Scp-201
2 The Gray and Lonely World of SCP-201
Notas iniciais
Todo aquele branco se tornou negro.
Era como se eu estivesse dormindo, me lembrando de estar semi acordado e estar sentindo algo na minha cara. Passou-se um tempo até que eu comecei a acordar, sentia aquele tecido na minha mão e no meu peito, eu afastei-o com a mão para ver o que era e percebi ser um casaco.
Eu me levantei daquele colchão desconfortável e velho, jogado no chão no meio de um corredor do que parecia ser uma casa. O lugar era escuro e o ar era gelado. Vesti aquele casaco e comecei a andar ainda cambaleando e desnorteado, até uma sala pequena onde haviam as escadas para o andar de cima e uma porta.
A porta da frente estava tampada com várias tábuas de madeira pregadas na parede. Subi as escadas e cheguei em outro corredor, aquilo era uma casa normal, mas a diferença era que parecia estar abandonada, como se os moradores dali tivessem ido embora e deixado todas as coisas exatamente como estavam há anos atrás. A poeira era predominante em todo o ambiente.
Tentei todos os quartos, mas todas as janelas estavam tampadas com tábuas de madeira, haviam porta retratos por todos os lados, todos empoeirados. Tentei acender as luzes ou ligar a televisão, mas a energia não funcionava ali, tudo estava empoeirado e inútil, tentei até ligá-los pela chave de energia, mas também não funcionou, seja lá onde esta casa fica, não é abastecida com energia elétrica.
Desci as escadas e andei até achar uma cozinha, procurei algo que servisse como um pé de cabra, porém foi um marrete. Fui até a porta e comecei a quebrar a madeira e em seguida, a maçaneta.
Me encontrei em uma rua de pedra cercada por prédios baixos, até três andares de altura, o céu era cinza e havia uma névoa muito espessa por todos os lugares que eu olhasse. Fazia muito frio, não parecia haver Sol ou Lua, simplesmente não havia nada no céu, apenas uma cor cinzenta e escura. Havia ventos razoáveis, havia apenas o silêncio. O que mais me chamou a atenção eram as pequenas nuvens — ou melhor — uma espécie de neblina ainda mais escura e cinzenta que viajava muito próximo ao chão, mais ou menos na altura do meu joelho.
Eu gritei alto para ver se alguém me ouvia, mas não houve resposta alguma em todas as tentativas. Comecei a andar à esmo pelas ruas. Parecia uma cidade pequena, com certeza não era uma cidade norte americana, todas aquelas placas de lojas e outras coisas abandonadas estavam em outro idioma, não era nada anormal, mas eu apenas não sabia ler.
Depois de andar por alguns minutos, eu parei para descansar. Não sabia mais o que fazer ali, comecei a tentar lembrar do que acontecera com as pessoas que foram afetadas pelo SCP-201, teriam elas sido transportadas para este lugar? Das seis pessoas, três foram afetadas, destas três, apenas uma sobreviveu, mas está em um hospício, enquanto uma morreu de ataque cardíaco e a outra nunca retornou.
O que há de tão ruim aqui que pode matar uma pessoa de susto? E o que há para enlouquecer alguém?
Estas perguntas apenas me deixam com mais medo. A curiosidade e a confusão que eu antes sentia agora se tornaram sentimentos negativos e paranóia. Eu começo a correr de repente, subindo uma rua na intenção de encontrar algum sinal de civilização, alguma alma viva ou meio de comunicação.
Eu chego na frente de uma igreja branca, aquelas típicas igrejas católicas, mas esta era antiga, básica e com um galo de ferro na ponta da cruz da sua única torre. Atrás desta igreja havia uma árvore, mas esta estava totalmente morta e seca, não havia grama no chão, apenas um amontoado de terra.
Seja onde for este lugar, parece não haver nenhuma forma de vida: não há plantas, não há animais, não há seres humanos, não há nada vivo aqui. E isto é praticamente uma cidade inteira, se não um mundo inteiro sem vida, agora acho que consigo entender o porquê daquela garota ter se tornado louca, ela deve ter sobrevivido aqui por cinco dias sem comer, beber ou, quem sabe, não viu um de seus colegas morrerem na sua frente, aquele que nunca retornou.
Começo a me perguntar o que eu iria fazer dali em diante, onde eu iria me abrigar? Comecei a andar, subir o desnível da rua até o que parecia ser uma grande avenida lá em cima; Haviam diversos ônibus, carros, motos e caminhões parados e abandonados pelas ruas, era algo novo para se ver. Porém não havia como se animar. Corri para tentar ligar aqueles veículos, tentei até mesmo a ligação direta e nada. Tentei em vários e nenhum daqueles incontáveis meios de transporte funcionavam, nada que precisasse de energia elétrica funcionava.
Aquela névoa em meus joelhos era gelada e úmida demais, eu subi no teto de um dos carros e olhei para os meus pés, toda a pele de baixo dos meus joelhos estava suja e pegajosa, com uma coloração cinzenta e avermelhada.
Comecei a correr novamente até um prédio de dois andares, pulei a grade do muro e corri até uma porta de grade, cujo cadeado quebrei com uma pedra no chão. Entrei, era um corredor escuro, o curioso é que aquela névoa abaixo dos meus joelhos não existia dentro dos prédios ou casas. Comecei a andar e percebi que eu estava na verdade, em uma escola. As salas de aula estavam empoeiradas, o teto de madeira havia caído em alguns locais e só haviam destroços de madeira, além das carteiras e cadeiras jogadas, empilhadas ou espalhadas.
Entrei na única sala que parecia intacta, as carteiras e cadeiras estavam empilhadas no fundo, todo o chão estava empoeirado, afastei a poeira com o meu casaco e coloquei-o sobre o chão. Deitei-me sobre ele e ali fiquei, pensando em alguma forma de se salvar.
Será que eu retornaria?
E se eu retornasse, será que aqueles monstros ainda estariam lá?
Por quanto tempo continuarei aqui?
To Be Continued.
Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor, peço para que deixe um review se for possível.
Arigatou.
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