School of Hunters
13 Reconciliação
Notas iniciais
Antes
“Sammy...”, sussurrou a mulher.
“Shhhhhhhhh!”, calou-a o Winchester antes de beijá-la.
Agora
Angel sentiu seu corpo amolecer e tombar, o corpo musculoso de Sam sobre o dela, os lábios colados. Ele moveu a mão que estava no rosto da mulher e a pousou em sua cintura, puxando-a mais para perto. De repente, o caçador sentiu seu celular vibrar em seu bolso traseiro, o que quebrou um pouco o clima, mas continuaram na mesma posição. Ainda com o olhar concentrado nela, pegou o telefone e clicou em um botão, fazendo aparecer uma tela, a tela de bloqueio, que tinha uma foto de Angel como capa.
“Largue isso.”, pediu ao parceiro. Estendeu o braço mais próximo do aparelho e o tirou de Sam, antes que ele conseguisse ver as notificações, colocando-o na mesinha de cabeceira.
Esquecendo tudo o que ocorrera naquele meio tempo, os dois se rearranjaram na cama de solteiro, o Winchester se deitou, apoiando suas costas na parede e a Novak apoiou sua cabeça em seu peito, sendo envolta por seus braços. Enquanto faziam isso, ouviram um tilintar de chaves do lado de fora do quarto, no corredor dos dormitórios.
“Klara!”, falou Angel, espantada, engolindo em seco.
“Não pode ser, ela está na aula agora.”, Sam disse tentando acalmá-la. “Nós estamos sozinhos até acabarem todos os tempos de hoje, não precisa se preocupar em sermos pegos, sairemos daqui antes de dar o horário.”, acariciou seu cabelo, observando-a com um olhar apaixonado. O silêncio tomou todo o dormitório por alguns segundos. Ele suspirou pensativo. Tomou coragem e falou: “Tem uma coisa que quero dizer para você há muito tempo, mas nunca tive coragem para dizer.”.
“E o que é?”, ficou curiosa.
“Eu t...”, começou.
“Angie?! Sam?!”, Klara exclamou, com os olhos arregalados. Os dois se voltaram para ela. “Vocês estão...”, não conseguiu terminar a frase.
A Novak tentou manter a calma, suas mãos tremendo e sua respiração irregular. Cerrou os punhos. Suspirou. Sammy, percebendo o nervosismo de Angie, segurou suas mãos cerradas, como se dissesse: “Estou com você, fique tranquila.”.
“Primeiro, eu me chamo Angel. Segundo, o que faz aqui a essa hora? Não era para você estar na aula?”, falou controlando a voz para ela não falhar.
“A aula acabou mais cedo hoje, parece que o diretor geral chegou no intervalo e depois chamou todos os professores para uma reunião. E acho que... acho que isso também te incluía, Sam.”, informou meio tímida.
Ele deu um pulo para trás, batendo a cabeça na parede, soltou um “oh, shit” e fitou Angel de olhos arregalados. Rapidamente, ela entendeu o recado e pegou o celular do Winchester na mesinha de cabeceira. A tela acendeu e lá estavam trocentas mensagens e chamadas perdidas de Dean, Cas, Bobby, Kaleb e Chuck. Levantou-se num piscar de olhos e correu para a porta, atropelando Klara, que estava no caminho, quase a derrubando.
“Desculpe-me, tenho que ir.”, voltou-se para a Novak, com o semblante triste por ter que sair de perto dela. A híbrida assentiu com a cabeça, consciente do que ele queria e não queria fazer. Klara apenas olhava de um para o outro, como em um jogo de tênis. Dando um sorriso tímido, Sam saiu às pressas.
“Vocês estão...”, insinuou a ruivinha.
“Não é da sua conta!”, respondeu rudemente.
“Só estou...”, tentou falar.
“Fique quieta, está bem?”, interrompeu-a.
Sala do Diretor
“Cheguei!”, disse Sam parado na porta da sala de Castiel, arfando.
A maioria dos professores que ali se encontravam o fitaram, repreendendo-o pelo atraso, apenas os que sabiam o que realmente estava fazendo não o repreenderam. Dean se aproximou do irmão batendo sem suas costas.
“E aí? Como foi a reconciliação?”, falou em seu ouvido para ninguém mais ouvir. O mais novo lhe lançou um olhar ameaçador e ele captou a mensagem.
