Scp-201
1 My Last Night In The Foundation
"Item #: SCP-201. Classe do Objeto: Euclid. Procedimentos Especiais de Contenção: Em nenhum momento, nenhuma pessoa pode se aproximar do raio de quarenta metros do SCP–201. Todo e qualquer trabalho feito com o SCP–201 deve ser realizado através de um drone comandado por controle remoto..."
Era o que dizia o documento ultra secreto que agora estava em minhas mãos. Esta instalação deve ser a caixa de pandora do planeta, há tantas coisas anormais e mortais lá fora que ninguém imagina. Não posso descrever, não tenho como, mas há inúmeras coisas que poderiam aniquilar nações inteiras e que estão guardadas nas inúmeras salas deste e de outras instalações ultra secretas por todo o planeta. Até mesmo pessoas com capacidades anormais e poderosas, até mesmo psíquicas, estão aqui.
Semana passada eu fui apresentado àquela garota, Iris Thompson; Há exceções como ela, que veio parar aqui por causa de sua habilidade fascinante com fotografias, ela podia interagir em tempo real com o lugar capturado em uma fotografia. Se eu lhe desse uma imagem de um deserto, ela poderia andar sobre ele e me dizer o que via além da área fotografada. Era fantástico.
O Dr. Dantensen havia ajudado-a a escapar daqui, mas não demorou muito até que a pegassem novamente. Ela está novamente aqui, mas eu e o Dr. fomos proibidos de acessar o local onde ela está. Sinto falta da voz dela, ela era tão linda... Apenas eu e o Dr. chamavam-na de Iris, todos apenas a chamam de SCP-105, me pergunto se ela sente falta de mim, espero que ela esteja bem.
Eu poderia deixar meus sentimentos falarem mais alto e tentar tirá-la daqui, mas a fundação é gigantesca, está presente em todo lugar e eu simplesmente seria morto caso fizesse algo estúpido, e é bem provável que ela corresse perigo dessa forma, eu só espero que ela me perdoe por isso.
Enfim, eu basicamente vivo aqui nesse lugar, eu sou um observador, monitorando as atividades dos objetos, seres e tudo de anormal que é guardado nessa instalação, mas apenas monitoro o que for designado para se monitorar, e desta vez é o SCP-201. É um objeto interessante, é bem parecido com um daqueles suportes verticais de metal que são usados em terapias intravenosas, mas tem um monte de metais, vidros e coisas que não se sabe para que servem anexados a ele, mas é provável que seja algo relacionado à medicina.
Nos documentos, dizem que o objeto foi achado em um depósito antigo e não usado de um hospital, mas o nome do hospital está censurado, assim como outras informações como a data em que foi achado, mas já estou acostumado a isso. O hospital não tinha registro, nem informações sobre o objeto, e desconhecia a existência dele antes do incidente que fez com que três das seis pessoas que o descobriram desaparecerem no ar, bem na frente de seus colegas. Duas retornaram depois de cinco dias, uma delas estava com a sua mente em um estado deplorável de delírio e a outra estava morta por ataque cardíaco após sofrer uma descarga exagerada de adrenalina, a terceira vítima nunca retornou.
Pelo o que eu sei, se alguém se aproximar muito do objeto deixará de existir nesse planeta e talvez poderá retornar dependendo dos casos, isso pode levar horas, dias ou até anos. E considerando o fato de que das seis pessoas que o descobriram, três não foram afetadas, significa que o objeto afeta de forma aleatória os seres vivos que se aproximam do raio de trinta metros do objeto.
Eu estava em pé em uma sala, enquanto via o pequeno objeto no centro daquele lugar através do vidro. A sala de contenção era grande, uma linha circular vermelha e amarela rodeava a área de alcance dos efeitos do SCP-201 e era acessada apenas por uma grande porta de titânio, havia um pequeno robô que deslizava pelo chão e era controlado remotamente para ir até lá caso precisasse.
Bem, parece que não será tão difícil cuidar disto.
Quatro horas se passaram, nenhuma atividade foi detectada, e assim continuará todas as noites por até um mês. Este emprego é tedioso, mas não tenho como sair dele, afinal, é quase certo de que me matariam ou me colocariam sob vigilância constante para que eu não reportasse nada do que eu vi aqui para o resto do mundo.
