Scream Bitches

6 Fantasmas do Passado


Notas iniciais
Oi oi vocês sabem quem eu sou? kkk Bem gente, voltei por que estava querendo ver a cara de vocês com esse capítulo u.u Enfim, quero agradecer a vocês que apareceram e espero que vocês digam o que acharam desse capítulo hehehe Bem, peço que leem as notas finais por que estarei falando algumas coisas importantes sobre o próximo capítulo lá. Sem mais delongas, aproveitem. Abraços.

Karen estava trocando de roupa em seu quarto depois do funeral de Karina. Ela agora mexia em seus dreads e escutava uma música de reggae. Fumou um baseado e começou a dançar lentamente pelo quarto.

A garota poderia ficar ali sozinha dançando pela tarde toda, a não ser por um barulho que tirou sua atenção vindo do andar debaixo. Karen desligou o som e olhou a porta. Sentiu sua garganta se fechar e ficou paralisada.

Ela agora ficava com medo de qualquer coisa. Afinal, havia um homicida a solto por ai. A menina andou devagar em direção à porta. Ela nem havia trocado de roupa, ainda estava com suas botas pretas, calça rasgada com uma saia por cima e um casaco listrado. Nem havia ligado de ir assim para um funeral.

Karen abriu a porta e olhou para o início do corredor. Depois, saiu com o corpo todo e andou devagar indo em direção à escada. Ela ajeitou seus óculos e desceu devagar os degraus da escada.

Um barulho de alguém batendo na parede soou e ela parou de respirar. Com medo, voltou para o quarto e trancou a porta. Discou o número do seu namorado e esperou que ele atendesse.

A garota esperou, esperou e esperou, mas ninguém atendeu. Um barulho soou no corredor e ela deu um passo para trás. Sentiu suas pernas ficarem bambas, e reunindo forças, entrou debaixo da cama.

Viu a sombra de alguém parar em frente à porta e girar a maçaneta tentando abrir sem sucesso. A menina se tremia e tentava novamente ligar para o namorado que dessa vez, atendeu.

— Lucas. — ela disse baixo, mas em um tom desesperado. — está aqui! O assassino está aqui, eu estou escondida, por favor, vem aqui.

Seu namorado disse que chegaria em minutos, ele se desesperou e ela desligou. Quando a porta caiu em um estouro no chão, Karen colocou a mão na boca para abafar o grito que quase não saiu. Viu a pessoa virar de um lado para o outro e ir em direção ao armário.

A pessoa vestia preto. O assassino chegou perto da cama e se sentou na mesma. A menina chegou para o canto e fez uma cara de choro. Ela esperou achando que quem quer que fosse a pessoa levantasse, mas isso não aconteceu.

Sem perceber, sentiu uma coisa gelada em suas pernas. Ela engoliu em seco e as lágrimas caíram. Deveria ter percebido que aquilo fora um truque e que agora ela estava realmente morta.

Seus cabelos de dreads foram puxados e ela gritou. Não conseguiu ver o rosto da pessoa, pois estava com uma máscara medonha.

O assassino a jogou contra a cômoda que espalhou tudo no chão. Ela caiu e se levantou correndo. Passou pelo buraco da porta e correu para as escadas descendo-a. O serial killer vinha atrás dela e a garota abriu a porta saindo para a rua.

Ela gritou por ajuda, não havia ninguém passando, mas tinha alguém em algumas das casas. Viu o carro de seu namorado virar a esquina e levantou os braços sorrindo.

Karen sentiu-se aliviada, mas depois de alguns segundos, sentiu algo afiado entrar em suas costas e sentiu uma pontada de dor. Sentiu novamente algo afiado e dor. Suas pernas tremeram e ela caiu no chão, viu o homicida enfiar pela última vez a faca em sua barriga e depois ir embora.

Seu namorado parou o carro e saiu rápido colocando a cabeça da menina em seus joelhos. Ele discou para a emergência, mas era provavelmente tarde demais. O garoto procurou o assassino, mas ele já havia sumido.

Lá estava o garoto no meio da calçada com a namorada morta aos seus braços.

***

Enquanto todos ainda estavam em frente a igreja, Camille sentiu uma coisa muito estranha bater contra seu corpo. Depois que as irmãs voltaram para a cidade e elas tiveram um pequeno encontro, Keke pareceu apavorada e sumiu dali.

Algumas pessoas finalmente começavam a ir embora. Thomas de vez em quando trocava olhares com Felipe que da última vez fez sinal para que ele o encontrasse atrás da igreja e ele assentiu.

— Tenho que ir gente. — ele disse para suas amigas.

— Eu também já vou. — Jennet os abraçou. — finalmente minha mãe saiu dali e parou de fofocar, depois nos vemos.

A menina foi para um lado e o garoto foi para o outro. Ele andou discretamente para parte de trás da igreja onde não tinha nenhum movimento. Felipe estava com as mãos nos bolsos andando de um lado para o outro.

— Você está bem? — ele segurou o rosto do menino que acabou de chegar. — puta merda Thommy! Tive medo que algo te acontecesse.

— Eu estou bem. — ele tirou as mãos do rosto dele. — aqui não é um lugar seguro para se conversar! Vamos.

Eles saíram dali e andaram em direção à casa de Thomas, enquanto Laura subia para a torre dos sinos da catedral.

