Scream! Welcome To The Game.

6 Capítulo 5 - Encontro...?


Notas iniciais
Yo! Estou adiantada! Terminei o capítulo ontem mas devido a uns problemas não consegui postar. O que dizer desse capítulo? Ah! Eu estou começando a me divertir mais escrevendo e o próximo capítulo será muito mais emocionante, pelo menos eu acho... rs Só uma observação! Acho que vai ficar claro, mas não custa ressaltar. Nesse capítulo, nos pensamentos no Near logo no início, a parte em itálico é para das ênfase a um sonho enquanto ele estiver desacordado. Betagem feita pela linda da Amane Misa. Obrigada!!! =D Espero que gostem! Narração: Beyond.

Capítulo 5 — Encontro...?

“Frio. Dor. As únicas coisas que consigo me lembrar antes de perder a consciência.

– Okaasan! Otousan! Cheguei!

Eu gritava animado. Meu dia tinha sido muito legal, e eu estava louco para contar aos meus pais. Mas... Eles não estão aqui. Onde eles estão?

Ouvi barulhos em direção à sala de estar, e os segui. Minha visão turva não colaborava. Realmente havia alguém ali. Alguém um pouco mais velho que eu e cujo olhar frio arrepiou-me a espinha de maneira instantânea. Vermelho. Tudo vermelho. Uma pessoa em pé em meio a dois corpos sem vida. De repente as paredes começaram a derreter e o chão começou a se quebrar. Tentei correr, chorando, mas fui engolido junto aos destroços.

– Você acordou...”

Corri o mais rápido que pude até chegar à casa de Near, o que foi uma perda de tempo já que ele não estava lá.

Eu não entendo. Como? Claro que não é algo tão misterioso, alguém provavelmente deve tê-lo ajudado, mas a pergunta é: Quem? Julgando pelo horário do acontecimento não pode ter sido alguém muito “bom”.

Ouvi um carro se aproximando e subi imediatamente numa árvore. A alguns dias preguei pedaços de madeira para facilitar. Não sei ao certo a hora exata, mas não deve passar das duas e dez da manhã. O carro estacionou em frente a casa e por sorte, Near saiu dele com a ajuda de alguém. Um garoto que não consegui identificar direito. Near estava com algumas partes do corpo enfaixadas e com alguns curativos no rosto.

Hospital. Obvio!

A árvore ficava próxima a fachada da casa e com um pouco de esforço consegui ouvir a conversa deles.

– Mais uma vez, me desculpa. – A voz do garoto era suave e com um grande ar de arrependimento. – Não imaginava que ele poderia ir tão longe.

– Já disse, não precisa se desculpar.

O garoto não disse mais nada. Desviou sua atenção para o chão e voltou a encarar o albino logo em seguida.

– Você sabe que eu nunca quis me separar de você. Eu sempre fico mal quando Mello faz essas coisas. Eu tento fazê-lo parar, mas não adianta. Eu ainda me preocu... – Near o silenciou com o dedo indicador, sussurrando um leve “shiu” entre os dentes.

– Eu já disse que o que aconteceu ficou no passado. Não quero relembrar de nada! E tem mais, você não me deve satisfação nenhuma referente às suas atitudes. – nunca imaginei Near falando com tanta firmeza e segurança, soando quase como uma bronca.

– Mas...

– Mas nada! – seu tom de voz aumentou. Ele fechou os olhos na esperança de se acalmar. Pigarreou limpando a garganta e continuou sua fala. – Olha, eu lhe agradeço por hoje. Se não fosse você, talvez eu não tivesse sobrevivido. Muito obrigado mesmo, mas agora, se me dá licença, preciso entrar e ver se minha avó está bem. Sayonara.

Near se despediu com um leve beijo no rosto e rumou até a entrada de sua casa, entrando apressado sem ao menos esperar o garoto ir embora.

– Sayonara, Near. – ele sussurrou e entrou no carro, dando a partida e sumindo pela estrada.

