo o que pudesse ser pontiagudo, fino, ou qualquer coisa que servisse para livrá-lo das algemas. Ele ainda tentou me chutar, mas acertei um soco em seu nariz que o deixou desnorteado tempo suficiente para que eu terminasse minha revista, retirasse outra algema do meu suporte e prendesse seus pés a uma barra de ferro do box para deficientes físicos. Por sorte, havia dois, então eu não tinha com o que me preocupar – apenas prendi o homem, com seu pé para cima, metade de seu corpo apoiado no vaso sanitário e sua cabeça apoiada na parede. Com certeza estava extremamente desconfortável para ele, mas eu não estava me importando nenhum pouco.
Fechei a porta do box e consegui trancá-lo por fora, com ajuda de um dos grampos que ajudavam a prender meu cabelo. Endireitei-me e olhei-me no espelho.
– Idiota. Fez-me arrepiar meu penteado. – Reclamei com o meu reflexo no espelho. Arrumei meu cabelo rapidamente, ajeitei meu vestido bagunçado, respirei fundo e saí do toalete calmamente. Retornei a mesa, onde Dan me esperava pacientemente.
– Demorei? – Disse, sentando-me na cadeira a sua frente.
– Não. – Ele sorriu. – Mas já estava sentindo sua falta. É triste ficar aqui sozinho...
– Dramático!
Rimos juntos, enquanto eu pegava meu celular por baixo da mesa e digitava rapidamente uma mensagem para Jones, Collins e Andie: “Muzarella’s Restaurante, homem preso no box de deficientes do toalete feminino. Venham buscá-lo rápido. Ele iria tentar algo contra Dan”.
Terminamos nosso jantar calmamente, e assim que pagamos a conta e estávamos saindo, Andie e Collins entraram no restaurante. Andie piscou para mim, e seguiu tranquilamente ao lado de Collins em direção a uma mesa, disfarçando. Sabia que dali a pouco ela iria até o banheiro feminino.
Já no carro, recebi uma mensagem dela dizendo: “Preso. O tiramos discretamente pela porta dos fundos e o levamos para a MI6, onde ele será interrogado”.
Sorri satisfeita. Apesar deste pequeno imprevisto, minha noite com Dan não havia sido arruinada. Depois de um tempo, paramos na frente de meu prédio.
– Obrigada, Dan.
– Pelo quê? – Perguntou confuso, virando-se para mim, desafivelando o cinto de segurança.
– Pela noite maravilhosa. Eu adoro sair com você.
– Eu digo o mesmo, pequena.
Ele sorriu. Eu também. Ficamos nos olhando em silêncio, até que me aproximei dele e o beijei na bochecha.
– Até mais, grandão.
– Até, pequena.
Saí do carro e caminhei até a porta do edifício. Virei-me e lá estava Dan, acenando para mim. Entrei no prédio e subi até meu apartamento, e assim que entrei, me livrei dos saltos e caminhei pelo apartamento, parando sem pensar no meu ateliê. O primeiro quadro que vi foi o do par de olhos castanhos alegres. Tive um estalido.
Eram os olhos de Dan. Perfeitamente iguais.
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