A garota havia ficado incomodada com aquele incidente, queria saber o que tinha causado aquilo, mas sabia que se fosse mais fundo, iria acabar achando alguma coisa bem podre.

— O que uma menina faz aqui em uma cena do crime sozinha? — um garoto apareceu sorrindo atrás dela.

— Ramon! — Laura se jogou nos braços do velho amigo e sorriu. — que saudade. Desde quando você chegou?

— Hoje. — o menino sorriu. — parece que os fantasmas retornaram hoje, não é mesmo?

A menina concordou embora não esboçou nenhuma expressão. Ela colocou o braço por volta do dele e os dois desceram as escadas da torre dos sinos.

Enquanto desciam às escadas, Camille esperava lá embaixo na calçada. A menina ainda estava intrigada com Keke e com o retorno das irmãs e de Felipe.

Parecia para ela que todo mundo decidiu retornar no funeral de Karina. Por algum motivo, ela não sabia o que pensar. Estava desnorteada. Precisava abraçar alguém, talvez fosse hora de pensar em ligar para seu namorado, que não dava notícias há muito tempo.

Ela ligou o celular para discar o número de Marcos, seu namorado e viu uma mensagem que tinha acabado de chegar ao mesmo instante.

"Uma terceira já foi, será que consigo uma quarta? HAHAHAHA estou adorando essa cama de gato! Cuidado com quem você fala, já nos falamos a muito tempo e os fantasmas sempre voltam! E o meu fantasma retornou.

Grita vadia.

Scream Bitches."

Camille olhou em volta procurando por alguém. Uma das três ambulâncias que estavam ali saiu em uma velocidade tão rápida que em poucos minutos se tornou um borrão na extensa rua. Ela olhou para o final da rua e pensou em quem seria a próxima. Keke talvez?

Então, com medo discou o número de seus amigos e conseguiu falar com eles. O peso e o medo saíram de seu peito e ela suspirou aliviada. Sentiu alguém cutucá-la em seu ombro e ela guardou o celular e se virou.

— Hoje é o dia em que todos voltaram. — disse uma menina parada em sua frente sorrindo. — tudo bem se uma velha aqui tiver retornado?

— Nita! — Mille gritou e abraçou a amiga sorrindo. — você voltou não creio! Como foi na federal no Rio?

— Foi ótima. — Anita respondeu. — vem, vamos andar um pouco, temos muito que conversar.

****

Thomas estava colocando um copo de água para Felipe. Eles estavam na casa do garoto que parecia agora estar confortável para conversar sem medo de qualquer coisa.

Eles não falaram nada por alguns minutos até que o garoto terminasse de beber água. Eles se levantaram e ficaram se encarando.

— Bem... — Thommy mordeu o canto da boca. — por que você estava com medo?

— Fiquei com medo de que você se machucasse. — ele colocou a mão no rosto do menino que a tirou na mesma hora.

— Você nunca ligou para mim, Lipe. — ele retrucou. _ por que isso agora? Não precisa ter medo, eu sei me cuidar muito bem.

Felipe estava prestes a falar alguma coisa, mas o garoto não deu muita atenção. Ele não queria nenhuma explicação, o que aconteceu entre eles havia acabado.

— Não foi mais do que um beijo! — Thomas disse. — éramos crianças ainda, não sabíamos que estávamos fazendo. Acabou. Eu não sou gay, e você também não é!

— Sim, Thom! — o rapaz chegou mais perto dele. — nunca quis nada com outro garoto até aquele beijo. Cara, eu não quero outro garoto, não sinto nada por outro, só por você.

Thommy sentiu suas pernas vacilarem. Aquele menino nunca tinha falado aquelas palavras para ele. Ele sabia que deveria lutar contra tudo aquilo.

— Se eu não ficar com você para sempre. — continuou Felipe. — não fico com mais nenhum menino.

Ele chegou mais perto para beijá-lo, mas algo o atrapalhou. O som de algo se quebrando soou e a janela da sala se espatifou em milhões de pedaços. Eles se jogaram para trás.

Os cacos de vidro estavam por toda sala e cozinha. Eles levantaram e olharam para o chão da sala que tinha uma pequena caixa. Thomas não sabia o que pensar no que tinha ali dentro, porém, se abaixou devagar e abriu lentamente a pequena caixa preta com um desenho.

Havia algo embrulhado e um pequeno papel com letras vermelhas.

"Felipe brincou demais com corações alheios. Agora é minha vez de brincar.
Grite, Vadia.

Scream Bitches."

Ele jogou o papel para o lado e começou a desembrulhar o que estava dentro da caixa. Thomas já podia imaginar o que tinha ali, mas queria ter a certeza.

— Puta merda! — Felipe colocou a mão na boca e virou o rosto quando viu o que estava desembrulhado.

O coração de Thommy estava quase pulando para fora com aquela imagem.

A imagem de um coração cortado com as letras SB e SK intitulada em meio ao sangue escuro e gosmento que saia do órgão.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado. Sobre o próximo capítulo, digo apenas isso: Se você prestar muito atenção no próximo capítulo, você terá uma grande confirmação de quem é Scream Bitches! Isso mesmo, prestem muito bem atenção, pois os eventos do próximo capítulo começará a dar um ânimo a mais na trama. Ainda vem muita coisa por ai! Não percam, abraços