Scream Bitches

7 Grite o Seu Último Adeus, Vadia


Notas iniciais
OI OI gentee Bem, como eu havia dito para mim mesmo, eu vou postar toda segunda novo capítulo u.u Espero que gostem desse capítulo e como eu disse no anterior, prestem muita atenção, pois se prestarem saberão ou terão uma pista de quem é SB. Quero agradecer por todos vocês que estão comentando e me motivando

Estava na hora de Keke tomar uma decisão. A menina tinha saído correndo do funeral de Karina depois que uma antiga garota havia retornado.
As palavras de Marlene ainda soavam em seus pensamentos. Como ela poderia saber sobre aquilo? Keke estava aflita, mil coisas se passavam em sua cabeça e ela não conseguia respirar. Tudo que ela pensava agora era que ou seu segredo foi descoberto de alguma maneira pelas irmãs ou poderia significar que Karina ainda estava viva por ai em algum lugar.

Aquilo poderia ser tecnicamente impossível, mas ela precisava ter certeza. Olhando uma antiga foto de sua infância, a menina se lembrou de um dia no balanço, onde ela, sua ex-amiga morta e um amigo brincavam.

Eles tinham sete anos, brincavam pelo parquinho atrás de suas casas. Como crianças eles faziam suas coisas típicas, corriam, sorriam e se jogavam no chão. Os três deram as mãos e brincaram até Karina parar.

— Vamos prometer uma coisa? — a garota de cabelos avermelhados perguntou sorrindo e as outras duas crianças assentiram. — vamos ser amigos para sempre. Vamos crescer e nos tornamos irmãos mesmo sem ser de sangue.

Aquelas palavras voltaram ecoando na cabeça de Keke. Aquela pequena menina com um sorriso tão puro sempre voltava em seus pensamentos. Ninguém nunca imaginaria que aquela garota pudesse fazer coisas tão banais.

Precisava esquecer as sombras do passado e pensar nas do futuro, que estavam começando há crescer cada dia mais. Ela suspirou e entrou no banheiro para tomar um longe banho quente, precisava esquecer tudo aquilo daquele dia infernal.

Precisava esquecer Karina e todas as lembranças de seu passado com a mesma. E, além disso tuso, precisava esquecer que um dia perdeu uma pessoa que foi tão importante em sua vida.

Depois que terminou de tomar um longe banho, ela desceu para sala para ver um pouco de televisão. Sabia que poderia ficar sozinha até que sua mãe chegasse dali a cinco minutos.

Ela desistiu e começou a ler um livro. Parou de se concentrar quando ouviu a porta de trás da casa ser aberta. Imediatamente ela pulou do sofá e fitou o corredor que dava para a varanda atrás da casa.

Sem pensar duas vezes, Keke pegou o celular e abriu a porta da frente saindo da casa. Não iria ficar ali com vários barulhos acontecendo depois de quase ter sido morta a dias atrás.

Ela esperou sua mãe na calçada e telefonou para seu pai que não atendeu, como sempre. A menina estava ficando já sem muita paciência, seu pai não tinha tempo para ela.

Seu celular vibrou e tocou. Com a caixa de mensagem indicando que havia quatro novas mensagens de texto, então ela a abriu.
Uma mensagem de sua operadora. Outra de sua mãe, uma de Camille e uma de um número privado. Seu coração disparou quando viu a última e então clicou para que a mensagem abrisse.

"Com medo de que eu faça outra visitinha? Fica com medo não amor, eu não estou ocupada querendo matar você, e sim alguém que há essa hora, está comigo, conversando e toda feliz em me ver.

"HAHAHAHA os fantasmas sempre voltam e, as vezes, alguns deles retornam com sede de vingança.

Se quiser salvar sua amiga, corra. Mas corra muito Vadia!

Scream Bitches."

Keke levantou e olhou em volta com medo e apavorada. Ela poderia esperar sua mãe e pedir carona, mas ao invés disso, saiu correndo indo em direção à igreja.

****

Alguns policiais estavam na sala da casa de Thomas, que estava do lado de fora com Felipe e sua mãe. Alguém havia jogado uma caixa preta com um coração com marcas que o garoto conhecia muito bem.
Sua mãe não havia perguntado do porquê de o primo de sua amiga morta estava fazendo ali, mas ele sabia que depois teria que dar explicações.

— Pegamos tudo o que precisávamos. — disse o delegado. — parece que um assassinato não muito longe daqui aconteceu.

— Assassinato? — os dois garotos falaram juntos. — quem morreu?

— Lucas Bernardes e Karen Albuquerque. — disse o homem e saiu andando com o restante dos que estavam ali.

Thommy sabia quem eram os dois. Eles haviam estudado juntos durante muitos anos. O casal de namorado havia sido morto, mas o pior de tudo era que o coração de um deles havia sido jogado pela sua janela.

— Preciso falar com Mille e Lau. — ele saiu correndo e gritou de volta para sua mãe. — depois eu volto.

Ele correu e não se deu conta de que Felipe estava bem atrás dele. Quem visse assim, acharia que estavam brincando de pique pega, mas não. O menino estava com medo de que algo acontecesse com um de seus amigos.