Os dois se organizaram por entre a multidão ao lado de Castiel, que, por sua vez, não estava em sua mesa, mas sim, Chuck. Logo, o cachinhos dourados (aka Sam) supôs que ele fosse o Diretor Geral/dono de todas as filiais da Escola de Caçadores por todo o globo terrestre.
“Bem, para começar a reunião, gostaria de me apresentar para quem não me conhece. Eu me chamo Chuck Shurley e fui eu quem criou essa Escola de Caçadores espalhada por todos os continentes.”, começou seu discurso. “Bem, fiquei sabendo que houve vários incidentes nesse primeiro semestre e gostaria de ajudá-los a resolvê-los.”, deu ênfase em incidentes. Voltou seu olhar ao quarteto no canto, composto por Sam, Dean, Kaleb e Bobby. “Focarei mais no primeiro ano”, um dos professores levantou a mão para falar e ele pediu um tempo para terminar a frase. “, mas não me esquecerei dos outros anos. Qual é a sua pergunta?”.
“O senhor já respondeu.”, retrucou James, satisfeito.
“Mais perguntas?”, quis saber.
“Sim, diretor. Quanto tempo ficará por aqui?”, questionou Minerva.
“Bem, isso depende de como vou resolver, mas, normalmente, resolvo em dois meses, no máximo três.”, deu um sorrisinho no final na resposta. “Mais alguma pergunta?”, silêncio total. “Nenhuma?”, outro vácuo. “Bom, acho que a reunião acabou então. Estão todos liberados.”.
Cinco minutos depois, a sala estava praticamente vazia, com apenas o Team Free Will ali. Os quatro se aproximaram de Chuck.
“Eu, sinceramente, achei que eles fossem perguntar mais.”, comentou decepcionado.
“Você se acostuma, Pai... quer dizer, Chuck... quer dizer, Diretor.”, hesitou Cas.
“Pode me chamar de Pai, Chuck, Diretor, do que você quiser, mas evite aquela outra palavra com G, ok? Não gosto muito dela. Isso vale para vocês também.”, avisou ao grupo. “E aí? Como foi com ela?”, voltou-se exclusivamente para Sam.
“Foi tudo bem.”, respondeu humildemente.
“Vamos lá, conte-nos mais!”, Kaleb colocou mais lenha na fogueira.
“Bem, nós nos beijamos e... foi isso.”, contou.
“Só?”, Dean ficou incrédulo. “Nada de amasso ou coisa do tipo?”.
“Não, nada.”, insistia em apertar na mesma tecla.
“Dude, you’re so boring!”, o loiro insultou o irmão. “If I were you, I would kiss all her body and would make a son on her.”.
“Hey! Look your mouth!”, Castiel chamou sua atenção. “She’s my daughter! Show a little respect!”
“Sorry, Cas! It was not to insult her. I consider Angie as my little sis. I meant to say that’s what I do with every girl I sleep, but, unfortunately, I mess up everything.”, desculpou-se com o amigo.
Kaleb dava gargalhadas com o mal entendido entre o tio e o Winchester. Chuck também não conseguiu não rir. Sam apenas estava em seu canto, calado, ouvindo toda a briga. De repente, saiu sem falar nada, deixando-os discutindo sobre o comentário malicioso do irmão. Só perceberam que ele não estava ali minutos depois, quando resolveram conversar sobre sua reconciliação com Angel.
“Cadê o Sammy? Para onde ele foi?”, Dean questionou-se olhando ao redor.
Local Desconhecido
“Tem um telefonema para o senhor, Mestre.”, falou um homem de meia idade irrompendo com um celular na mão na sala do trono, onde se encontrava seu Mestre.
“Passe isto para mim, Wilfred!”, ordenou.
“S-s-s-sim.”, gaguejou, estendendo o braço e entregando-o. Sem dizer mais nada, colocou o aparelho em seu ouvido.
“Senhor, ela está de volta a 1ª EC.”, avisou uma voz masculina e jovem do outro lado.
O Mestre abriu um sorriso malicioso e desligou na cara do informante.
“Boas notícias, senhor?”, intrometeu-se Wilfred.
“Sim, Will, muito boas!”, exclamou entusiasmado se levantando e se aproximando de uma mesa cheia de bebida alcoólica. Pegou um copo e o encheu com um scott legítimo. Voltou para o seu trono de ouro, ainda com seu sorriso no rosto.
