Screw Up Mess.
15 Capítulo 15
Notas iniciais
POV Carol
A semana tinha passado bem mais rápido do que eu tinha desejado. As coisas com o Harry iam bem. Apesar do beijo, começamos a nos falar normalmente, como se fossemos amigos de infância. E o fato dele namorar minha mãe, já não incomodava mais. Eu estava começando a aceitar a ideia de tê-lo como “padrasto”. Por mais estranho que fosse... Se bem que, eu nunca o veria assim. Tínhamos apenas 7 dias sozinhos. Não que eu quisesse me aproveitar desses dias pra fazer alguma coisa com o Harry, tanto porque, minha relação com o Zayn ia de mal a pior. Não queria pensar em relacionamento ou coisas do coração por um bom tempo. Ele tem sido muito estranho comigo durante essa semana e eu decidi dar um basta em toda essa besteira. Afinal, nada seria como antes... Nada mudaria o fato dele ser um completo idiota que nunca me deu valor algum. Ou seja, por mim, esse é o fim. Hoje é segunda, mais um dia tedioso na escola mais tediosa. Só mais alguns meses e pronto. Formatura. E depois, mudar pra um lugar bem longe de Londres, e se possível, longe da Inglaterra. Eu disse que estava começando a aceitar Harry e minha mãe, mas não disse que seria obrigada a ver os dois juntos todos os dias da minha vida, certo?
Colei meus jeans simples de sempre, vesti uma camisa xadrez, coloquei meu tênis e desci a escadas. Harry foi se acomodando mais, e se sentindo mais a vontade. Na semana anterior ele disse que a obrigação dele era fazer meu café da manhã todo santo dia, e garantir que eu estava bem. Mas, como agora somos oficialmente amigos, como todo bom amigo, ele não se preocupa com minha alimentação. Acho até bom, era um pouco chato ter ele no meu pé o tempo todo cuidando das refeições e tudo mais...
Fui pra escola pelo mesmo caminho de sempre, preciso dizer quem sempre aparecia na minha frente? Não né... Por que na vida, as coisas são assim. Quando você não quer ver uma pessoa, seja la qual for o motivo, ela sempre da um jeitinho de aparecer pra ti, e complicar tudo. Zayn estava charmoso como sempre. Já tinha largado o cigarro da manhã, estava vestindo uma camiseta branca meio surrada, calça jeans escura, e sua bota de sempre. Ele fazia muito bem o estilo bad boy, mas só eu sei como eu queria que ele fosse um pouco mais... Sensível. Não só em relação a mim, mas em relação a tudo. O jeito que ele trata as pessoas só parece agradar aos seus amigos idiotas e infantis e as “vadias” da escola. Ele me olhou e como sempre, desviou o olhar. Eu também fazia isso. Digam o que quiser, mas amizade pós-relação é um coisa que não existe! Bem que eu tentei. Queria terminar o relacionamento numa boa, mas né...
Segui meu horário até a aula de artes, a aula mais chata do dia. Não que eu não gostasse de artes, mas o problema era o professor. Sabe aqueles velhos que dão sempre o mesmo tema? Nunca mudam, não fazem nem se quer uma gincana, ou dinâmica? Então, era exatamente assim. E por mais perto que estivesse a formatura, mas longe ela parecia. Tínhamos ainda um longo bimestre cheio de aulas assim. Gabriela, minha única amiga do colégio, a mais sensata pra falar a verdade. Era a única que não ligava pra esses assuntos de patricinha, que preferia mil vezes falar sobre história, musica e livros, do que em roupas, sapatos e maquiagem. Ficamos batendo um papo muito bom até a aula acabar, e o período chegar ao fim. Convidei Gabi pra ir pra casa depois da aula, e ela concordou com um sonoro sim. E eu já sabia o motivo. Harry. Tudo bem, não me importava, ou pelo menos tentava não me importar. Quem resistiria ao charme de um cara lindo, alto, com os cabelos encaracolados e os olhos verdes? Só a pessoa mais idiota do planeta.
Então, seguimos nosso rumo em direção a casa. Liguei pro Harry avisando que teríamos visita, afinal de contas, ele estava responsável pela casa e eu tinha meio que obrigação de avisar a ele. Ta, a quem eu estou querendo enganar? Nem com a minha mãe eu fazia isso. Era só que as vezes, eu gostava de ouvir a voz dele, assim, sem motivos. E aquela me parecia uma desculpa razoável pra ligar pra ele. Falar com ele pelo telefone era bem fácil do que falar olhando diretamente em seus olhos. De alguma maneira, era.
Abri a porta da sala, e senti um cheiro muito bom vindo da cozinha. Quando cheguei la me deparei com o Harry de avental cozinha qualquer coisa, a qual eu não identifiquei. Não pude deixar de rir com aquela cena. Tão fofa, e ao mesmo tempo tão embaraçosa.
-O que é que você esta tentando fazer? –disse tentando recuperar o fôlego. A Gabi ria junto comigo. Mas o problema dela, era que quando ela começava a rir, não tinha milagre que a fizesse parar.
-Apenas eu tentando parecer um bom... Amigo!
-Com certeza, acabou de queimar meu filme... e estragar a tarde. Agora ela não vai parar de rir por um bom tempo. –Virando-me para Gabi, eu disse- Acho melhor deixarmos isso pra outro dia. Melhor você ir pra casa, antes que acabe infartada em meio aos risos.
Acompanhei ela até a porta, quase a expulsei de la. Me virei pra Harry e nós dois caímos na gargalhada.
-Vamos ver se você acha engraçado isso aqui. –E veio correndo na minha direção com uma lata de chantilly prestes a ser espirrada por toda a minha face. Gritei na mesma hora. Corremos a cara inteira até eu escorregar e cair. E ele, por travessura do destino tropeçar e cair sobre mim. Maldito piso! Ele parou de rir e me encarou serio. Tocou sua testa na minha e eu pude sentir sua respiração, e ouvir seus batimentos cardíacos. Estávamos muito próximos, coisa que eu venho tentando evitar a semana inteira.
Seus lábios estavam a centímetros dos meus. Eu queria avançar, queria sentir de novo o calor do seu beijo, mas porra... Eu não podia! Eu não devia. Por que eu sabia que iria quebrar a cara novamente. E isso, era o que eu não queria. Mas diante de um ser humano tão irresistível quanto ele conseguia ser, eu perdia todas as rédeas da minha mente. Quando ele foi chegando mais perto, eu já não conseguia pensar. Eu sabia que se agisse com o coração, faria merda. Mas não pude conter a mim mesma. E nem ele a si mesmo. E acabamos nos beijando pela quarta vez. É eu tava contando. E isso acabava com todo o romantismo do momento.
Decidi não raciocinar, tanto porque eu não conseguia. Seus olhos verdes ainda encaravam os meus, e nosso beijo começou lento, mais foi se intensificando a cada segundo. E ainda por cima, estávamos deitados. Sabe-se la o que pode acontecer quando as pessoas se beijam deitadas.
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