Quem era? Além de não conseguir enxergá-lo direito não consegui assimilar sua voz com a de alguém conhecido. E isso é importante sim! Será que os dois tem alguma relação em especial? Impossível! Near não tem amigos.

O importante é que ele está bem, mas essa pequena “brincadeira” irá atrasar meus planos. Não posso tê-lo enquanto esses ferimentos não estiverem totalmente curados.

Não sei o quanto ele se feriu. Isso pode levar algumas semanas ou até alguns meses.

***

O dia amanheceu um pouco mais quente que o normal para o inverno. Near se levantou por volta das nove. Ele parecia um tanto energético e possuía um sorriso leve no canto dos lábios.

– Ohayo Obaasan! – ele a abraçou de um modo caloroso e afagou seus cabelos. — Tanjoubi omedetou*!

Estava em baixo da janela da cozinha ouvindo a conversa dos dois. Ele pretendia ir até o shopping para comprar alguma coisa para a velha, mesmo ela insistindo que não precisava. Um leve tom de preocupação recheava sua voz, certamente devido aos ferimentos do neto. A TV da cozinha estava ligada em um telejornal até que finalmente a notícia que eu mais aguardava começou a ser pronunciada.

– Hoje pela manhã um corpo de um estudante de 17 anos foi encontrado brutalmente esfaqueado em um beco próximo a um posto de gasolina. Um dos frentistas chegou por volta das cinco da manhã e ficou impressionado com a cena. [...] O estudante Mihael Keehl [...]

O nome foi o suficiente para fazer Near derrubar a xícara de chá no chão e correr em direção ao banheiro. Isso me fez dar um sorriso satisfeito de “missão cumprida”.

Não tenho muito tempo a perder. Near vai para o shopping daqui a alguns minutos e eu preciso passar em casa para tomar um banho descente.

***

Já estava de banho tomado indo até a cozinha para comer alguma coisa. Não sigo o cardápio: Café da manhã – Almoço – Janta. Sinceramente já estou acostumado a passar horas sem comer e sou assim desde criança.

Revirando a geladeira encontrei alguns Onigiris que comprei ontem em uma loja de conveniências. Joguei a embalagem fora e coloquei o conteúdo em um prato. Não tive o trabalho de forrar a mesa com uma toalha, pois minha fome era maior. Infelizmente meu celular começou a tocar, adiando meu desjejum. O número na tela era restrito o que aumentou minha curiosidade. O único que geralmente me ligava com o número restrito era Yonosuke.

– Moshi Moshi.

– Beyond...? – não era ele.

– Você? O que você quer? Como conseguiu meu telefone? – perguntei ríspido.

– Isso não importa. Onde você está?

– Então... Isso não importa. – sorri, dando uma entonação enjoada na fala.

– Sua ironia é deprimente.

– Sua existência também! Agora fale o que você quer? – minha paciência estava se esgotando.

– Estou em um novo caso... Mafiosos. – sim, ele estava me testando. Suspeitava de mim e o jeito “despreocupado” e sem muito interesse que ele tentava expressar em suas palavras eram irritantes.

– E? Isso é do meu interesse?

– Não sei. Me diz você.

– Sabe... Esse assunto realmente não me diz respeito, mas tenho algo que talvez lhe interesse. Sabe com quem conversei há alguns meses atrás? – ele sabia que pelo meu tom de voz repleto de malícia seria alguém próximo e por isso demorou alguns instantes para responder.

– Quem?

– Yagami Raito. – Sua respiração acelerou ao ouvir o nome. Decidi continuar. – ele me disse cada coisa sobre você... Disse que...

– Tenho que desligar. Sayonara, B.

– Sayonara... L.

Perfeito. Esse assunto é que mais o deixa nervoso. Meses? Claro que não, não faz nem duas semanas que falei com Raito, mas vamos deixá-lo pensar assim. Preciso falar com Yonosuke urgentemente, porém isso pode esperar.

***

Eram por volta das onze e meia da manhã quando Near adentrava a porta automática do shopping. Ele ficou muito abalado com a notícia sobre a morte do loiro pois quando eu voltei até sua casa ele ainda estava trancado no banheiro.