Dormitório de Angel e Klara
Angel estava deitava em sua cama olhando para o teto desde que Sam a deixara ali com a colega de quarto. Klara a observara durante as primeiras horas, até que caíra no sono. Quando a noite caiu, sentiu algo vibrar no bolso traseiro de sua calça jeans.
“O que é isso?”, pensou em voz alta. “Parece vir de um celular, mas não tenho um agora. Ou tenho?”
Passou as mãos nos bolsos e achou a origem do vibracall, era realmente de um celular. Quando o pegou e o colocou na frente de seus olhos, estes dilataram. Sua boca ficou seca.
“Que coisa linda! Oh My...”, exclamou.
“Don’t! Don’t say that word!”, pediu solenemente alguém com voz masculina que lhe era bem familiar. Observou melhor e viu Chuck sentado na cadeira de sua escrivaninha fitando-a.
“Foi você que...”, queria confirmar as deduções recentes.
“Sim, fui eu. Vi o que aconteceu com seu antigo, aí decidi te dar outro, como seu avô, não como o outro cara, o Grandioso.”, explicou.
“O que aconteceu com o antigo? Não o vejo há, sei lá, milênios!”, perguntou Angel.
“Longa e cansativa história.”, respondeu de forma gentil.
“Tenho todo o tempo do mundo!”, falou.
“É, você tem, mas não agora.”, apontou para o aparelho em sua mão, já esquecido pela híbrida. Ela o olhou e, em poucos segundos, clicou no único botão que ficava na tela. Esta se acendeu e cinco mensagens de Sam apareceram nas notificações da tela de bloqueio. Seu olhar caiu sobre o avô, que não mais se encontrava ali. Abriu um sorriso tímido, apertando os lábios e balançando a cabeça de um lado para o outro.
Dormitório de Sam (prédio dos professores)
Sam estava pensativo e sentado na ponta da cama de casal do seu quarto a espera de Angie. Segurava uma caixinha, coberta de veludo vermelho, nas mãos. Angel, para não dar sinais de sua presença para os outros professores que dormiam na 1ª EC (exceto Dean, que já sabia de tudo), tele transportou-se (leia-se voou) e aparecera na frente do Winchester, dando um sustinho nele. A caixinha quase caiu no chão, sorte que seu reflexo era bom e ele a pegou antes de algo trágico acontecer.
“Sammy, está tudo bem?”, preocupou-se Angel.
“Sim.”, engoliu em seco o nervosismo daquele momento importante para sua vida. Levantou-se. Suas pernas longas começaram a tremer, mas conseguiu controlá-las. Suspirou e começou o discurso que tinha treinado: “Angie, nós já nos conhecemos há muito tempo e tivemos vários desencontros desde então. E... desde que nos reencontramos, que eu te vi na minha frente, na primeira aula desse ano, meu coração disparou e... sabia que era a hora certa para te dizer uma coisa, mas não tive coragem, e agora eu me agacho e digo com toda coragem do mundo.”, ele se abaixou e apoiou o joelho direito no chão para se equilibrar. Estendeu os braços e mostrou a caixinha aberta para a híbrida. “Quer namorar comigo?”, tirou o anel dali e o colocou no dedo de Angel, que estendeu a mão para ajudá-lo.
“Sim, sim, sim, é claro que sim, Sammy!”, exclamou com um sorriso que ia de uma orelha a outra. Sam, sentindo-se anestesiado e feliz ao extremo, ergueu-se num estalo e a levantou acima de sua cabeça, pegando-a pela sua curvatura perfeita. Abaixou-a um pouco e ela se segurou nele envolvendo suas pernas em sua cintura. Trocaram olhares quentes por alguns instantes e logo seus lábios se tocaram numa dança frenética.
O Winchester deu um passo para trás e tombou de costas na cama, ainda junto a ela. Angel esticou sua perna para fora do colchão. No mesmo segundo, seus braços trabalhavam sem parar tirando a roupa do seu, agora, namorado. Sammy acompanhava seus movimentos, enquanto a despia delicadamente. Eles, em pouco tempo, estavam apenas com as roupas íntimas. Soltaram-se para se rearranjarem na larga cama, diferentemente daquela dos dormitórios dos alunos, que era minúscula.
"Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida!", comentou enquanto se arrumavam.
“E você também é!", respondeu no mesmo tom. Angel insinuou falar algo, mas ele a calou dando-a outro longo beijo.
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