Enquanto os dois corriam para encontrar suas amigas, Laura estava começando a achar a ideia de Ramon ter voltado à cidade ótima. Eles eram amigos desde o jardim de infância, e só pararam de manter contato pouco antes do início do verão quando o garoto viajou dizendo que não iria retornar. Mas ali estava ele, sorrindo com aquele seus dentes brancos tão grandes que poderia parecer o coringa.

— E então, como foi o verão? — o menino perguntou enquanto eles sentavam em um banco.

— Mais horroroso do que nunca. — ela fitou uma folha no asfalto e viajou em seus pensamentos.

O verão. Ah, o verão. Como ela poderia dizer sobre ele?

As visitas à casa de sua vó. As festas à noite e as viagens à praia. Tudo aquilo teria sido perfeito se Karina não tivesse ido. Aquela menina conseguia estragar tudo que poderia ser legal nessa vida.

Laura se lembrou de uma das festas que foi com eles. A festa do menino mais lindo do colégio. Eles chegaram à casa de praia, todos estavam bebendo e se divertindo. Uns fumavam e outros se beijavam.

A falecia havia beijado tantos garotos que quando havia chegado uma hora, ninguém mais conseguia contar. Quando Camille, Thomas e ela se afastaram da casa e se sentaram na areia da praia, pensaram no futuro, ou em mundo onde a menina Henriques não existisse.

— Seria um lugar de paz. — Mille dizia olhando as ondas do mar. — talvez, a gente poderia ter sido um pouco mais feliz sem ela.

— Ou talvez não. — a voz de K surgiu atrás deles. Ela estava com a roupa quase toda rasgada, mas não ligava. — vocês deveriam agradecer à mim por tudo que vocês são. Eu criei os três, deem um pouco de gratidão.

— Criou? Gratidão? — o garoto se levantou e pela primeira vez, alguém deles conseguiu ter coragem para enfrentar aquela garota. — acha mesmo que uma vadia como você é capaz de criar algo? Me poupe Karina, eu já estou cheio de seus joguinhos, quer brincar? Então, vamos brincar.

— Estou morrendo de medo de você, sua bichinha! — ela fez expressões como se estivesse com medo e caiu na gargalhada. Thomas a empurrou e ela caiu na areia ficando toda suja.

— Não vem de graça. — ele retrucou e olhou para a menina que estava com ódio nos olhos. — você não me conhece, não sabe do eu sou capaz! E faz um favor, vai à merda e pro inferno por que esses são os seus lugares.

— Vai se arrepender, Thom! — ela tentou se levantar. — e muito.

Depois que a imagem daquele dia passou, Laura sentiu o garoto cutucando-a e então saiu de seus devaneios. Não havia prestado atenção na sua última pergunta.

— Desculpa, quer dizer, eu acho melhor ir embora. — eles se cumprimentaram e saiu.

Enquanto Laura procurava Camille, a menina estava andando pelo gramado perto do lago bem atrás dos muros da igreja com Anita.

As duas haviam colocado todas as novidades em dia e todas as coisas que haviam acontecido nos verões dos quatros anos que se passaram. Não tinham mais assunto, mas ela queria passar um pouco mais do seu tempo com uma velha amiga.

O dia apesar de ter sido uma droga, estava começando a ficar bom. Até que seu celular vibrou anunciando a chegada de uma nova mensagem de texto. Ela pegou o celular depois de terminar uma conversa com Nita e leu a mensagem que a fez ficar paralisada no exato momento da leitura.

“Eu disse que iria voltar, e bem, eu voltei, mas você não sabe quem eu sou, ou saberá agora? HAHAHAHA eu posso ver sua cara de pavor, vadia.

Está na hora de dizer adeus ao mundo, está na hora de gritar pela última vez.

Scream Bitches."

Camille deixou que a tela do aparelho apagasse sozinha e fitou suas mãos por um momento. Ela respirou fundo e olhou para o lado falando com a amiga.

— Olha Nita. — ela disse e percebeu que a garota não estava mais ao seu lado. — Anita?

A menina levantou e olhou em volta. Não havia ninguém, apenas Laura, Thomas e Felipe correndo em sua direção. Eles pareciam gritar alguma coisa para ela que não dava para escutar, e então, um barulho soou e ela sentiu uma pontada de dor.

Outro barulho e mais dor. Viu o mundo a sua volta girar e seus joelhos vacilarem e depois de instantes caiu no chão. Sentiu sua amiga colocar sua cabeça em suas pernas e alguém falar alguma coisa.

— Liga para a ambulância, Thommy! — Laura gritou e o menino começou a discar o número.

Ele deu o endereço e falou onde estavam. Depois de desligar o telefone, viu a sombra de uma menina loira de jaqueta sumir atrás de uma árvore.
Os olhos de Camille reviraram e então ela os fechou se lembrando de uma parte da mensagem de Scream Bitches:

" Está na hora de dizer adeus ao mundo. Está na hora de gritar pela última vez.”

Notas finais
Então pessoal, gostaram? Espero que sim hhehe esperem pois há muita coisa por vir! E muitas novidades, até os próximos Abraços