Subitamente, toda a iluminação do setor desligou-se, eu me levantei assustado e peguei a lanterna na gaveta, um som de alarme começou a ecoar por todo o lugar e luzes de emergência começaram a acender-se pelos corredores. Eu podia ouvir sons metálicos semelhante a explosões nos andares mais acima de mim, eu ouvia gritos e tiros de metralhadora também, uma voz começou a falar nos alto falantes, mas eu não entendi muita coisa, apenas a parte em que ele dizia que o complexo estava sendo lacrado.
Eu abri a porta e desci as escadas até o corredor, do lado esquerdo havia a porta para a sala de contenção do SCP-201, enquanto ao lado direito havia o corredor que terminava no hall onde haviam os elevadores para a superfície.
Comecei a correr em direção ao hall, procurando saber o que realmente estava acontecendo naquele lugar. Esperava encontrar vários funcionários, mas apenas parei de correr e fitei aquele vulto que estava logo a minha frente. Aquilo não era humano. Era algo terrível e que de alguma forma, fazia-me sentir um desespero e agonia indescritíveis. Era provável que fosse um SCP, como os da classe Keter, sendo observados por agentes do nível 4 para cima... E eu era do nível 2 apenas.
Eu dei as costas e corri o mais rápido que eu podia, deixando aquele ser negro para trás, o chão por onde aquela criatura pisava parecia se destruir, como se enferrujasse. Eu fui até a sala de monitoramento e sabia que aquela porta não iria aguentar aquela criatura, afinal, se era mesmo um SCP da classe Keter, eu não podia arriscar.
Peguei o meu cartão ID e corri até a porta da sala de contenção, passei o cartão no visor e digitei o comando. A porta começou a se mover lentamente produzindo um som alto e metálico que viajou por todo o corredor escuro. Depois que a porta foi aberta, entrei na sala circular e passei novamente o cartão em outro visor e a porta começou a fechar-se comigo lá dentro. Para o meu desespero, aquela criatura de pele completamente negra estava vindo em minha direção, aparecendo em meio a escuridão e se locomovendo lentamente.
A porta fechou-se por completo e o visor mostrou o sinal de que a porta havia sido lacrada. Eu apenas tinha que esperar ali até que a situação passasse, eu não tinha para onde ir, o que comer ou o que beber, eu estava preso naquela sala com um objeto de classe Euclid.
Vinte minutos se passaram até eu ouvir o vidro da sala de monitoramento quebrando-se, eu levantei e corri para longe, seguindo a parede circular sem chegar perto da linha amarela-vermelha. Apontei a lanterna para o vidro e lá estava, um dos SCPs mais famosos e perigosos de toda a história da Fundação, era ele, o "Réptil-Impossível-de-Destruir", mais conhecido como SCP-682.
Normalmente não era para eu saber da existência dele, mas os boatos entre o pessoal do meu nível corriam soltos. Era uma criatura gigantesca, do tamanho aproximado ao de um micro ônibus que lembrava a forma de um crocodilo. Seu corpo podia se transformar a medida que ela quisesse e a criatura estava destinada a ser destruída, porém, tudo o que conseguiram foi apenas causar um grande dano, mas sua absurda regeneração, velocidade, força e reflexos o mantinham vivo.
Era isto. Era o meu fim. Não tinha como eu escapar de uma criatura, não da mais indestrutível da classe Keter. Eu provavelmente seria morto se eu me aproximasse da porta... Pelo réptil ou por alguma outra criatura do outro lado.
Eu comecei a gritar, eu chorava e implorava enquanto aquela criatura descia do vidro quebrado e se aproximava de mim. Devido ao seu tamanho absurdo, parte do seu corpo havia ultrapassado a linha de efeito do SCP-201, mas nada aconteceu com ele.
Algo estúpido veio em minha cabeça, era a única forma de eu sair dali, mas eu deveria estar preparado para morrer quando tomasse aquela decisão. Sim, eu precisava apenas torcer para que aquele objeto me tirasse dali, se eu acreditasse em algum deus, eu poderia rezar para que aquele objeto fizesse efeito em mim. E aquela criatura continuava a avançar.
Eu corri até o objeto no centro da sala e tudo por um momento ficou claro demais. Branco em sua mais pura forma.
Eu... Estou morto?
To Be Continued.
Notas finais
Obrigado se leu até aqui.
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