Não entendo. Isso significa que ele está feliz? Eu o livrei de um incomodo!

Near entrou em uma loja de roupas para dormir e começou a explorar as prateleiras, um pouco acanhado. Ele estava visivelmente atrapalhado ao escolher alguma coisa e algumas vendedoras da loja começaram a sussurrar entre si, dando risinhos. Uma delas foi até ele esboçando um sorriso que não me agradou. Começou a puxar conversa e a rir de um jeito irritante, mas a gota d’água foi quando a vadia beliscou uma das bochechas do menor.

– Oi Near! – falei alto, atraindo os olhares dos dois enquanto entrava na loja.

– B?

– O que faz aqui, pequeno? – o abracei de lado tentando parecer simpático. A vendedora me encarou com uma leve expressão de surpresa. Near segurava um pijama de mangas compridas rosa. Tomei da mão dele, encarando o produto. – Nossa, que lindo. É para sua avó? É...

– Eu vou ver se temos aquela pantufa, tamanho 36 no estoque, senhor. – a mulher com no mínimo 22 anos disse a Near, me interrompendo.

– O.K.

Ela olhou para trás e a encarei com raiva. Acho que ela percebeu, pois desviou as pressas. Voltei minha atenção para o albino, que não estava com uma cara muito boa.

– Como me achou?

– Bom, eu estava andando pelo shopping e te vi sendo assediado por aquela mulher. Atrevida, não?

– Obrigado por me salvar, agora se me dá licença... – ele estava saindo e eu o puxei pelo braço em um movimento rápido, fincando minhas unhas em sua pele. – Você... Está me machucando.

Soltei seu braço tentando manter a calma. Fechei os olhos, respirando fundo.

– Desculpe. É que... Nós sempre nos encontramos na lanchonete e por sorte, aqui estamos em um shopping. Podemos ver um filme e comer alguma coisa depois, o que acha?

– Eu não sei... Hoje é o aniversário da minha avó e...

– Então vamos só comer alguma coisa, o filme fica para outro dia. – o interrompi.

Ele suspirou em um tom cansado colocando as mãos para tapar o rosto. Continuei a fitá-lo, e ele pareceu desconfortável.

– Você não vai desistir, não é?

– Não.

– Tá bom, B. Vamos comer alguma coisa depois.

Ponto para mim!

***

Odeio shopping. Odeio lugares muito movimentados e odeio mais ainda pessoas esbarrando em mim com frequência. Já desisti de ir a alguns shows devido a isso.

Estávamos sentados em uma mesa na praça de alimentação próximos a um dos restaurantes, esperando nosso pedido chegar. Encarei todos aqueles curativos e seu pulso enfaixado. Vi também seu olho direito que possuía ainda um sombreado arroxeado.

– Quem fez isso com você? – perguntei sério.

– Isso o que? – soou um tanto quanto infantil sua pergunta. Ele estava debochando de mim?

– Eu não sou burro muito menos cego. Foi aquele loiro, não foi? – ele concordou. – Vi pela televisão o que aconteceu com ele. Achei um ótimo final. – ri.

– Por favor, vamos falar de outra coisa. – ele desviou a atenção para uma planta ao lado da nossa mesa, deixando visível o quanto estava desconfortável. Parece que ele se sente assim com tudo o que eu falo.

– Tudo bem, sobre o que quer falar? – Ele voltou sua atenção para mim, porém não conseguiu olhar diretamente para o meu rosto.

– Ah... Eu não sei. Me fale sobre... Você? – e pela primeira vez fui eu que fiquei sem resposta.

Falar sobre mim? Eu sinceramente não sei o que devo dizer.

Notas finais
Tanjoubi Omedetou* = É uma maneira de se dizer Feliz Aniversário. E então? Gente, eu tenho muito medo de acabar estragando a história colocando capítulos chatos ou até mesmo coisas sem sentido. =/ Se a fic estiver uma porcaria, por favor, me falem. Farei o possível para melhorar. É isso! Até o próximo capítulo. Beijos! ^^